Capitulo 47

| CASADOS |

Josh Beauchamp

Se alguém me perguntar o que estou sentindo agora, não saberei explicar nem um terço.

Muitos me disseram que no momento em que ver sua noiva se aproximar de você no altar, vai ver um filme passar em sua cabeça em questão de segundos. Era exatamente isso que estava acontecendo agora.

Me lembrei exatamente de tudo, desde o momento em que ela entrou no meu escritório e meus olhos se encontraram com os seus, até o momento em que a pedi oficialmente em casamento.

Estava aqui, prestes a casar, prestes a ter para sempre ao meu lado a mulher mais incrível que já conheci. Any Gabrielly vestida de branco se tornou minha visão preferida, e olha que eu amo ver ela nua…

É muito louco sentir seu coração disparar ao ver uma mulher, uma sensação nova a cada beijo, seu corpo reagir de diversas formas diferentes ao ouvir um simples "eu te amo" ou sorrir como bobo quando ela te chama de "meu amor". Achei de demoraria mais até me apaixonar, até amar alguém incondicional e planejar ter uma família, mas aconteceu. Hoje posso dizer com total certeza que sou o homem mais feliz do mundo com ela ao meu lado.

Minha paz, meu porto seguro, minha morena, minha mulher… somente minha. Acho que a qualquer momento irei explodir de felicidade, e nem é brincadeira.

Via seus passos se aproximarem ao lado do meu pai. O seu sorriso me fazia sorrir e seu brilho nos olhos me deixavam bobo. Saber que hoje ela é feliz, que vê todos à sua volta como uma enorme família que a acolheu, me deixa aliviado.

Sei que ela será uma mãe incrível, sei que minha mãe vai ajudar com tudo o que for preciso, assim como meu pai, que já não vê a hora de conhecer seu futuro neto ou neta. Irei fazer de Any Gabrielly a mulher mais feliz do mundo, assim como ela já me faz.

Faltando alguns passos para finalmente chegar até mim, me adiantei e caminhei até ela.

Encarei seus olhos sentindo os meus brilharem e mantive meu sorriso. Meu pai beijou a mão dela e me abraçou rapidamente indo ao lado de minha mãe.

— Você está incrivelmente linda. — beijei sua mão vendo ela sorrir.

— Nem preciso dizer o mesmo de você. — sorri. — Já é convencido demais. — rimos e caminhamos até o altar.

— Hoje estamos aqui para selar a união de Any Gabrielly e Joshua Beauchamp. — virei meu rosto vendo uma lágrima escorrer pelo rosto dela e apertei sua mão de leve.

Ouvi cada palavra do padre pensando que meu coração poderia se acalmar aos poucos, mas já vi que isso é realmente impossível.

...

— Vamos aos votos? — perguntou nos olhando e assentimos.

Heyoon trouxe o papel de Any e Noah trouxe o meu.

— De frente um para o outro. — fizemos o pedido do padre e abrimos os papéis.

Any pegou o microfone para que todos pudessem ouvir e respirou fundo antes de começar. Que fique claro, ela que me implorou para falar primeiro enquanto decidimos as coisas da cerimônia.

— Josh, loirinho, meu convencido e sarcástico de olhos azuis. — soltei uma risada fraca. — Me lembro como se fosse ontem o momento em que te vi pela primeira vez. Me lembro da loucura daquele pedido e de ter dito sim. Tive medo, não vou negar, já tive diversos problemas em minha vida e a última coisa que queria era causar algum para os outros. — Any afastou um pouco o microfone e respirou fundo. — Você definitivamente se tornou meu mundo, me fez me sentir segura em um abraço, sentir confiança em suas palavras e entender exatamente o que era amor. — abaixou o papel me olhando. — Foram traumas e medos que você me ensinou a superar, me disse que jamais sairia do meu lado e cumpriu isso da melhor forma possível. — sorri vendo uma lágrima escorrer ali. — Vamos ser pais, e não tenho dúvidas de que você será um excelente pai e marido. — sorriu. — Hoje conheço a verdadeira felicidade e ela tem nome, sobrenome e um sorriso lindo. — sorri. — Te amo.

— Eu, Any Gabrielly. — o padre iniciou.

— Eu, Any Gabrielly. — me olhou nos olhos.

— Prometo ser fiel a ti.

— Prometo ser fiel a ti.

— Amar e te respeitar.

— Amar e te respeitar.

— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

— Todos os dias de nossas vidas.

— Todos os dias de nossas vidas. — finalizou com um sorriso.

Peguei o microfone de sua mão e respirei fundo encarando aquele papel.

— Pensei em várias maneiras de dizer algo, mas descobri que sou péssimo nisso. — escutei algumas risadas, principalmente a dela. — Minha vida sempre se resumiu em trabalho, e o que te disse aquela vez no sofá era verdade. — encarei seus olhos. — Nunca me preocupei com mulher, nunca pensei em uma relação porque só meu trabalho me interessava. Mas quando minha mãe fez a gente se beijar, eu vi que estava ferrado. — Any sorriu, provavelmente se lembrando do dia. — Te fiz uma promessa, mas também fiz uma a mim mesmo. Cuidarei até de você até meu último suspiro, te protegerei mesmo sabendo que é forte o suficiente para fazer isso sozinha, porque simplesmente te amo e não quero deixar nada acontecer com vocês. — toquei sua barriga vendo seu choro aumentar. — Hoje é a minha família e te dou a certeza de que sou o homem mais feliz do mundo. — senti uma lágrima escorrer e me pus a sorrir largamente. — Eu te amo.

— Eu, Joshua Kyle Beauchamp. — o padre iniciou.

— Eu, Joshua Kyle Beauchamp. — peguei sua mão encarando seus olhos.

— Prometo ser fiel a ti.

— Prometo ser fiel a ti.

— Amar e te respeitar.

— Amar e te respeitar.

— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

— Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

— Todos os dias de nossas vidas.

— Todos os dias de nossas vidas. — finalizei com um sorriso e senti mais uma lágrima cair.

As alianças chegaram até nós e uma pessoa segurou o microfone para ambos.

— Any Gabrielly, você aceita Joshua Kyle Beauchamp como seu legítimo esposo?

— Aceito! — disse sorridente.

— Joshua Kyle Beauchamp, você aceita Any Gabrielly como sua legítima esposa?

— Aceito. — sorri.

— Podem trocar as alianças. — peguei primeiro e coloquei em sua mão que estava tremendo. Beijei ali delicadamente e abaixei.

Any fez o mesmo e deu um beijo demorado em minha mão me olhando.

— Eu os declaro, marido e mulher. — uma salva de palmas começou e eu encarei o padre.

— Não esquece nada? — pergunto vendo ele rir.

— Pode beijar a noiva. — sorri agradecido e puxei Any para perto selando nossos lábios em um beijo calmo.

Agora era oficial, Any Gabrielly Beauchamp é minha mulher e futura mãe dos meus filhos. E sobre os filhos no plural, bom, ela aceitou a ideia de ter mais de um, o que me deixou muito feliz.

— Te amo, meu convencido. — soltei uma risada fraca colando nossas testas.

— Te amo, minha tartaruga. — Any beliscou minha cintura e eu ri dando um selinho nela.

Após abraços e beijos nos felicitando, fomos curtir um pouco a festa. As meninas foram ajustar as últimas coisas para o chá revelação e minha mãe estava conversando com Any.

Sobre nossa lua de mel. Any e eu já não paramos quietos quando estamos sozinhos, e como assumi tudo agora ficou um pouco mais agitado. Porém vamos tirar duas semanas para dar uma viajada, espairecer a mente e obviamente, curtir mais um pouco em quatro paredes.

— Amor. — me virei vendo Any parar na minha frente e sorri. — Disseram que está pronto. — pegou minha mão.

Caminhamos pelo gramado e vimos aquele local montado.

Muitos deram seus palpites e devo dizer que o menino ganhou na votação. Any me disse que acha ser um menino, já eu acho ser uma menina menina. Se for menina quero muito que nasça exatamente como ela, vou amar ter uma miniatura dela para admirar todos os dias.

Todos já estavam ali em volta e esperavam ansiosos pelo estouro do balão. Ele estava posicionado bem em cima e se você pensa que vamos estourar com um palito, está muito enganado.

Vi meu pai se aproximar com uma caixa pequena em mãos e logo abriu ela. Any encarou aquela pistola e me olhou antes de pegar.

Somos criminosos e Any me disse que vai seguir com isso. Sabemos como é perigoso esse meio, mas agora tenho um herdeiro(a) e ela se tornou uma primeira dama. Vamos com calma nisso tudo, mas nosso filho ou filha, terá a mesma criação que eu, óbvio, um pouco mais mimado porque já aceitei que vou ser um pai extremamente babão e protetor.

Abracei Any por trás e ajudei ela a mirar. Com nossos dedos juntos no gatilho ouvimos aquela contagem e respiramos fundo quando chegou no cinco.

— 3, 2, 1! — puxamos juntos e aquele balão explodiu revelando a fumaça azul.

— É menino! — gritamos juntos e Any pulou no meu colo.

Girei ela apertando no abraço e ouvi apenas o seu choro no meu ouvido. Vamos ter um menino. UM MENINO!

Coloquei ela no chão selando nossos lábios e sorri novamente.

— Tenho certeza de que ele virá a sua cara. — Any disse rindo com a mão na barriga.

— Pior que desconfio. — rimos e eu me agachei. — É filhão, já estou ansioso para te pegar no colo. — beijei sua barriga fechando os olhos.

Me levantei segurando o rosto dela e dei mais um selinho demorado.

— Te amo, te amo muito. — digo encarando seus olhos.

— Te amo mais. — sorriu. — Muito mais. — me puxou selando nossos lábios em um beijo calmo.

Agora iniciamos nosso novo ciclo. Uma nova vida.

Agora posso dizer que eles viveram felizes para sempre 🤧🥺❤️

Vejo vocês em breve. Votem e comentem 🤍

Xoxo - Sun

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