Aqui é bem quente

Capítulo 1 — Aqui é bem quente.

SEMANAS DEPOIS...

Point Of View Edeline Hicks

Respiro fundo, calmamente.

Há algumas semanas atrás, Plínio, tinha decidido mandar-me para minha mãe, mas acabou que ele desistiu e hoje encontro-me no aeroporto, esperando para embarcar. Ainda não estava cem por cento com isso, mas ao mesmo tempo, estava extremamente feliz por estar indo embora desse local tóxico que, meu pai, insiste em chamar de lar.

Dois dias atrás, havia descoberto, que ele, realmente, havia falido ou em meus pensamentos: roubado o próprio dinheiro. Senhor Hicks, nunca fora carinhoso comigo, desde a partida de minha mãe para a clínica de reabilitação para usuários de drogas. Se ele soubesse da metade das coisas que sei sobre esse homem, estaria morta, certeza.

Plínio Hicks, meu pai, como consta na certidão. Adotada. No começo era tudo um mar de flores, mas quando se sabe de certos segredos, fica difícil de ver o lado mais interessante da pessoa. Principalmente, o que ele fez com minha mãe, Makena. Eu a amo tanto, sei que ela não merecia um terço do que aconteceu anos atrás. Só Deus sabe o quanto estava angustiada de ficar nessa cidade. Espero me adaptar nessa nova cidade.

— Filha, está chamando seu voo. — Plínio, chamou minha atenção. Era agora.

Levanto-me da cadeira azul, olhando para o homem à minha frente.

— Espero que você me entenda no futuro. — torna a se pronunciar. Concordo.

— Quero que você reveja tudo o que aconteceu... Eu estar indo embora, não muda, absolutamente, nada do que você fez e faz até hoje. — falei, respirando fundo e dei-lhe um abraço, sentindo-o me apertar, fortemente.

Escuto seu sussurro em meu ouvido, deixando-me arrepiada.

— Sentirei saudades. — deu um beijo em meu ombro, e sinto o mesmo molhada., mas não por seus lábios. Ele estava chorando. Escutei a voz pronunciar meu voo e ele quebra nosso abraço, olhando para o lado. — Vai logo, não estou pagando caro, à toa.

— Boa sorte, pai. — olhei-o por segundos, antes de começar a caminhar, sentindo um aperto no coração. Virei-me e ele estava me olhando. — Eu te amo.

Dou um sorriso.

(...)

TEXAS, 12H21

Quente. Extremamente quente e seco. Como minha mãe mora nesse lugar? Encontrava-me na cidade onde ela havia me mandado a localização, mas não sabia para que lado preciso seguir. Makena, disse-me que estava perto de uma lanchonete, mas aqui ela não está. Existia um hotel em frente ao local marcado, e outras lojas ao redor.

— Edeline?

Virei-me rapidamente, tomando um susto, observando a mulher a minha frente. Maravilhosa. Está tão diferente. Mais loira que o normal. Corro em sua direção, largando as malas logo atrás. Caímos no chão. Que saudade dessa baixinha, por Deus. Rimos alto, chamando atenção das pessoas, que olhavam assustadas, para situação.

— Está tão... Gostosa, Ede! — Kena, fala alto. Nos levantamos, tirando a poeira da roupa.

— E a Senhora mais baixa. — digo, ela faz careta, logo rindo. — Senti saudades sua, mãe.

— Ele fez merda, não é? — apenas concordo, indo buscar minhas quatro malas. — Para que tanta mala, Edeline?

A olhei, colocando meu óculos de sol.

— Não é porque estamos nesse lugar, que preciso andar mal vestida, mamãe. — deu-me um tapa, me ajudando nas bagagens. — Onde irei ficar?

— Na minha casa, querida. — respondeu.

— É longe? Estou de salto. — questiono, já falando o motivo.

— Não.

— Trabalha em quê?

— Você estava em frente a minha lanchonete, e onde você irá trabalhar. — parei de caminhar, a olhando da cabeça aos pés. — Irei ter gastos com você, filha. Só meio período.

— Não estou fazendo pouco caso, só pensei que ficaria de boa, aqui, entende? — voltamos a percorrer o caminho. — Lembra de Nolee?

— Vagamente.

— Ela virá para passar alguns dias de férias aqui, mas já comuniquei que não tem espaço. Nolee, está cansada e perguntou-me se queria passar as férias com ela, mas falei que não poderia e ela resolveu vir comigo. Em alguns dias aquela doida aparece. — a olhei de soslaio.

— Problema nenhum, querida. Aliás, ela pode ficar naquele hotel, é ótimo. — concordo, logo paramos em frente a uma casa padrão. — É aqui.

Entramos no local limpo e cheiroso.

— Lindo, mãe. Neutro, como você gosta.

— Sim. Foi difícil achar algumas coisas aqui, mas consegui. — sorriu, orgulhosa com sua conquista. Estou feliz por ela. — Seu quarto é no final do corredor, e o banheiro logo a frente.

— Não é tão ruim, mãe. — comuniquei, me esquivando de outro tapa. Agressiva. — Mas, pensando pelo lado bom, não estou mais com o meu pai.

Dei um meio sorriso.

— Quero muito que me conte o que, de fato, aconteceu. — alisou meu cabelo, dando um selar em minha testa. — Sei que o ama.

Afirmei.

— Ainda bem que trouxa roupas adequadas. — suspirei, sentando no sofá super macio. — Tem praia nesse lugar?

— Longe. — bufei, escutando sua risada histérica. — Arrume suas coisas, e troque de roupa. — olhei-a com cenho franzido. — Conhecer o ambiente. — piscou, indo para outro cômodo.

Levei todas as minhas malas para o quarto, abrindo todas e procurando algo leve para caminhar. Optei por um vestido vermelho longo, com uma abertura nas costas e uma rasteirinha dourada com detalhes. Tomei um banho super gelado, e coloquei a roupa, junto com uma argola pequena, e fiz um penteado no cabelo. Passei um pouco de protetor solar com cor na face, rímel e lip tint vermelho.

— Está pronta? — Makena, entrou no quarto, dando-me um susto. Jeová. — Linda demais para alguém que irá caminhar. — levantei o vestido, mostrando a sandália.

— Estou pronta e com fome. — ri fraco, pegando um bolsa com meus pertences.

Ao longo do caminho, as pessoas me olhavam estranho.

— Mãe, a Senhora falou que eu estava bonita... Por que essas pessoas não param de olhar? — a questionei, observando-a rir.

— Você está maravilhosa. Ede, seu vestido chama muita atenção. — explica, me fazendo balançar os ombros.

Passamos em frente ao hotel, e fixei meu olhar em um homem de barba com dezenas de malas todo atrapalhado. Não sei o que me deu, quando vi, já o ajudava, levantando-as do chão.

— Terno? — apontei para sua roupa, dando risada.

— Qual o problema? — questionou, olhando para o lados.

— Aqui é bem quente, então... — dou de ombros, virando-me para sair e voltar onde minha mãe estava com um sorriso.

— Obrigado... — olhei-o novamente, agora continha um sorriso discreto.

— Edeline. — estico meu braço esquerdo, dando-lhe a mão.

— Zion. — apertou nossas mãos, deixando-me arrepiada. — Prazer.

GALERA! ESTÁ apenas começando. O QUE VOCÊS ACHARAM? ❣
Não se você sabem, mas eu não tenho muito afeto ao meu pai, então é difícil fazer uma história onde a personagem ama o pai, beleza? Então, já quero deixar claro isso!
até logo. amo vocês<3

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top