ATO IV: CAPÍTULO TRINTA E QUATRO



As cortinas caíram e Harry desapareceu.

Assim como o feiticeiro Von Rothbart ele desapareceu na fumaça.

Eu sabia que algo estava errado no momento em que ele fez sua ultima reverencia. Caiu sobre um joelho, mão sobre o peito e se recusava a olhar para a plateia, se recusava a aceitar que tinha acabado.

Não o vi nos bastidores. Vaguei pelos camarins enquanto bailarinos recebiam buquês e abriam champanhes, seu suor e maquiagem derretendo esfregando contra meu rosto quando beijávamos nossas bochechas e nos parabenizávamos.

O camarim de Harry estava vazio, mas encontrei sua fantasia bem dobrada sobre o encosto de sua cadeira.

Olhei dentro dos estúdios. Todos vazios.

Podia ouvir todos fazendo planos para se encontrarem-no Lowlander.

Troquei de roupas e vesti meu terno. Será que ele foi ao pub entes de todos?

Autografei alguns programas no átrio e apertei mãos de alguns patronos mais renomados antes de me afastar.

O nome de Harry voava pelo ar como música. Um grupo de críticos de Londres se dispunha em um circulo ao lado do bar discutindo o ballet. Não importa o quão bom tivesse sido, esses escritores sempre conseguiam encontrar um detalhe para atacar ferozmente e deixar em pedacinhos. Era como um grupo de velociraptors que usavam ternos e vestidos de gala. Porém, nesta noite eles elogiavam sobre todos os detalhes e não era segredo que Harry fosse a mente brilhante por trás de tudo.

No caminho até a porta esbarrei com Jeffrey. Ele vestia um smoking, seus cabelos platinados penteados para trás.

"Desculpe." Falei. "Estou procurando por Harry."

Jeffrey cruzou seus braços. "Isso deveria me incomodar? Bem, não funcionou. Já te superei, Louis. Estou namorando." Apontou para um bailarino de apoio que vestia um smoking idêntico ao seu.

"Jeffrey, eu preciso mesmo ir."

Teatralmente, jogou sua cabeça para o lado. "O show foi bom, hoje. Harry foi decente, embora eu e Winston tenhamos achada a performance meio exagerada, não foi, Winston?"

"tô indo."

"Espera!" Seus olhos azuis claros brilharam com veneno. "Eu tenho fofocas."

Ugh. E quando ele não tinha?

"Eu já disse, pare de ficar espalhando rumores!"

Ele não conseguia se segurar. "Kenneth está sendo forçado a se retirar. Ele vai ganhar muito, mas a companhia que ele fora até o fim da próxima temporada."

Levei minhas mãos a meus quadris. "E quem exatamente te contou isso?"

"Só meio que todo mundo. O conselho acha que Kenneth gerenciou mal Maurice, Liam, Beauchamp e toda aquela historia com Harry. Vão escolher alguém novo no mês que vem."

Seu informante não soava errado, mas eu também não estava pronto para acreditar nisso. Eles demitiriam Kenneth tão pouco depois de Beauchamp ser extraditado para a França? Era uma imagem ruim, e além do mais quem gerenciaria a companhia?

Harry não estava no Lowlander.

Niall, Gigi, Zayn e Eleanor pegaram uma mesa nos fundos do pub escuro. Acenaram para mim. Conversavam animadamente sobre a grande visão de Harry e como seu ultimo solo foi revolucionário, mas nenhum deles o tinha visto desde então. Ele era tudo que todos falavam sobre e mesmo assim ninguém estava preocupado com ele. Acho que é isso que significa criar uma arte grandiosa: ele criou algo maior que si mesmo.

Os avisei que precisava encontrar Harry e saí.

Estive cercado de pessoas durante toda a noite e agora estava completamente sozinho andando pelas ruas de Londres com minhas mãos em meus bolsos. Virei na esquina de nosso prédio. A noite, pela primeira vez, estava clara. O Tâmisa parado e reluzente. Nosso apartamento estava vazio. Onde ele poderia estar? Eu tinha levado cerca de metade de minha mobília para seu apartamento, a maior parte ainda dentro de caixas. Peguei uma foto emoldurada de nós dois da mesa ao lado do sofá. Tínhamos quinze anos, uma das poucas que tinha guardado.

Sabia onde o encontrar.

Peguei um taxi até a Royal Ballet School. No segundo em que pisei no campus fui atingido por uma onda de nostalgia. O lugar estava tão diferente, mas ainda assim continuava o mesmo. Tudo parecia menor, mas isso seria impossível. Não, eu quem cresci. Os quadros de avisos e caminhos iluminados davam o ar de instituição de aprendizado ao lugar quando eu lembrava daquilo como um palácio e os alunos seus cavaleiros e rainhas.

Harry estava no salão encostado contra uma parede de pedras, parecendo um homem da nobreza usando uma camiseta abotoada até o pescoço e mangas plissadas.

Ele bateu no vidro de nosso antigo estúdio. "Tá trancada." Falou.

Harry não usava seu casaco. Tirei o meu e tentei coloca-lo sobre seus ombros, mas ele me afastou.

"O que está fazendo aqui?" Perguntei.

Desviou o olhar, magoado.

"Você tá irritado comigo?"

"Você arrancou minhas asas."

Suspirei.

Harry não era o que se pode chamar de uma pessoa racional. Ele tinha sua própria logica emocional que corria como um relógio de outro fuzo horário. Uma vez, quando estávamos no colégio, ele não falou comigo por uma semana inteira por eu ter sido maldoso com ele em um sonho que teve.

"Sinto muito por ter arrancado suas asas."

Ele balançou a trava da janela fechada. Ele estava desesperado para entrar, como se ao voltar ao lugar onde tudo começou ele poderia mudar seu destino. Mas assim como o passado, o estúdio nos era inacessível. Parei ao seu lado e nós dois olhamos para dentro. Estava escuro. Apenas conseguíamos formar imagens destorcidas como a barra na parede ao lado.

Harry apontou. "Foi ali onde ele me escolheu. Beauchamp. Foi ali onde ele me escolheu para ir à Paris." Bateu no vidro, derrotado pelo destino.

Coloquei meu braço ao seu redor. "não, foi ali onde eu te escolhi! Não lembra? Foi ali que você estava quando te vi pela primeira vez. Você estava no meu lugar, vestindo aquelas calças horríveis e então pensei "eu vou fazer desse garoto meu.'"

"Você não pensou isso!" Fungou.

"Sim, pensei! Por que acha que fiquei esperando por você depois da aula? Por que acha que te chamei para meu quarto?"

"Você só tava sendo legal."

"eu não sou legal a esse ponto."

Harry virou para esconder seu sorriso.

"Você era cheio de cachinhos e fofo! Oh meu deus, eu passei a te adorar no momento em que pus meus olhos sobre você!"

Eu o estava envergonhando. Harry tentou se afastar, mas peguei sua mão e o guiei até um banco no pátio.

"Quer saber o que mais? Você era um bailarino terrível! O pior! E isso me fazia te amar ainda mais."

Ele riu e colocou as mãos sobre seu colo. "Então, você não tá triste que não tá mais namorando um bailarino famoso?"

Balancei minha mão no ar. "Não me apaixonei por um bailarino famoso. Me apaixonei por um garoto de cabelos cacheados que não conseguia fazer um grand plié."

Harry enlaçou seu braço ao meu. "Obrigado, Louis."

"Vamos para casa."

No taxi conversamos sobre a apresentação. O contei como os críticos estavam comentando sobre sua dança, mas sobre tudo sobre sua interpretação desafiadora de O Lago dos Cisnes.

Harry estava contente com isso, embora não estivesse surpreso. Ele não me pediu por mais detalhes. Em vez disso descansou sua cabeça sobre meu peitoral e disse "Me conta de novo a história de como você me escolheu."

Tirei os cachos de sua testa e o contei a historia mais uma vez, começando do inicio. Eu o contaria aquela historia quantas vezes ele precisasse ouvir.

A penumbra cobria nosso apartamento, com apenas rastros de luz nas paredes, vindos dos carros que passavam lá fora. Tomei sua mão e fomos para nosso quarto.

O ajudei a tirar suas roupas. Ele vestia uma blusa italiana com um zilhão de botões e calças plissadas que inexplicavelmente tinha zíper na lateral. Desfiz os botões pequeninos ao longo de seu peitoral e então desfiz as abotoaduras. Escorreguei a blusa por seus braços e beijei seu pescoço. Normalmente, um gesto como esse era o suficiente para fazê-lo me jogar na cama e me foder até que estivesse a beira da morte. Ele estava diferente naquela noite. Esperou pacientemente que eu continuasse a despi-lo. Desabotoei suas calças e o olhei enquanto ele as livrava de seus tornozelos.

Ele continuava esperando.

Olhei seu corpo e escorreguei suas boxers por suas coxas esguias.

Harry virou lentamente. Abaixou sua cabeça como fez sob o palco mais cedo naquela noite. Beijei a pele branca e suave de suas costas onde antes suas asas estavam presas.

Ele subiu na cama, nu sob seus joelhos e mãos.

Ele queria.

Era hora.

Tentei agir como se não estivesse pensando sobre aquele momento todos os dias há semanas, mas sem esperanças. Tirei minha camisa, calças e cueca sem o mesmo cuidado que dei às roupas de Harry e as joguei de lado. O segui para a cama com um homem possuído.

Estava ansioso para tocá-lo. Eu admirava seu corpo, enfeitiçado. Ele estava perfeitamente exposto, se oferecendo a mim como um presente.

Me olhou por cima de seu ombro, desesperado. "Tenha-me."

"Não tem que ser assim."

"Eu não sei nenhuma outra forma!"

Gentilmente, o guiei para ficar sobre suas costas. "Deixa eu te ensinar."

O ajeitei, minhas coxas pesadas sobre as suas esguias. Meu peitoral pressionado sobre o seu, o beijei. Lábios relaxados e húmidos, ele deixou minha língua preencher sua boca.

Ele sentia minha excitação contra sua perna e abriu suas pernas sob mim. "Estou pronto."

"Eu não."

Harry merecia alguém que iria devagar e tomaria conta dele e se importaria com seu prazer.

Meu olhar caiu sobre seu corpo ágil, quebrado, mas ao mesmo tempo forte, o corpo que o trouxe tanta dor e tanta alegria aos outros.

O corpo que sacrificou por mim.

Com os olhos cheios de lagrimas, beijei sua bochecha. Meus lábios passavam por seu esterno até a pele de sua barriga.

Ergueu suas mãos como se não soubesse como elas funcionariam naquele contexto. Então correu seus dedos por meus cabelos.

Arrastei meu nariz pelo osso parente de seu quadril, minha boca perto de outra parte sensível dele fez seu peito subir e descer rapidamente.

Coloquei meus braços por baixo de suas pernas e o puxei para mim. Ele lambeu seus lábios em antecipação. Enfiei meu rosto entre suas pernas, sentindo a suavidade de seu corpo. Beijei seu membro e voltei a aspirar sua pele.

Isso tudo o confundia e dava prazer. "Louis!"

Beijei se membro mais uma vez e ele colocou sua mão em minha cabeça. Eu amava o atiçar, mas não esta noite. Tomei-o por completo em minha boca e ele jogou seus braços para os lados em estase.

"Meu deus!"

Senti meu próprio desejo remoendo em mim.

O tirei de minha boca e desci para sua entrada.

Ele engasgou. "Estou pronto."

O olhei ao beijar sua coxa. "Não, não está. Você continua tenso."

"Eu não ligo se doer."

"Mas eu ligo."

Coloquei meus lábios em sua entrada mais uma vez. Ele amava quando eu fazia isso, mas tinha vergonha de admitir que amava aquilo, o quer era extremamente fofo. Eu não conseguia resistir. Queria fazer todas as coisas que ele mais gostava.

Lambi-o e o beijei até que ele se abrisse para mim como uma flor.

De joelhos entre suas pernas, o examinei, suas bochechas rosadas, seus cabelos jogados no travesseiro.

Hesitei. Eu não queria ser mais uma pessoa em sua vida que se satisfazia com ele. Se ele não gostasse eu sabia que não me contaria. Ficaria com aquilo para si, em seu baú de memórias dolorosas.

Harry sentou. Colocou suas mãos em minha cintura e me guiou até si. Foi então que me dei conta de que aquilo não era uma decisão minha. Era sua decisão e se eu não respeitasse aquilo então não seria nada diferente daqueles homens que ignoraram o que ele queria.

No criado-mudo peguei o lubrificante e comecei a cobrir sua entrada pequenina. Quando estava prestes a prepara-lo com meus dedos, fui impedido por ele.

"Não, não quero suas mãos. Quero... você."

"Eu vou te machucar."

"Não vai. Confio em você."

Ele tinha mais fé em mim que eu mesmo. Apenas a ideia de estar dentro dele sem preparação me fazia tremer.

Enlacei nossos dedos e pressionei nossas mãos contra o colchão.

Harry olhou meu corpo, seus joelhos dobrados, tão inocente quanto era sedutor.

Empurrei-me para dentro dele e perdi o que me sobrava de sanidade.

Ele me dava uma sensação tão boa. Tão apertado. Tão delicado. Tão tudo de tudo que eu sempre quis.

Seus lábios cheios se abriram.

"Oh, Harry."

Ele era tão apertado que eu não conseguiria me mover sem machuca-lo. Mas eu precisava me mexer, precisava de mais dele. Soltei suas mãos e separei suas pernas.

Seus olhos abriram.

"posso ir mais fundo?" Suspirei desesperado.

"Fundo." Respirou. "Eu quero."

Com muito, muito cuidado adentrei. E queria tanto me impulsionar para dentro dele que estava suando. Eu sabia que ele me deixaria fazer o que quisesse, mas o que eu queria mais que tudo era que ele se sentisse bem.

Quando nossos corpos se colidiram minha testa suada caiu sobre seu peitoral.

Senti seus dedos escalando minhas costas. Olhei para cima. Temia me deparar com pânico ou apatia.

Vi desejo.

"Beije-me." Ele choramingou.

Meus lábios tomaram os seus.

Impulsionei-me para dentro dele.

Sua cabeça caiu para trás e ele suspirou como um anjo.

Meu anjo das asas negas.

Movimentei meus quadris, mexendo dentro dele lenta e profundamente. Ele estava sobrecarregado e com suas unhas em minhas costas.

Ele tinha lagrimas em seus olhos. Não saberia dizer se eram lagrimas de tristeza, prazer ou os dois. Sabia que tinha de deixar que sentisse o que quer que esteja sentindo, mas ele precisava o que eu também estava sentindo: amor. Como em uma oração, murmurei "Eu te amo, Harry. Você é tudo pra mim. Meu lindo Lysander. Meu menino precioso..."

Ele era o timo de amante silencioso, mas com cada gemido delicado, cada choramingo, me faziam tremer com uma tempestade.

Eu estava perto. Nós estávamos perto.

Parei e saí de dentro dele.

"Por que você parou?"

Virei-o de lado. "Quero ter abraçar quando viermos."

"Oh." Ele sorriu envergonhado.

O abracei por trás. Ele tomou minha mão e a segurou sobre seu coração. Beijei sua nuca, seus cachos escuros revestidos em suor.

Penetrei-o mais uma vez. Ele engasgou com a nova sensação.

Agora eu conseguiria ir mais fundo livremente naquela posição, assim como ele queria que eu fizesse. Ele ergueu sua cabeça, lábios vermelhos como cerejas, cílios batendo pesadamente sobre suas bochechas ruborizadas. Ele era tudo que eu imaginava que serie e mais. Eu nunca tinha contado a ele minha fantasia, mas essa era ela. Era Harry me dando aquele olhar enquanto eu estava dentro dele.

O segurei com força contra meu peitoral. Balançando-nos juntos na cama, seus gemidos baixinhos de tornando cada vez mais urgentes. Diminui a intensidade para prolongar seu prazer, mas era bom demais para ele nesta posição. Ele adorava que eu estivesse indo tão fundo e amava ser abraçado. Ele precisava de alívio.

Penetrei o mais fundo que consegui e ele gozou com um engasgo no fundo de sua garganta. "Louis!"

Seu gemidinho foi demais para mim. Derramei-me dentro dele em total e completa adoração. Era como se todo meu amor por ele tivesse explodido como uma supernova. Eu estava em estilhaços no sentido mais maravilhoso possível.

Precisei de vários minutos para me recompor. Tremulo, olhei para Harry. Seus olhos estavam fechados e respirava contra seu travesseiro.

Desgrudei meu corpo do seu e ele ficou de costas. Ainda sem olhar para mim. Geralmente ele parecia um pavão depois do sexo. Desta vez ele estava diferente, mais delicado e sem saber o que fazer de si.

Eventualmente ele ergueu a cabeça e me olhou do travesseiro. "Eu sou seu agora?"

Assenti. "Como se sente?"

"Cansado." Respondeu, dando um sorriso de covinhas. "Ser seu é exaustivo."

Tomei seu corpo nu e dolorido, suas pernas longas cruzadas em seus tornozelos.

"oh, Harold. Você não sabe o que está falando. Eu nem comecei ainda."

Ele riu e me puxou para mais perto de si. Eu temia que ele voltasse para aquele canto obscuro de seu coração depois que fizéssemos isso, mas ele brilhava.

"Eu gostei." Sussurrou, mesmo que estivéssemos completamente sozinhos. "Não ache que desse para ser assim."

"Dá sim, Harry. É como deveria ser. Você merece todo o prazer do mundo!"

Enrolou seus dedos longos em meu punho. "Eu só quero você m dando prazer. Eu sou seu, lembre disso."

Meu peito pesou. Eu o queria novamente. Merda.

Seu aperto era fraco. Piscou preguiçoso para mim. Ele estava tão cansado. Estiquei-me para puxar a coberta sobre nós, mas eu o tinha deixado uma bagunça, e por mais sensual que fosse não poderia o deixar daquele jeito.

Fui ao banheiro de cerâmica azul, me lavei rapidamente e o levei uma toalha humedecida.

Ele ativou o alarme para mim. Eu teria um evento pela manhã do dia seguinte e teria de estar no teatro logo cedo. Harry não tinha nada para fazer. Aquele seria o primeiro dia do resto de sua vida.

Passou um dedo sobre a cicatriz em seu joelho. "Nijinsky enlouqueceu quando parou de dançar. Você acha que eu também vou enlouquecer?"

"Meu senhor, Harry! Sete anos como bailarino e ainda não sabe nada sobre Nijinsky! Ele não enlouqueceu por parar de dançar. Ele ficou louco por ter sido separado de seu amanta, Sergei Diaghilev. Eu nunca vou deixar você me largar, então não tem com o que se preocupar."

Franziu as sobrancelhas.

Limpou-se com a toalha e a jogou de lado. Puxei a coberta sobre nós e o abracei pela cintura. Fiquei acordado. Eu sempre esperava que ele adormecesse primeiro, pois sabia que ele não gostava de ficar só com seus pensamentos.

"Conte-me mais uma vez." Bocejou. "A história de como me escolheu."

Afaguei seus cabelos. "Eu estava atrasado para a aula, passei pela porta do estúdio e lá estava você, no meu lugar, usando aquela calça estranha que chegava aos seus pés com seus cachos e olhos verdes, e eu disse para mim 'esse garoto vai ser meu...'"


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