A VELHA MALA | John & Margaret Knox
O viúvo John Knox, antes da luz da Reforma irromper, viajava entre diversas famílias honestas no oeste da Escócia, que eram convertidas à religião protestante. Particularmente, ele visitava muitas vezes os Stewart, família do Lorde Ochiltree, pregando evangelho privadamente para aqueles que estavam dispostos a recebê-lo.
A Senhora e alguns da família foram convertidos a Cristo. Tal Senhora sempre ofertava de bom grado um quarto, uma mesa, uma cadeira e um candelabro para o pregador e, numa noite, perto do momento da ceia, disse a ele:
— Sr. Knox, penso que estás em prejuízo pela necessidade de uma esposa.
Ao que ele respondeu:
— Madame, penso que ninguém receberia tamanho andarilho como eu.
Ao que ela replicou:
— Senhor, se essa for a tua objeção, darei a ti uma resposta em nosso próximo encontro.
A Senhora concordemente se direcionou à filha mais velha, dizendo-lhe que ela poderia ser muito feliz casando-se com o Sr. Knox, que seria um grande reformador e uma honra para igreja; mas ela desprezou a proposta, esperando que a sua Senhora desejasse a ela melhor do que casar-se com um pobre andarilho.
A Senhora dirigiu-se à segunda irmã, que respondeu como a mais velha.
Então a Senhora falou com a terceira irmã, Margaret Stewart, de quase dezenove anos de idade, a qual disse muito francamente:
— Madame, eu estaria muito disposta a casar-me com ele, mas temo que ele não me receba.
Ao que a Senhora respondeu:
— Se essa for toda a tua objeção, em breve darei-te uma resposta.
Na próxima noite, na ceia, a Senhora disse ao Sr. Knox:
— Senhor, tenho considerado sobre uma esposa para ti e encontrei uma muito disposta.
Ao que Knox disse, surpreso:
— Quem é ela, Madame?
Ela respondeu:
— Minha filha mais nova, sentada ao teu lado na mesa.
Então, direcionando-se à jovem senhorita, ele disse:
— Minha moça, tu estás disposta a casar-se comigo?
Ela respondeu:
— Sim, senhor, somente temo que não estejas disposto a receber-me.
Ele disse com grande seriedade:
— Minha moça, se estás disposta a receber-me, deves receber a aventura da Providência de Deus, assim como eu. Eu ando pelo país muitas vezes com meus próprios pés, com uma mala em meu braço, uma só camisa, uma cinta simples e a minha Bíblia nela. Tu podes colocar algumas coisas para ti em minha mala e, se ofereço ti a minha mala, deves aceitá-la e ir onde eu for e alocar-se onde eu me alocar.
— Senhor — disse ela, — farei tudo isso.
— Serás tão boa quanto tua palavra?
— Sim, eu serei.
Com isso, o casamento foi concluído e ela viveu feliz com ele e teve diversos filhos seus. Num dia, enquanto subiam juntos as altas e muitas colinas de Genebra, numa das muitas peregrinações nas quais acompanhava e auxiliava com muita disposição a seu marido na pregação do Evangelho, Margaret chegou ao topo de uma das colinas antes de Knox, tomou a velha mala em seu braço e, sentando-se nela, disse com gracejo:
— Olhe onde estamos, bom homem, não achas que sou tão boa quanto minha palavra?
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Extraído, traduzido e adaptado de Ladies of the Covenant (James Anderson, 1862).
Eu, sinceramente, amo essa história da Meg Knox, ela era uma gracinha! Ela foi a segunda esposa do Rev. John Knox, mãe de uma mocinha muito piedosa e temente a Deus de quem falaremos no próximo capítulo ❤
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