𝕮𝖆𝖕𝖎́𝖙𝖚𝖑𝖔 40

"Deixei meu coração cair
E enquanto ele caía, você se ergueu para reivindicá-lo
Estava escuro e eu estava acabada
Até que você beijou meus lábios e me salvou."

O enterro foi muito triste, apesar do pai de Gabriela ter sido um cara que fez muitas coisas erradas por causa de dinheiro, ele era o pai dela. A pessoa que apesar dos pesares, ajudou a criá-la junto com Vânia.

Eu sei que está sendo muito difícil para Gabriela suportar todo esse sentimento de tristeza, desgosto e abalo. Mas vou fazer o que eu puder para ampara-lá, sinto que isso é o meu dever. Apesar de ter sido quase uma vítima nas mãos de Walter Ferraz, hoje em dia, não sinto ódio dele, sinto pena.

Pena, por que ele não fez questão de se dar uma chance, em sobreviver para poder ser uma pessoa melhor, justamente pela filha. Entretanto, se ele quis assim, agora não tem mais como voltar atrás, só o que espero, é que ele finalmente encontre a paz.

Agora neste momento, estamos todos ao redor do túmulo do meu falecido sogro, como já aconteceu a cerimônia do velório, só o que falta é Gabriela se despedir para irmos embora.

O que mais consola minha morena é que todos da minha família estão aqui prestando seus mais profundos e sinceros sentimentos, por ela. Digo isso por que ninguém além de mim, Gabriela e Vânia conhecia ele para poder sentir a perda. Sobretudo, estão aqui por pura comiseração a ela.

Meus tios, Luca e Natália, Liam e Giovanna, meus pais, minhas primas, Maya com Heitor, as gêmeas e meu primo Miguel com sua esposa Alexia. Só não vi Lorena, pois Gabriela disse que ela está viajando a trabalho, mas desejou sentimentos por telefone, e disse que assim que chegar vai vê-la.

Também não vi mais ninguém da família de Gabriela, pois ela já havia me dito que não tem mais ninguém. A família da falecida mãe dela não tem muito contato e a do pai, se afastaram com o passar dos anos.

Parado ao lado esquerdo do túmulo, de braços cruzados, vejo Gabriela joga as flores brancas que estava a segurar durante todo o momento, no túmulo do seu pai. Em seguida, ela beija sua mão e tocar sob o mesmo, como uma forma de dizer em silêncio, " adeus! "

Gabriela volta para o meu lado e encosta a cabeça no meu ombro, eu a abraço afetuosamente e beijo sua testa com carinho.

— Vamos amor? — pergunto com a voz baixa e ela da um suspiro me abraçando um pouco mais forte.

— Vamos — diz com a voz triste — Não aguento mais ficar aqui.

Por conseguinte, minha família percebeu que já vamos embora e logo vem se despedir, todos fazem isso com o maior carinho e gentileza, desejando força mais uma vez a Gabriela. Agora, seguimos para fora do cemitério e entramos no carro.

Vejo Gabriela acomodar-se no banco de passageiro ao meu lado e Vânia atrás, ela põe o cinto e eu também. Em seguida, eu ligo o carro e o ponho em movimento, fazendo o trajeto da mansão que ela ainda ocupa com Vânia.

Olho para Gabriela de relance e a vejo inerte de olhos fechados, olho pelo espelho do carro e vejo Vânia também de olhos fechados bem acomodada, estão cansadas, psicologicamente e fisicamente.

Desvio minha atenção dela e foco na direção, passo calmamente pelo centro da cidade até notar que já estou chegando perto da mansão, olho pelo retrovisor e vejo o carro dos nossos seguranças. Dirijo entrando no Condomínio e estaciono na garagem.

— Amor, chegamos — toco em seu rosto e aliso carinhosamente.

Ela abre os olhos lentamente e da um suspiro forte.

— Hum, nossa eu dormir! — diz se espreguiçando.

Olho para trás e vejo Vânia ainda cochilando.

— Dona Vânia, chegamos! — digo a chamando e ela abre os olhos sonolentos.

Já era de se esperar, elas acordaram muito cedo, acho que umas 06:00. Eu acordei ainda mais cedo, umas 05:30, terminei de resolver com meus pais o enterro, pois assim que aconteceu a tragédia eu me encarreguei logo de organizar tudo para Gabriela não se preocupar com nada, antes de eu chegar em casa e dar a triste notícia. Então, assim que já estava tudo nos conformes, o velório aconteceu cerca de 10:00 da manhã.

— Nossa Jesus, apaguei! — diz dona Vânia se ajeitando para sair do carro.

— É o cansaço, toma um banho e descansa dona Vânia — digo gentilmente e ela assente com um sorriso afetuoso.

Dona Vânia sai do carro e entra na mansão, Gabriela está ao meu lado, sentada com seus olhinhos castanhos perdidos no mais profundo dos seus pensamentos.

— Ei morena, o que foi? — pergunto curioso e aliso seu rosto novamente.

Ela vira para minha direção e fecha os olhos sentindo ainda meu carinho em seu rosto. Sentindo o contato da sua pele macia, sinto meu corpo inteiro reagir, esse é o efeito que Gabriela tem sob mim, com apenas um toque.

— Nada não, só estou pensando aqui, bobagem! — da de ombros e me olha nos olhos.

Eu arqueio uma sombrancelha em sinal de preocupação, conheço seu jeito, ela está pensando em alguma coisa.

— Eu te conheço, sei que algo te aflige, fala o que foi amor — peço com as sombrancelhas juntas.

Gabriela morde o lábio inferior e abaixa a cabeça, eu toco em seu queixo a fazendo me encarar novamente e assim nossos olhos se prendem.

— É que, eu sacrifiquei minha vida, pedindo ao Grego para proteger meu pai, e por causa disso fui tão perseguida por esse traficante, e no fim das contas ele mesmo tirar a própria vida — morde mais uma vez o lábio e deixa uma lágrima escapar.

— Entendo, é complica amor, a gente nunca sabe o que está se passando na cabeça da outra.

— Tem razão, sinceramente, isso me fez perceber que meu pai foi um cara  covarde. Mas quer saber, só o que desejo agora é que ele encontre a paz.

— Eu também. Sabe o que ele pediu antes de morrer ?

— O que ?

— Perdão, para nós dois.

— Ele sabe que jamais iria deixar de perdoa-lo, mesmo tendo feito o que fez.

— Você é uma grande mulher, meu amor! Tenho certeza que ele tem orgulho do que você é, desse seu coração grandioso — aliso seu rosto e ela beija minha mão em um beijo casto.

Ela segura minha mão e entrelaça nossos dedos.

— Obrigada por tudo que está fazendo por mim, viu? Te amo tanto moreno! — ainda com nosso dedos entrelaçados, levo sua mão até minha boca também depositando um beijo casto.

— Também te amo demais, morena.

Ficamos encarando, nossos olhos se prendem e eu sinto uma eletricidade percorrer meu corpo. Meus com a intensidade do meu olhar, vejo as bochechas de Gabriela ficar no tom rosado sutilmente, desmontando que ela está corando.

Porém, ainda sim, ela não quebra o olhar, continua a me olhar no fundo dos olhos. Deixo um sorriso de lábios fechados escapar e vejo Gabriela  aproximar seu rosto do meu. Nossos lábios encostam-se um no outro de forma suave, levo uma mão até sua nuca e intensifico o beijo, deixando nossas línguas se entrelaça-rem de uma forma envolvente e intensa.

— Hum! — geme em meus lábios ao sentir minha mão subir e se afundar entre seus cabelos negros e sedosos.

Gabriela me dá selinhos e encosta sua testa na minha, abro meus olhos e dou um suspiro aspirando seu cheiro doce.

— Nunca vou me cansar de saborear seus lábios — digo com a voz rouca demonstrando todo tesão que ela me causa com apenas um beijo.

— Eu também — diz com a voz meiga e baixa.

— Vamos descer do carro, você precisa descansar — digo com um sorriso de lábios fechados e ela retribui.

Desço do carro e dou a volta, abro a porta para Gabriela descer e assim ela faz. Nos passamos pelos seguranças e entramos em casa. Gabriela tira seus sapatos e os deixa no canto da porta, faço o mesmo e logo subimos para o segundo andar.

Ao entrar no quarto, vejo Gabriela tirar suas roupas, ficando nua em minha frente, porém segue até o banheiro para tomar seu banho.

Nem preciso dizer que o desejo e a excitação me invadiu em cheio, mas sei que ela ainda está de luto, então Entendo que preciso respeitar.

Entro no chuveiro e vejo Gabriela debaixo d'água lavando seus cabelos, meus olhos varrem todo o seu corpo, de forma admirável e desejosa, nunca vou me cansar de amar essa mulher e esse corpo perfeito.

Entro no chuveiro também, Gabriela termina de lavar seus cabelos longos cabelos negros e logo me ajuda a passar o sabão, deixando a espuma percorrer todos meus músculos, faço o mesmo com ela e em seguida finalizo nosso banho.

Saio do box e pego duas toalhas, me enxugo e me enrolo em uma, a outra seguro até ela se aproximar, Gabriela sai do box, se aproxima e eu começo a enxuga-la.

— Hoje vou cuidar de você, vira de costas — digo sorrindo com carinho e assim ela faz retribuindo o sorriso.

— Hum, nunca imaginei que o tenente Gael sabia cuidar tão bem de alguém.

— Aprendi com você — beijo seus lábios suavemente e me afasto um pouco.

Começo a enxugar seus cabelos e logo depois seu corpo inteiro, deixando a toalha passar todas as partes dos seu lindo corpo nu, secando as gotículas de água e a enrolando em seguida.

Depois que sai do hospital, Gabriela cuidou tão bem de mim, que agora sinto que preciso retribuir esse afeto.

Saímos do banheiro e logo fomos até o closet, vejo Gabriela pegar um vestido simples, branco rendado e uma linda calcinha branca de seda. Ela se veste enquanto eu pego uma calça moletom que havia deixado aqui, vestindo em seguida.

Como hoje ainda é uma manhã de domingo, decidi que vou ficar aqui com ela o tempo inteiro, vou dar toda atenção, amor e carinho.

Depois do que aconteceu com seu pai, estou evitando tocar no assunto dela morar comigo, se ela quer depois do casamento, com certeza vou ter que respeitar.

(...)

Horas depois....

Já são 18:00 da noite de domingo, depois que chegamos do enterro do pai de Gabriela, cuidei bastante dela.

Isso é algo que nunca pensei que um dia fosse fazer por uma mulher. Eu a  Deixei ela se organizar depois do nosso banho, em seguida ficamos deitados na cama assistindo um filme na Netflix, o filme era de ação com romance policial, depois que ele acabou, descemos para almoçar, pois já era 12:40 da tarde.

Ela havia dito que não estava com fome, porém eu não deixei que ela ficasse sem se alimentar, afinal ela está grávida de trigêmeas, isso concluiu que ela precisava se alimentar.

Como Gabi não quer uma empregada, preferiu ela mesma preparar o nosso almoço junto com Vânia, eu ajudei, mas não consegui resistir aos olhares que a morena me dava então roubava-lhe beijos, ouvindo os protestos de Vânia que não sabia se reclamava e sorria ao mesmo tempo.

Agora nesse momento, estou sentado no chão da sala com Gabriela, nos estamos brincando com meu afilhado Apolo. Como ela ainda estava muito desanimada perante ao luto, assim que deu umas 16:00, liguei para Miguel e perguntei se poderia trazer meu afilhado para animar um pouco Gabi, pois em outros momentos eu havia levado ela na casa dele e de Alexia, para conhecer e conversar um pouco. Ao chegar-mos lá, Gabriela ficou encantada pelo Apolo e ele por ela.

O loirinho dos olhos azuis ficou tão apaixonado que na hora da gente irmos embora, ele grudou no pescoço de Gabriela chorando, para que ela não fosse. Ainda sentados no chão, sob uma grande tapete cheio de letrinhas e números, brincamos de encaixar os cubinhos de plástico com ele.

Miguel e Alexia gostam que ele só  brinque com esses brinquedos educativos e esse é um deles, muito divertido por sinal. Eles disseram que brinquedos assim estimula o cérebro da criança.

Apolo está sentado no meio de nós dois, ele sorrir achando graça de tudo que minha morena e eu fazemos, com isso, um sorriso bobo se forma em meus lábios, fazendo com que eu fique super ansioso para a chegada das nossa menininhas.

Puta merda! Tô muito ferrado quando essas garotinhas nascerem, na verdade é um misto de sensações, pois por um momento fico assim, ansioso, e no outro morrendo de medo por ter que aprender a lidar com três pessoinhas, fora a mãe né?

— Oh titia! Você conseguiu! — diz Gabriela divertida, ao ver que Apolo montou uma torre igualzinho ao que ele tinha feito a poucos minutos atrás.

— Titia! — repete ele batendo palminhas e mostrando seus  dentinhos bem grandinhos.

— Ei, e o Dindo?

— Dindo! — diz ele pegando outro brinquedo e eu dou um sorriso satisfeito.

— Vem cá, seu fraldão! — pego ele sorrindo e levanto.

Jogo meu afilhado para cima fazendo com que ele solte aquelas risadas gostosas de bebês. Como ele está sem camisa, usando apenas uma fralda e meias brancas, dou beijos pela sua barriguinha e ouço ele rir mais ainda.

— Amor — diz Gabriela sorrindo.

— Oi amor — distraído.

— Tá sentindo esse cheiro?

— Caraca, é mesmo! Que que você comeu amor?

— Eu não seu besta, Apolo! — diz rindo.

Olho para meu afilhado que me olha com seus olhinhos azuis curiosos.

— Você fez número dois, cara?

Em troca, meu afilhado parece entender o que eu havia desconfiado e logo abaixa o olhar.

— Ah seu safado! — digo incrédulo e estendo ele para Gabriela.

— Toma que teu!

— QUE? MEU?

— Claro, você vai limpar três bundinha daqui a alguns meses, já vai pegando a prática.

— Sim, mas você também vai ter que fazer isso, meu querido! Ou achou mesmo que vou fazer isso sozinha? — diz debochada e reviro os olhos.

— Tá, tá bom! Vou limpar e dar banho nesse fraldão — digo sorrindo para meu afilhado e sigo com ele para segundo andar.

— Boa sorte aí, tá amor ?

— Gabriela, nem pense em me deixar sozinho cuidando desse bebê, venha me ajudar — digo desesperado a fazendo rir jogando a cabeça para trás e em seguida vim atrás.

Tá aí uma coisa que ainda não tinha visto desde ontem, era esse sorriso lindo e perfeito.

(...)

Alguns dias depois.....

Hoje é o dia do jantar de noivado, como hoje é sexta-feira, os meus  familiares vão para minha casa logo depois do expediente de trabalho.

Tudo está sendo preparado pela Jeda, minha mãe e minhas tias, Natália e Giovanna.

Já são exatamente 14:00 da tarde, almocei com Gabriela no restaurante da minha mãe e logo depois a deixei em uma inauguração de uma nova loja de roupas de marca, no Leblon. Pois ela vai posar em uma capa de revista com os looks de lançamentos de lá.

Confesso que não entendo porra nenhuma desses negócios de looks, mas só sei que não gostei nada desse negócio dela ter que vestir lingeries, o pior de tudo foi ter encontrado aquela aquarela ambulante, ele teve a cara de pau de dizer que eu estou um arraso usando terno preto.

Vontade que eu tive era de enforca-lo, mas me contive, pois além de hoje ser o dia especial do nosso jantar de noivado, é o dia que a secretária de segurança do estado do rio de janeiro vai escolher o novo comandante do Bope.

Não sei se serei eu, estou desconfiado de que meu pai assuma novamente esse posto, claro que ele já havia se aposentado, nas sinto que ele está por trás, afinal ele fez tanta questão de ir, com uma empolgação sem igual. Se eu estiver certo, vou ficar orgulhoso, pois se o Bope é uma das maiores tropas de elite do rio, foi por causa dele e da sua história.

Agora estou a caminho do batalhão de forças especiais, o predio do Bope. Ainda dirigindo, lembro-me da noite quente que tive com minha morena, eu fiquei quase uma semana sem tentar absolutamente nada, eu me senti na obrigação de da esse espaço a ela, justamente para sentir o luto do pai. Mas ontem, Gabriela não conseguiu mais resistir e me surpreendeu durante o banho.

Saio dos meus desvaneios ao estacionar o carro no estacionamento, desço do mesmo e logo vejo meus seguranças estacionar atrás, sigo para dentro do prédio sendo escoltado pelos meus seguranças, Hélio e Derek.

Abro a porta do salão de discursos, meus olhos passeiam pelo local e logo vejo as pessoas nos bancos enfileirados. Até que de repente, vejo minha mãe e meu pai sentados na fileira da frente, dou um sorriso singelo e sigo até eles. Assim que eles me vêem, abrem um sorriso afetuoso.

— Pai, mãe! — cumprimentando eles.

— Oi meu amor — diz minha mãe me abraçando e depositando um beijo na minha bochecha.

— E aí, filho! Como está? — pergunta meu pai me abraçando também.

— Estou bem.

— Cadê Gabriela? — pergunta minha mãe sentindo falta da minha morena.

— Disse que vem daqui a pouco com Laura, está agora em uma inauguração de uma loja de marca.

— Ah sim, ela havia comentado sobre algo do tipo, tomara que ela não demore.

— Logo elas devem estar por aqui — diz meu pai me fazendo concordar.

Mas de repente, fomos surpreendidos com um pingarreio atravéz de um microfone sustentado por um balcão.

— Por favor senhores, peço silêncio para que possamos ouvir as palavras do nosso ex comandante do Bope, capitão Gustavo Valente — diz o novo secretario de segurança. Felipe Vagner. Que assumiu o cargo após a morte do traidor do Carlos.

Todos se calam e sentam-se em seus lugares, meu pai segue até o grande balcão e eu sento ao lado da minha mãe, ela segura minha mãe e eu beijo a sua, a vendo sorrir em resposta.

— Senhores, meu nome é Gustavo Valente, fui tenente-coronel da polícia militar, do estado do rio de janeiro. Eu dediquei 30 anos da minha vida a polícia.

Suas palavras firmes, fazem todos do local prestarem muita atenção.

— Fiquei no Bope por todos esses anos, comandei a unidade e lutei até o fim. Mas ainda sim, nunca tinha visto homens, que lutasse com garra, força e fúria, derramando seus próprios sangues para salvar a população das comunidades, como vi nesse batalhão — diz com emoção e orgulho e olha me minha direção.

— Grandes homens! E um deles é você, meu filho, por isso eu declaro, como muito orgulho, Gael Mancini Valente, o novo comandante do batalhão de forças especiais.

Abaixo minha cabeça deixando lágrimas escaparem, minha mãe me abraça e eu choro em seu ombro.

— Vem para cá filho, vem buscar seu título de alta patente — diz ele sorrindo e chorando emocionado.

Sigo até o palco e vou para atrás do balcão, paro na frente do meu pai, e recebo o broche com o símbolo de alta patente do Bope. Ele põe o mesmo no meu terno, grudando no peito do lado direito.

— Obrigado pai.

— Estou orgulhoso de você, meu filho! — toca em meu ombro com os olhos marejados e me puxa para um abraço firme e carinhoso.

Faço um breve discurso e assim que desço do palco com meu pai, vejo minha morena entrar com minha prima doida da Laura. Abro um sorriso para ela e mostro o meu broche, ela abre um sorriso lindo e caminha até mim com passos largos e eu vou até ela.

Ao nos aproximarmos, Gabriela pula em meu pescoço me dando um abraço apertado.

— Desculpa a demora amor.

— Não tem problema minha linda.

— Aí moreno, que orgulho de você, você merece tudo isso — diz me abraçando novamente.

— Obrigada meu amor — respondo sorrindo.

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Oi amores, o que acharam desse capítulo, estamos chegando no último capítulo!  ❤️❤️✨

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