𝕮𝖆𝖕𝖎𝖙𝖚𝖑𝖔 22

" É meu desejo que você alimenta
Você sabe exatamente
o que eu preciso
Você tem poder sobre mim
Eu dou tudo de mim agora, você não consegue ver?
Por que você não me liberta?
Você tem poder
Eu estava perdido até me encontrar em você."

— Power , Isso Danielson

Sabe quando você sente vontade de quebra tudo que vê pela frente? Pois é, é exatamente assim que estou nesse momento. Estou com um ódio mortal daquele traficantezinho de merda.

Minha minha vontade é de sair agora e pegar ele por conta própria, torturar até ele pedir para morrer. Melhor, não quero que ele peça, quero que ele implore para morrer nas minhas mãos.

Depois de ter falo com um dos secretários de seguranças do Rio, joguei meu celular na parede que de imediato se espatifou todo na mesma. Isso é uma prévia do que vou fazer com a cara do traficante Grego, vou quebrá-lo por inteiro e depois vou matar.

— Gael, calma..o que está acontecendo? — diz Gabriela assusta com a minha atitude.

Caralho, não quero assusta-lá, calma Gael, respira! Puxo o ar para os meus pulmões e tento controlar minha respiração, por que eu estou ofegante.

— Foi ele Gabriela..foi aquele filho da puta..

— O que ele fez?

— Tentou matar o comandante Junqueira.

— Meu Deus Gael! Esse monstro precisa ser pego se não as coisas só vão piorar..

— As coisas que vão piorar para o lado dele assim que eu o pegar — digo passando a mão no rosto repetidas vezes.

Sento na beira da cama e começo a chorar com as mãos no rosto, o cara é amigo do meu pai, amigo minha família, me viu crescer, e agora está morrendo no hospital por causa desse merda.

Aí o filho da puta do secretário de segurança quis me da ordens, eu sou Tenente-coronel do Bope, não tenho obrigação de seguir o que um bando de bandido engravatados querem.

Por que é isso que eles são, sabe por que? Por que quem vocês acham que fazem negócios e acordos com esses traficantes? Eles..quem vocês acham que tira dinheiro dos pobres para da quem já tem muito? Eles..bandido não trabalha sozinho.

Sempre tem um cabeça da história.

Sinto Gabriela me abraçar e eu, já cansado dessa merda toda, deito minha cabeça no seu colo. Ela começa a fazer carinho nos meus cabelos e deixa sua mão deslizar dos mesmos até meu peitoral.

— Vai da tudo certo, amor! — beija meus cabelos e continua a me fazer carinho.

Espera..eu ouvi direito o que ela acaba de dizer? Gabriela me chamou de amor, pela primeira vez.

— Você me chamou de que? — paro de chorar e viro a cabeça em sua direção, porém continuo deitado em sua colo.

— De amor..por que você é meu amor e precisa se acalmar, para poder ir atrás daquele infeliz — diz no meu ouvido e beija meus cabelos.

É extraordinário, a forma e o jeito que Gabriela me acalma, só de ouvir sua voz, de estar deitado no seu colo sinto mais conforto, ajudando assim, a controlar minha ansiedade e fúria ao mesmo tempo.

Desde criança, tive que ter acompanhamento psicológico para controlar essa ansiedade, sinto quando tem muita adrenalina aí fico ofegante e a sensação e de que o ar não chega nos meus pulmões.

Quando entrei para o Bope, tudo só fez piorar, meu pai preocupado, tentou me convencer a desistir por conta disso, mas no fundo ele sabia que eu ia até o fim, e assim fiz.

— Você também, é o meu amor — digo um pouco mais calmo olhando em seus olhos e e a vejo sorrir.

Em questão de segundos Gabriela me faz esquecer os problemas me trazendo paz, apesar do nosso começo só ter sido uma zona de guerra. A olhando assim, posso ver o quanto é doce e frágil, porém decidida e forte.

É disso que preciso em uma mulher, e pelo que vejo em Gabriela, posso afirma que ela está preparada para esta ao meu lado, o que ela faz agora a pouco foi só uma prévia disso.

— Eu vou no hospital, se importa de dormir sozinha? Preciso passa no batalhão depois.

— Não, fica tranquilo..mas só me promete uma coisa.

— O que?

— Que não vai fazer nada de cabeça quente, quero você bem aqui ao meu lado, tá?

— Tá bom, prometo minha linda. Eu volto para tomarmos café da manhã e te deixar no trabalho.

— Tá bom — assente e me dá um sorriso de lábios fechados.

Grudo um pouco mais seu corpo no meu e a beijo carinhosamente, Porém sem deixar de tocá-la firme para que sinta minha pegada, notei que ela gosta disso. Me afasto e sigo até o closet, pego uma calça moletom preta e uma camisa de manga comprida preta também, a dobro até o ante braço e pego minha arma, a coloco nas costas e calço meus sapatenis preto, sigo de volta para o quarto e vejo que está apenas com o abaju ligado que está sob o criado mudo.

Olho para cama e vejo Gabriela deitada de barriga para cima, usando uma camisa minha, isso é sexy para caralho! Se eu não tivesse tão triste e com pressa eu ia fode-la agora mesmo. Mas preciso visitar o cara que era parceiro de combate do meu pai e meu treinador de elite.

Vou até Gabriela e dou-te um beijo em sua testa, aviso que vou para o hospital e depois vou para o batalhão montar uma estratégia com a equipe. Saio do quarto e desço as escadas, sigo para a garagem e avisto meus seguranças já em alerta máximo.

Faço uma nota metal em como falar sobre o ocorrido ao meu pai, pelo que conheço meu velho, sei que vai surtar e esse é meu maior medo, não quero que meu coroa se envolva nessa.

Sigo até Hélio e o peço a chave da minha moto, ele me entrega e segue até o carro da escolta, mas antes de ir, peço para Renato fazer a segurança de Gabriela e peço que vá buscar as coisas dela para a mesma ir trabalhar amanhã. Ele assente prontamente e eu moto na moto.

Em questão de minutos, chego no hospital, entro e vou até a recepção, paro na mesma, comunico que vou visitar o comandante Junqueira, e logo a recepcionista me pedi meus documentos com cara de me fôda.

Entretanto, eu não sinto um pingo de desejo com isso, então a ignoro, agora que estou namorando oficialmente com minha morena atrevida, não faço questão de me importar o olhar de cobiça da ruiva de coque alto.

Então, apenas assino onde ela havia mostrado e pego meus documentos.

— O quarto dele é o 106, segunda porta a direita — diz mordendo o lábio inferior tentando me seduzir.

— Certo — digo friamente, a ignorando e sigo meu caminho pelo corredor do hospital.

Ao chegar na porta do quarto 106, toco na maçaneta e giro, abrindo a porta em seguida.

Entro e vejo o comandante Junqueira deitado com alguns fios grudados em seu peito, ele está dormindo. Chego a conclusão de que ele não está em estado grave, afinal de estivesse certamente não estaria no quarto, mais sim na UTI.

Me aproximo dele e fico o observando com as mãos para trás, dou um suspiro tentando me acalmar. Por que vê-lo nesse estado é doloroso, ainda que estejamos acostumados a passar por isso, mas me dói ver um colega de trabalho assim por causa de bandido.

Certamente o desgraçado armou alguma emboscada para ele, por que é muito difícil derrubar esse cara aqui, que se encontra sedado. Tudo que ele é, apreendeu junto com meu pai e os mesmos passaram para mim.

Eu não vou deixar barato, mordo meu lábio inferior na tentativa de segurar o choro e aproximo dele, abaixo minha cabeça e encosto meus lábios em seu ouvido.

— O Bope vai tomar o controle da situação, eu te prometo, mestre! Por que missão dada é missão cumprida. — dito isso, me afasto e saio do quarto.

Caminho para fora do hospital e ao chegar no estacionamento, sinto meu celular vibrar, atendo e ouço a voz de um dos meus homens, ele informa que já sabe o ocorrido e está no batalhão aguardando ordens, aviso que estou a caminho e desligo.

Faço sinal para Hélio e o vejo entra no carro da equipe de segurança, monto na minha moto e faço caminho até o batalhão, preciso montar uma estratégia para pegar esse traficante ou ele vai acabar com as pessoas que são próximas a mim, até chegar no seu principal alvo, que sou eu e Gabriela.

Deitada de barriga para cima, na grande cama aconchegante de Gael, fico lembrando do que havia dito a ele, eu tive a coragem de o chamar de amor, mas de onde eu consegui toda essa coragem? Não faço ideia, só sei que falei de forma repentina.

Mas o que não me sai da cabeça também foi o que aconteceu que deixou meu moreno atordoado, confesso que estou sentindo muito pelo comandante dele, Grego está fazendo de tudo para atingir Gael, até por que ele já sabe que estamos juntos.

Dou um suspiro e viro de lado, pego o travesseiro que Gael estava deitado e o abraço, cheirando seu perfume que está impregnado no mesmo. É muito bom! Fico apreciando o aroma amadeirado refrescante até que me deixo ser levada pelo sono.

(...)

Acordo sentindo um peso no meu corpo, abro meus olhos lentamente e vejo as mãos de Gael segurar as minhas. Dou um suspiro e viro para sua direção, ficando de cara ele, que se mexe um pouco mas não acorda.

Até dormindo o cara é lindo, fico o admirando por alguns instantes, mas não resisto e mordo seu queixo carinhosamente, ele nem se mexe.
Desço um pouco e beijo seu pescoço, na mesma hora Gael acorda.

Porém está lutando para abrir os olhos, o sono dele está pesado, dou mais um beijo em seu pescoço e vejo os pelos do seu corpo arrepiarem.

Ele está sem camisa, usando apenas uma cueca box branca, o abraço cheirando seu pescoço e enterro meu rosto em seu peito, sentindo e ouvindo as batidas do seu coração.

— Humm! Bom dia — diz com a voz rouca. Jesus que voz !

— Bom dia — digo com um sorriso bobo e o vejo afastar-se se espreguiçando em seguida.

— Dormiu bem ?

— Não muito.

— Por que ?

— Estava preocupada com você.

— Bom saber..— ele sorrir de lábios fechados e se levanta.

— Vem, vamos tomar um banho, essa hora Jeda da deve ter posto a mesa de café da manhã.

— Aí caramba, preciso que me deixe na outra casa, tenho que me arrumar para ir trabalhar.

— Calma, não precisa..

— Claro que precisa, ainda tenho que pegar a farda.

— É aquela ali? — diz apontando o dedo na direção de uma sacola chique preta e dourada

Vou até a sacola que está sob a poltrona, abro e vejo minhas roupas e minha farda da sorveteria, também tem uma nessessaire rosinha. Olho para Gael que está deitado de barriga para comi me olhando.

Tiro a nessessaire e a abro , vejo que tem minhas maquiagens e algumas jóias.

— Como conseguiu tudo isso? — pergunto intrigada e o vejo arquear uma sombrancelha.

— Pedi para Renato buscar com Vânia — diz calmamente e sentar-se na cama.

— Entendi — torço os lábios tentando imaginar como esses caras conseguem fazer isso o tempo inteiro.

— Minha equipe de segurança é altamente preparada morena, se acostume.

— Vou tentar — digo sorrindo e me sento ao seu lado na cama.

Mas logo me lembro do que ele foi fazer na noite anterior, então mudo minha expressão de divertida para de preocupação e curiosidade.

— E aí, como foi lá no hospital?

— Ele estava dormindo e pelo que que me parece não é nada grave, mas não esperei o médico para me dizer o estado dele.

— Ah, agora é só torcer para ele sair dessa, sinto muito por ele.

— Obrigada, vamos da um jeito nessa bagunça, logo as coisas vão voltar ao normal — assinto e o vejo virar para minha direção.

Nossos olhos se prendem e eu sinto borboletas no meu estômago, nossa! Como ele consegue me deixar assim com apenas um olhar ?

— Gabriela, eu sei que começamos agora um relacionamento sério, mas quero deixa claro uma coisa.

— O que ?

— Quero que sempre sejamos sinceros um com o outro, não quero que me esconda nada, quero que me conte as coisas e eu farei o mesmo. Eu confio em você e sei que confia em mim, por isso quero que sempre possamos contar um com o outro.

— Não se preocupa, não irei te esconder nada.

Puta que pariu, como vou contar a esse homem que Grego já me ameaçou e me machucou?

— Já que estamos combinados, preciso te contar uma coisa.

— O que?

— Eu fui visitar seu pai.

— Sério? Como ele está?

— Bem, só me odeia com todas as forças dele.

— Não queria que fosse assim.

— Eu sei..mas essa é a realidade, morena, ele sabe onde o traficante está, mas abriu um piu.

Será que devo contar? Estou com medo dele perder a cabeça, mas não quero esconder nada dele.

—Tambem quero te contar uma coisa, só me promete que não vai fazer nada agora, que vai ter calma.

Ele fica tenso, mas vejo seu alto controle.

— O que foi?

— Um dia antes de te encontrar no shopping, assim que cheguei do trabalho, Grego invadiu minha casa —  digo vendo Gael trincar o maxilar com força.

— Ele te machucou?

Abaixo a cabeça e tento controlar minhas lágrimas.

— Gabriela, me responde..ele fez alguma coisa com você? — diz bravo.

— Não, só me ameaçou, disse que já sabe do nosso envolvimento, que vai matar você e depois me matar — digo deixando as lágrimas escaparem.

Gael levanta bruscamente e vai até o banheiro, bate a porta com força, fazendo com que eu me assuste com a intensidade do baque. Fico sentada na cama tentando entender o motivo dele ter feito isso, se o próprio deixou claro que queria saber das coisas.

Minutos passaram-se e eu continuo no mesmo lugar, até que ele sai já de banho tomado, sege até o closet me ignorando completamente.

Não acredito que ele vai ser um babaca comigo. Levanto já irritada, pego minhas coisas, sigo até o banheiro e tomo meu banho, faço uma make leve e visto minha calça jeans azul-marinho, depois minha blusa rosa de alcinha.

Passo o meu perfume que encontrei na bolsa e penteio meus cabelos, calço meus saltos scarpin preto e saio do banheiro. Assim que passo pela porta dou de cara com ele, sentado na beira da cama, usando uma camisa preta de malha com o símbolo de uma caveira na frente e uma calça jeans preta.

Nem preciso dizer o estrago de homem que Gael é, ainda mais com esses trages que o deixa ainda mais sexy. Porém estou magoada com sua atitude então, o ignoro.

— Vem cá, preciso conversar com você.

— O que? Que você vai começar a terceira guerra mundial? Não, eu não quero saber.

— Gabriela, eu estou falando sério..não me provoca.

— Eu também estou falando sério Tenente Gael — digo o ignorando e arrumo minhas coisas na sacola.

— Porra, você me esconde que esse cara te ameaçou e ainda queria que eu reagisse normalmente?

— Não, mas eu não esperava que iria agir daquela forma, como se eu fosse a culpada — esbravejo o encarando firme.

— Eu não disse isso — me repreende com o olhar.

— Mas ensinuou.

Cruzo os braços e tento controlar minha raiva, Gael é um babaca..

Gael da um suspiro e abaixa a cabeça, como se estivesse cansado, olha para e eu sinto minhas bochechas queimarem com a intensidade desse olhar.

— Desculpa, eu não queria te tratar mal, foi uma atitude impulsiva que não pude controlar, entende?

— Percebi, o problema é que você não consegue ter esse controle, quando você vê já está magoando a pessoa e eu não quero passar por isso sempre, Gael!

— Eu sei, me perdoa, eu sou um idiota, babaca e insensível, deveria ter te dado apoio.

Queria continuar a sentir raiva dele, mas agora não consigo mais.

— Já passou — vou até ele que logo se levanta.

Nossa! Olhando assim posso ver como tudo em Gael é grande e muito bem proporcionado. Que homem!

Ele me puxa pela cintura e me abraça forte, como se estivesse com medo que eu escapasse em algum momento.

— Eu tô perdoado? — faz uma carinha de menino pidão.

— Não está merecendo, mas está! — dito isso ele beija minha testa e me toma os lábios em um beijo quente.

Ainda sentindo seu corpo colocado ao meu e seus lábios quentes me propiciando o mais delicioso dos beijos. Deixo minhas mãos deslizarem pelo seu corpo, até que a mesma para na sua cintura, sentindo algo duro, rapidamente noto que é sua arma.

Então, me afasto e tiro a mesma da sua cintura, Gael faz cara de preocupado porém não toma da minha mão, olho para a arma preta e brilhosa de tão limpar e fico a admirando. Não vou mentir, a vontade de aprender a usar uma belezinha dessas me atingiu em cheio.

— Em breve vai usar uma — diz adivinhando meus pensamentos.

— Tá falando sério?

— Claro, acha que vou te deixar a alheia à isso estando namorando comigo?

— Nossa, que convite tentador.

— Não provoca mulher, se não vai trabalhar atrasada — diz me puxando pela cintura e toma a arma da minha mão, guarda na cintura e me beija com fervor.

Ficamos assim por alguns minutos, até que ouço um xiado em um rádio, deve ser o que ele usa para suas operações. Gael se afasta e pega o rádio que estava sob o criado mudo.

— Atenção capitão, o maluco está voltando para a lajinha, segundo informações.

— Entendido, segura as pontas aí que estou chegando, 04 — diz com um sorriso diabólico.

— Espero que goste de conhecer Jeda, queria muito participar do nosso café da manhã, mas preciso acabar com a raça daquele miserável!

— Só volta inteiro, tá?

Dito isso ele me dá mais um beijo e sai  apressadamente.

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Oi amores o que acharam desse capítulo? Ser que dessa vez Gael vai conseguir? ❤️😘

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