C A P Í T U L O 95
A hierarquia lhycan costuma ser estabelecida por força e poder. É extremamente rígida de modo que, se um fraco ou submisso sair da linha, é imediatamente posto em seu devido lugar. É onde não há privilégios para uma falsa igualdade.
Por que estabelecer leis de igualdade sendo que isso deve ser o natural do comportamento de cada indivíduo. Reconhecer que não é igual a determinado homem, mas respeitando-o. Dessa forma, independente do gênero, todos são tratados de acordo com sua competência e capacidade de realizar tarefas em prol de uma das mais poderosas sociedades existente.
No entanto, dentre os membros, sempre há aquele que é mais fraco e ganha extrema importância. Tudo depende da proteção de alguém mais forte. O que impede uma mulher extremamente fraca e submissa de usar seu companheiro extremamente poderoso e dominante? Apenas por ser mulher e ter a obrigação de fazer alguma diferença? Mulher não tem obrigação alguma de fazer o que os demais exigem. Ela deve ser ela mesma.
E assim, só assim, podem ser felizes. Assim, e só assim, a verdadeira força é despertada. Nhycall tem a proteção do Supremo e não tem vergonha alguma em reconhecer que é fisicamente fraca e submissa e, por isso, depende de Drogo para protegê-la. Ela não tem obrigação de ser poderosa apenas por haver aqueles que não aceitam sua natureza. Contudo, nunca deixou seus valores. É uma Peeira e a jóia da alcateia.
É como um cristal de poder. Ele fortalece ou enfraquece aqueles que têm domínio. E como Suprema Peeira, todos aqueles submissos a Drogo, o Supremo Alpha, estão sobre seu domínio. Seu poder é espiritual. Sua ligação com os deuses quase chega a se manifestar.
Ela é a escolhida para ficar e liderar ao lado de Drogo. E ele sempre soube disso. Lhycans não dão satisfação a ninguém e, por isso, o Supremo não daria satisfação de suas ações pessoais em relação a sua predestinada e Nhyara. Fez o que teve que fazer e repetiria sem hesitar, doa a quem doer.
Desde que a teve em seus braços e sentiu-a como sua predestinada, não importava quantas lágrimas ela derramasse, ele sempre soube que ela seria dele. A verdadeira Peeira. Mas em amadurecimento. Teria que aprender o que deseja e encontrar sua força para exigir o que é seu. Ele jamais daria a Supremacia em uma bandeja de ouro com juras de amor e extrema proteção a uma Ômega assustada que sequer conhecia o significado da palavra "não". Por mais que fosse apaixonado por ela e a desejasse a todo momento, ele não tem obrigação de mudar quem é por uma flor que sequer desabrochou.
Mas Drogo sempre soube do poder de Nhycall. Ela é poderosa. Não em força física, mas em força espiritual.
Ela é sua jóia. Sua amada. Sua companheira. A mãe de seus filhos.
O poder de uma Suprema pode ser devastador, não importa o quão fraca seja sua força física. Há quem diga que quanto mais fisicamente fraco, mais forte é espiritualmente. Assim, Nhycall age com a força dos espíritos e, talvez até com os deuses.
Tem uma mente aberta o suficiente para enxergar o futuro. Não é inteiramente apegada a lógica e baseia muitas de suas decisões em instintos. Dificilmente tem algo premeditado e age por um impulso quase sempre certeiro.
Pode passar dias meditando e despertar um dos poderes mais temidos. A habilidade de conjurar antigos espíritos de Supremos e Peeiras. Nunca se sabe até onde chega esse limite, mas há conhecimento do quão perigoso é.
Dizem que a cada atual Suprema Peeira, é carregado com sigo, em segredo, o conhecimento de diversas eras. As antigas Peeiras a protegem e, até mesmo os antigos Titãs permanecem com ela. De tal forma, uma Suprema que encontra a sincronia perfeita de quem é na sociedade e hierarquia passa a não ser afetada por dominância alguma com exceção de uma; o Alpha.
A Peeira deve entender que não é superior em hierarquia por ser companheira de um Alpha. Seu homem sempre agirá como Alpha antes de ser seu companheiro.
Nhycall sempre entendeu isso. Drogo jamais a aceitaria como sua Suprema sem que ela fosse qualificada a isso não importa o quão predestinada fosse dele. Antes de ser rei é necessário ser um príncipe e amadurecer.
A Peeira deve saber diferenciar seus desejos do desejo do povo. Ela não tem obrigação alguma de mudar quem é por ninguém.
Nhycall sempre foi fraca e submissa. Aceitou isso desde sempre. Tolo foi aquele que desejava mudar sua essência colocando qualquer desculpa, sendo essa, apenas um pretexto por não aceitá-la como realmente é.
A Peeira deve saber do que é capaz justamente por ser uma Peeira. Qual o problema de usufruir de qualquer privilégio de ser a companheira do homem mais poderoso da alcateia? Qual o problema de recorrer a ele para salvar sua pele e evitar qualquer estresse? Ela não é uma líder e guerreira e não tem obrigação alguma de arriscar-se a impor-se fisicamente em algo apenas por orgulho.
Durante seus dez anos de paz, nunca teve vergonha de recorrer a Drogo, um ser mais forte que ela, para protegê-la e conseguir o que deseja. Quem iria contra o Supremo? Isso mais trouxe paz e tranquilidade.
A Peeira deve aceitar quem ela é. Forte ou fraca, submissa ou dominante, feia ou linda, é assim que ela é.
A partir do momento em que Nhycall aceitou a si mesma como Ômega, despertou sua honra. A habilidade de saber o que deseja e lutar por isso. Saber e reconhecer seus defeitos e qualidades.
Com isso, ela conectou-se com suas habilidades. Nenhuma outra dominância passou a ter efeito sobre ela, exceto a de Drogo. Os espíritos dos antigos Titãs neutralizam qualquer ato de intimidação direcionada a ela ao mesmo tempo que suprimiram a dominância de quem ela desejasse.
Ao mesmo tempo, a sabedoria das Peeiras apossou-se de sua mente como um novo instinto. E com eles, habilidades físicas que ultrapassam o comum.
Nhycall não precisa estar fisicamente presente naquela batalha para lutar. Ela pode fazer muito a distância. Contudo, convocar o espírito de Rhrgøn Ådamhs é quase como suicídio.
O espírito do Titã passa por seu corpo e exala dominância, aumentando fisicamente as habilidades dos guerreiros. É como se a fera estivesse dentro deles, fortalecendo-os com todo seu conhecimento e força de guerra.
Mais de 75% dos lobos estavam em Hyfhyttus e não demorou até eles serem eliminados um por um até a força de Rhrgøn salvar as últimas dezenas. Velocidade, força, agilidade e reflexos pareciam aumentar. Pegar um lhycan tornou-se mais difícil e, por mais que o número seja menor, mais anjos começaram a cair.
Mas que dominância é aquela que Nikytrar está sentindo? Sem dúvidas, é Titânica. Ela sente a presença de uma grande força e quase consegue sentir de onde vem.
Basta alguns momentos em pausa para analisar a situação e percebe que não é um segundo Titã. Fechar os punhos foi a certeza da incógnita.
— Nhycall, vão te achar! — Acksha alertou-a. A Suprema ignorou a irmã.
A dominância de Rhrgøn ameaçadora e poderosa desta forma é como desafiar qualquer outro Titã presente. Drogo é o único não sentindo os mesmos efeitos que Nevrah e Nikytrar.
Estão agitados. Encaram ao redor em busca da origem. É como um chamado. Um desafio para um combate. É como água gelado no deserto escaldante e comida num abismo sem fim. Eles são tentados a encontrar a origem e tornam isso um objetivo quando descobrem que foram enganados.
Nhycall que proteger seus filhotes. Porém, arrisca-os. Ela deve confiar em Drogo para impedi-los de chegar até ela enquanto todos lhycans presentes ficam sob sua proteção.
Mas os Titãs não estão dispostos a perder. Drogo corre até eles, disposto a matar.
No entanto, num bater de asas, eles elevam seu corpo as alturas, tão alto que o Supremo não pode alcançar.
O coração de Nevrah batendo cada vez mais rápido. O sangue esquentando e sua pele tornando-se fervente. Seus ossos estalando, os músculos movendo-se e o calor aumenta de modo tão perigoso quanto sua metamorfose.
— Oh porra! — Arthur pragueja ao sentir a mudança de temperatura no ar.
Tal como o fogo, o gelo também se manifesta. O coração de Nikytrar diminui seus batimentos. Sem uma rápida circulação do sangue no corpo, seus sangue esfria. A metamorfose vem em estalados doloridos. Gritos que se transforma em rugidos.
Mesmo Drogo sente-se ameaçado quando, no céu, dois enormes passados mostram-se presentes, rugindo com ferocidade.
— Recuem! Protejam-se! — Rômulo ordena. Fhęnrz é o primeiro a correr para o mais longe possível e pragueja ao ser ultrapassado pelo seu irmão caçula.
Drogo rosna e mantém-se firme no chão. As garras arranhando a terra e a dominância as alturas. Ambos os Titãs afetados pela desafiados de Rhrgøn assumem em estrondos grandes, sua maior forma. O pássaro de fogo não brilha no alto. Mantém firme a coloração quente de vermelho e negro, contudo, ruge para o céu acompanhado de Nikytrar. A Titã assume a cor azul e branco. A mescla perfeita que reflete a lua. E sobre a madrugada, quando ruge, o estrondo de raios caindo no chão é ouvido.
Quando ela abaixa-se e desce ao chão, congela tudo no alcance de dez metros. Ela abre as asas e rodopeia atirando espinhos gigantescos de gelo por todo lado campo de batalha.
— Filha da puta! — Fhęnrz xinga ao manter-se grudado em uma alta rocha que escalou para escapar do alcance da Fênix. Mas, dentre duas pernas abertas, um dos espinhos de gelo de Nikytrar encontra-se fixado na pedra.
Aquela posição, de fato, é completamente desagradável a ele.
Por acidente, a cabeça de seu pênis toca o gelo. Fhęnrz arregala os olhos e não tarda até gritar e tentar saltar pra longe, porém, a carne grudou no espinho.
— Isso arde, porra! — O gelo é intenso. Queima com o contato e, um único espinho, esfriar por completo a rocha que atingiu. O desespero de Fhęnrz aumenta ao ver a cabeça de seu pênis ficar roxa pelo contato e a todo custo tenta sair.
E quando finalmente consegue sair, deve se preocupar em aquecer seu pênis antes que tenha que amputar. Que ninguém veja seu ato de esquentá-lo sem sua companheira, Nhshley.
— Essas porras só acontece comigo! — Reclama massageando o membro. Contudo, logo tem que correr quando seus sentindo alertam-o do perigo que é Nevrah descendo das alturas. — Não é hoje que vou queimar meu saco!
Ela é rápido ao se afugentar atrás da rocha quando o fogo avassalador de Nevrah ameaça a consumir tudo. Ele encolhe-se longe do calor e sequer atreve-se a espiar.
O campo de batalha inteiro foi consumido pelas lendária chamas da Fênix de Fogo que, segundo as histórias, são tão quentes que elas mesmas se consomem até atingir a coloração negra.
Drogo é o único a permanecer no campo de batalha quando todos os lobos recuam para o subterrâneo onde estarão seguros de tamanhos ataques. Os anjos sequer aproxima-se da terra onde duas enormes forças da natureza separam-se com uma das mais poderosas feras existentes
A pelagem de Drogo é tão negro que sequer é manchado com sangue quando aquele enorme lobo pisa nas poças de sangue. O olhar vermelho do Titã assumindo uma poderosa forma de ataque é objetivo da batalha feroz que irá surgir.
Nevrah e Nikytrar não devem chegar até Nhycall. Mesmo que para isso, Drogo tenha que enfrentar sozinho as feras de enorme poder e desaparecer do mundo como Åærøn Ådamhs!
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