C A P Í T U L O 83

     Vingança…

     Justiça…

     São palavras diferentes, com significado diferente. Mas ambas igualmente caracterizado os lhycans.

     Eles tem sua forma de pensar e agir. Sua própria cultura não compreendida e às vezes sem sentido. Afinal, eles prezam pela igualdade social e são uma das raças que abominam o estupro contra homens e mulheres, independente da espécie e raça.

     Mas grande parte dos homens são estupradores.

     O jogo de palavras com um lhycan deve-se ter atenção. De fato, abominam o estupro contra homens e mulheres. O estuprador recebe vingança da vítima e justiça de seu povo.

     Mas vadias, para eles, nunca foram considerados mulheres. Aline, aryas e khaяllä não são mulheres. Compartilham do mesmo sexo mas jamais foram consideradas como iguais e, por tanto, tais regras não aplicam-se a elas. Ninguém importa-se.

     Assim é seus costumes e tradições onde, um estuprador de mulheres sofrerá muito mais do que a vítima. Mortes sem sentido são pago com tortura e morte, violência correspondida. O povo é assim. São seres conscientes e agressivos, portadores do idioma mais vasto, amplo e complexo existente.

     O povo conhecido pela violência, cujos costumes podem ser considerado hipócritas sem compreensão. Mas são esses costumes que fazem deles, um povo violento e agressivo, um dos povos mais nobres existente. A final, enquanto muitos povos colocam gêneros como inferior, para eles, desonrados são inferiores. Discriminando aqueles que não tem honra, a ética de sua razão e instinto desenvolve-se para um povo quase perfeito.

     Nada é perfeito. Não são egoístas em acharem isso.

     Eles sabem o que são e do que são capazes de fazer. Ignoram críticas alheias, agem dando satisfação apenas aos seus superiores. A comunicação vasta impede compreensão de outros povos sobre suas decisões. São a definição exata de irmandade.

     E atrás de suas leis, algo como uma alcateia massacrada jamais seria esquecido. A mesma perda, dor e sentimento deve impregnar os responsáveis. Inocentes morreram e eles não irão importar-se de matar, culpado ou inocente.

     Essa será sua vingança.

     Mas a justiça viria no encontro de grandes Alphas.

     Seus encontros são específicos. Não se expõem sem qualquer motivo. Uma espécie que tem tudo para ser precipitado, são cautelosos.

     E como Supremo Alpha, Drogo teria que encontrá-los. Foi seu chamado que fez a Lua Negra surgir, como um buraco negro rente ao planeta prestes a ser engolido.

     Seu encontro com sete das maiores forças do mundo ocorrerá, cedo ou tarde.

     Vivendo cada um em um continente diferente, com povos e situações diferentes, os Alphas Genuínos são as maiores forças abaixo da realeza. Eles são a nobreza.

     Cada alcateia caracterizado com o nome de uma poderosa fase de lua. Eles dominam uma região vasta, sobrepondo sua autoridade sobre qualquer outra alcateia. Seria facilmente considerados a Supremacia se uma única alcateia com força superior comandasse tudo.

     São bandos populosos capazes de fazer múltiplas tarefas. A segunda maior ameaça em uma guerra já que os Alphas são capazes de desafiar o Supremo pela liderança do povo.

     Alguns já estavam preparado para esse chamado a tempos. No deserto, encontra-se uma dessas alcateias, cuja Peeira foi responsável pelo impulso na transformação de uma desonrada para uma honra. Onde Nhycall foi resgatada.

     A Peeira poderia quase prever o que viria quando aquela Ômega foi consumida pelo calor infernal do Saara, caminhando sem rumo mas fugindo de um destino imposto. Ela viu honra em seu ato e, nesse momento, a lhycan é uma das poucas lobas no mundo que pode sentir o que está em jogo nessa guerra.

     Mulheres são atraídos pelo calor. Exceto aquele banhado pela essência do sol. Em um lugar onde vegetação é quase impossível, um oásis cresce escondido. Lhycans resistente ao fogo dos céus reúnem-se a guardo de sua Genuína.

     São a nobreza do povo. Uma das mulheres que teve contato direto com a verdadeira Suprema da realeza. Ela já é mãe muito antes de Nhycall engravidar. Quando ela partiu, a loba estava grávida. Completou sua função a muito tempo.

     Mas como companheira de um dos Alphas mais perigosos existentes no mundo, tem seu dever com a lua. E aguarda ansiosa a chegada da noite, onde as estrelas conduzem sua mente.

     É uma grande loba portadora de olhos tão azuis como o mais intenso mar. Já seu pelo é como a pureza da lua que influencia sua alma. Uma Peeira legítima. Uma Peeira Genuína.

     E ao seu lado, seu Alpha.

     A loba encara a fera negra, atento aos seus movimentos. O macho então ergue sua cabeça, expõe sua garganta e uiva para os céus.

     Toda a alcateia sabe o que significa. Filhotes passaram a ser escondidos e, qualquer lhycan sem grande conhecimento em combate refugia-se no covil. A caçada começou…

     Nem mesmo o impiedoso deserto impediria sua ação.

     Ação essa que é mútua, não apenas de uma, mas de várias alcateias. Desde o oeste a leste, as maiores alcateia estavam em ação conforme o ciclo da noite local. E essas, diferentes das demais, poderiam ser devastadoras.

     Grandes e perigosos lobos, treinados para serem os melhores saiam como predador a noite, sorrateiro e único e despercebido.

     Uma alcateia foi massacrada.

     A vingança vem antes da justiça.

     A dor deve ser reposta em intensidade maior para que lembrem que lhycans não costumam perdoar. São uma irmandade.

     E dezenas — talvez centenas — serão mortos. Ninguém importa-se com a inocência. Havia crianças naquela alcateia. Lobas que não queriam nada exceto fugir da humanidade abusiva ao qual foi extraída.

     Como uma raça de predadores, eles tem extremo conhecimento geográfico relacionado a população de criaturas e seus habitantes em seus território. Hisppø, uma raça nômade, estão sempre migrando. São nômades, não por não terem território, e sim, por seguir o clima dos locais. Quase como um pássaro indo para o norte no inverno.

     Assim, são aqueles com maior conhecimento sobre suas rotas. Eles evitam lugares não adequados a sua alcateia, tais como outras alcateias e espécies rivais. Foi uma dessas alcateias que foi exterminada, assim, os demais bandos são os primeiros a exigir vingança. Com extremo prazer eles sumiram na vegetação e caçaram cada povo relacionado ao extermínio.

     Mas não são precipitados. Querem vingança, mas não querem perder alguém de seu bando por um Alpha morto que muitos sequer viu. Eles ficaram observando esses povos, analisando o território em segredo.

     Tão rápido quanto vieram, tão rápido saíram. Outro bando cuidaria disso. Um bando maior, mais perigoso e letal.

      O ataque veio no ápice da escuridão. O ápice da ausência da lua. Não importa a luminosidade, fogo ou atividade, as feras vieram. Grandes, poderosas e letais. Sem tempo de ameaças ou intimidação apenas chegaram rompendo qualquer defesa e perfurando as brechas.

     São sete alcateias Genuínas. Mas dividiram seus guerreiros em dois, matando inocentes de um povo inimigo de quatorze lugares diferente.

     Bebês… devorados em frente aos pais.

     Crianças… devorados em frente aos pais.

     Mesmo as grávidas tiveram seu filho arrancado de seu útero e devorado. 

     Mulheres esquartejadas.

     Homens torturados e humilhados ao ser alvo de urina e marcação do que os matou antes de serem mortos.

     Ella não recebeu o coração de Dylan para o ritual sagrado das terras de Azhulla.

     Já nenhum deles tiveram sequer os olhos para a cerimônia ao deus Sol.

     Foram anjos que os mataram. Mas bruxos estavam em acordo. Pagaram por isso, tal como as mulheres no céu.

     Alcateia Eclipse Branco. Foi lá que Nhycall nasceu. Seu território é rota de anjos. Eles desçam e caçam em suas montanhas. Porém, cada um deles que tocou a terra, não saiu. Desde grávida, crianças até homens.

     O céu pode ser deles, mas a terra, não mais. Aqueles que passam por essa rota foi obrigado a desviar ou cansar-se devido a longa viagem. Mas jamais tocar a terra.

      Lobisomens são abusados. Seus inimigos foram audaciosos uma vez e, como resultado, o Supremo matou e estuprou um grupo inteiro em sinal de alerta. Eles ficaram mais apreensivos em seu ato. Mas agora, a cada anjo morto em terra, tinha suas asas arrancadas. Apenas mulheres conseguiam escapar, sendo humilhadas e obrigadas a correr nuas no frio das montanhas.

     Era deboche. Nikytrar foi morta quando o grande Titã Åæron Ådamhs arrancou suas asas. Agora apenas mulheres conseguiam sobreviver em um desespero absurdo de humilhações. Aquelas pagas por humanos, eram estupradas e queimadas devido a acusação como demônio. As que conseguiam escapar cometiam suicídio.

     O terror é mental e físico. Uma clara provocação que enfurece cada vez mais a grande Fênix.

     Essa é a guerra…

    Ela não escolhe quem vive ou morre. Simplesmente mata independente de sua inocência.

     Quando o dia amanheceu, centenas estavam mortos. A vingança dos lhycans assoou a raiva dos povos. Cada ação gerando uma reação até às batalhas estarem prestes a serem começadas.

     A vingança foi concretizada. Cada criança, mulher ou guerreiro mortos naquela alcateia foram vingados.

     A alcateia foi massacrada. Sociedades inteiras foram mortos.

     As lobas viram seus filhos sendo mortos. Bruxas viram suas crianças serem devoradas.

     Dylan foi torturado, esquartejado e morto. As mulheres viram o mesmo ocorrer com seus maridos, decorrente de humilhações.

     Ella não suportou a dor e cometeu suicídio, arrancando seu próprio coração.

     Mulheres tiveram suas asas arrancadas, submetidas a humilhação e desespero antes de suicidar-se.

     Mas isso não é justiça. É vingança.

     A justiça viria tempos mais tarde, no encontro de Alphas já aguardado pelo Supremo.

     Os Alphas Genuínos reuniram-se para discutir sobre a batalha iminente juntamente com atos e descobertas de seus inimigos. O Supremo Alpha junto de sua Suprema deve comparecer.

     Nhyara já foi alertada sobre qualquer palavra ou atitude errada. Drogo a informou que a única razão pela qual ela continua viva é seus filhotes. Não irá permitir deslizes.

     Assim, como sua Suprema, compareceria as terras humanas, junto a ele.

     Sua alcateia ficaria sobre proteção dos Bhettas juntamente com suas crianças, aos quais, encarava seu pai como se nunca mais fosse vê-lo.

      As meninas estavam emburradas, diferente de seu primogênito. Todas elas, odiavam saber que seu pai iria deixá-las. Sentiam medo em seus corações.

     Sendo a mais nova das quatro irmãs e, com isso mais sensível, logo começa a chorar, atraindo a atenção de todos. A pequena criança sente a tensão no ar entre seus irmãos, embora não saiba exatamente o motivo.

     Seu irmão mais velho junta-se a ela, alinhando-a de maneira protetora ao seu corpo, cuja temperatura destaca-se das demais. Cada vez mais febril devido ao seu crescimento, a pequena logo acalma-se. Ela encara seu pai, com os olhos marejando.

     Drogo aproxima-se de sua filha e acariciou sua bochecha macia e suave. Ele limpa suas lágrimas e observa seu rosto mais rechonchudo devido ao seu filho quase espreme-la junto a ele. O Supremo acalma a pequena, sem nenhuma palavra.

     Lhycans não precisam verbalizar para comunicar-se. Nhycall era a única que parece ter deixado esse costume por um tempo. Mas seus filhos são legítimos. Mesmo o olhar frio e gélido de Drogo, sem nenhuma emoção, acalma sua filha. É necessário apenas um toque.

     Mas o choro da pequena e a atitude do irmão causa ciúmes nas demais meninas. Para Drogo, é claro quem supostamente é a favorita de seu filho. Mas suas três irmãs são ciumentas por natureza.

     E ambas ficam igualmente emburradas pela a atividade do irmão com a caçula. Mhyяæčehá é a mais inconfomada com a situação. Logo, todas as três afastam-se.

     Apenas para despedir-se do pai…

     Gêmeos

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