C A P Í T U L O 90

     Mataram Nhyara acreditando que ela é a Suprema. Mas fizeram isso por acreditar que ela é a progenitora do Titã. Mas de nada teria adiantado o ataque se a criança continua saudável, crescendo e vivendo tornando-se cada vez mais próximo de tornar-se um poderoso Titã.

     Ele deve ser morto…

     Enquanto é uma criança indefesa, o primogênito do Supremo Alpha deve ser morto.

      Ou no futuro irá tornar-se ainda mais perigoso que seu antecessor e derrotá-lo poderia ser Impossível. Felizmente, algo já o aguarda, esperando para destroná-lo como seu antepassado um dia fez. A chamada "revanche".

      Mas se há uma forma de matá-lo ainda quando criança, mais irão aproveitar. Lhycans estão fracos, sofrendo as consequências do último ataque a menos de uma semana. Eles esperam que o próximo demore enquanto recebem reforços de sua terra natal. Mas anjos… eles apenas deixaram seus feridos, reforçaram-se com novos guerreiros em resultado a experiência passada.

     Eles vieram em maior número, mais fortes e impulsionado a matar. No amanhecer, quando os lhycans iriam dormir e eles despertam revigorados. E como da última vez, influenciando no clima.

      O impacto severo do frio e do calor facilmente provoca uma tempestade perigosa. Dessa vez, pior que a última. 

      Nevrah e Nikytrar foram deixados a sós para que o calor e o frio colidirem. Logo depois, suas asas começaram a bater, firme, provocando correntes opostas. Começou com uma pequena onda no chão. Completamente sutil e inofensiva.

     Mas o casal afastou-se. Suas temperaturas elevaram-se e o vento mais colidiu-se. Um tornado surgiu. Pequeno para o que pretendem.

     E quanto mais o casal afasta-se, mas o tornado fica gordo, cresce, e puxa todo ao seu redor para seu interior. O céu negro do fim da madrugada o corresponde. E ele continua a crescer, mais e mais. Árvore alguma consegue ficar próximo a ele, cuja carga é tanta que provoca raios.

     Mas Nikytrar e Nevrah não estão satisfeitos. Eles aumentam-o, fazendo-o crescer mais ainda.

     Seu vento torna-se severo a ponto de ambos os Titãs precisarem de força para não serem sugados. É quando eles decidem circula-lo com força, velocidade e poder. A carga é tanta, que uma tempestade de raios forma-se ao seu redor. E o tornado cresce, mais e mais.

     Eles queriam arrancar os lhycans do subterrâneo, destroçando-os no ar violento de um poderoso tornado. Tão grande e violento que mesmo os arcanjos permanecem distantes e completamente incapazes de voar. Ele arranca as árvores pelas raízes, a poeira sobe como toda construção tornando-o quase negro.

      A carga presente nele provoca relâmpagos a quilômetros. Está a quilômetros de distância, porém já é sentido enquanto caminha em direção ao litoral da Bulgária. Para os humanos, um castigo dos deuses.

      Tamanha era a força da natureza. Os lhycans podia senti-lo aproximar-se logo quando uma explosão é ouvida. Um relâmpago. É característico da Fênix da Lua. A chuva de relâmpagos.

      O impacto é tão grande, que desperta Henna. Mesmo dormente e parecendo estar dormindo acordada, o terror a assombra. Ela sente o ataque vindo, assim como Nhycall que sequer consegue manter-se em pé.

      A fora, Drogo aparenta não gostar nada de sua visão. Seus olhos ficam vermelhos e seus punhos fecham-se ao sentir-se encurralado. É enorme…

      O céu encontra o chão com ferocidade. Tempestade de raios indica sua chegada. Seria necessário horas para formar-se algo tão poderoso que irá arrancar os filhotes de dentro do subterrâneo, sugado-o para a morte.

      E mesmo Drogo, um Titã, não pode lutar com algo dessa magnitude em cima dele.

Onde ele está? — Era impressionante como quase nada o abala. Seu olhar permanece frio ao dialogar com seus guerreiros. Precisa dos quatro Bhettas naquele lugar…

      Urgente!

      Aquela coisa é perigosa. É pura força de natureza moldada aos poderes de Titãs. Essa batalha não será como a última. Eles vieram para ganhar, para matar e destruir seus inimigos.

      E o Supremo Alpha está claramente em desvantagem!

Ainda a caminho, meu Supremo! — O lhycan estava alterado. Tem razão para estar. Se for pego pela aquela corrente poderosa de ar, será destruído. Puro suicídio ficar em campo aberto e, provavelmente, nem sequer os humanos da reunião a quilômetros de distância escaparam.

      Drogo não responde. Uivos de todos os cantos, em alerta de perigo são ouvidos. E o Supremo continua parado, em campo aberto, acompanhado de guerreiros enquanto continua a encarar a floresta e, a distância, sua maior ameaça. Ele não tem tempo de tirar as crianças daquele lugar. Aquilo está vindo quebrando tudo que alcançar e matará todos os filhotes se forem expostos a campo aberto.

      Incluindo seu primogênito…

      O inimigo não está de brincadeira. É pura força de natureza moldada ao poder de Titãs que pretendem arrancar tudo da terra ao fazer o céu colidir com o chão. As tempestades de relâmpagos, o ar agressivo e toda a tensão no ar faz milhares de uivos surgirem em alerta de perigo máximo.

      Se forem pegos, serão destruídos! E se ficarem em campo aberto, serão pegos. Drogo, por mais poderoso que seja, não pode lutar. Não com algo dessa magnitude. É suicídio!


Recuem. — Todos encaram seu Alpha. Dominante, poderoso e frio. Seus músculos não aparentam estar tensos, mas seus punhos estão cerrados. Os olhos tornam-se vermelho ao ver sua maior ameaça aproximando-se restrição e força. O céu agredindo a terra e destroçando tudo que alcança.

      A dominância de seu Alpha assombra todos. Seus punhos estalam e ele rosna. Os guerreiros encaram a morte e não tarda a correr. Correr pelas suas vidas, pela sua sobrevivência e deixado, sozinho, em campo aberto, seu Titã.

      Uma poderosa batalha de Titãs.

      E apenas um Titã pode matar um Titã…

      Privilegiado será aquele que sobreviver para contar a batalha que entrará para a história. É o poder de Titãs e todos sabem que não estão para brincadeira. E suas únicas formas de sobreviver é recuando para o fundo do subterrâneo, o máximo que pode. 

      O mais rápido possível e se aglomerando. E lá preparam suas armas.

      Henna está sobre os cuidados de Nhshley com ajuda de Mirella enquanto Nhycall permanece atenta vendo cada guerreiro entrar, refugiar-se e preparar-se para a batalha. Logo o subterrâneo fica cheio, completamente tumultuado.

      E nada de Drogo…

      Nhycall encara as Lhunas. Sua garganta seca, seu coração acelerado e o tremor em suas mãos.

O-Onde ele está? — Sua pergunta sai mais para ela do que para qualquer outra pessoa. Uma lágrima escapa de seus olhos verdes a tremedeira piora. — Não, não! E-Ele… Meu companheiro… Onde está?!

Nhycall, acalme-se! — Mirella aproxima-se e envolve a amiga em um abraço apertado. A Peeira continua alterada, murmurando.

Ele tem que voltar! Ou vai morrer! E-Ele tem que voltar… Tem! Tem que voltar… — A Ômega já estava com lágrimas nos olhos. Seu coração está apertado. Drogo está lá fora e não é capaz de lutar contra tamanha força na natureza. Seus filhotes estão lá.

     Ela não seria capaz de viver sem eles. Não aguentaria viver sem eles… Onde eles estão?! Tem que voltar! Drogo tem que voltar!

     Ou irá morrer…

     Mas Drogo não pretende voltar…

     Seus filhotes serão destruídos. Sugados da terra onde encontra-se. Não irá refugiar-se como um covarde lobo com o rabo entre as pernas. Ela vai em direção ao tornado, correndo e deixando-se puxar para ele.

     Está distante, mas Drogo consegue sentir suas pernas saírem do chão conforme aproxima-se. Ele rosna quando é puxado para o ar e para em cima de uma árvore, agarrando-a com suas garras. O homem másculo olha na direção ao que poderia ser considerado o fim do mundo.

     Existem apenas três criaturas que consegue sobrevoar em um evento de tamanha agressividade. Um deles foram extintos pelo poderoso Åæron Ådamhs. Os outros dois são um casal de Titãs, cuja força é poderosa para produzir mais de um desses tornados.

      E está aproximando-se. A árvore que ele encontra-se balança com força, tornando-se menos estável. Será arrancada do chão e, por tanto, o Alpha não pretende continuar em cima dela. Ele salta de volta ao solo, é sugado pelo vento e, por tanto segurar-se nas raízes de outras árvores.

      E o tornado aproxima-se mais do que ele chega da cachoeira. Tudo que Drogo pode fazer é correr, o mais feroz que consegue, ultrapassando arbustos e árvores. Sendo guiado pelo seu reflexo conforme seu corpo é sugado pelo vento e não tarda até ele estar em uma área perigosa. O maldito tornado está próximo o suficiente para as árvores começarem a serem arrancadas.

      E Drogo contínua, fixando-se na grama com suas garras e antes de seu corpo ser arrancado do chão ele pula sobre a água da cachoeira. Ele adentra a caverna encontrando em seu interior, Fhęnrz e Arthur.

Papai! — Mhycall é a primeira a correr para seus braços. E sem perder tempo, ele refugia seus filhotes ao mais fundo que pode. Naquela força de vento, ficar onde estão é perigoso.

     Ele não pode tirar as crianças daquele lugar. Contudo, nunca pretendeu extraí-las de lá. O mais fundo que pode, eles refugiam-se. Os mais novos na frente dos mais velhos. Drogo os prende sobre a parede, até onde acredita que a ventania não chegue. Se fosse um tornado normal, não seria tão perigoso.

Mamãe… — Drogo encara seu primogênito. Ele sente o perigo. Lhycans são sensíveis ao que os rodeia e ele, mais do que ninguém, sabe que deve esconder-se. É esperto o suficiente para entender a guerra que o cerca.

     Drogo não o responde verbalmente. Mas passa confiança ao abraçar a todos intencionado a protegê-los. Logo todos estão chorando, principalmente a caçula nos braços dos mais velho.

Querem nos arrancar daqui! — Rômulo, com seus filhotes, rosna. O tornado não é comum. Drogo pode sentir o impacto daquela força bem acima deles. O vento suga tudo e parece querer arrancá-los de dentro da caverna.

      As árvores são arrancadas pelas suas raízes. A água da cachoeira entra e os homens encontram dificuldade em manter suas ninhadas seguras.

Mamãe… — Mhycall toca na parede, chorando. Drogo repara em uma pintura, escondida. Uma loba branca e o um lobo negro. A loba branca menor que o lobo negro, indicando ser uma fêmea. Logo ele repara em mais, uma grávida, Nhycall… Ela fez isso.

     Para tentar tocar as demais pinturas, Mhycall escorrega e o vento feroz do tornado a suga. Ela grita ao perder o equilíbrio, gemendo pela sua vida.

     Drogo é mais rápido ao pegar em seu braço. Mas a tempestade a puxa para fora de forma que ela sente-se em um cabo de guerra. Drogo rosna ao notar que poderá arrancar seu braço, talvez quebrá-lo se puxá-lo da forma como está. Contudo, se deixar de dar cobertura aos demais filhotes, serão sugados. A caverna não é tão profunda.

Papai! — Ela chora suplicante. Não quer morrer. E irá se ele soltá-la. O vento a puxa e provoca dor em seu corpo. Cada vez mais perigoso e violento, Drogo tem que ser rápido.

     Ele puxa sua filha, quebrando seu braço e quase arrancando-o. Ela grita de dor, chora angustiada e a dor a consome. Mas um braço quebrado cura-se. Uma vida perdida não…

      Uma hora se passa nessa situação. O tornado é grande e parece passar lentamente pela região querendo estraçalhar tudo. Dessa forma, a rocha mais próxima a entrada racha e é sugada. Ela servia como apoio a Arthur que, sem ela, tem um de seus filhos puxado.

Pai! — Arthur só conseguiu pegá-lo pela mão. Os dedos finos e suados facilmente escorrega, não deixando opção para o Bhetta exceto rosna e crava suas garras na carne de seu filhote. Ele não está disposto a perdê-lo.

     Mas perdeu…

     A criança escorregou de suas garras e foi puxada para fora da caverna, desprevenido no tornado em gritos desesperados de socorro.

      Drogo rosnou e apertou seus filhotes contra ele. O vento diminui e a sombra de um tornado menor passa pela entrada.

      Eles estão no interior do tornado, onde deveria haver paz, contudo, há a morte esperando-os. Drogo encara o redemoinho dançante na entrada e, em seguida, seus Bhettas. Garantindo a segurança de todos seus filhos ele se joga contra aquele pequeno tornado.

     Ele rapidamente é agredido no vento, virando de cabeça pra baixo e balançando. Mas um pequeno tornado fraco como aquele seria apenas uma distração para pegar impulso aos céus onde ele agarra-se às asas de um anjo e o joga contra o chão.

      O campo de batalha estava formado. Dentro do maior tornado, onde devia existir paz, existem dezenas de pequenos tornados e redemoinhos. Em cima, os anjos. Não podem enfrentar o vento mas podem passar por cima até o olho calmo. Drogo está sozinho em meio a eles.

     Ele pretende prender a tempestade em um único lugar. Ela não pode prosseguir e destruir o subterrâneo em que sua mulher encontra-se da mesma forma como pode destruir a caverna e arrancar seus filhotes do interior rochosos e rachado.

     Ele sente a aproximação de uma carga elétrica e é rápido ao desviar do raio. Anjos pousam ao seu redor para segura-los e são atacados pelo Supremo. Diferente de antes, ele não está para brincadeira. Deseja chegar até os Titãs e, se reduzir o número de inimigos, mais vantagem terá.

     Por isso, ele não brinca. Ele não exibe-se e muito menos hesita. Ele apenas mata. Desvia dos pequenos tornados e redemoinhos conforme são lançados contra ele. Com a vegetação destruída, ele não tem base alguma para avançar aos céus e alcançar algum maldito passarinho debochado.

     Fhęnrz e Arthur não aparecem. Um Titã consegue passar por uma tornado gigante como aquele, saindo quase ileso. Mas um Bhetta não. Sobreviveria, mas os ferimentos seriam sérios. Com isso, todos mantém-se escondidos quando também não revelam a localização da caverna e, assim, dos filhotes escondidos no meio daquele tumulto.

     O Supremo está sozinho…

     E sozinho ele luta, cravando as garras na garganta de um anjo e, por ali, arrancando a cabeça. Seu rosnado não é tão alto quanto a tempestade, contudo, o perigo ainda é real. Aquele homem musculoso, vestindo apenas uma calça negra, armado e com seu porte pintado em marcas tribais acima de um cadáver despedaçado é um assassino cruel. Suas mãos estão manchadas de sangue e sequer iguala-se a intensidade de seus olhos.

      É uma fera que está lutando e protegendo. Discretamente ele mostra-se atento a caverna escondida. Seus filhotes estão lá e serão arrancados com o tornado prosseguindo. Drogo não tem escolha exceto correr para as laterais e permitir ser sugado pela agressividade daquele evento titânico.

      A pressão é extrema. Drogo sequer consegue enxergar enquanto é puxado com brusquidão ao alto, em círculos violentos onde ele choca-se com árvores e pedras. É tão violento que ele choca-se com pedaços de humanos que não conseguiram refugiar-se em um lugar seguro e foi pego pelo tornado tão violento que conseguiu parti-los.

     Mas nada da criança de Arthur…

     É grande demais. Drogo não ousa sequer abrir os olhos e, por tanto, é guiado pelos demais sentidos. Mesmo quando é lançado para além das nuvens. Por breves segundos ele pode abrir os olhos e ver o sol, iluminando tudo naquela manhã de guerra, mas ocultado pelas nuvens densa.

      Mas a gravidade o puxa para baixo, indicando-o que não há muitos tempo. O impacto violento com o vento do feroz tornado arranca um rosnado de sua garganta. Se fosse um ser comum, teria quebrado o pescoço quando novamente é violentado por tamanha força da colisão de fogo e gelo.

      Onde é o ponto mais quente e onde é o ponto mais frio? Aquele tornado não é comum. Ele é causado de modo proposital por um Titã. E Drogo, como Supremo, é um lhycan de sentidos altos. São sensíveis a mudança da atmosfera e tempos antes de ser lançado para o chão onde seria pisoteado e, talvez esmagado, ele força seus braços a manterem-se em uma posição aberta.

      Seu maxilar contrai-se e um rosnado escapa quando seus músculos são torcidos. Seu braço direito é quebrado com a força do vento mas ele força-o ao responder quando mortalmente estala dos demais ossos de seu corpo. Iniciar uma transformação em um ambiente agressivo como esse é suicídio. Um metamorfo como ele precisa quebrar seus ossos para mudar sua forma. E o vento feroz pode agredi-lo tanto ao ponto de matá-lo. E a eletricidade o deixa espaço o suficiente para cortar e matar.

      Mas ele é o Supremo Alpha! É um Titã e não será um evento como esse que o impedirá de alguma coisa!

      Pelos nascem em seu abdômen musculoso, tampando suas pinturas. Seu bíceps expande forçando seus braceletes a abrirem parcialmente. Sua mandíbula racha, contrai-se quebra e expande até uma formação elevada formar-se adiante de seu rosto. Sua testa afunda e sua orelha ergue-se ferozmente.

      Em sua mão, a carne fica negra e incha-se até almofadas forma-se. As garras maiores e, com características humanas, ele torna-se uma fera. Quando seus olhos abrem-se em um vermelho de sangue, ele consegue ver o calor de sua presa e na última modificação ele flexiona e agarra o Titã.

      Nevrah, a Fênix de Fogo, pode sentir o peso do Supremo sobre ele. A fera ruge em uma transformação onde não deixou a forma humana, mas adaptou-se a de lobo. Os músculos maiores e apertados na calça deixa-o resistente ao tornado. Antes era um homem de quase dois metros de altura, contudo, agora deve passar dos três metros. Seu peso triplicou e com garras maiores, ele se prende ao arcanjo.

      Nevrah range o maxilar e gira em meio ao tornado para livrar-se de Drogo. Mas a fera, com rosto de lobo em um corpo humano mutante apenas encara-o friamente como se ele fosse seu cavalo aéreo. Um animal inteligente que não é burro para abocanhar uma Fênix. O sangue de uma Fênix é mortal e apenas uma gota pode fazer um estrondoso estrago, mesmo em um Titã como ele. Mas suas garras firmam-se entre suas asas. Mesmo seus pés grudam na coxa enquanto a outra mão passa por seu pescoço e arranha suas costas. O lobisomem está abraçado ao arcanjo, jogando todo seu peso ao contra ele ao mesmo tempo que o esmaga com sua força e o imobiliza.

      Sem deixar de encará-lo.

      Com as garras de Drogo presa na coluna, Nevrah não pode transformar-se. Ao mesmo tempo, a pelagem espessa o impede de se queimar e tudo que o homem pode fazer é tentar rodopiar no ar para livrar-se de seu tormento.

       Mas tudo piora e o próprio tornado vai enfraquecendo sem a concentração do homem. Mas ainda é poderoso o suficiente para matar qualquer um que encontrar suas paredes de ar. Nevrah sobrevoar em sentido horário e Nikytrar em sentido anti horário. E com seu amado concentrado na fera grudado em seu corpo, ele choca-se contra a Fênix de Gelo.

      O impacto produz um raio que por pouco não inicia um incêndio que transformaria o tornado em um tornado de fogo. Mas a desorientação força Nevrah a sair daquela corrente, deixando apenas Nikytrar naquela força que rapidamente perde o controle.

      Para não matar seu exército no interior calmo, a mulher eleva sua temperatura tornando o vento pesado demais para continuar. O tornado perde a força e rapidamente diminui de intensidade e nível. Logo, não é mais tão letal quanto antes e rodopeia no ar na grossura de três carruagens.

     Sem o fardo do tornado, Nevrah força seus músculos contra o de Drogo e lança-se contra o chão. O impacto faz a fera solta-o. Ambos rolam pelo chão e, tão rápido quanto caíram, erguem-se prontos para lutar.

     Titã contra Titã. Ambos os olhos vermelhos como o sangue frente a frente. Nevrah marcado pelas asas e cabelos brancos e Drogo com sua pelagem negra. Dia e noite, em duelo.

A criança não irá sobreviver! — Afirma o Arcanjo. No chão, a fera metade homem e metade lobo, rosna. Seus dentes afiados a mostra é um sinal para afastar-se.

      Mas o Arcanjo sabe do poder que tem. Se Drogo morder sua carne, arrancar sangue e engolir, é o fim de sua vida. Nada é mais letal que o sangue de uma Fênix. É um veneno poderoso e sem cura alguma que matou centenas de Titãs, incluindo Supremos ao longo dos séculos.

      Ninguém nunca saiu vivo de um combate sério contra uma Fênix. Drogo sabe o risco que corre com alguém, cuja força é de seu nível.

      Mas não o poder…

      Com o fim do tornado, ambos os exércitos podem encontrarem-se sem preocupação. Líder contra líder, guerreiro contra guerreiro.

      Cada um pronto para matar pelo seu líder.

      Com a distração do fim do tornado, os Bhettas deixaram a caverna e espalharam-se. No chão, em forma de lobo, Arthur cheira o corpo de seu filho arrancado de seus braços pelo ar. Está morto. O pescoço quebrado, junto com várias parte do corpo indica a morte doloroso que teve.

      A menos de uma hora ele estava vivo…

      O grande lobo avermelhado lambeu a bochecha do filho. Ele rosna e ergue o olhar para o céu, onde quatro anjos destacam-se. Arcanjos poderosos que contribuia para o segredo da Fênix de Fogo, antes de Nevrah revelar-se com sua amada.

      Atrás do lobo avermelhado, um lobo marrom surge, andando como um predador e arrastando um anjo moribundo pelos poderoso caninos. Fhęnrz esmaga a cabeça a do guerreiro, o matando. Ele rosna e aproxima-se do sobrinho, cheirando vagamente para encarar os Arcanjos.

     Da vegetação destruída, é Rômulo quem surge, em um lobo cinza, feroz e decidido acompanhado de um lobo amarelado. É seu irmão caçula. Os quatro Bhettas do Supremo Alpha contra o conselho de Arcanjos. O conselho da Fênix de Fogo.

     Atrás dos Bhettas, vários a vários e lobos enquanto os Arcanjos esbanjam o exército no ar. 

     Arthur está com sangue nos olhos. E sua raiva é apenas uma, entre dezenas de lobos furiosos. Esta é a batalha decisiva pelo destinos do primogênito Titã. É o que vai decidir se ele irá viver ou morrer e depois de tantas provocações, confrontos e conflitos, ela finalmente chegou.

      A batalha final começou!

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