𝕰𝖕𝖎́𝖑𝖔𝖌𝖔

" Pele à pele
Me inspire
Sentindo seu beijo em mim
Os lábios são feitos de êxtase
Eu serei seu por mil noites
(por mil vidas)
Sou livre como um pássaro
Quando eu estou voando em sua gaiola."

Seis meses depois....

Os meses passaram-se e Gabriela já está no final da gestação, confesso que estou muito ansioso para conhecer minhas três princesas, nem acredito que a qualquer momento elas podem vir ao mundo. Nem preciso dizer que Gabriela e toda a nossa família estão também na expectativa, meus pais e dona Vânia então..nem se falam.

Estão contando os dias.

Porém, tenho escutado muitas queixas da Gabriela, pois sua barriga está enorme, e ela parece que engoliu uma melancia, de tão redonda que está, só que eu não posso dizer isso a ela, se não estou frito, ela não suporta quando faço piadinha do tamanho que ela se encontra, isso me faz rir, por que ela não deixou de ser linda, gostosa e maravilhosa.

Durante esse período, minha linda esposa, se formou e se tornou modelo e veterinária. Isso me fez sentir tanto orgulho dela, por que Gabriela não é uma qualquer, ela sempre foi uma mulher decidida e forte, que não tem medo de enfrentar os perigos que a vida costuma proporcionar, também nunca abaixou a cabeça para quem quer que fosse, pois sua postura firme e confiante, fez ela chegar onde chegou.

Hoje eu olho para ela, e vejo que a mesma venceu e eu me sinto muito feliz de te-la como companheira.

Hoje tive uma reunião com o novo secretario de segurança e os homens do batalhão. Com isso, ele direcionou o novo foco, o morro da lajinha e do dendê, pois lá, tem mais dois novos bandidos, e como já estamos nessa guerra faz tempo, isso seria um novo recomeço da luta contra o tráfico de drogas.

Agora me digam uma coisa, quem vocês acham que sustenta tudo isso?
Por que a minha única opinião é o sistema, essa mudança de governo, que sai um e entra outro faz com que tudo continue da mesma forma, e toda essa merda custa caro, muito caro! Ainda vai morrer muito inocente.

Não é atoa que os policiais corruptos, os milicianos e os traficantes matam muita gente, que os anos se passam e entra governo e sai governo, fazendo com que ainda sim a corrupção continue. A favela é o mercado mais poderoso de coisa compradas e vendidas, lembrando que a maioria são ilegais.

Como eu disse, já estamos nessa guerra faz muito tempo, meu pai lutou até quando pode, para acabar com tudo isso, mas seu esforço apenas deixou exemplos, ele sabia e sabe que eu vou continuar de onde ele parou, eu vou lutar até o fim, mesmo tendo a noção que para mudar as coisas, vai demorar muito tempo.

Agora estou em um dos beco da favela da lajinha, onde minha linda esposa morou, estou escondido e esperando a oportunidade de atirar no filho da puta que insiste em me matar.

— Capitão, perímetro cercado, há seis elementos armados a sua esquerda — diz um dos meus homens pela escuta, 07.

— Copiei 07, mantenha eles sob controle, estou seguindo para o outro lado do beco, quero pegar eles de supresa.

— Entendido! — diz prontamente.

Por conseguinte, sigo cautelosamente com meu fuzil em mira, por dentro do beco, olho de um lado para o outro e vou caminhando pela rua estreita, cheia de casas.

Assim que dou mais dois passos, bato de frente com quem eu queria.

— Achei você, seu filho da puta! — rosno com um sorriso diabólico para o traficante.

Ele se mantém parado, seus olhos estão sobressaltados, sabendo que já havia chegado no fim da linha. Mas por incrível que pareça, o desgraçado corre antes que eu apertasse o gatilho.

Em uma atitude inesperada, corro atrás dele e o logo o vejo pular uma janela de uma casa que parece ser abandonada, ele corre como o diabo corre da cruz, mal sabe ele que como comandante, me tornei o próprio diabo para os traficantes. Apelido dado por eles mesmo, fiquei sabendo disso recentemente e rir muito, por que essa era a impressão que queria passar.

Com isso, o cara que ainda está fugindo de mim, tenta pular o muro da varanda da casa que entramos, mas sem sucesso, ele cai no chão e eu deixo mais uma vez meu sorriso malicioso escapar.

— Achou que ia conseguir fugir de mim?

— Dr. Eu..eu..

— Eu? — pergunto em tom de deboche.

— Eu juro que não foi eu quem mandou matar um dos seus homens, eu Juro, eu juro — diz desesperado.

— Você jura e eu fingo que acredito.

Miro em sua cabeça e ele fecha os olhos tremendo, então aperto o gatilho.

PA!

Um eliminado, agora falta mais um, saio da casa e me escondo no beco ao lado, pois há muitos tiros, é tira pra cacete. Até que de repente, os tiros param, então boto a cabeça do lado de fora do beco, e por milésimos centímetros, um tiro foi disparado bem próximo a onde eu me encontro.

Com um movimento rápido, me escondo novamente, falo na escuta com meus homens e eles dizem que o bicho tá pegando onde eles estão, caralho! Só que de repente, sinto meu celular vibrar dentro da minha calça.

Fala pai.

— Gael, você ainda está em operação?

— Estou e o bicho tá pegando aqui, por que ?

— Filho, você precisa sair dai agora, Gabriela acabou de entrar em trabalho de parto.

— Puta que pariu! Estou indo — digo sentindo minhas pernas bambas e ouço os gritos de Gabriela do outro lado da linha.

— Meu Deus, ela está com muita dor?

— Está, mas calma que isso é normal, a bolsa dela estourou, já estamos a caminho do hospital, sua mãe está no banco de trás com ela.

— Tá bom, tô indo para o hospital, até já — digo nervoso.

— Okay filho, até já! — diz meu pai e eu desligo a chamada.

(...)

Chego no hospital nervoso pra cacete, nem passei no batalhão para trocar de roupa, vim de farda mesmo. Estou tão ansiosos e afobado que meu suor escorre pela minha testa. Sigo até o balcão e logo a recepcionista me atende, pede meu documento e eu a informo mais minhas filhas estão nascendo.

— Tudo certo, a sala de parto é no segundo andar a direita.

— Okay, obrigada! — digo agoniado e sigo no mesmo instante, sem deixar que dê alguma resposta.

Pego o elevador e dois segundo, o mesmo para no segundo andar, ele se abre e eu logo vejo meus pais, Vânia, as gêmeas e Lorena na recepção.

— Cadê Gabriela? — digo ao me aproximar deles.

— Está na sala de parto, ela ia ter normal, mas ela não tem passagem, a Dra Aline a levou para sala de cirurgia agora, fica calmo filho, vai dá tudo certo! — diz minha mãe preocupada.

— Como vou ficar calmo mãe, será que posso entrar? —digo com as mãos na cabeça.

— Acho que sim, vai lá filho! Aproveita e avisa a gente quando vai começar a cesária, que vamos até o vidro assistir.

— Tá bom.

— Vai da tudo certo primo! — diz Laura com carinho.

— É primo, fica calmo! — diz Luna.

Assim que sigo até a sala, pude ouvir um choro, em seguida outro, depois outro.

— Nasceram, minhas princesinhas nasceram! — grito virando para minha família e corro até a sala de parto.

Mas antes que abrisse a porta, me esbarrei com a médica que fez o parto de Gabriela, Dra Aline, pois ela saiu da sala, que iria intencionalmente. A Dra me da os parabéns, dizendo que minhas trigêmeas e Gabriela estão bem e que as bebês são saudáveis, apesar de ter feito a cesária o mais rápido possível, pois ela não tinha passagem e estava perdendo sangue.

— Quando posso vê-las Dra. ? 

— Daqui a alguns minutos, pois elas precisam passar pela observação, e mais alguns procedimentos, por isso, Gabriela precisa descansar, o efeito do medicamento para cessaria foi muito forte e ela está desacordada.

— Tudo bem! Obrigada.

Volto até minha família e aviso que daqui a alguns minutos podemos ir vê-las. Com isso, eles me abraçam comemorando nascimento das novas integrantes da família.

(...)

Meia hora depois....

O tempo se passou e eu não paro de andar de um lado para o outro, quero logo poder ver minhas filhas e minha esposa. Mas paro de forma imediata quando vejo a enfermeira aparece, ela me chama para vê-las e eu suspiro aliviado.

Porém um pouco chateado com toda a situação, pois queria muito ter estado ao lado dela, quando teve as meninas, mas não pude, por que fui acionado para uma operação, que nem foi finalizada até o momento, pois como vocês viram, larguei tudo e vim para cá.

Por conseguinte, paro na frente de uma porta branca, que tem uma plaquinha redonda, com desenhos de flores e lacinhos, e com o nome de cada uma das minhas filhas.

Zoe, Ava e Íris!

Devo ressaltar, que para escolher o nome das trigêmeas, foi uma guerra, pois todo mundo queira dar uma opinião, e para me deixar mais puto, eu não podia opinar pois isso do seria possível se elas fossem meninos.

Porra, se pelo menos tivesse um menino! Mas como as coisas não são como queremos, elas são meninas, então tive que concordar com a sugestão de Gabriela, Maya, Alexia, Lorena e até a gazela do Cris.

Balanço minha cabeça negativamente afastando meus pensamentos e dou duas batidas na porta, notando que a enfermeira já sumiu do meu campo de visão. Até que ouço a voz de Gabriela Mancini dizer um " pode entrar".

Então assim faço, entro e logo vejo minha linda esposa deitada na cama, usando uma camisola branca de renda, com seus cabelos presos em um coque frouxo e seu semblante está um pouco cansado, com certeza deve ser ainda os efeitos do medicamento.

— Amor, como você está? — digo me aproximando.

Dou-te um beijo carinhoso e aliso seus cabelos negros com afeto, fiquei tão preocupado, tive medo que estivesse dado errado tudo errado, no parto.

— Estou bem meu lindo — diz alisando meu braço e pega na minha mão.

Gabriela me puxa para mais um beijo e eu viro para dar atenção agora a nossas lindas moreninhas.

— Meu Deus! Elas são tão lindas! — digo me inclinando no bercinho delas.

As três são perfeitas, são morenas e bastante cabeludas, todas estão usando um body, uma está usando o Amarelo, a outra um Lilás e a outra Rosa, com lacinhos da mesma cor, para combinar.

— Zoe, Ava e Iris, digam oi para o papai! — diz falando com as três bebezinhas que não param de se mexer no grande bercinho redondo.

— Oi filhas, é o papai! — digo todo derretido e deixo lágrimas escorrerem pelo meu rosto, sem deixar de sorrir nem por um segundo.

Gabriela diz que Zoe é a de amarelo, Ava é a de lilás e Iris é a de rosa, só para conseguirmos indentifica-las.

Eu juro que não fazia idéia, de como um momento como esse pudesse ser tão mágico e esplêndido.

— Olha como elas são sua cara, amor! — diz suavemente.

Seu tom de voz é de satisfação e carinho.

— É mesmo, mas tem seus olhos— digo todo bobo olhando para os três pacotinhos no bercinho.

Porém olho para Gabriela novamente.

— Meus Deus! Elas são tão pequenininhas.

— Quer carregar qual primeiro? — pergunta sorrindo e eu faço cara de preocupação.

— É que, eu tô com medo Gabi, elas são tão molinhas, tô com medo de pegá-las.

Gabriela começa a rir da minha cara, essa mulher não perde oportunidade de rir da minha cara.

— Aí Gael, larga de ser frouxo. Um homem desse tamanho, com essa farda do Bope, com medo de carregar um bebê! — diz ainda sorrindo.

— Gabriela! Também não precisa me esculachar, mulher!

— Tô brincando, mas sério amor, deixa de bobagem, você vai conseguir, deixa elas sentir seu colinho — diz olhando para os pacotinhos.

— Tá bom — digo, engolindo seco.

Com isso, Gabriela puxa o bercinho redondo para perto de si, e pega a de amarelo, Zoe! A bebê se aconchega em seu colo e já esfrega o rostinho em seus seios, ela tira o peito de dentro da camisa e o direciona na pequena boquinha rosada da Zoe, que logo começa a sugar com vontade.

— Nunca vi cena mais linda que essa — digo com carinho e aliso os cabelinhos da nossa filha, que ainda mama como se estivesse morrendo de fome.

Após alguns minutos, Zoe adormece completamente satisfeita. Com isso, Gabriela se ajeita e me dá uma mantinha amarela, da cor da roupa de Zoe. Então coloco no meu ombro e Gabriela me entrega ela, a pego morrendo de medo, parece que minhas pernas foram dá uma volta, pois estão bambas. Caralho, tô com medo de derrubar, ou apertar minha filha.

— Amor, fica calmo, ela não vai quebrar.

— Tô tentando ficar calma, caramba ela é tão molinha.

A bebê se aconchega nos meus braços e me eu encosto meu rosto em seus cabelos, aspirando seu cheirinho de bebê.

— Tá vendo que você conseguiu amor, ela está gostando do colinho do papai dela — diz Gabriela toda boba sorrindo e nos olhando com admiração.

Fiquei um bom tempo apreciando um das trigêmeas no conforto dos meus braços, depois, pego a Ava, que está de lilás, essa mamou bastante também, e quando a peguei no colo, resmungou um pouco pois queria continuar no peito, em seguida, peguei a de rosa e notei que ela é bem carinhosa, fiquei um bom tempo com ela, bem mais que as outras, por que Íris não queria me largar, até resmungou quando eu a entreguei a Gabriela de volta.

Por conseguinte, meus pais, Vânia e minhas primas gêmeas foram ver nossas filhas, meus pais choraram de emoção, assim como Vânia. Todos carregaram as três e depois foram embora. Ao anoitecer, o restante da família e amigos vieram nos ver e conhecer os três pacotinhos.

Fico ainda olhando minhas pequenas e sinceramente, eu não imaginei que um momento como esse seria tão explemdido.

(...)

Três anos depois....

Estaciono meu carro na garagem e faço meu caminho para dentro da mansão, passo pelo jardim e paro enfrente a porta. Toco na maçaneta e abro a mesma, assim que meus olhos enxergam a sala, vejo um monte de brinquedos espalhados e uma das babás catando tudo e pondo dentro de uma das cestas.

— Boa noite, Gina! Minha esposa já chegou? — pergunto procurando minha morena gostosa com os olhos pelo ambiente.

— Boa noite Dr.Gael! Ainda não, mas ela ligou a alguns minutos, mandou te avisar que chegará antes do jantar — diz a senhorinha de aparência gentil.

— Porra, ligo para o celular dela e ela não me atende, Gabriela disse onde está? — pergunto indgnado.

— Disse, ela foi ao shopping com sua mãe e Dona Laura.

Tinha que ser as duas, sabia!

— Certo, e minhas pestinhas?

— Oh, elas estão por aí, chamei para tomarem banho, mas as três saíram correndo, de hoje que eu e a Nany estamos tentando pegá-las.

Puta merda! Minhas crias são terríveis, Gina e Nany praticamente não dão conta, por que as três parecem um furacão.

Essa Nany também é uma senhora, isso por que botamos uma mais nova e a mesma deu em cima de mim, aí já viu né? Gabriela só faltou pular na jugular da moça, então para não dá problema com minha encrenca em pessoa, contratei duas senhoras de sessenta anos, que são casadas.

— Puta merda! Essas três são terríveis — digo seguindo para o segundo andar.

No caminho, saio chutando os todos os brinquedos que vejo pela frente, e logo fico pensando, em como três crianças, tão pequenas, fazem tanta bagunça em um casarão como esse.

Caralho, é muito brinquedo!

Caminho pelo corredor do segundo e não as encontro, então desço para a sala e vou até me escritório, abro a porta e assim que olho para dentro, fecho meus olhos e conto de um até dez para não surtar.

Está tudo bagunçado, as gavetas da mesa estão todas abertas, o sofá está cheio de massinha de modelar grudada e em cima dessa mesma mesa, há algumas bonecas.

Puta que pariu, viu? Aja paciência para ver uma coisa dessas, essas crianças não tem limites, eu ainda  vou ter um surto psicótico.

— ZOE, AVA E IRIS, VENHAM AQUI, AGORA! — chamo gritando o trio maravilha.

Grito tão alto que logo ouço um barulho e três toquinhos de gente entrar.

— Oi papai — diz as três pestinhas de uma só vez.

— O que o papai falou, sobre entrar no escritório e fazer bagunça? — digo parado na frente das três mocinhas com carinhas de anjos, mas que de anjos não tem nada.

— Que a gente não pode — diz Ava, fazendo bico e cruza os braços. Essa é a igualzinha a mãe, afrontosa que só!

Ava é a copia fiel da Gabriela na personalidade, afrontosa, malcriada e respondona. Boto de castigo todo dia.

— E também que é feio mexer nas coisas do papai — diz Zoe abaixando o olhar timidamente com as mãos para trás.

Essa é meio terno, porém um pouco mais contida, só é eu falar sério com ela, que logo abaixa a crista.

— Desculpe papai, não vamos fazer de novo! — diz Íris a mais meiga.

Ela é um doce de criança, porém muito chorona, tudo ela chora, parece manteiga derretida e sempre corre para o colo da vovó Vânia. Já Zoe é muito apegada com meus pais e Gabriela, elas são muito ciumentas, mas Ava tem muito mais ciúmes e é um grude comigo, mesmo eu brigando e botando de castigo.

— Assim espero, estamos entendidos?

— Sim papai — diz as três ao mesmo tempo, porém Ava fala revirando os olhos.

— As três, já para o banho! — digo apontando para a porta e elas saem andando devagar.

Vou atrás e vejo elas subirem para o segundo andar, então vou atrás para me certificar de que elas vão mesmo tomar banho. Assim que cada uma entra no quarto, que é das três, paro na porta e vejo as três mocinhas pegar as toalhas no closet e seguirem, mas Ava, para e vem em minha direção.

— Papai, se eu for tomar banho agora, o senhor compra um playground ? — pedi com cara de pidona e abraça minhas pernas.

— Filha, você já tem um.

— Mais eu quero outro.

Dou um suspiro e a carrego, fico com ela no meu colo e a vejo mexer nos botões da minha camisa social branca.

— Ava, nos já conversamos sobre isso, você precisa entender, que nem sempre o papai vai ficar comprando brinquedos, você e suas irmãs tem até demais, a sala de brinquedos está lotada e vocês não brincam lá, preferem brincar no jardim.

— Mais papai eu quero..

— Não, você já tem um e não se fala mais nisso.

Ela ao ouvir o que eu disse, logo fica com uma tromba maior que a de um elefante e esse é o maior defeito dela, não aceita quando dizem NÃO. Se bem todos dizem que ela é a que mais parecida comigo.

— Desmancha essa tromba, papai te ama muito, e você? ama o papai?

— Não! — diz brava e eu a olho indgnado.

A ponho no chão e me dá um chute na canela.

— Aí! Sua filha da...— resmungo pulando de dor — AVA! VOLTE AQUI, JÁ!

Olho para as duas paradas na porta do banheiro que nem estátuas e faço uma careta.

— As duas, não saiam daí — aviso e saio correndo atrás da peste.

— AVA! — grito pelo corredor do segundo andar e nada dela aparece.

— Mais que gritaria é essa? O furacão Catrina passou por aqui, foi?— diz Gabriela entrando na mansão.

— Não, foi "Ava" mesmo.

— Aí amor, o que está acontecendo, por que está tão nervoso?

— Aquela menina me tira a paciência, Gabriela! Ela me deu um chute na canela e saiu correndo.

— Minha nossa, não sei mais o que fazer com ela.

— Eu sei, e vou fazer agora — digo bravo e tento ir até a porta, mas Gabriela segura meu braço, me impedindo.

— Amor! — chama-me colando seu corpo no meu.

Que cheiro maravilhoso essa mulher tem, me deixa louco.

— Oi amor

— Não fica assim, vamos conversar sério com ela, mas agora, vem me dá um beijo, depois você briga com nossa filha — diz envolvendo seus braços em volta do meu pescoço.

— Sabia que quando você fala assim, eu fico doido de tesão? — digo apertando sua cintura e desço minhas mãos, apertando sua bunda em seguida.

Bunda gostosa da porra!

— Sabia, meu comandante! — diz me provocando com um sorriso malicioso.

Então, eu a puxo para um beijo intenso e profundo, deixando minha língua invadir sua boca, fazendo uma dança envolvente. Gabriela geme nós meus lábios e eu continuo apertando sua bunda, enquanto a outra mão vai para seus cabelos.

— Eca, que nojo!— diz Ava nos interrompendo.

— Além de mal criada, é empata beijo.

— Gael! — me repreende Gabriela, sorrindo!

Ava sem dúvidas é a que parece mais com Gael, entretanto, ele diz que ela parece comigo, mas óbvio que isso não é verdade, aliás, os atrevimentos e língua afiada pode até ser, mas as birras, são dele. Ela faz bico, bate o pé, e puxa os cabelos igual a ele, quando quer alguma coisa de mim e eu digo o famoso NÃO.

Ela é uma mocinha bastante decidida, apesar de ter apenas três anos, assim como suas irmãs. Sempre que vê Gael fardado, diz que ele fica o papai mais lindo do mundo e que quer ter uma igual a dele, isso me fez ter quase um treco.

Após a birra de Ava, Gael finalmente conseguiu levá-la para o banho, enquanto Zoe e Iris já estão limpinhas e cheirosinhas, cada um sem sua cama, nos esperando para dar o beijo de boa noite.

Todo dia eu e Gael fazemos isso, e por conseguinte, assim que Ava já estava cheirosa, Gael colocou o pijama nela e deu o beijo de boa noite.

Após isso, fomos jantar e em seguida dispensamos as duas babás por hoje, em seguida, eu e Gael nos escolhemos em nosso aposento, e como sempre, fui surpreendida no banho, levando um belo de um oral que rendeu por minutos.

(...)

Dia seguinte....

Hoje é domingo, está um maravilhoso dia lá fora, então, ao me levantar, fiz minhas higienes, dei beijo de bom dia no meu moreno e desci para tomar o café da manhã.

Como já era de se esperar, Jeda estava na mansão, ela ama vim aqui, fazer o nosso café e as vezes eu até acordo bem cedinho para ajudá-la, mas dessa vez foi impossível, pois Gael me deu uma surra de língua no banho e entre outras coisas lá, e na cama.

Com isso, tomei meu café bastante reforçado com meu amor,Gael. Ele já me acompanhando, vestido com seus  trages confortáveis, pois hoje é sua folga assim como a minha.

Mudando de assunto, agora estamos na praia, em Copacabana, junto com Alexia, seu marido, Miguel e do seu filho, Apolinho. Também estou na companhia de Maya, Heitor e Angel. Eu me mantenho sentada na canga, ao lado de Alexia e Maya, enquanto Gael, Miguel e Heitor brincam com os cinco bebês na areia, é uma cena tão linda.

Quando de repente, Ava levanta e vai em direção ao mar, eu nem me dou o trabalho de levantar, pois Gael no mesmo instante vai atrás dela, que ainda está na beira do mar.

Ele tenta pegá-la, mas ela fez birra, ele tenta pegar novamente mas ela ainda insiste em não obedece, quando do nada vem uma onda não muito grande, mas do tamanho suficiente para derrubar a pequena mocinha birrenta.

Eu sei que eu na posição de mãe, é tão errado rir da filha que acaba de tomar um caldo na beira do mar, mas a birra dela e malcriação foi tamanha, que ao vê-la surgir após uma pequena onda, toda suja de areia, parecendo um peixe empalado, rir alto jogando a cabeça para trás.

Ao notar meu riso, Ava me olha enfezada e faz bico, abrindo o maior berreiro em seguida. Então, Gael Vai até ela e a pega, trazendo até onde eu me encontro.

— Está vendo o que acontece, quando não obedece o papai? — ouço ele dizer, vindo com ela no colo.

Isso só fez piorar sua crise de choro, pois ela está berrando, até que ele a põe no chão e ela vem para meu colo.

— Não chora filha, já passou! Fica aqui com a mamãe — digo com ela nos braços e beijo seus cabelos

Fico com ela no colo, olhando as irmãs e os primos brincando de castelo de areia.

— Quer um suquinho Ava? — pergunta Maya gentilmente a ela, que apenas balança a cabeça negando.

Continuo com ela nos meus braços aconchegada, ela fica tão dengosa quando chora muito, que logo corre para meus braços. Porém a maioria das vezes ela vai para os braços de Gael, os dois brigam mas ela é um grude com ele.

Falando nele, o mesmo está vindo com Angel no colo, ele entrega a linda mocinha de nove anos a Maya e senta na minha frente, entre minhas pernas.

Com isso, Gael fica me observando, com um sorriso torto e uma expressão de admiração.

— Por que tá me olhando?

— Nada, só tô admirando minha esposa! Sra. Gabriela Mancini — diz agora com um sorriso largo, me fazendo sorrir também.

— Hum, me sinto lisonjeada, capitão!

— Não perde a chance de me provocar, né morena?

— E você gosta!

Ele volta a atenção para nossa pequena e alisa os cabelos dela, que o olha torto e o ignora. Deus! Essa menina é tão ele, só pode!

— Tá chateada? — pergunta a ela que o olha novamente, porém volta a o ignorar.

— Sabe que pai ama, não é? — pergunta e ela torce a boquinha como se estivesse sem jeito.

— Tá bom, não vai dormir comigo hoje.

— Gael, deixa a menina, ela vai acabar chorando.

— Papai ama, mas mesmo assim só por causa da birra, não vai dormir comigo hoje.

— Gael, para de implicar com a menina! — o repreendo rindo.

Ele começa a rir jogando a cabeça para trás e bagunça os cabelos de Ava que resmunga ainda aborrecida, em seguida, Zoe e Iris vem nossa direção e pede para Gael passar mais protetor nelas. E como sempre, ele faz, com todo carinho e amor do mundo.

Isso para mim é tão gratificante, ter a oportunidade, de ver um homem como ele, que não se apegava ou se importava com os sentimentos das pessoas, agora se tornar um marido exemplar e um pai maravilhoso de três toquinhos de gente. É como eu disse, é muito gratificante e também muito lindo, pois agora sei, que encontrei a  pessoa certa para eu viver e chamar de família!

▄︻┻┳═ - ═┳┻︻▄

Oi amores, o que acharam do epílogo? Gostaram desse final?
Beijos no ❤️

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