VINTE
— Emily, acorde! Vamos!
Corina balançava a jovem colega de quarto de um lado para o outro. Emily abriu os olhos alarmados e fitou-a.
— Que horas são? — disse, olhando para a janela e percebendo o quão escuro ainda estava.
— Ainda é cedo! Hoje é dia de fazermos as entregas das cestas. Apresse-se — Corina informou e se afastou da cama.
— Que cestas? — Emily perguntou, sentando-se na cama e esfregando o rosto.
— Todos os anos, antes do baile de natal, a sra. Wood participa da distribuição de cestas de natal para os moradores mais pobres da região. É uma boa ação — Meredith explicou e colocou seu casaco de frio.
Emily não sabia disso. Não foi avisada. Por fim, ponderou que como já era uma tradição todos sabiam o que acontecia nesse dia. Ela se levantou e arrumou-se de pressa. Ao descer na cozinha, parte dos empregados estavam de pé e alinhados.
Ao lado direito, se posicionou ao lado de Corina e Margareth e, do outro lado, encontrou os olhos meigos de Peter sobre ela. Ele ofereceu um sorriso que foi retribuído com gentileza por ela. Emily gostava do jovem como um irmão. Sentia-se acolhida por ele e não julgada.
— As cestas estão postas nas carroças. Vocês irão em quartetos e voltaram no nascer do sol. — A sra. Montclair orientou e ao fim todos assentiram.
Os empregados começaram a se dirigir para o lado de fora e Emily perguntou para as duas amigas:
— Todos são obrigados a irem?
— Na verdade, ninguém é obrigado a fazer isso. A sra. Wood nos disse que era uma ação livre de cada um — Meredith começou a falar.
— Mas como pode ver, muitos aqui se importam em ser úteis. É muito bom! — Corina complementou e sorriu para Emily.
— Você vai ver porque é especial! — Meredith esboçou um riso gentil.
— Vocês vão comigo? — Peter apareceu ao lado das meninas e esfregou as mãos umas nas outras para espantar o frio.
— Oh, que nobre cavalheiro! Como poderíamos dizer não para convite tão gentil? — Meredith tinha um tom zombateiro que fez os demais rirem.
— Está muito frio esta madrugada! — Emily colocou as mãos com luvas sobre a boca e soprou o hálito quente para ver se aquecia mais.
— Fique ao meu lado e ficará aquecida! — Peter disse despretensiosamente e saiu a frente para preparar o veículo.
— Ele realmente está interessado em você, Emily! — Corina declarou com certa empolgação.
Aquilo trouxe uma tristeza ao coração de Emily. Não queria magoar Peter.
— É um bom rapaz. Acredito que fariam um belo casal! — Meredith disse com confiança.
Emily ainda estranhava como aqueles assuntos eram falados de forma mais livre e sem grandes discrições entre os empregados, como era na sociedade.
— É melhor não alimentar essas coisas — foi somente o que ela disse, e as meninas respeitaram.
Ao chegarem na carroça, Emily olhou para a parte de trás e avistou as muitas cestas de zinco.
— O que tem nelas? — ela indagou, curiosa.
— Pães, tortas, frutas, geleias, manteiga, queijo, pedaço de carne e cidra. Em outras carroças tem roupas doadas e mantas — Meredith respondeu, afinal, agora que era auxiliar da cozinheira, ajudou a preparar todas elas.
Emily pensou como em sua casa nunca fizeram cestas para os empregados e nem para ninguém. Na verdade, nunca pensou em nada além de si mesmo. Outra vez, sentiu a vergonha encher seu coração. Como pôde viver tanto tempo assim?
— Subam, meninas, está tudo pronto! — Peter exclamou.
Margareth foi a primeira a subir, com a ajuda de Corina; Emily auxiliou Corina a subir e quando chegou a sua vez sentiu uma mão tocar a sua para ajudá-la. Ela se virou e, para seu espanto, eram as mãos enluvadas de Ian. Ela engoliu em seco.
— Ah, Sr. Turner — a voz de Emily ficou fraca. — O que faz aqui?
Peter, Corina e Meredith os olharam no mesmo instante, observando em silêncio a interação dos dois.
— A sra. Wood declarou o que fariam hoje. Decidi participar. Quem sabe algumas pessoas estejam precisando da ajuda de um médico — ele disse com os olhares fixos na noiva.
Emily tinha os olhos brilhantes sobre ele, mas o coração pesou uma tonelada no peito.
— Sua vinda é uma benção, sr. Turner. Essas pessoas precisam mesmo de um médico. São esquecidos por muitos! — Meredith declarou com certa emoção.
Ian a olhou e assentiu.
— Vai ser um prazer ser útil! — ele falou e virou-se para Emily outra vez. — Posso ir com vocês?
— São quatro por carroças — Emily declarou com a voz trêmula. — A nossa já está...
— Não se preocupe, eu posso ir em outra carroça! — Meredith desceu do veículo. — Fique à vontade, sr. Turner!
— Você irá com quem, Margareth? — Corina indagou com a sombrancelha arqueada.
— Na carroça com George! — A jovem deu uma piscadela para a amiga.
Corina olhou para frente, avistando como George havia chegado num dos veículos e possuía um lugar. Margareth não perdia a esperança.
— Então podemos subir! — Ian deu a mão para o apoio de Emily, que aceitou e subiu.
Corina se aproximou de Peter, que tinha os olhos desconfiados para o sr. Turner. Emily se sentou e Ian ao seu lado. Após todos estarem ajustados, Peter iniciou a partida. O trote dos cavalos era moderado.
De início, não houve conversa. Todos permaneciam calados. Emily sentia seu coração palpitar com força dentro do peito. Nunca imaginou que a presença de Ian lhe trouxesse grande desconforto, mas não era mais por sentir irritação com sua presença. Era o total oposto. Ela queria o abraçar e se aninhar em seus braços e não podia. Isso a angustiava profundamente.
Tentando controlar a respiração, ela somente olhava para a escuridão adiante que só não predominava por completo por causa da pouca luz da lamparina que carregavam na carroça, mas o frio da madrugada os açoitava com fúria. Emily levou a mão à boca para soprar e se aquecer, e a repousou sobre o colo, porém sem esperar sentiu o toque quente das mãos de Ian sobre a sua, proporcionando um calor que a aliviava.
Ela devagar levantou o rosto para vê-lo e encontrou aqueles olhos castanhos sobre ela, que pareciam dizer tantas coisas, porém não demorou para o noivo desviar a visão e fitar novamente o caminho a frente. Ela soltou o ar e também se dirigiu para a mesma paisagem escura, contudo, permitiu-se apertar mais a mão do noivo e permanecer assim.
No entanto, sem se darem conta, diante da pouca luz, os olhos de Corina visualizaram o envolvimento das mãos dos dois. A moça nada declarou, mas guardou no coração aquelas percepções. Algo estava acontecendo e precisava descobrir.
— Em breve chegaremos — Peter anunciou para todo, virando para o lado esquerdo.
Aos poucos, uma iluminação começou a crescer diante de todos. Emily começava a reparar que era um lugar com bastante pobreza. Os casebres de madeira e teto de palha não podiam aquecer ninguém. Ela agarrou mais a mão de Ian, que sentia a insegurança da noiva.
A carroça começou a entrar numa rua lamancenta e podia ver caixotes jogados em frente e alguns lugares, ouvir o choro de crianças, vozes alvoroçadas, como se tivessem brigando. Tudo parecia um grande tormento para a jovem. A luminosidade aumentou, obrigando os dois a soltarem suas mãos. O vazio e o desespero aumentaram ainda mais em Emily.
Antes de descer, a jovem mirou Corina que detinha um olhar estranho sobre ela. Emily não saberia dizer o motivo de tal desconfiança apresentada pela expressão da amiga. Entretanto, não tinha tempo para descobrir, pois o veículo parou e deveriam descer.
Com o tempo, mais carroças foram chegando. As portas foram se abrindo e olhares curiosos se apresentaram. Ao serem reconhecidos, as famílias saíram para as portas de suas casas a fim de serem vistas e receberem suas cestas.
Meredith se aproximou de Corina e Emily, e começou a retirar as cestas, distribuindo para as meninas. Emily olhava ao redor, avistando as famílias e as crianças. Todas vestiam trapos que com certeza não as aqueciam. As peles eram amareladas e os cabelos emaranhados pela sujeira evidente. Seu estômago começava a embrulhar cada vez mais.
Ian a olhou, percebendo como a expressão pálida da noiva havia tomado proporções maiores. Ele entendia como a jovem nunca havia sido exposta a realidade tão deprimentes e miseráveis. Ela o fitou e seu olhar tinha um pedido de súplica e misericórdia. Talvez ela quisesse que ele o livrasse dali. Aquilo era demais para a jovem rica que nunca precisou lidar com necessidades reais.
— Doutor Turner, uma família aqui precisará muito do senhor — Meredith posicionou-se ao lado dele. — Vamos lá?
— É claro! — Ele olhou para Emily. — Vamos?
— Pegue umas cestas, Emily, a Corina levará as roupas e mantas — Meredith disse para a jovem que se apressou em fazer o que foi pedido. Apesar de se sentir extremamente trêmula e enjoada.
Enquanto andava com algumas cestas em mãos. Emily reparava como os outros empregados não pareciam se afetar, como ela, ao verem aquela condição. Todos haviam se espalhado pelo miserável vilarejo. Ela nem sabia que existiam comunidades assim em seu país. Estava desolada.
— É aqui! — Meredith bateu na porta.
De repente, uma mulher com cabelos longos e sujos apareceu diante deles. Emily notou que suas roupas eram terríveis, as unhas tinham sujeira, e quando falou notou como os dentes eram amarelados.
Ian se voltou a noiva e notou como a jovem estava tensa ao apertar com força as cestas que segurava. Ele gostaria de lhe passar segurança através de um toque nas mãos, mas não podia.
— Alexa, esse é o doutor Turner. Ele é médico. Pode examinar seu filho.
Emily reparou como o olhar da tal mulher se iluminou quando soube estar diante de um médico. Parecia que a esperança tinha batido na sua porta.
— Por favor, entre! — Alexa abriu espaço para Ian.
Ao passar pela porta, Ian foi assaltado por um forte odor de podridão e um grito sufocante de uma pessoa. O cheiro era um dos piores que sentiu em toda sua vida. Meredith, Corina e Emily também respiraram o ar pútrido e a vontade de vomitar em Emily fora dez vezes mais. Ela não poderia suportar por muito tempo.
— O que aconteceu? — Ian declarou, tentando não se concentrar no odor.
Ele se aproximou de um menino deitado sobre a cama. O rapaz era franzino, tinha um olhar gélido e uma expressão rígida.
— Doutor, ele caiu e um profundo machucado se formou em sua perna. Não conseguimos fazer que sarasse. Por favor, ajude-nos! — Alexa, a mãe, possuía um tom suplicante.
— Qual é o seu nome, rapaz? — O médico perguntou.
— Lendon! — Com pouca voz, o menino respondeu e voltou a gritar de agonia.
— Vamos ver sua situação, Lendon.
Ian retirou o lençol de cima do rapaz. Havia um tecido envolta da perna dele, como se fosse uma atadura. Ele foi desenrolando o tecido e o processo de encontrar a ferida foi acompanhado pelas quatro mulheres que estava com o médico. Assim que a última parte do pano foi retirada, o olhar de todos se sobressaltou.
— Santo Deus!
— Ah, meu filho, perdoe-me! Perdoe-me! — Alexa ia caindo, porém Meredith e Corina a seguraram.
Emily escorou-se na parede, pois não poderia encarar aquilo. Ian estava diante de uma larga ferida que dominava toda a região posterior da perna direita. Vermes comiam a carne podre e uma vermelhidão cobria toda a parte ao redor.
— Agora entendo sua agonia, Lenon — Ian olhou com piedade para o rapaz.
— Como isso podia ter acontecido? — A mãe quis saber. — Estava coberto.
— A mosca provavelmente pôs seus ovos antes da ferida ser coberta. — Ian explicou. — Há outras razões também. No entanto, o importante é limpar essa ferida. Preciso da ajuda de uma de vocês.
Infelizmente, nenhuma moça se habilitou. De repente, Peter entrou pela porta da casa, dizendo que enfim tinha as achado, e logo cobriu as narinas pelo forte odor. Ele se aproximou de Ian e resolveu ajudá-lo.
— Por que não vão a outras coisas enquanto resolvemos isso aqui? — Peter propôs e as mulheres aceitaram, menos Alexa que decidiu permanecer junto ao filho.
Ian virou-se para Emily, que tinha uma expressão horrizada. Sua pele corada estava lívida. Ela precisava mesmo sair dali.
— Iremos a outra casa do outro lado da rua. — Meredith chamou Corina e Emily que a acompanharam.
Durante o pequeno percurso, por aquela rua lamancenta, Emily ponderou sobre toda a situação que ocorria. Ela realmente não conhecia nada da vida. Sua memória foi ávida a trazer um momento do seu passado em que sofria duramente por causa da rejeição de Scott durante uma dança, relembrou as palavras de Ian:
"Percebo como seu baixo nível de educação, torna-o o mais completo dos desfavorecidos em termos de simpatia e trato afetivo com os demais da sua espécie" Emily retrucou com as bochechas vermelhas de raiva.
" Creio ser o contrário, Srta. Brown", ele replicou. "Meu contato com os mais desfavorecidos, na verdade, me faz perceber que seus problemas são insignificantes diante de tantos problemas realmente importantes no mundo".
Ele estava certo sobre como ela não tinha ideia do que era os desfavorecidos. Sentia como se Deus tivesse tomado-a pela mão e a fizesse andar por entre a miséria para realmente conhecer o mundo afetado pelo pecado. Não era isso que estava lendo nas escrituras?
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" Romanos 3:23.
Os homens sem a glória de Deus tinham sido lançados num mundo podre, cinzento e viviam na escuridão, como as pessoas daquele vilarejo. Ela olhou para o lado e viu, ainda que pela pouca luz, algumas crianças se sujando naquele lodo. Emily indagou para as meninas:
— Por que permitem que essas crianças fiquem nessa sujeira? Está escuro, frio e eles estão brincando?
— Ah! Não se importe, Emily. Eles são acostumados já! — Meredith disse sem preocupação.
— Eles não se importam de estarem se sujando com lama? — ela disse incrédula.
— É o que eles têm todo dia. Por que se importariam? — Corina deu de ombros e caminhou ao lado de Meredith. — Vamos logo, Emily!
Emily ficou parada, olhando para aqueles meninos. Então era isso: eles estavam tão habituados com a imundície que não se importavam mais. Outro versículo saltou em sua mente e pareceu ganhar tamanho significado.
"Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um."*
Então, naquele instante, Emily compreendeu o porquê era tão presa em si mesma. Ela estava tão acostumada a sua imuncidia junto com tantos outros, que compartilhavam do seu mesmo erro, que nem se dava conta de quão podre e perversa podia ser. Ela não era muito diferente daqueles meninos brincando na lama. Ela também não se importava com o seu lamaçal de pecado egoísta e em vão.
Seu coração comprimiu e as lágrimas vieram aos olhos. Estava a ponto de explodir em profundo choro e horror sobre sua própria condição. Era pior do que imaginava. Era lamancento e podre.
— Emily, quer congelar aqui fora?
Meredith a puxou pelo braço e a guiou para uma outra casa que tinha mais iluminação e não possuía nenhum odor terrível. Na casa, tinha uma mulher e um homem deitado na cama. A mulher trazia para ele comida.
— Natalie, trouxemos uma cesta de natal para vocês! — Meredith falou e a mulher buscou com muito gosto.
Emily, que tinha a cesta nas mãos, a entregou. A tal Natalie, de cabelos loiros, a penetrou com seu olhos verdes. Emily sentiu um arrepio sobre o corpo. Ela reparou como a casa era fria e escura. O homem velho descansava numa cama maltrapilha. As meninas conversaram um pouco mais com a mulher e partiram, mas Emily notou como a senhora tinha traços diferentes de todos ali. Assim que saíram da casa, a jovem proferiu:
— Natalie, não tem cara de alguém que nasceu aqui.
— De fato, ela não é daqui — Meredith respondeu. — Mudou-se por causa de Jeremy.
— O homem em cima da cama? — Emily indagou.
— Isso. — Corina participou da conversa. — Ela nos contou como vivia numa família rica, porém seus pais nunca demostravam nenhum afeto. Nas temporadas de apresentação da sociedade, ela nunca obteve um pretendente sequer. Todos pareciam a rejeitar.
— Mas ela é tão bela — Emily não entendia.
— Beleza não é tudo nessa vida, Emily — Corina disse.
As três jovens se apertaram mais ainda com seus agasalhos, e Meredith continuou:
— Ela conheceu Jeremy numa viagem... — Meredith ficou com a voz mais baixa.
— E então? — Emily queria saber o resto da história.
— Ele a violentou! — Corina pareceu cuspir as palavras.
Emily parou a caminhada e sentiu um arrepio por todo o corpo.
— Como ela pôde ser violentada e estar com ele aqui? — Sua voz saiu amargurada e revoltada.
Corina a olhou com firmeza e respondeu:
— Porque ele foi o único "amor" que ela encontrou. Ainda que tenha sido no meio do lixo, ela se agarrou à única pessoa que quis tê-la.
Os olhos de Emily começaram a marejar.
— Às vezes estamos tão vazios que procuramos por qualquer coisa e se agarramos aquilo que encontramos. Ainda que não preste e nos fira, mas ao menos alguém nos quis! — Meredith tinha um lamúrio na voz.
As palavras das meninas foram como uma avalanche para Emily, que não pôde suportar mais e as lágrimas romperam sem piedade. O sofrimento e a angústia dominaram todo seu coração.
— Emily, o que aconteceu? — Meredith a segurou na cintura e a Corina na mão.
Ser amada era o que sempre quis. Ela achava que teria sua alma preenchida quando encontrasse o verdadeiro amor. O homem de seus sonhos. Ele seria a resposta para o seu vazio. O propósito para a sua vida. Ela procurou o amor no tenente Scott e lutou tanto por isso que acabou caindo na própria armadilha.
Sua lama de pecado a envolvia por completo, pois a fez cega para ver que todo seu egoísmo, egocentrismo e ganância eram somente meios para preencher sua falta de amor real, sua falta de propósito para uma vida inútil e sem perspectiva. Ela cria que o romance a salvaria. Ela acreditava que a paixão de um homem a libertaria e se agarrou a essa ideia de maneira tão firme que não podia enxergar além. Buscou tanto, mas nunca conseguiu encontrar o ideal romântico que tanto desejava.
Mas Deus estava lhe mostrando que quando se está acostumado ao lamaçal, a pessoa se agarra a qualquer coisa achando que é útil e bom, afinal, a escuridão dos seus pensamentos não a deixam ver a realidade. Porém, naquela madrugada, o Eterno lhe estendia a mão para mostrar que há verdadeira luz e propósito para além da escuridão!
🍁
*Salmos 53:3
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