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todas as luzes estavam postas naquela sala. canto por canto, elas iluminavam os móveis e os jovens que estavam no centro do cômodo, tentando ao máximo não cair no meio do carpete felpudo. johnson controlava a música, com uma garrafa de vodca pela metade, enquanto shawn bebia uma cerveja barata sem se importar. o couro vocal sempre surgia no refrão de cada música, fazendo com que os corpos pulassem numa velocidade absurda.
abby sentia as costas doerem, mas a mão vaga de shawn se deslocava de suas costas até sua bunda. ela tentava retirar as mechas de cabelo suadas que grudavam no seu rosto, mas simplesmente sentia que, se perdesse uma batida da música, seria como perder toda a festa. por isso mexia o corpo sincronicamente, batendo suas ancas no corpo ossudo do moreno ao seu lado, arrancando olhares dele.
taylor e dillon agarravam-se no canto da sala, aos beijos e insinuações nada implícitas. caniff tentava manter as mãos acima dos ombros do outro, mas era impossível; deve ser por esse motivo que sua mão estava bem perto do volume de rupp. e se eles não estavam mais dançando, aquilo com certeza seria uma dança de corpos.
nate e sammy também não estavam muito atrás, porém tudo era feito por olhares. samuel ria do lado de abby, enquando nate, em sua frente, bebia whisky e parecia estar com os olhos grudados no platinado. as paredes pareciam mais quentes, as luzes tornavam todos num borrão vermelho. abby olhou para todos eles e se permitiu sorrir, porque sentia um conforto muito maior do que qualquer canto do mundo. ela não sentia que estava completa; sentia que estava transbordando.
jamais pensou que uma simples admiração por desenhos a levaria até ali.
shawn acendeu um cigarro do seu lado e tragou, soltando a fumaça para cima em expirais. fechou os olhos e se permitiu apenas ouvir a música e as vozes, assistindo um longa metragem passar por sua cabeça. sentiu os pulmões se encherem de ar e sorriu envergonhado, puxando sua garota para seus braços. abraçou abby como se nunca quisesse que a mesma saísse dali, onde parecia mais seguro. lembrou de cameron, de nash, de london. chorou com a lembrança dos últimos anos de sua vida, mas sorriu em meio às lágrimas. jurou por deus que jamais esqueceria todas essas imagens, uma por uma.
agora, ele tinha pequenas coisas que lhe transformavam num homem de verdade. dentro do peito, sentia que a guerra interior havia acabado. lembrou de quando se questionou quando esse dia chegaria. e ele havia chegado. de como foi tolo por vezes, e como se fez de tolo quando precisou reconquistar abby.
e agora, tudo estava ali. numa sala, com seus amigos e a garota mais incrível que ele já pode conhecer.
a garota das mensagens.
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tem a parte dois ok, que vai ser maior hehehe
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