C A P Í T U L O 72

     O suspiro foi inevitável. Ela sente uma leve falta de ar ao colocar a mão abaixo de sua barriga, incomodada. A barriga pesa em seu corpo, incomoda seus ossos e músculo. Está cada vez mais difícil andar como antes e, a cada espirro, acredita que os bebês vão sair.

     Está cada vez mais temerosa em sair devido a fragilidade e o cansaço da grávidez.

     Contudo, não consegue dormir com tanta frequência quanto antes. Era meio de tarde e Nhycall estava acordada, não conseguindo encontrar uma posição confortável. Suas costas doíam e a cada vez que tentava levantar, sentia falta de ar.

     Drogo estava ao seu lado, dormindo. Ele não é carinhoso. Sua natureza é bruta. Contudo, não é esforço algum dormir junto com ela da mesma forma como dormir separado é comum. Ele está de costas para sua companheira, de bruços, como um predador em repouso.

     Seus braços circulam o travesseiro, confortável, contudo perigoso. Basta apenas uma flexão e ele já estaria em posição de ataque. Sua respiração é silenciosa e sua feição calma. Nhycall as vezes pergunta-se se está realmente dormindo.

      É irreal pensar que um homem de tamanho poder, autoridade e massa muscular possa dormir. Drogo é perigoso e acordar essa fera pode ser mortal. Ele mostra isso com suas garras expostas, o músculo de seu corpo e sua face mortal. Ele exala dominância.

     Estar ao lado dele a faz sentir-se segura. Sem a obrigação de sair do conforto proporcionado, pois ele, como homem dela, fará tudo ao seu alcance para que ela sinta-se bem. Contudo, Nhycall está grávida.

      Sempre foi seu sonho ter um bebê. Drogo, como Supremo Alpha precisa de herdeiros. E como um homem poderoso, pode ter o privilégio de gerar criar quantos filhotes desejar. Isso, para as mulheres, é sinal de segurança a ela no momento de grávidez e a vida de seus filhos.

      Nhycall é privilegiada por tê-lo. Tentar matar seus bebês é como cometer suicídio. Raramente um homem deixa alguém em pune por ameaçar sua mulher ou filhos. A Ômega só deve preocupar-se com uma pessoa que jamais terá a ousadia de chegar perto com Drogo presente.

      Mas o incômodo de seu corpo é grande. Mal consegue dormir. Seus olhos ardem pelo sono mas qualquer posição que consiga, dói.

     Uma contração aguda permanece abaixo da barriga quando ela vira-se e geme. Contudo, Nhycall esqueceu que seu companheiro é extremamente sensível ao ambiente ao seu redor. E relembrou disso quando viu seus olhos abriram-se sem qualquer ameaça e sua pupila ajusta-se a claridade.

      Nada mudou. Ele não deixou sua posição. Sua respiração não alterou-se e sua face continuou calma, embora séria. A mesma sensação de perigo é exalada.

      Mas Nhycall não tem nada a temer. Principalmente quando suas bochechas ficam vermelhas e ela encolhe-se tímida sobre a o olhar de seu companheiro.

      Os olhos de Nhycall estão inchados, levemente vermelho. Está com olheiras e claramente está com com sono. A claridade do dia apenas aumenta seu desejo de dormir. Ela está exausta e com dor.

      Drogo levanta seus braços e seus dedos acariciam o rosto de sua companheira. Fechar os olhos, para ela, é um alívio. Pelo seu comparando percebe-se que está levemente carente. Mas logo sua feição torna-se mais dolorosa ao ficar muito tempo em tal posição.

     Com uma flexão, Drogo levanta-se e afasta-se de sua companheira ao pular o encosto da cama como um felino. Nhycall imediatamente sente a falta do calor de seu corpo quando a cama ajusta-se sem o seu peso.

     Nhycall ouve Drogo a distância, provavelmente na banheira. Ela ouve o som de água e, sem delongas, sente o homem ergue-la em seus braços. Ele a coloca próximo à banheira e permanece atrás dela. Sem dizer uma única palavra, rasga suas vestimentas.

     Ela altera sua respiração, surpresa. Suas bochechas queimam devido a timidez de ficar nua com a barriga tão volumosa em frente ao seu companheiro. Está tão grande e pesada que Nhycall sequer consegue subir algo muito alto sem ajuda. Por isso, Drogo a ajuda a entrar e afasta-se apenas quando ela esconde-se na água quente.

     O alívio é imediato. O conforto parece acalmar e revigorar seus músculos. Ela suspira aliviada como se um peso tivesse sido tirado de seu corpo. Ela sente-se leve.

     Mas isso logo intensifica-se quando vê o homem à sua frente. Nhycall perde o fôlego!

     As grande mãos pousa em seu cinto negro, com o entalhe da alcateia em seu meio. Ele abre e escorrega o couro pela calça que logo é tirada de seu corpo e deixa toda sua masculinidade exposta. Nhycall perde o fôlego.

      Drogo tem um corpo atlético, robusto e musculoso. Seu abdômen é trabalhado e marcado até o perfeito V que leva até o membro responsável por engravidá-la. A pele levemente bronzeado não apenas combina perfeitamente com ele e as pinturas negras de autoridade e ferocidade, mas também destaca o perigo que é. O olhar azul, mas tão claro que quase chega ao branco lembra o gelo devido a frieza de suas emoções. Em contraste com seu cabelo negro, lembra sua descendência pura.

     E Nhycall parece perder a noção da situação quando morde os lábios; quase em transe. Mas quando ele entra na banheira, ela recupera a vergonha e suas bochechas ficam avermelhadas.

     E assim, ele adentra a banheira e aproxima-se de sua companheira ignorando seu constrangimento. O Alpha posiciona-se próximo de sua companheira e cheira seu colo antes de seus lábios pousar sobre o queixo e sugar a pele. Nhycall geme.

     Seu conforto intensifica quando sente os dedos de Drogo na circunferência macia de sua barriga. Está cada vez mais dura, ele pode sentir. Nhycall está com os seios maiores e o comportamento revelador sobre a fase de sua frágil grávidez.

Amanhã sairemos para a floresta. — Afirma.

     Os músculos de sua amada estão muito rígido. Fará bem esticá-los na floresta e reconectar-se com sua natureza. O olhar de sua companheira logo agita em um vermelho correspondente.

     E assim, o Supremo relaxa na banheira e coloca sua companheira entre suas pernas. Nhycall suspira com uma certa protuberância em suas costas, rente ao seu traseiro. Mas não pode sair. Não quando ele começa a limpar seu corpo de forma suave.

     Quando foi que sua barriga tornou-se tão pesada para levantar?

      Nhycall mal percebe que aconchegou-se no homem quando as ousadas mãos do Supremo descem até sua intimidade. Drogo pousou sua cabeça em no ombro de sua amada e sua barba espeta a pele delicada. A Ômega arregala os olhos mas nada pode fazer.

     Ele cheira a curva de seu pescoço e mordiscou sua carne. Todo o corpo arrepia-se quando Drogo roça levemente sua masculinidade em seu corpo.

     Contudo, Nhycall fica tensa em seu aperto. Drogo aspira fundo seu cheiro e acaricia gesticula o clitóris que a faz suspirar. Contudo, ainda apreensiva.

      Grávidas não podem ser penetradas por nada. Mesmo dentro do útero, os filhotes são extremamente sensíveis. Qualquer penetração os deixa agitados e estressado de forma tão perigosa que torna-se raro sobreviver. Por tal fato, o desejo sexual dos homens diminuí drasticamente, visto que são leais às suas mulheres. O cheiro de sua grávida tem grande contribuição nesse fato.

      Porém, isso não significa que o prazer seja excluído. Sexo oral geralmente é bem vindo em grávidas. Ajuda no conforto da mulher e saúde dos bebês que corresponde ao prazer provocado pela presença do pai. Mas homens também têm seu desejo e, para Nhycall, é até surpreende Drogo, como o Supremo Alpha ter resistido a tanto tempo.

     Isso para ela, é mais um fato que comprova o quão respeitador ele é em relação a ela. Contudo, saber disso a faz sentir-se tão confiante quanto apreensiva.

D-Drogo… — Ele retira a mão de sua intimidade e leva a boca, saboreando. Nhycall sente ele afastar sua genitália, tal como seu corpo, entretanto, não a tira do centro de suas pernas.

     Se ela desejar sair, saia. Ele não irá impedir.

     Sendo assim, a Ômega baixa seu olhar, desconfortável. Drogo é seu homem e ela é sua mulher. A barriga inchada em seu corpo é a prova da confiança de uma união; a procriação.

     Mas algo assustador parece chocar contra sua mente.

     Nhycall tem um homem. Ela está marcada!

     Grávida!

— Como irão chamar-se?

     Sabe que tem três ou quatro bebês em seu útero. Um deles é o Titã e, embora quase todos sejam homens, não seria a primeira menina a nascer com tal poder.

     Não torna-se um Titã. Se nasce como Titã.

Qual gênero?

     O homem pode ouvir, observar e analisar com seu lado paterno para ter muitas informações sobre a criança, visto que a mulher está tão acostumada com seu corpo que é incapaz de perceber certas coisas. Mas apenas ela pode saber, pelo lado materno, o gênero das crianças com mais precisão que o homem.

     Mas devido a fragilidade de alto risco na primeira grávidez de seu corpo, Nhycall está praticamente cega em relação aos seus bebês. Mães tornam-se mais sábias com experiência e essa é uma completamente nova para ela.

Não sei o gênero… — Drogo fecha os olhos.

— Rhä¥īæn.

     O nome é masculino. Esperado, visto que quando trata-se de um herdeiro de força quase sempre é um homem. A biologia e gostos dos homens de sua espécie torna-os mais adequados a liderança.

     Uma solysthyca vantagem.

— Drågœr¥īīį. — Pronúncia outro. — Aœhrėn.

— Åæh£ręn? — Drogo abre os olhos e torna a abraçar sua companheira. A barriga de sua companheira estava mais calma e o Alpha podia senti-la mais relaxada. — Como imagina-o se for menino?

     Sem responder, Drogo levanta Nhycall em seus músculos e a retira sua banheira. Sem preocupar-se com a água caindo de seu corpo ele anda pelo quarto e coloca a Ômega no chão, onde passa um leve pano por seu corpo. Logo em seguida, ajuda a repousar sobre a cama.

     Nhycall já acreditava que não teria resposta quando sua voz arrepia seu corpo próximo ao ouvido:

Com seus olhos.

      A grávida encolhe-se tímida na cama, com um bobo sorriso, quando Drogo a cobre com as mantas.

      Será que aquele bruto homem repara em algo nela? Como os olhos?

      Ela fica ainda mais tímida quando ele acomoda-se em seu lado na cama.

— ПÄlæsthaīr. — O nome é baseando ao imaginar um Titã tendo como mãe; Nhycall. Claramente, lembrando de alguns traços de sua companheira.

Imagino-o como um homem muito parecido com você. — Drogo é um homem marcante. É difícil imaginar um filho dele sendo tímido como ela. — €oøœnlhäēd?

     Drogo não responde.

     Ele alinha-se a sua mulher.

É um nome fácil e quase comum…

— Não.

     O nome de um Titã tem que ser marcante. É um orgulho pessoal do clã ao qual, o bebê, futuramente, irá liderar. Para Drogo, €oøœnlhäēd simplesmente é simples demais, tal como seu significado mediano.

— ŒØn¥mir? — Nhycall sente Drogo apertá-la.

     Ela bocejar de sono e teme não estar pensando em um bom nome. O banho, de fato, ajudou-a a relaxar e esses músculos mal permitem manter sua consciência em tacta.

— ÅæилthԴ… TԴhækøил? — Sugere com a voz sonolenta. — É neutro de… — Boceja. — gênero.

— TԴhækøил. — Repete pensativo.

     Antes que ele fale algo, percebe Nhycall finalmente dormindo em seus braços, completamente confortável. E mesmo naquele sono, ela deu um nome para um Titã.

     TԴhækøил

     Neutro de gênero e preparado para o que vier, como a natureza de um Titã. Um nome que talvez mereça seu sobrenome.

     Ådamhs.

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