C A P Í T U L O 75

     Eclipse…

     A magia é única.

     Renovadora.

     Trás a chegada e renascimento.

     Equilíbrio.

      O Sol e Lua encontram-se no por do sol e no amanhecer. Mas naquele dia seria mais do Nikytrar sobrevoar os céus com seu amado Nevrah.

     Algo estava vindo ao mundo…

     Nhycall estava com dor. Drogo, seu amado a pegou nos braços e a levou para o quarto quando o imprevisível caos tomou conta das alcateias afetada pelo evento.

      A Ômega foi pousada sobre a cama, suspirando de dor. Era algo que jamais sentiu, diferente das demais. Não contestou quando o Supremo abriu suas pernas e retirou todo o tecido para uma avaliação. O sexo de sua mulher estava cheio de veias negras, como fortes estrias que chegam até a entrada molhada.

     Ele pousou a mão sobre a base do útero.

Ainda não é hora. — O nascimento de um lhycan é demorado. A dilatação apenas começou e, como pai, ele afirma: — Não empurre-os, independente da dor.

     O Alpha apressa-se ao ajustar-se para o parto, preparando a cama com tecidos brancos e focando na posição de sua mulher. Ela teria que escolher sua maneira de dar a luz e ele estaria ali para recebê-los.

      Entre as pausas das dores, o olhar de Nhycall volta ao vermelho. Ela sente o que está por vir…

     Nikytrar sabe o que está por vir.

     Ela estava preparando-se para o Eclipse a muito tempo, chamando o evento junto de seu companheiro. Ela relembrava o passado e nada sente daquela insignificante humana que acreditou ser. Ela estava completa.

     A perfeita Fênix de Gelo.

     E como tal, ela surge em frente a lua assim como seu amado em frente ao sol. Ambos estavam ansiosos para esse momento e comemoram em danças no céu.

     Um padrão muito específico.

     Nevrah quem inicia os movimentos, circulando-a para a tentação cada vez mais alto, além das nuvens. E lá, sobre a frieza da atmosfera, ele permanece em frente a ela. Os olhos vermelhos colidindo com poder e perigo são promessas ocultas.

     Ambos fecham as asas e permite sua cabeça tombar para trás e serem puxados pela gravidade. As asas enroscam-se uma na outra de maneira que não podem mais abrir.

     A confiança deve ser mútua.

     E pior fica quando suas espinhas contrai-se em uma mutação específica e suas caudas surgem, também enroscando-se em uma trança perfeita. O batimentos de Nevrah acelerando faz os de Nikytrar diminuir. A colisão de suas peles faz vapor surgir.

     O chão aproxima-se.

     Estão em alta velocidade, enroscados e incapazes de separarem-se.

     Estão unidos em confiança mútua como um único ser. E assim, ambas a asas abrem-se simultaneamente.

     O corpo é jogado em uma única direção. O gelo e calor unem a pelagem se maneira que ele tenha que bater as suas juntos enquanto voam ao nível do mar de lado. Nikytrar abre seus braços em resposta ao movimento de Nevrah. Assim, ambos dão as mãos.

     Apenas nesse ritual, a trança de suas longas caudas vão desfazendo-se.

     Uma ilha vulcânica é vista no horizonte.

     Logo, as caudas estão livres.

     Momentos antes de chegarem-se contra o penhasco, eles separam-se voando em lados opostos.

     Mas no ar, sempre encontrando-se. Como Sol e Lua.

     Distante dali, Nhycall volta a sua realidade com uma pesada contração. Drogo avalia a dilatação. Percebe as veias correndo sangue para dentro de seu sexo, preparando-se para o parto. A Ômega segura a vontade de empurrar.

     Quando passa, ela suspira. Sua cabeça pausa no travesseiro de seu companheiro. Ela tem que descansar e pretende aproveitar cada segundo.

     Todo seu corpo corresponde ao caos do mundo.

     Assim como a Fênix de Gelo.

     Elas sentem a tensão resultante do evento. Mas a única diferença é que uma sente dor e a outra prazer.

      Estar tão próximo de uma criatura como Nevrah faz suas vestimentas queimar a cada toque de seu homem. No ar, na boca do vulcão, eles beijam-se. A língua gelada em contato com a quente, provoca eletricidade e arrepios prazerosos.

     Quando as mãos do Arcanjo agarram suas garras, ela geme alto. Ele está quente. Muito mais que febril. As roupas da mulher grudam em sua mão e são arrancadas. O fogo instala-se tão intenso quanto o magma fervente abaixo deles.

      E assim, eles descem. O vulcão é grande. Quase gigantesco. No centro de sua boca há uma elevação rochosa banhada de diamantes de sangue. Pedras, uma maior que a outra.

      E lá, na grama fresca que cresce sem contato algum com o fogo, Nikytrar é deitada. Suas roupas arrancada e jogada na lava. Todo seu corpo fica exposto ao homem que coloca a cabeça entre suas pernas.

      A língua de seu companheiro está tão quente que poderia causar-lhe dor. Mas a mulher está tão fria que a sensação eletrônica é divina em seus pontos sensíveis. Completamente excitada, seu companheiro a leva para a perdição.

      A grama ao redor dela congela. Ela está libertando-se naquele valor consumidor. Geme com seu amado firme no que faz e não evita de agarrar aqueles cabelos brancos, como neve. Ela rebola contra ele e sente sua libertação próxima.

     E Nevrah a recebe com prazer e toca seu membro sobre a calça.

     Logo sua mulher o coloca sobre o gelo que formou-se. O corpo quente provoca vapor. Ele estava quente. Mas estava prestes a ficar escarlate quando seu membro foi tirado de suas vestimentas e recebe o prazer da boca de sua amada.

     Nevrah não é pequeno. É o tamanho ideal para uma mulher como Nikytrar. As veias saltam do comprimento pulsante. A cabeça rosada está sensível. Contudo, ele está quente. Suspira com a língua fria, como gelo vivo estimulando-o.

Isso! — Ele pretende prolongar. Ter sua companheira próxima da temperatura comum o agrada. A cauda felpuda do Arcanjo levanta-se em contato com o sexo exposto de sua mulher. Ele a estimula.

      Sua amada suspira no comprimento. O ar frio congela a cabeça do pênis. Mas logo derrete-se com o calor como água até o saco. Nevrah morde os lábios e pega nos cabelos de sua companheira. Ele precisa daquela boca.

      Como é bom!

      A eletricidade o estimula. Sua barriga contrai-se a medida que a boca se sua companheira o suga. Ele aquece sua boca, contudo, ela sempre mantém-se gelada. A combinação perfeita de duas criaturas criadas um para o outro.

Vai bonequinha!

      A calça é rasgada. Nikytrar o quer nú quando para e firma seu corpo sobre o dele. Ela o beija, sedenta por ele. A temperatura está aumentando. Ele está do jeito que ela deseja. A cabeça do pau duro roçar em seu sexo, esquentando-o.

      Ela estava perfeita…

Senta! — Ordena, impaciente. E assim, ela sente aquele calor consumir seu interior. Suas garras ficam no ombro de seu companheiro. — Vai bonequinha! Rebola para seu homem!

     O tapa em suas nádegas eu estalado. Era tão bom aquela sensação. Nevrah sentia-se penetrando gelo. É como lava e lava, unindo-se. O útero de Nikytrar contrai-se quando ela rebola.

     Nevrah geme quando ela começa a cavalgar sobre ele. Apenas aquela mulher consegue satisfazê-lo. O frio de seu corpo o completa com eletricidades de prazer que estimula todo seu corpo.

     Ele deseja aquela mulher. As curvas perfeitas o faz abraçá-la. Os joelhos levaram para impedir que ela escape. Ele a quer, de todas as formas e maneiras!

Caralho! — Geme alto. Logo um novo tapa estala-se nas nádegas de sua mulher. — Mais rápido! Gostosa!

— N-Nevrah! — Ele estava ficando mais quente. Perigosamente mais quente.

     A grama ao redor deles estava seca e molhada conforme o maravilhoso sexo intensifica-se. E pior fica com a temperatura do homem. Está tão quente que a primeira fagulha de chamas inicia. 

     E ele não importa-se. Só quer sentir aquela mulher cavalgar sobre ele. Ele quer ser engolido pela boceta e sentir aqueles músculos apertá-lo com a força de um iceberg.

Desgraçada! — Ele a xinga por diminuir os movimentos como provocação. A mulher levanta duas asas e empurra-o sobre a grama. O contato de suas costas com a vegetação inicia um fogo ainda mais perigoso.

      A temperatura de Nikytrar aumenta a intensidade. Mas nenhum dos dois importa-se. Ela provoca-o com o beijo no pescoço.

Eu vou queimar sua boceta! — O homem aranha os quadris de sua mulher. As garras tiram sangue, contudo, só há prazer em meio a deles.

Gostoso! — Ela sussurra contra seu ouvido. O Arcanjo geme de tesão. As garras de Nikytrar arranham o músculo marcado do homem. A pele tão quente e perigosa que faz seu útero contrai-se em desejo. Ela quer seu esperma. Quer gozar em volta daquele pau e sentir ele queimando seu útero. — Mostre-me seu fogo…

     Nevrah arranca sua mulher de cima dele. As asas favorecem equilíbrio quando ele a lança em meio as chamas altas da vegetação e posiciona-se atrás dela. O pênis roça sua entrada.

     Mas sua mão agarra seu cabelo. Ele a puxa em direção ao corpo másculo e imobiliza as asas negras, deixando-a caída.

O que você quer, passarinha? — Sua mão agarra a garganta enquanto e outra prende seu quadril. Os dedos masturbam as genitais enquanto o pênis roça entre as pernas abertas.

Você! Quero que foda-me! — As caudas de Nikytrar passam por debaixo das pernas de Nevrah. O comprimento duplo massageia as bolas.

     Ela encara o céu, vendo a lua cada vez mais próxima do sol, tornando-se vermelha a medida que aproximam-se. Um Eclipse de Sangue.

      A Lua de Sangue é um ritual sagrado para povos instintivos da mesma forma como ocorre o ritual do Sol Negro. Mas para os anjos, divididos entre o Sol e Lua, só há um momento para fertilidade e procriação:

      Um Eclipse de Sangue.

      A mistura perfeita da Lua de Sangue com o Sol Negro. Vem de forma tão repentina ao chamado das Fênix que abala ambos os humanos de dia e noite. O acasalamento…

Ah mas eu vou te foder! — Afirma Nevrah. As caudas do Titã rodeiam seu másculo corpo até às coxas de Nikytrar. Ele enrosca nas pernas e a faz abri-las. Seu corpo esmaga as asas de sua companheira e ele a imobiliza. — Vou foder tanto essa boceta apertada que irá sentir o peso de deixar-me milênios apenas com putas!

      Ele a penetra, firme e duro. Ela geme alto com o contato agressivo. Punitivo, doloroso, mas também gostoso. As chamas de Nevrah a consome e ele prende-a cada vez mais contra ele, impossibilitado-a de fugir ou reagir.

     Ela apenas sentiu seu pau, sem qualquer controle sobre o prazer que irá consumi-la.

     E assim, ele torna a fode-la. Firme, duro e agressivo. Ela escutar seus gemidos próximo a sua orelha e chega a chorar com a intensidade do Titã. Ele está violento. Mas o prazer que ela sente com isso é devastador.

     Ele quebra as barreiras de seu corpo. Escorrega com facilidade em seu interior e masturba sua bocata. As caudas de Nikytrar, livre para um ataque estão agitadas. O comprimento de dois metros balançam no ar e trás uma sensação gostosa ao saco do Arcanjo, ansioso para gozar.

     O calor aumenta, tal como o frio. A Lua cada vez mais próxima do Sol indica mais de duas horas de sexo. E eles continuam, sem noção do tempo.

     As chamas consomem qualquer vegetação, mas não torram o casal. Seus corpos são o limite das mais drásticas temperaturas.

Desgraça! Como consegue ser tão gostosa?! — Ela ouve o gemido rouco de seu companheiro. Logo, sente o chão abaixo de si. Ele a prensa no fogo e consome aquele corpo com força. Continua a prendê-la, cada vez mais intenso.

     Ele agarra seu pescoço e pronúncia palavras sujas. Os ouvidos dela são como canção ao seu ouvido. Cada vez mais intenso, eles ficam horas variando as posições. O ápice do dia aproxima quando o sol está mais intenso e ela sente a necessidade de ter seu útero queimado por ele.

Ah! Isso! Safada desgraçada! — Nevrah bate em suas nádegas. — Goza pra mim!

      O Sol encontra a Lua em um Eclipse.

      O grito prazeroso de Nikytrar sai alto.

      Quase tão alto quanto o grito de dor de Nhycall.

      Está vindo…

— Drogo! — As veias estavam desaparecendo. Seu sexo estava dilatado e a dor era consumidora. Já não mais conseguia segura o bebê.

     Drogo apressa-se ao ajustar-se entre suas pernas. Ele pousa a mão sobre a barriga de sua companheira.

     Está na hora.

Empurre!

     O maxilar da Ômega contrai-se em força quando, na próxima contração, faz força. Uma veia em sua testa salta. A contração se vai, mas o bebê não sai.

     Drogo aguarda-o. Limpa o suor de sua companheira com um lenço enquanto mantém-se atento ao perigo.

     Um evento de acasalamento tão repentino fez uma bagunça na alcateia. Raro será uma mulher escapar do desejo consumidor por sexo ao fugir para a floresta.

      Mesmo Acksha foi pega de surpresa. Não conseguia evitar aquele fogo quando seu amado esteve no mesmo cômodo. Estava ansiosa, assustada mas muito excitada.

      Não resistiu a tentação daquela fera dominante, sedenta pelo seu cio. Entregou-se a ele assim como Nhycall entregou sua virgem a Drogo. E a relação irá prosseguir, como Nikytrar e Nevrah.

      Distante dali, os músculos do Titã contrai-se. Ele geme alto com a sensação esmagadora. Ele pode sentir seu desejo.

Caralho! Vou gozar! — Era inevitável. O Sol e Lua estava encontrando-se acima deles. O ápice do evento estava aproximando-se.

     O prazer era tão glorioso quanto a dor da Ômega.

     São incompatíveis…

     Nhycall está pensando muito sangue e, nem o primeiro bebê saiu.

     A dor é angustiante. Leva-a facilmente a exaustão. Ela sente seu útero doer como se estivesse sendo rasgado pelas garras dos bebês, ansiosos para vir ao mundo.

     A dor é surreal.

     Drogo tenta acalmá-la com seu contato físico. Ele beija e mordisca sua bochecha corada enquete limpa seu suor. Mas logo as lágrimas banham as feições da Ômega.

     Ela grita com dor. Drogo já não mais consegue acalmar os bebês e impedi-los que machuquem sua mãe, ainda no útero. O sangue continua a jorrar e o Supremo ainda está incapacitado de tirá-lo.

     Se continuar assim, o conselho terá razão ao afirmar que ela morrerá.

     Se a cabeça do primeiro bebê não aparecer logo, Nhycall poderá matá-lo sufocado. E seu corpo não irá aguentar.

     Isso coloca Drogo em uma situação onde terá que escolher entre abrir Nhycall e tirar seus filhos do útero mesmo que isso custe a morte de sua mulher. Ou perder ambos.

Vamos, querida. Sei que consegue… — Sussurra em seu ouvido, encorajando-a.

      Nhycall segura na mão de Drogo e aperta. Ela grita na próxima contração e empurra. O Supremo espiã para ver a situação, mas apenas sangue sai.

Confie em mim, companheira. — Ele acaricia seu rosto e faz olha-lá. — Estou aqui com você. Vamos criá-los como uma família.

— D-Drogo. N-Não consigo… — Ela chora angustiada, empurrando seu amado cada vez mais para uma decisão.

Consegue. — Ele beija seus lábios, salgado pela lágrimas. Ele segura sua mão e torna a encorajar. Mas seu frio olhar não muda.

      Nhycall torna a empurra na próxima contração, contudo, sua situação complica-se. Sua visão embaçada encara seu companheiro e delira no sonho de ter uma família com ele.

     Ela pode sentir…

— V-Vou m-morrer. — É inevitável.

Vamos, pequena. — Os minutos estão se passando. As chances dos bebês estarem sufocando-se aumenta e Nhycall está cada vez mais fraca.

     Talvez não consiga dar a luz a todos. E morrerá com eles…

     Na próxima contração, o grito sai ensurdecedor. O cansaço está começando a afetá-la. Se ela perder a consciência, Drogo não terá escolhas exceto matá-la quando abrir seu útero e tirá-los do corpo de sua companheira.

      Se tivesse mais bebês, Nhycall já estaria morta…

      Sem resultados, Drogo pousa a mão sobre a barriga de sua companheira. Ele encara o volume, firmemente.

      As garras estavam prontas para abri-la…

      Nhycall está perdida. Mas havia chance para seus bebês…

      Mas a próxima contração chega, muito mais forte que desperta Nhycall. O grito logo e as lágrimas faz Drogo checar o estado entre suas pernas.

      Drogo avista a cabeça de seu filho.

Vamos, querida. Está quase. Empurre! — Ele a incentiva a fazer força e empurra-lo.

      O clímax do Eclipse está no alto.

      A magia produzida está afetando as maiores ligações com a Lua. Sol e Gelo, dor e prazer, paz e desespero lado a lado em perfeita união.

      E nesse evento, Nevrah chega ao clímax.

     Seus gemidos saem como rugidos e ele não para seus movimentos até libertar a última gota de prazer no interior de sua mulher, queimando-a inteiramente por dentro como lava fervente do vulcão.

      O ardor que Nikytrar sentiu pode ser facilmente comparado ao de Nhycall. Seu sexo ardia e ela já quase não tinha força para respirar. Ela empurrava a criança, lutando contra seu próprio cansaço para trazê-lo ao mundo. Ela quer entregá-lo ao seu lado, contudo, ele parece cada vez mais intalado em sua intimidade.

D-Drogo, eu amo v-você! — Confessa, sentindo que não irá conseguir. Sua declaração atrai a atenção do Supremo.

Ah! Nevrah! Amo-te! — Nikytrar ainda não havia chegado ao ápice. Ela encara o céu vendo o momento esperado do Eclipse enquanto sente seu companheiro masturba-la.

     O Sol e a Lua encontram-se chegam a sua perfeição. Os orgamos arrebenta seu corpo.

     Foi como uma explosão.

     O prazer foi tão grande que o fogo de Nevrah é consumido por gelo. As formas de fogo azul levanta-se ao céu como uma explosão de prazer.

     A mistura perfeita do fogo e gelo.

     O Eclipse estava completo.

     E ele surgiu.

     Os olhos de Nhycall acenderam-se em um vermelho vivo quando, de seu desespero, ele veio, quase arrebentando-a quando saiu para os braços de seu pai. Banhando em sangue e com pedaços da carne da mulher que deu-lhe luz cravados nas pequenas garras de suas mãos, ele chora.

     Um menino.

     O primeiro de sua linhada.

     O primogênito herdeiro.

     Um Titã.

     Um recém nascido que mostra sua agressividade ao golpear o ar com as garras negras. Não abriu os olhos, mas rosna. Será um matador em sua maturidade. Está saudável e pesado.

     Drogo o aproxima se sua mãe, que com muito esforço abre os olhos. Ela sorri, satisfeita. Realizou seu sonho de ter um filho.

     E do homem que ama.

     E agora seu bebê está vivo e saudável nos braços do pai.

     Ela toca sua mão e sente ele segurar seu dedo com força. As garras negras com pedaços de sua própria carne espeta-a. Mas ele não importar-se. É seu bebê.

     Ela ainda está grávida. Seus irmãos ainda estão dentro dela. Mas ela não tem forças para continuar.

     Ela sussurra algo incompreendido e puxa-o para ela. Seus lábios encontram a testa da criança chorona. Ele acalma-se.

A-Amo você. — Ela abre os olhos para encarar seu amado. E pela primeira vez, viu emoção.

     Era orgulho, amor e satisfação. Seus lábios dobram-se em uma sombra de um sorriso. Drogo está feliz. O orgulho transbordava em reações de sua face. Ele beijou a testa de Nhycall que sentiu sua gratidão.

     Ela queria continuar…

     Porém, uma nova contração surge e Drogo teve que afasta-los.

     Ela grita com a dor torturante e, em resposta, o bebê também chora. A perda de sangue a deixa completamente sem forças. Era angustiante, mas ela ainda tinha mais de um bebê em seu útero.

     E nem se Drogo matasse-a para tirá-los dela, talvez, ela sobreviva.

     Talvez seja tarde demais para ambos.

     E conforme o tempo passa, a situação fica cada vez mais crítica. Nhycall luta para trazê-los ao mundo mas não houve choro algum. Estava abalada e desnorteada com o cansaço.

Nhycall! — Ela ouvia a voz de Drogo ao fundo, mas não conseguia responder. Seu corpo estava pesado demais quando ela tombou a cabeça contra as almofadas.

     Ela viu seu companheiro próximo a ela. Os olhos ferozes olhos vermelhos a analisava. A Ômega estava fraca.

     Estava incompatível com os bebês.

Nhycall! — A voz de seu companheiro assoou seus ouvidos como os de seu filho. Ele estava sujo de sangue, muito mais do que quando o recém nascido nasceu. — Meu amor!

     As vozes estavam mais ocas e ela recusava-se a fechar os olhos.

     Ela queria ver seu amado. Estava apaixonada por Drogo e extremamente feliz por ele ter realizado seu sonho de ser mãe. Por onze meses de gestação, ela foi feliz ao lado dele.

     E saber que ele preocupa-se com ela a faz sorrir. Estava feliz e não iria lutar contra aquele peso que a consome.

Porra Nhycall!

     O Eclipse estava no fim.

     Ela sabia conseguia sentir.

     E sentiu Drogo beijar sua testa antes de sentir todo seu corpo dormente. Ela recusava-se a fechar os olhos. Queria vê-lo. Mas estava embaçado demais.

Amo você, meu amor. — Uma lágrima cai dos olhos da Ômega com seu último sonho realizado. Seus sentimentos são correspondidos.

     O Eclipse chega ao fim.

     Nhycall não mais respirava…

     É o final de um siclo.

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