C A P Í T U L O 67
Arya! Puta!
Aline! Vadia!
€arnę! Vagabunda!
Nhyara! Sortuda!
Drogo Ådamhs é muitas coisas. Ele pode ser considerado um dos homens mais cruéis desprovidos de sentimentos no mundo. Um homem frio, sem sentimentos e manipulador! Ele é um Titã! O Supremo Alpha! Seu dever é com seu povo e sua força é por sua dever.
Mas ele não é mentiroso. Tende a cumprir com sua palavra embora jamais faça uma promessa.
Nhycall, sua mulher, adquiriu nojo de seu próprio corpo sempre que pessoas indesejadas e desconhecidas tocarem sua pele. Quase como uma doença. Ela agride a área que parece considerar contaminada de forma que chegou a cometer o auto canibalismo. Em sua última crise, perdeu seus bebês e adormeceu. A causa de tudo foi a ruiva… Nhyara.
A lhycan parece não aprender a lição. Sempre agindo por impulso, inconformada independente do que já tenha-lhe acontecido. Teve chance de redimir-se, contudo, seu povo não costuma perdoar traidores. Tal ato é tão repugnante e desonrado que, ao cometer algo considerado traição, o indivíduo perde total direito de argumento. É feito dele o que a alcateia quiser. Um objeto sujo sem sentimentos até ser destruído.
Drogo fez Nhyara comer a própria carne de uma região concertada em seu bíceps, antebraço e pulso. A cada refeição o ferimento era cicatrizado com ferro e, com isso, ela desmaiava. O Alpha disse que ela ficará dessa forma até o despertar de sua legítima Peeira.
Três dias depois, lá está o Titã; olhando sua Ômega cojo os olhos permanecem entreabertos.
O corpo lhycan é regenerativo. A cada acidente fatal, ou um grande dano a mente desliga em um desmaio duradouro. O corpo começa a auto regeneração dos tecidos e dos danos sofridos. A ajuda externa favorece o lhycan em seu estado inerte se hibernação.
Drogo lambeu suas genitais. A saliva de um lhycan tem propriedades curativas. Quanto mais forte o homem, maior as propriedades medicinais. Lamber as genitais ajuda na cicatrização da dilatação do aborto e, até no bem estar do útero. A presença dominante do Alpha deu a certeza de que ela está segura e não deve preocupar-se com a segurança. O conforto e o calor da cama… Seus exames e a limpeza de seu belo corpo. Atividades medicinais de sua cultura, ervas, água…
O Supremo jamais colocaria tal prazo para as punições de Nhyara se não soubesse que Nhycall demoraria a acordar. Era quase certeza! A regeneração é demorada para uma lhycan comum e Nhycall é uma Ômega. Demoraria mais de um mês, no mínimo, para acordar e não somente três dias após ele por finalmente as garras na ruiva!
Mas ela estava acordada…
E estava ali, em sua cama. Drogo sentou ao seu lado, analítico. Uma mecha rebelde escapando de seus ondulados perfeitos foi colocado atrás da orelha. Os olhos verdes brilhosos, quase sem força para manter-se aberto e sua respiração fraca. Nhycall precisa de mais descaso…
Em seu estado atual não poderia falar então nada foi dito. Drogo ajeitou-a sobre ele, pousando sua cabeça em seu peito quando preparou uma taça de água. Primeiro, ele umedeceu seus lábios que abriram-se para receber o líquido. Nhycall tomou-o em goles pequenos, aliviando sua língua e garganta.
Ela suspirou quando o Alpha tornou a deitar-lá depois de duas taças de água descerem por sua garganta. Ele afastou-se e retornou com uma jarra cujo cheiro peculiar atraiu o olhar, agora vermelho, da mulher. O conteúdo viscoso, num velho forte a atraía como uma predadora.
Mesmo sendo uma Ômega, lhycans são predadores. Nhycall é mais forte do que os humanos e é de sua natureza ser atraída pela carne e o sangue. Drogo colocou sangue de animal na taça, amassou algumas ervas e complementou no líquido que irá favorecer a regeneração de sua mulher.
Quando a lhycan ingeriu o líquido que irá suprimir temporariamente sua fome, ela sentiu algo a mais dever pela garganta. Pequenos e sutis pedaços de carne em meio às ervas. Tão pequeno que ela não precisaria mastigar.
Ela sentiu-se mais forte depois de tomar mais duas taças de água. Contudo, não iria fortalecer-se mais naquela manhã. Drogo afastou-se e despiu-se de tudo que o incomodava até ficar completamente nu.
Mais relaxado, seu corpo subiu na cama num gatinhar predatório e silencioso. Da mesma forma, ele colocou seu corpo sobre o da Ômega de forma que ela sentisse seu peso e calor agarrando-a quase como uma almofada. E próximo ao seu rosto, atropelando em sua orelha, ela sentiu sua respiração.
Nenhuma palavra. Todos os gestos frios e precisos, tal como seu olhar inalterável.
Mas a lhycan reconheceu aquele comportamento que aqueceu seu coração.
O que faz da comunicação dos lhycans serem as mais difíceis existente deve-se ao fato de não ser apenas verbal, mas também atitudinal. Eles tem razão, compressão e inteligência, mas também instintos de feras! São predadores, guerreiros e caçadores sanguinários que cortejam o conflito.
A hierarquia é rígida! O mais dominante perecendo sobre os submissos. A igualdade de gênero deve-se a esse fato enquanto a igualmente social deve-se a inteligência de seres não ignorantes. A sociedade é imperfeita. Ela contradiz a si própria como todas, mas é uma das mais estáveis e próximas do chamado "perfeição".
Drogo é mais dominante que Nhycall, uma das — se não for a mais — submissa de todo o povo. Um Alpha e uma Ômega. Drogo mantém sua autoridade constante na sua aura e cheiro dominante. Mas ao deitar sobre ela, havia algo mais.
Em muitas espécies animais o dominante deita seu corpo sobre o submisso. Uma espécie de roedor conhecido como gerbil contém uma sociedade onde o dominante deita, agarra e urina nas costas do submisso em uma linguagem corporal de significado possessivo; "Você é meu!", "Pertence a mim!". Algo similar acontece em tomadas de território onde o derrotado expõe a barriga e deita em sinal de submissão ao dominante que permanece sob o corpo do adversário. Com os lhycans não é diferente.
Ignorar sinais sutis de comunicação corporal é como não pertencer a raça. Roedores não abrem a boca e falam, mas se comunicam com linguagem corporal. Um lobo alfa não fala "pare" para parar a alcateia em uma caminhada coletiva de caça. Ele apenas para, firme, autoritário e dominante como um Alpha deve ser e toda alcateia entende. Quem ignorar está desafiando. Nhycall foi estúpida ao ignorar a linguagem clara de Drogo mas conforme o tempo passa, ela o compreende.
Não é necessário que ele diga nada para ter uma relação estável. Ele deitou sobre ela em uma clara atitude comportamental de posse. Cuida dela como um companheiro faz e permite que ela adormeça em seus braços. Um pertence ao outro. Nem ele e nem ela está em cima. Ambos expostos a mesma medida. Ele demonstra confiança em atitudes, não em palavras.
E atitude é a linguagem menos mentirosa existente. A verdade e confiança liga o bando muito mais do que pedidos e promessas verbais de confiança e dever. A política lhycan é uma das mais puras, independente da crueldade de quem estiver no poder.
E Nhycall é feliz por estar nesse povo, cujos preconceitos não derruba seu potencial de grandeza. Um povo de absoluta honra, cumplicidade, dominância, igualdade e ferocidade!
Nhycall adormeceu nos fortes braços de Drogo, onde o calor de seu corpo musculoso trouxeram a nostalgia de um sono profundo e bom. Não era mais pesado e dolorido. Ela ficaria bem!
Pela noite, a mesma sensação a dominou quando abriu os olhos. Sentia-se mais revigorada do que antes e, sobre os braços do mesmo homem nu saboreou mais algumas taças de água que iria favorecer a comunicação verbal.
Mas Drogo não perguntou nada. Nem por educação e muito menos por gentileza. Ele sabe as condições do corpo de Nhycall e sabe do que precisa. É inútil e apenas perda de saliva e tempo perguntar como ela está sentindo-se. Se estiver com dor está em condições de falar. Se deseja algo, tem condições de pedir.
Mas o Alpha não saiu do lado de Nhycall.
Nu com o membro deitado sobre sua barriga, relaxado, com um dos joelhos levantado e a perna entreaberta ganhando o frescor da noite em seu saco, ele mantinha a cabeça pousada sobre os braços e encarava o teto. Estava pensativo.
Sua face e nem seu olhar mudava. Se seus pensamentos tivessem forma física para fora de sua mente, Nhycall não duvida que Drogo iria entrar de forma mortal.
Nhyara comeria sua própria carne até Nhycall despertar. A Ômega já despertou, contudo, o Supremo não pretende deixar seus aposentos naquela noite. Se Aline comer a si mesma, problema dela, pois ele não vai sair do quarto para ir até sua prisão para obrigar tal ato.
Os minutos de silêncio estenderam-se forma que Nhycall cochilou e acordou, mas ele continuou da mesma forma. Ela não queria interrompê-lo, mas um ligeiro abalo percorreu sua mente ao ver seus punhos cerrados.
A última vez que ela viu ele fechando-os foi antes de partir ao meio um antiga mesa de pedra e minérios duros.
Ela arrisca a perguntar:
— N-Não está… f-feliz em ver-me acordada? — Sua voz sai doida pela garganta não completamente recuperada e afiando seus músculos. Mas surte efeito. Drogo fecha os olhos e seu punho abre-se. A resposta não demora em sua inalterável voz:
— Sim. — O Alpha vira-se, novamente colocando-se em cima de sua bela Ômega. — Mas entenda Nhycall; Quando eu digo que determinadas punições continuarão a acontecer até que o seu despertar, você não pode simplesmente decidir acordar.
— A-Ainda… — Sua voz some ao fim da palavra, rouca. Ela tosse para recuperar e continua: — A-Ainda estou na cama…
Drogo conforta-se sobre sua mulher, na curva de seu pescoço ouvindo seus batimentos cardíacos. O membro sobre o corpo de Nhycall a faz corar. Ela confunde-se em suas palavras e mal lembra do que disse, mas tem uma resposta:
— Então eu teria que proibi-la de deixar a cama. — A Ômega resmunga inconfortável. Drogo sustenta seu peso em seus braços quando ela suspirou de dor e ganhou seu olhar.
— S-Sinto dor…
— Proíbo-a de deixar a cama.
Logo sua feição torna-se suave quando o pai dos bebês toca a região da barriga e permite-o saber que ainda há vida em seu interior. Contudo, a respiração de Nhycall volta a acelerar. Ela sabe que perdeu alguns de seus filhotes…
— C-Comeu-os?
— Sim. — Só assim ela volta a ficar calma, suave na cama. Ela precisava saber se Drogo comeu os bebês e, com a notícia, a calma estende seu corpo. Contudo, não é duradoura. — Diga o por quê saiu.
A garganta de Nhycall fecha na resposta para a pergunta. Uma lágrima ameaça sair de seu corpo e a mulher pousa a mão sobre sua barriga. A Ômega não é uma grávida problemática e, naquele horário, costuma cochilar ou banhar-se, mas nunca saia do quarto.
Lua língua torna-de molhada quando a resposta vem:
— Q-Queria cérebro e ovário carne de… s-serpente vermelha e… e… — Ela fecha os olhos tímida com a segunda preferência: — m-m-membro de morcego… h-häær
Drogo já estava estranhando não haver nenhum desejo de grávida vindo de Nhycall. Uma grávidez sempre dará seu trabalho. A serpente vermelha é uma das mais perigosas de Hyfhyttus, tendo uma escama que abre-se de sua pele e permite planar com auxílio do colarinho. Já o morcego häær tende a ter mais de três metros e o pênis não é a região mais discreta de seu corpo, contudo, contém um odor forte e enjoativo.
As bochechas de Nhycall tem motivos para ficar vermelha devido a última exigência. Nem mesmo o pênis de Drogo é maior do que as da criatura. Contudo são aquelas malditas bochechas e sua timidez que o faz aproximar-se. Ele soprou seu hálito em seu rosto e roça os dentes no vermelho de sua maçã esquerda. Nhycall geme com o contato, quase sensual.
— Ainda deseja? — Ela assente, tímida e Drogo agora terá que caçar pelas perigosas florestas de Hyfhyttus.
Sua mulher, sua grávida, sua Ômega e sua Suprema!
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