Assediador babaca!

Capítulo 2 — Assediador babaca!

Point Of View Edeline Hicks

— Ede, vista algo confortável para trabalhar. — Makena, pede, e concordo.

Hoje, um dias depois da minha chegada, ela já colocou-me para trabalhar em sua lanchonete. Explicou-me um pouco do que preciso fazer e o que não fazer. Conformada com isso, levantei-me da cama, disposta a ajudá-la por lá. Tomo um banho gelado, preferi não molhar o cabelo, iria demorar bastante para secar. Já seca, coloco uma calça leve e um cropped branco, e nos pés um tênis confortável.

— Edeline! — escuto a madame gritar, e solto uma risada alta, saindo do quarto, e partindo em direção a cozinha. Assim que ela me vê, dá um sorriso, olhando-me. — Não irá sentir calor com essa calça?

— Não, é super leve ela. — respondo-a. — Iremos comer aqui ou em sua lanchonete?

— No trabalho mesmo, e, já estamos atrasadas. — me puxa pela mão, logo saímos de casa. — Está usando maquiagem?

Concordo.

Andamos até o local onde trabalharei, olhando ao redor. Ontem já havíamos dado uma volta por alguns lugares, mas não decorei bem os nomes das ruas. As pessoas daqui te olham como se fosse um et, o que, é estranho. Makena, disse-me que é por causa da minhas vestimentas. Mesmo que isso faça algum sentido para ela, eu não vejo por esse lado. Qualquer pessoa pode vestir-se como quiser.

E logo após ajudar o rapaz, chamado, Zion, ela questionou-me o motivo de ajudá-lo, sendo um estranho. Refiz essa mesma pergunta várias vezes, até entender que, foi no automático. Minha mãe me conhece tanto que achou meio anormal, pelo fato de: sou extremamente tímida com gente que não conheço. Até eu me estranhei quando voltamos a caminhar pela cidade quente.

— Ede!

Voltei a realidade, tomando um susto, ao ver que já tínhamos parado na lanchonete. Dou uma risada, recebendo um tapa leve dela.

— Estava pensando. — dou de ombros, andando para dentro do local. — Então...

— Entrou cliente, vá atrás, anote os pedidos e me dê. Simples. — fala de forma rápida, me jogando uma coisa para por na frente da roupa para não sujá-la, e um mini caderno vermelho. Visto a "roupa", e alguns segundos depois o sino faz barulho. Espero o cliente sentar no banco, mentalmente, conto até dez, e assim caminho em direção a ele.

— Bom dia, já sabe o que irá pedir?

O homem vira a cabeça e olha-me da cabeça aos pés, deixando-me enjoada. Babaca! Olhei para Makena, demonstrando meu nojo, e ela sorri, como se entendesse o que irei fazer.

— Você está no cardápio, bebê? — sua voz é enjoativa, e o odor que saiu pela sua boca, é ainda pior.

Escuto, novamente, o sino.

— Isso que o Senhor está cometendo, chama-se assédio. Ou seja, crime! Peço que se retire do estabelecimento, antes que eu chame a polícia... — respondo, baixo.

O imbecil, levantou-se, fazendo-me dar dois passos para trás. Sorrio.

— E você irá fazer o quê, caso, eu não vá embora, delícia?

— Isso... — dou-lhe um tapa, em seguida dê um chute no meios das pernas, fazendo-o se curvar. — Assediador babaca! — comecei a puxá-lo pela blusa para fora do lugar, mas sou barrada, por uma homem. — Licença, antes que eu faça a mesma coisa com você!

Sou surpreendida pela sua ajuda. Era Zion. Dessa vez sem o terno grosso. Ele o joga para fora, e damos de cara com a polícia.

— Iremos levá-lo para a delegacia, moça. — provavelmente, quem fala é o delegado, por suas vestimentas.

— Espero que faça seu trabalho como um homem da lei. — virei-me, entrando, novamente, no espaço, recebendo olhares de Makena. — O que houve?

— Bom trabalho, querida. — deu um sorriso. — Agora atenda o moço atrás de você.

Andei, até Zion, principalmente, para agradecê-lo pela ajuda.

— Bom dia, já sabe o que irá pedir? — questiono. — Alias, obrigada pela ajuda e desculpe-me a grosseria. — abri um sorriso, realmente, agradecida.

— Não foi nada, Edeline. — assim que meu nome sai por sua boca, arrepio-me da cabeça aos pés. Pena que tem cara de safado. — Panquecas com mirtilos e um suco de maracujá com duas pedras de gelo. Está bem quente.

— Anotado. Já trago seu pedido, Zion. — pisquei para ele, recebendo um sorriso.

Caminhei até minha mãe, entregando o papel, ela lê vagamente, deixando-o no balcão. Sentei-me no banco, esperando o pedido ficar pronto. Lentamente, virei meu corpo para olhá-lo, e o encontro me vigiando, e assim que percebeu meus olhares, abre um sorriso. Tímida, coloco o cabelo atrás da orelha.

Me defino como uma pessoa tímida, mas sempre lutando pela nossa luta como mulher. Nunca abaixando a cabeça para homens sem escrúpulos. Lute como uma garota! Lute como uma mulher! Sou uma modelo fotográfica, já passei por alto e baixos por conta dessa profissão, principalmente assédio de homens e mulheres, por incrível que pareça. Sentiu-se desconfortável com qualquer fala, seja qual for o gênero da pessoa, é assédio. Mesmo, Plínio, tendo seus momentos péssimos comigo, ele sempre ensinou-me a enfrentar meus medos e pessoas que quisesse fazer-me algum mal.

— Pronto, Line! — sou dispersa de meus pensamentos, pegando o pedido e andando até o homem, entreguei, dando um sorriso.

— Obrigado. — agradece, novamente, sorrio.

Atendo alguns cliente que haviam chegado, e volto a fazer meu trabalho, normalmente.

(...)

12h40

Finalmente parei para comer, e pelo que parece, Makena, esqueceu-se de me alimentar e agora estou com bastante fome. Após, mamãe colocar o prato a minha frente, começo a saborear lentamente. Ela cozinha muito bem, tanto que isso a fez abrir esse espaço espetacular. Minha refeição consistia em: arroz, peixe e molho, junto com uma sobremesa, extremamente, saborosa: torta de nozes pecã.

Como será que Plínio está lidando com a falência? A empresa era tudo para ele, mesmo roubando bilhões dela. Não sei como esse tipo de pessoa, pode acabar consigo mesmo em pouco tempo. E o fato, de não ligar para ele, é isso. Senhor Hicks, sabia, exatamente o que estava fazendo, e decidiu seguir em frente. Mercenário. Forte, não? Para meu pai, isso é pouco, comparado ao que ele fez. Eu vi coisas que nenhuma criança jamais pensaria em ver.

A parte ruim de ser filha dele é essa: saber de tudo e não poder contar a ninguém. Ele não mexe apenas com dinheiro, e Make, sabe disso. E me dói, entender, que isso é perigoso demais, até mesmo para aquele homem. Ser adotada não muda muita coisa, só piora. E é por esse motivo que ele me fez ser forte, sabendo das consequências de, apenas ser sua filha.

A falência é apenas o começo, o pior ainda está por vir. E não é pouca coisa. Plínio Hicks, mandou-me para o Texas por um motivo, e eu não preciso saber ou entender que foi para o meu bem. Mas, não muda o fato das besteiras que ele fez.

MEUS AMORES!!!! ➥ Assedio é crime, denuncie!
EDE botando pra quebrar real!!! Line, só mostrou um pouco do que é nesse capítulo. Vocês irão ficar impressionados com o decorrer da história. Lembrando que ela não será tão longa. DIGAM O QUE ACHARAM DESSE CAPÍTULO!

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