Volume 2 - Capítulo 7.1
Esse capítulo é mais uma página da minha vida.
Sempre que digo isso comumente faço uma alusão de que o capítulo não terá contribuição alguma, mesmo porque é apenas uma visão da realidade limitada aos pequenos globos oculares de uma pessoa só: eu. Megan Mourne.
Mas hoje eu estou otimista. Hoje não vou chamar isso de "apenas mais um" capítulo. Hoje é ao invés disso o início de uma série de capítulos que terminarão por dar um basta na farsa e na injustiça... E talvez arrumar a minha vida.
Pelo menos em certo sentido.
Não posso dizer que o mês passado foi o meu predileto. E isso que foi o começo do ano. Eu fiz figas e pulei no ano novo pedindo paz e afastamento das energias ruins. E não é que tudo de ruim aconteceu dentro do intervalo de um mês? Espero de coração que a cota do azar já tenha se esgotado.
No dia 23 Jim Sanford, nosso amigo que trabalhava no DEA e que costumava morar também no Mapleleaf... Faleceu. Foi brutalmente assassinado.
Quando digo "nosso" me refiro a mim e à Beth. Elizabeth Wilson, que também trabalha no DEA e mora no mesmo condomínio. Jim morava no Mapleleaf mas se mudou pouco antes da tragédia acontecer, mas Beth ainda é minha vizinha. Mora a cinco passos do meu apartamento.
E embora Jim tenha sido assassinado, o modo como tudo ocorreu não deixa claro até hoje o que aconteceu. O veredito final foi que ele teve morte por atropelamento, mas trata-se de uma mentira, porque o caso foi tomado por aquele departamento obscuro de polícia que fica no centro: o DCAE. Aquele que não aceita o jornal.
Desde aquele dia eu jurei que ia trazer a verdade à tona e tenho trabalhado incessantemente para isso. Você veja... Hoje quando escrevo isso é 12 de fevereiro. Uma segunda-feira.
Ah, eu tinha dito que houve uma imensa maré de azar no meu mês e não terminei. Pois bem: a morte de Jim não foi a única coisa esquisita que aconteceu. Como eu disse, tenho reunido pistas aqui em casa e as amontoado sistematicamente (bem... nem tão sistematicamente assim) na minha cabeceira e escrivaninha e chão e paredes... Enfim sempre tomo o cuidado de anotar tudo aonde deixei para que ninguém intercepte minha pesquisa. Mas no dia 28 eu sofri um atentado! Alguém invadiu minha casa e eu tenho certeza disso. Eu estava deixando a câmera ligada pela fresta do guarda-roupa para gravar tudo que acontecesse enquanto eu estivesse fora e quando voltei, surpresa! A câmera estava desligada e sem pilha.
O curioso é que tudo o mais tinha ficado no lugar.
Eu tenho certeza que não tirei aquela pilha! Alguém entrou e mexeu nas minhas coisas. E eu lembro aquela data até hoje. Foi dia 28.
Sabe por que?
Porque no dia seguinte quando eu fui ao DCAE para revelar o atentado, depois que eu fui enxotada como de costume, aconteceu outra coisa esquisitíssima: um prédio explodiu!
Com o perdão do trocadilho infame na época foi uma bomba! Estourou em todos os jornais durante a semana toda. O curioso caso do prédio abandonado que explodiu sem mais nem menos numa manhã de segunda-feira.
Quando nós do Daily Inquirer fomos fazer a cobertura, os trabalhadores dos escombros disseram que não encontraram razão nenhuma para a explosão. "Suspeitamos que foi um acidente interior..." Acidente?? O prédio da Dalilah estava abandonado há meses! Ninguém deixava nada ligado lá que pudesse estourar daquele jeito.
Mas como sou uma pessoa de sorte, eu tenho Beth a meu lado. E Beth além de ser a pessoa mais fofa do mundo tem a vantagem de ter acesso a informações confidenciais do DEA. Ela me contou que o Howard (o Clinton... Você sabe... o chefe dela) tinha recebido uma informação do tenente do DCAE sobre uma ação envolvendo materiais ilícitos naquela região e isso foi logo antes da explosão. Poucos minutos antes. Beth disse que o Stewart voltou de lá branco de pálido! Pode imaginar? Quase virou churrasco.
O tenente do DCAE que tinha a informação se chama Henry Dotson. É o mesmo que ficou encarregado do caso do Jim, que permanece sem solução até hoje, e também foi o mesmo tenente para quem revelei o caso da invasão do meu apartamento no dia 28. Ele nem ligou.
Tenente Dotson é um desses machões que se manifestam broncos com todo mundo. Trata todo mundo na base do grito.
Eu tenho para mim que esse tenente deve ter algo a esconder. Pode ser que ele já sabia que aquele lugar ia explodir e resolveu avisar mesmo assim. Meu Deus, será que ele queria explodir o pessoal do DEA? Eu não sei. Espero que não. Quero acreditar que não.
Parando para analisar os fatos ninguém morreu na explosão então não deve ter sido isso... Mesmo assim... Algo de muito esquisito acontece naquele departamento.
Duas semanas depois, agora no dia 12 de fevereiro, eu estava me arrumando para trabalhar. Larry tinha me adiantado que havia dois casos que precisavam ser cobertos que ele delegou para mim justo porque sabia que iam me interessar, então eu estava animada. Ele disse que tinham a ver com o DCAE.
Qualquer pretexto para dar uma passada no DCAE me é bem-vinda. O Larry estava sendo bastante solidário nesse sentido porque ele sabe da minha história com Jim. O Larry pode se fazer de duro, mas ele também é um amor.
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Uma vez no prédio do Inquirer, entrei às pressas no elevador e apertei para subir.
Eu chamo de Inquirer mas como você deve bem saber trata-se da sede do Daily Inquirer, o jornal mais autêntico e também o mais lido de Sproustown.
Chegando na sala tudo estava uma bagunça: a sra. Ford nem olhou para trás quando eu passei por ela; Harrison encontrava-se atrapalhado tentando equilibrar uma pilha de papeis com um copo de café na mão; o telefone local repetia-se agudo e barulhento; a servente tentava limpar o chão no entremeio das pessoas que transitavam no mesmo local... Resumindo: era um dia típico do Inquirer.
Acenei com a cabeça para aqueles que me viram e fui direto até a sala do Larry. Era uma sala com uma grande janela de vidro desacortinada no final do corredor. Ele me viu e fez que sim, então girei a maçaneta.
– Bastante coisa para cobrir hoje, Megan! Espero que tenha se lembrado de pegar um café pois agora que está aqui não há mais tempo.
Eu acho que estava com um sorriso bobo de antecipação na minha cara o tempo todo e o sorriso não me deu oportunidade para objetar.
– Que foi? Quer saber do que se trata, é? Você está com sorte hoje! Como eu disse por mensagem, temos duas potenciais notícias envolvendo o DCAE, seu arqui-inimigo.
– O DCAE não é meu inimigo! O que é isso, Larry? Me faz parecer uma criminosa!
Larry não deu bola e continuou:
– O primeiro: sabe aquele candidato a deputado pelo PSP; aquele que já foi vereador em St Hermburg?
– Sei. O que tem ele?
– Morreu!
– É mesmo!? Como?
– É o que você vai descobrir. Ele veio para cá no início da semana a tratar assuntos com sua base eleitoral. Num parque em Bethanny Street, em High Cheawuld Garden. Se não me engano o nome do parque é... – Larry abaixou seus óculos redondos e olhou para o papel que estava em cima da sua mesa – Isso. Parque do coqueiro.
Parque do coqueiro é uma alcunha para Magitta Square. Todo mundo chama ele assim. Como ele é bem escondido e pequeno e quase não tem ninguém. Pouca gente sabe que ele tem mesmo um nome, que está escrito numa pedra local que inclusive está em péssimo estado de conservação.
– E segundo... – Continuou Larry – Recebi a informação diretamente do Howard, amigo seu – Ele fez menção com os olhos. Eu não era amiga de Howard, mas de Beth, que trabalhava para ele – Ele disse que o DEA e o DCAE estão para fazer uma parceria. Lançar uma operação policial para "desvendar a verdade sobre as sequências de crimes violentos envolvendo organizações traficantes de drogas em Sproustown". – Larry citou diretamente do papel que segurava.
– O nome da operação é "Cata-Luxo", Megan. Tecnicamente foi inaugurada semana passada, mas estavam mantendo segredo até então.
Cata-Luxo? Parecia um trocadilho de mal gosto.
– Se eles resolveram abrir as cartas significa que eles devem ter bastante informação. Vou tentar entrevistar alguém do DCAE para pedir alguns detalhes sobre os planos da investigação. Já que decidiram abrir para o jornal não vão tentar me enxotar de lá e nem esconder nada, imagino. Obrigada, Larry.
– Obrigada você. Sua obsessão me garante que vai dar duro para conseguir o máximo possível. Por isso separei essas duas justamente com esse fim. – Ele disse virando-se para o outro lado, ligeiramente escondendo o rosto. Provavelmente o rosto escondia a sua verdadeira feição que contradizia aquela fala de durão.
– Bem. Vou precisar de bastante tempo, como você disse. Não há tempo para o café. Te vejo depois.
– Te vejo depois.
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Eu já deveria estar acostumada, visto que já fui para aquele prédio a pedir entrevista inúmeras vezes, mas devo confessar uma coisa: aquele lugar me dava calafrios. Eu entrava, apertava o quarto botão do painel e quando o elevador terminava de subir, a porta desembocava num corredor que continha a sala da recepção logo à esquerda. A sala possuía uma gigantesca janela de vidro e as portas fechadas. Mas a pressão daquele corredor era esmagadora. Era uma sensação difícil de descrever. Sempre tinha a sensação que eu era um rato na presença de uma cobra. Algo em meu instinto natural me dizia para sair dali, sabe? Como se eu tivesse visto uma aranha no chão rastejando na minha direção. Se acontecesse eu naturalmente iria querer sair do recinto, sabe? Bem... Provavelmente não sabe. É algo que você iria ter que estar ali para entender.
Aquela sensação possivelmente devia-se ao fato que toda vez que eu ia pedir alguma coisa para aqueles carrascos eles me tratavam como se fosse a pessoa mais asquerosa do universo. "Uma jornalista? Joga ela no lixo." Entendo o desprezo que as pessoas sentem por gente querendo achar um furo ou uma notícia, mas eles trabalham numa rede que lida com uma fonte interminável desses. Deveriam estar acostumados. Pelo menos poderiam tratar as pessoas com frieza profissional.
Engoli em seco e então entrei pela porta com a janela de vidro.
A sala após a porta como sempre passava uma impressão de... Vacuidade? Não... Pior que isso. Acho que seria abandono mesmo. A sala era imensa, provavelmente ocupando a área de um apartamento pequeno. Alguém poderia morar naquele espaço com a estrutura adequada. Conseguia visualizar a separação para a cozinha, para o banheiro, para os quartos... Mas eles decidiram por colocar apenas uma gigante mesa de cerca de 5 metros de comprimento e posicionar apenas um telefone e mais umas pastas aqui e ali. O resto da sala era vazio.
Para minha sorte não foi aquele ogro truculento quem me atendeu, pois a secretária estava ali. A secretária era magra e alta. Vestia um casaquinho preto que estava fechado e combinava elegantemente não só com sua posição, mas com a expressão de seu rosto: séria e dotada de compostura. Por trás daqueles seus óculos de lente grossa seu semblante carregava uma beleza singular e disfarçada, também escondida pela exuberância do cansaço.
Ela parecia comigo.
– Bom dia. Emma Crane – Ela se introduziu após vir até a porta e chegar até mim – Em que posso ajudar?
– Er... Eu sou Megan Mourne do Daily Inquirer, estou aqui para...
– Ah, o jornal. É sobre o caso do Gunman ou sobre a inauguração?
– As duas coisas, na verdade.
– Você está com sorte, a capitã está aqui – Ela me apontou a sala – e me pediu para especialmente hoje deixar os jornais entrarem para ela cuidar da prestação dos serviços. Pode entrar lá. A porta está aberta.
Mais sorte ainda. Não teria que lidar coma aquele tenente, mas sim com a capitã. Uma mulher saberia ser mais atenciosa...
...Certo?
A sala da capitã (Sarah Harmon o nome dela) era surpreendentemente pequena. Parecia um almoxarifado, exceto que sem a bagunça. Quer dizer: havia só a mesa, o armário, as cadeiras; uma das quais ela estava sentada em cima, e só.
Sarah Harmon era tão pequena quanto a sala dela. Digo... Claro que ela não era do tamanho da sala. Você entende: comparativamente falando... O que eu quero dizer é: Sarah era bem pequena. Percebi quando ela se levantou e caminhou na minha direção para proferir saudações.
Ela era uma menina!
Como uma menina chegou ao posto de capitã? O que era aquela divisão?
Espere... Agora que escrevo isso parando para analisar eu tenho a impressão que já vi aquela menina antes, onde foi que a vi mesmo?
Era uma menina de cabelos mais longos que curtos que tinham uma tonalidade esquisita. Se for para escolher a cor eram castanhos, mas a cor original já havia sido bastante alterada por pinturas e aplicações de luzes. Era algo que não dava para entender direito.
Ao estender-me o aperto de mão ela introduziu-se:
– Capitã Sarah Harmon. Para encurtar pode me chamar de "ca-pi-tã". Pelo que minha secretária falou és do jornal.
– Er... Sim. Eu sou Megan Mourne do Daily Inquirer.
A secretária tinha dito alguma coisa para ela? Deve ter sido pelo ramal porque eu fui direto para lá e não ouvi nada...
– Eu estava pensando em pegar algum...
– Sente-se.
A capitã me ofereceu a cadeira que estava vazia.
– Er... Sim. – Aceitei puxando-a para mim.
– Está aqui por Gunman? Ou pela inauguração?
– Eu estava pensando em pegar alguma informação de cada coisa, se possível, huh sra Harmom, para c..
– Capitã.
"Capitã da divisão policial trata jornalista prepotentemente" Daria uma manchete.
– Para começar por que não me fala sobre a inauguração?
A menina lançou um olhar vago para o teto então começou:
– "O lançamento da operação Cata-Luxo é um passo largo na promoção da segurança pública. Sua inauguração marca o início de uma operação policial de grande escala que visa desvendar a verdade sobre as sequências de crimes violentos envolvendo organizações traficantes de drogas em Sproustown." Pode colocar. É um parágrafo de sucesso garantido.
Mordi os lábios. O texto era exatamente o que ela tinha passado para o Larry.
– O que a polícia pretende com essa operação? Existe algum perigo iminente vindo do tráfico?
– Perigo? Não. Está tudo sob controle. Apenas visamos partir para o ataque. Existem pistas sobre criminosos envolvidos com a explosão do prédio abandonado da antiga Dalilah do dia 29, e fontes apontam relação desses criminosos com o conhecido tráfico de Deluxes da cidade. A operação visa sair da espionagem e começar a colocar a mão na massa. Se for para avaliar... Este é definitivamente o estágio mais seguro. Pois já possuímos as pistas.
– Er... E que mal lhe pergunte... Por que só agora? Os dois departamentos nunca uniram as forças antes. Sua frase dá a entender que a relação do caso da Dalilah... Que está sob sua jurisdição... Já tinha relações com o tráfico, então...
– Então..?
– Então por que esperaram tanto para unir as forças?
– Está por fora, srta Mourne. – Percebi que ela encarou meu dedo carecendo de qualquer tipo de aliança antes de optar por chamar-me de "srta" – O DEA e o DCAE vêm exercendo atividades em conjunto já há muito tempo. Considero bastante o trabalho do delegado Clinton Howard. Inclusive eles tomaram parte durante o desafortunado evento da Dalilah em si.
Nossa, tinha me esquecido disso. Quando fomos tentar pegar notícias na época os carros do DEA estavam também lá na frente.
– A única coisa que acontece aqui é uma formalização do compromisso da cooperação. Cooperação em nome da segurança da sociedade.
"Capitã de divisão policial é demagogicamente otimista"
– E quanto a Gunman? Está envolvido com o tráfico de drogas também?
– A princípio estamos averiguando algo neste sentido. A morte do candidato Walter Gunman carece de dados que permitam fazer a análise prévia para dizer com certeza para qual departamento será designado. Isto é: embora haja traços de caso especial, há suspeitas de que seja homicídio comum e mesmo neste caso há controvérsia sobre se o caso será passado ao DHS ou será transferido para o departamento de homicídios da capital. Para encurtar: ainda estamos decidindo sobre o caso.
Caso não saiba, DHS era a sigla para o departamento de homicídios de Sproustown.
Eu ainda não entendia direito qual era a finalidade de separar tudo em tantos departamentos assim. Era um homicídio, não deveria ser atribuído ao DHS? E o que raio era um "caso especial?" Já que estava ali numa rara oportunidade em que podia, decidi perguntar:
– Er... E capitã... Como se dá essa averiguação? Como se decide se um caso é especial ou não?
– O departamento de casos especiais avalia se os crimes cometidos se tratam de fatos isolados ou se são atribuídos a cadeias de casos relacionados que possuam classificação diferenciada, que não constem nos arquivos dos departamentos de interesse ou cuja natureza estejam além das atribuições dos encarregados. Há diversas definições técnicas e complicações consideradas enredadas ao público geral, mas para encurtar: as equipes encarregadas conversam entre si, avaliam se o caso é especial ou não e se decidir positivamente, o caso é passado para cá.
Parecia um texto feito por um gerador de lero-lero da internet. Aquela resposta não me dizia nada. E impressionante como a capitã pronunciou o parágrafo todo numa monotonicidade solene e com pouquíssimas pausas, como se tivesse decorado um poema para um show de talentos.
Desisto. Não se pode esperar nada do DCAE. Se eu quiser alguma informação relevante daquele lugar ficarei esperando até meus cabelos esbranquiçarem.
– Er... Por curiosidade, capitã... Quais agentes estarão envolvidos na linha de frente da operação?
– Vai colocar essa informação na matéria?
– Não! Eu pergunto porque... Estava querendo dar uma passada no DEA para tomar umas notas do pessoal por lá.
– Sugiro questionar os de posto mais alto. O pessoal de sempre: Wilson, Ortega, Stiffs, Howard. Agora há também o agente Parker...
– Wilson... A voc... A capitã quer dizer: Elizabeth Wilson?
– Essa mesma.
"Melhor amiga de jornalista esconde furo da melhor amiga"
Quem teria imaginado? Se a polícia estava inaugurando a operação agora é porque os funcionários já sabiam fazia algum tempo. E pensar que Beth estava escondendo uma coisa dessas de mim.
Não...
Na realidade... Eu já sabia. Foi justamente por suspeitar que perguntei à capitã a fim de obter confirmação.
Beth andava agindo muito estranhamente desde que Jim... Desde aquela terça-feira.
Como podia? Depois do que aconteceu com Jim... E tínhamos dito que íamos desvendar isso juntas. Ela a princípio tinha concordado, mas de um tempo para cá parecia que perdera a empolgação e estava me evitando.
Decidi mandar uma mensagem a ela:
"Oi Beth, tudo bem? Adivinhe só: estou trabalhando e preciso de um tempo com um agente do DEA. Será que a melhor amiga do mundo poderia me conceder uma entrevista profissional?" <enviar>
Beth pode ser boa nas desculpas, mas não poderia negar uma entrevista profissional. Não esconderia algo que não pode esconder. Afinal se ela negasse eu perguntaria a outro.
"Oi, Meg.
Claro. Estou aqui à manhã toda. Vamos nos encontrar no Alemeals. <emoji>"
É... Agora ela responde.
Alemeals era um lugarque sempre íamos quando ela saía do trabalho. Ficava a duas quadras do prédiodo DEA. Sem muito mais o que tirar do DCAE eu fui até lá.
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