C A P Í T U L O 45
A Lua de Sangue brilha no céu negro estrelado transmitindo beleza a terra e afetando muitos dos seres habitantes. Hyfhyttus é uma terra perigosa. Mas também bela e sensível ao sol e lua. Ela estava mais selvagem do que nunca, abrigando seus seres afetados pelo lugar vermelho.
É o acasalamento lhycantropico.
Os homens são afetados por um instinto avassalador de acasalar e passar adiante seus genes em uma prole. Lobos perigosos e violentos adentraram a floresta em busca daquelas que fugiram por serem incapaz de evitar a gravidez eminente caso sejam pegas. Eles simplesmente são incontroláveis.
É força, dominância e poder puro, banhado em hormônios e tesão, sedentos por sexo com aquelas que escolheram para ficar ao seu lado como mãe e progenitora de uma nova geração de guerreiros. O acasalamento para muitos já começaram. Nhshley ficou com seu companheiro e Mirella sentia todo o amor possessivo de seu amado, protegendo-a e mergulhando em prazer na cama quente e confortável.
Uma Lua de Sangue após Nhyara ser a Peeira. Poucos sabiam que ela já não era mais capaz de carregar um filhote, pois não tem um útero. Todavia, havia outra que fora escolhida para ser a mãe daquele que, um dia, se tornaria um poderoso Supremo que poderia superar seu antecessor.
A fertilidade da Ômega poderia gerar um novo Titã. Mas aquele belo corpo curvilhento, perfeito e atraente tinha uma dona, cuja alma não permite entregar-se a quem não irá valorizar. A confiança é importante no acasalamento. Uma mulher só irá engravidar se for marcada e sentir-se confiante o suficiente para saber que seus filhos irão estar perfeitamente protegidos. Mas o acasalamento vem de escolha. O homem é digno de ter seu corpo e aprofundar-se tanto até conseguir sua alma?
Não. Aquele que ocupa os pensamentos da Ômega é digno de seu corpo e alma. Mas é poderoso e dominante. Nada é capaz de proteger seus filhos de sua ira. E o pior… ela está apaixonada por ele.
Sua única solução foi fugir dias antes da lua de sangue, esconder-se e saber que ele virá ao seu encontro quando seu cio descer como o sangue que tinge a lua cheia. Ela não poderia apenas correr. Homens facilmente seriam atraídos pelo seu cheiro sedutor e a promessa de herdeiros fortes.
Arya correu. Separou-se das demais mulheres. Nenhuma fugitiva era sua conhecida. São mulheres, muitas, com um companheiro que pelo instinto, pode procurá-la. Apesar de fugir para evitar o acasalamento, ninguém quer perder seu amado para outra. A Ômega está sozinha…
E ela contra aquela densa floresta. E, em nenhum momento, deixou de pensar que, se o homem que ela ama a valorizasse, aceitasse-a com seus erros e qualidades, do jeitinho que é. Se fosse digno, Arya estaria agora realizando seu sonho ao tentar uma gravidez.
Em uma caverna de difícil acesso, quase subterrânea e cercada pela maré, a Ômega observa o mar a sua frente. A Lua de Sangue brilha alto no horizonte, enorme e majestosa. E em nenhum momento, ela deixa de pensar que muitas mulheres estão acasalando, procriando.
Agora Arya não tem inveja apenas de Henna, mas também de Mirella e Nhshley. Ela luta, mas sabe sua força. É tímida, não agressiva e geralmente prefere ficar calada. Mas a fama de uma Ômega prevalece no julgamento de muitos. O estresse de lutar por si mesma, se não parar, irá matá-la cedo ou tarde. Quando ela afronta alguém, não é ela. Sua vontade é de ficar quieta pois e deixar a mente alheia formar a opinião que desejar. Mas os insultos sempre ferem, não apenas seu psicológico, mas sua saúde.
Ela sente-se constantemente ameaçada. Sem a sensação de segurança, a insônia afeta seu ser desde o dia em que perdeu-se na floresta e, com medo, não viu outra solução além de fugir. Tem que manter-se firme, lutando constantemente e favorecendo seu orgulho e ego feminino, acreditando ela não deve provar nada a ninguém. Mas isso não muda o fato de que é uma Ômega e, tanto estresse está deixando-a doente.
Desde que chegou na alcateia, seu interesse na comida vem diminuindo. Ninguém deve ver o quão desesperada ela está por carne. A ideia de ter seu quarto invadido, ser estuprada e tratada com desprezo a consome todas as noites junto com a carência de uma família.
Ela quer um companheiro. Um filho. Não por não ser capaz de sobreviver sem um homem, mas porque tem desejos. Ela tem carência e sede de confiança. Ela inveja suas amigas e até sua irmã por terem o que ela sempre desejou. Um homem dela, só dela, para suprimir seus desejos, sua carência e compartilhar as fraquezas e forças.
Ela quer um filho, mas não pode cria-lo sozinho. Homens não irá perder tempo em matá-los e, como Ômega, Arya não é forte o suficiente para protegê-los. O trabalho será em dobro.
Mas por outro lado, tendo ciência de estar morrendo conforme o estresse aumenta, ela não deixa de pensar na hipótese de engravidar de um homem que julgue digno, apesar de não ser forte o suficiente para lidar com a maior ameaça a qualquer prole; o Supremo Alpha. Engravidar, ter pequenos e rápidos momentos de felicidade até o momento em seu corpo não aguentar e falecer quando a tragédia chegar.
Seu único medo é apegar-se o suficiente para querer lutar contra algo inevitável. Sofrer e seu instinto agir de forma que jamais agiria, sem uma criança. Então a felicidade iria tornar-se um pesadelo.
Arya vive em um pesadelo. Ao olhar escondida aquele mar, ela tem certeza. Mesmo que consiga controle de seu corpo, seus direitos e faça seu povo ouvir sua voz, o Supremo ainda a controla. Ela não pode procriar em segurança. Nada é mais forte do que ele.
Ele é o Supremo Alpha dos lobisomens. Poder e talento bruto. Habilidades além da compreensão. Um matador perigoso e um caçador sagaz que procura por ela naquela lua avermelhada, sedento por acasalar. Arya consegue escutar seus uivos. É uma tentação.
É uma tática dos homens. Uivar para as mulheres excitando-as a corresponder. O Supremo está a alguns quilômetros daquele lugar, mas seu uivo chega aos ouvidos humanos da Ômega. Ela fica tentada a corresponder. A chamá-lo para o acasalamento assim como ele a chama, fogoso e excitado.
Nem mesmo tapar seus ouvidos ameniza o som e seus efeitos. E ele não para. O som somente parou depois de uma hora. Ele provavelmente encontrou outra para suprimir seu fogo como Nhyara ou talvez tenha desistido. Ela evita pensar na terceira opção…
O último uivo foi a mais de cinco quilômetros. Arya tem essa noção de espaço.
Com a tranquilidade, a Ômega se esconder entre as pedras, mais profunda na caverna e encolhe-se com alguns cobertores e tecidos. Precisa dormir, independente do dia ainda não ter surgido.
E assim ela é consumida pela promessa de paz em seus sonhos. Filhotes… Era tão bom ver um mundo paralelo onde ela é a mãe de uma prole de 4 crianças. Se Arya morrer naquele lugar, nesse maravilhoso sonho, ela não teria nada contra. Estava feliz vendo aquelas crianças brincarem alegremente enquete a chamam de mãe.
Estavam próximo a um lago. Eles brincavam na água, jogando, chutando e rindo. A Ômega estava sendo perseguida pelas crianças. Estavam felizes, seguros e alegres. Os gêmeos teriam um futuro pois tinham um pai e uma mãe.
Dentre as brincadeiras, Arya tropeça e cai na margem. Ela gira no chão e é abatida pelas crianças lhycans. Ela brinca com eles, alegremente até uma sombra os tapar. É o pai deles. Em forma de lobo, ele levanta sua cabeça expondo o pescoço e uiva.
Uiva tão alto e potente que o ar foge de seus pulmões e a Ômega assusta-se. Ao seu despertar uma pedra cai, ecoando na caverna. Há um lobo acima dela que para de uivar. Arya mal respira de tensão. Ela permanece tão imóvel e cautelosa que facilmente poderia dar a impressão de um local vazio.
Mas a fera acima não é tola. Cuidadosamente ela anda e investiga o local. Ele passa sua garra pela grama fresca e testa seu peso conta o local. Seu rosnado é ouvido pela Ômega que evita o menor som. O lobo não deve saber que há uma mulher naquele local. Iria atacar ou estuprar.
O difícil acesso ao lugar favorece uma vantagem. Ela só tem que ficar calada e esperar que o lobo tome a conclusão de que não há ninguém abaixo. Minutos de tensão se passam até que Arya não ouça nada e finalmente chegue à conclusão de que a fera foi-se embora.
Grande erro.
Primeiro Arya escuta um rosnado e, logo depois, vê um homem nu caindo, cravando as garras na pedra e adentrando a caverna com maestria. Seus olhos carregado de perigo a encara e o rosto da Ômega parece perder a cor.
Robusto, musculoso, poderoso e perigoso. Os olhos de sangue encaram os dela sem qualquer emoção. Frio e inabalável como sempre foram. Tão gelados como o extenso gelo.
Ele encontrou-a. E foi como havia dito. A Ômega poderia correr e esconder-se, mas seu sexo estava sangrando num cio de acasalamento. Da mesma forma como ele caçaria seus filhos gerados de outro homem, ele a encontraria para garantir o seu acasalamento.
Ele não tem vergonha de sua nudez e mais se excita quando Arya esconde seu rosto. O que ela deve fazer é resistir. A dominância do Supremo invade todo o local exigindo seu corpo com autoridade e poder. Forte de mais. A Ômega recua até sentir a parede fria em suas costas.
O lhycan a sua frente, cercando-a como um predador perigoso. Ele marca sua presença aproximando-se dela e encurralando a Ômega. Para um acasalamento bem sucedido, a mulher deve submeter-se sua vida ao homem que tem o dever de proteger e cuidar. Ela ficará muito vulnerável.
Mas Arya não aceita ser a segunda mulher quando acredita que merece muito mais do que prioridade como única. Ela rosna em ameaça, mas o lhycan não para. Está confiante. A Ômega sente sua respiração juntamente com sua dominância cada vez mais concentrado. Perigoso e poderoso. Ela pode sentir a diferença de poder, juntamente com a diferença de tamanho. A mulher é de estatura pequena comparado a ele em seus quase dois metros.
Ela sente a grande mão deslizar firme por sua cintura. Ela arrepia-se tentada a submeter-se, no entanto, mais uma vez rosna e tenta empurrá-lo. O pesado Alpha nem sequer move-se do lugar.
Arya fica tensa. Arrepia-se e arregala os olhos com o que acaba de fazer. Tentou empurrar seu corpo através de seu peito. Ele nem sequer moveu-se, mas ela o tocou. O músculo rígido e robusto em em suas mãos. Um homem ataca para machucar ou matar quando alguém, mesmo uma mulher, toca em seu peito. Seu coração esconde-se atrás desses músculos e a Ômega pode senti-lo bater. Seu calor febril.
O Supremo desvia o olhar para a pequena e delicada mão em sua massa muscular. A Ômega paralisou tanto ao ver o que fez que nem mesmo rompeu o contato de sua pele.
Quando Arya tenta recuar, é impedida. Sua máscula e poderosa mão, ao qual muitos morreram, segura com firmeza a sua e obriga-a a manter o toque em seu peito. Ela encara seus olhos vermelhos que voltam-se para ela e desce a pequena mão pelos seus músculos.
A Ômega fica tensa ao sentir a costela rígida. O abdômen do Alpha é bem trabalho em músculo e força. Sua grande mão a faz desenhar seus músculos nós delicados e trêmulos dedo. Arya sente a costela. Ela sente a cintura robusta e estremece no abdômen trabalhado. Logo, o Supremo afrouxa o aperto e torna a escorregar a mão da lhycan com mais delicadeza ao seu corpo viril e másculo.
Todo lhycan exibe um corpo bem trabalhado. Um corpo de ataque e combate, com músculos específicos para esmagar com uma considerável força.
Arya poderia facilmente desmaiar quando suas mãos descem vagarosamente até a virilha. Arya pode sentir seus pelos pubianos roçarem em sua mão. Ela desceu de mais e, arrepiada, recua quando tem a sensação de sentir seu pênis encostar em sua mão.
O Alpha a prensa na parede, encostando seus corpos. É quando ela sente mais previsão o músculo que espeta sua barriga. O Supremo segura seus pulsos e respira próximo de seu pescoço. Grande erro. Ele não pode. Ela não confia nele e rosnou. Contudo o homem não importou-se.
Ele abusadamente beijou sua pele fazendo a Ômega estremecer sobre seus braços. Suas mãos deslizaram por sua cintura e mais uma vez ela debate-se para sair.
Evitando um incidente, ele permite. Assim ela corre até a saída, em direção ao mar. Mas ele impede. Ele a agarra com sua músculos poderosos e não permite que ela prossiga. Ele cheira seu cabelo negro. Lembra terra molhada. Tão natural e linda.
— É inútil. Apenas pare de resistir. — Arya para de lutar. Ele é mais rápido e mais forte. É inútil. Ela apenas encara a lua avermelhada no horizonte. Ainda é de madrugada. O final da madrugada e a lua encontra-se cada vez mais avermelhada, chegando ao ápice conforme o segundo dia da temporada de acasalasamento aproxima-se.
O Supremo audaciosamente aspira em seu pescoço, mas novamente recebe um rosnado de desaprovação da Ômega. Ela não pode lutar para fugir, mas também não irá entregar-se e tenta se afastar.
— Não serei apenas m-mãe de seus filhos! — Ela torna a repetir e, a todo custo tenta livrar-se de seus braços. O Alpha não permite. Seu pequeno e frágil corpo encaixa-se perfeitamente aos seus músculos.
— Então o que você quer, querida?
— Sabe o que quero. — O Alpha a solta, apenas para virá-la e encarar seus lindos olhos verdes. Só então ele a solta e Arya recua.
— Não, não sei. — Ele aproxima-se. Novamente Arya tenta correr, mas é impedida. O Alpha torna a captura-la e prensa-la na parede. Seu olhar agora é de desafio e confiança. Ele sabe o que quer e não revela suas intenções, embora óbvia.
— N-Não sei sequer seu nome… — Os grandes dedos do Alpha acariciam sua face. Ele analisa seus olhos. Arya não confia nele. Não irá acasalar por não ser sua companheira. Por ele ter outra.
— Todos quem sabem meu nome estão mortos. — Afirma.
Seus irmãos e pais morreram. Ele é o único sobrevivente de sua família e, desde então, ninguém exceto ele sabe o nome do grande Titã Supremo Alpha.
Ele mataria qualquer pessoa que descobrisse como realmente é chamado. Um Titã sempre oculta seu nome. O mistério traz terror e todos se beneficiam disso. Ninguém é digno desse conhecimento.
Arya sente seu corpo mais tenso, todavia não recua. Sua perna levemente treme e seus músculos pouco a pouco se cansam. Mas ela irá lutar. É sua virgindade, seu corpo e seu útero.
Ela apoia-se na ideia dele querê-la apenas como amante e progenitora. Mas que outros irão cuidar da prole que tanto irá sofrer para ter. Ela vira seu instinto e desejo para lutar. A ideia de ter as crianças que ela sonha chamando Nhyara de mãe a enfurecem tanto que seus olhos começam a marejar de ódio.
Mas o Supremo a desarma…
— Deseja saber mais do que meu título de poder? — Ele levemente belisca seu queixo e beija-o.
Cautelosamente ele escorregou sua boca até o ouvido, onde assopra e sussurra o inesperado.
Arya arregala os olhos. Suas pernas perdem o equilíbrio e com certeza iria ao chão com o efeito que ele teve sobre ela.
O nome dele…
O som saindo de seus lábios é poder. É grave e destinado a soberania. Cada sílaba pronunciada até em seu sobrenome a deixa arrepiada e sem defesas. Ele quebrou todas ao dizer o que mais ninguém no mundo sabe.
Quando ele tornou a olhá-la, Arya teve certeza. É único. É específico dele e para ele. Poder e dominância exala daquele ser, num sentido único quando seu potente nome pronunciado por sua grave e rouca voz repete-se em sua mente.
— Quero que diga-o entre gemidos quando eu fazê-la perder a razão em meio ao prazer que farei consumi-la! — Sem atrasos, ele a beija.
Todo o corpo da lhycan incendeia enquanto sua mente atrapalha-se em total desequilíbrio. Nhyara não sabe o nome do Supremo. A Ômega sabe e, agora, ele está ali reivindicando sua boca com a dele, beijando-a com sagacidade e maestria sem oportunidade de fazê-la sequer cogitar em parar.
Ele a pega no colo em seus poderosos braços. Arya segura em seu pescoço. Ela arrepia-se e tenta separar-se, novamente tensa por tocar um músculo tão sensível. Mas não recebe nem ao menos um rosnado. Ela sente seu corpo ser depositado nos tecidos que ela usa para aquecer-se, em frente a entrada da caverna com vista ao mar. Só então ele para de beija-la e encara a Ômega ofegante. Mais excitado, ele afirma seu corpo ao dela.
Arya volta a consciência quando sente o membro duro em sua barriga.
— N-Não é meu companheiro. N-Não… — O Alpha a cala com sua mão e a surpreende quando manda ela calar a boca, assustando-a com as palavras utilizadas.
Ela o encarou, perplexa e surpresa.
— C-Como você… — O Alpha apoia seu corpo contra o dela, intimidando-a. Ele é pesado. Não há como empurrá-lo e fugir. Ele simplesmente não moveria-se do lugar.
E ela não tenta. A surpresa e muita.
— Qual o significado do nome ao qual você apresenta-se? — Arya hesita em responder. Mas o olhar desafiante do Alpha e sua dominância a força. Ele aproxima seus lábios quase selando-os e exige: — Responda!
— Fêmea Impura…
Seu sussurro sai rangendo em sua garganta com uma lágrima. O nome ao qual ela apresenta-se é o nome atribuído a todas as Ômegas. Para humanos, um belo significado. Mas para lhycans, um significado deplorável e desonroso. É o nome escolhido para se referir às humanas, tal como Aline.
Aline, no idioma lhycantropico significa víbora peçonhenta. Desonra oculta. Alguém que aparenta perfeitamente algo, mas não passa de uma traidora que finge de importar. Uma pessoa que vive de aparências e impressões tentando esconder o quão podre é por dentro. Mulheres que tentam humilhar as demais utilizando o patético pretexto de sinceridade. Humanas e, até mesmo, alguns tipo de lhycans são chamados assim. Já Arya, em resumo, em palavras educadas e gentis, significa Fêmea Impura; Puta.
— Puta, prostituta, submissa sem honra, buceta gostosa, cadela aline, vadia… — O Alpha encara seus olhos com firmeza, falando alguma dos significados de "Arya". — Desde que uma Ômega portadora desse nome desonrou toda nossa espécie com o pior tipo de baixaria, esse nome, em resumo, significa Fêmea Impura.
Arya foi o nome dado a uma Ômegas nascida. O significado belo em diversos idiomas incentivava para que a lhycan adquirir, ao menos, um vislumbre de honra. Mas Arya desonrou a todos, no pior tipo de baixaria como uma cadela vadia sem honra. Foi a última vez que os lobisomens ajudaram uma Ômega nascida a adquirir honra. Desde então, o nome vem sendo, em resumo, para os lhycans, desonroso e digno apenas de Ômegas e humanas.
— Sua mãe é uma Lhuna. Mesmo que todas as Ômegas recebam o nome de Arya, esse não é seu verdadeiro nome. — A Ômega cora. O Supremo delicadamente segura seu queixo e a faz encará-lo. — Estou errado?
— N-Não… — O Alpha não sorri ou diz nada. Apenas encara-a.
A Ômega tem dificuldade em processar as informações. Mesmo sabendo a desonra que é ter um nome cuja tradução é "Puta", ela apresentou-se com esse nome. Um teste. Queria saber quem atenta-se a esse fato o suficiente para dar-lhe outro nome ou descobrir o verdadeiro.
E o Supremo Alpha descobriu.
A realidade vai sobre ela. Por isso ele não mais chamava de Arya. Devido ao significado do nome, chamá-la de Ômega ou "Pequena Ômega" é mais honrado.
Pela primeira vez, a Ômega atenta-se nele e em em sua atitudes. Ele chamou-a pelo nome. Era a primeira vez que alguém a chamava assim. Todos diziam "Esse é seu verdadeiro nome". Mas nunca se referiam a ela, utilizando-o. Sempre "Puta"; "Fêmea Impura" o real significado de Arya.
Mas ele, o Supremo Alpha, aquele que deveria ser seu companheiro não apenas confiou seu autêntico nome a ela, mas chamou-a pelo seu. Mesmo que em meio a uma bronca, ele chamou-a pelo verdadeiro nome em uma normalidade absurda. Seu sonho realizou-se…
Alguém que ela ame, utilizando o nome, que diferente de Arya, significa guerreira honrada, renascimento da honra e mulher desejada. Uma lágrima escapa de seus olhos e a Ômega novamente é surpreendida quando o Alpha a beija.
Ela não impede-o. Ele não é confuso. Ele age com maestria e calma, permitindo que ela aprenda os movimento de seus lábios macios e úmidos. Entre os beijos, a pequena Ômega sente sua bochecha ruborizar. É a primeira vez que ela presta atenção em como é beijá-lo.
É bom.
O Alpha é experiente, sagaz e calmo. Seus lábios são macios e a carne atraí sensações de conforto. Suas mãos grandes e possessivas agarram sua cintura com possessividade e pela primeira vez ela não sente-se ameaçada. A confiança que ela passou a ter por ele ter dito seu nome faz com que ela audaciosamente suba sua mão de encontro a pele de seu peito.
O Supremo não rosna ou impede que sua mão prossiga em direção a curva de seu pescoço. Ele deixa de atenção a boca da Ômega abaixo de si e escorrega seus beijos em direção ao seu pescoço. Quem rosna é a lhycan.
Ambos se encaram e a mulher empurra-o de cima de seu corpo. Ele, por outro lado, a puxa para cima dele. A Ômega arregala os olhos.
Aqueles que são mais dominantes tendem a dominar, sempre permanecendo em cima. Lhycans simplesmente detestam ficar embaixo de um ser menos dominante, quanto mais um submisso. Isso só ocorre de forma amigável e sem violência entre companheiros, filhotes e adultos.
É quase assustador para ela estar em cima de um homem tão dominante e poderoso. E o Supremo nada faz para tirar nem sequer suas delicadas mãos de seu peito. Ele apenas a mantém em cima dele, segurando em suas coxas e fazendo-a sentir o músculo que lateja abaixo dela.
As bochechas da Ômega ruborizam sobre o olhar poderoso do Alpha. Mas um instinto maior a consome. O fato de ela ser completamente apaixonada pelo perigoso lhycan abaixo dela, disposto a acasalar e realizar outro de seus sonhos.
Seu instinto e desejo fazem-na escorregar a mão pelo seu abdômen, dessa vez, sem orientação. Ela é livre para tocar naquele corpo. Os animais mais dominante sobem em cima de outro membro do grupo para dizer que ele é seu dono da mesma forma como um gato sobe sem seu dono e o cão deita sobre o homem. Eles querem dizer que aquele ser é deles. Já a mulher, estando em cima do Alpha sem que ele revide, por mais submissa que ela fosse, significa algo extremamente próximo do que ela sempre desejou.
Ela sobe sua mão até próximo do pescoço. Ele não rosna. Ele deita a cabeça no tecido, expondo um dos locais mais vulneráveis se seu poderoso corpo. Mas a Ômega não o toca diretamente. Ainda não está confiante e prefere sentir seu peito másculo e seus ombros largos.
Ele é musculoso. Robusto e poderoso. Sua força expande-se em cada pele dura de seu corpo, desde o peito até o bíceps grosso e largo. Suas pesadas mãos sobem pela coxa da Omega até às nádegas e depois até até às costas e, quando a Ômega percebe, está deitando sobre ele.
Ela facilmente poderia dormir sobre ele. É grande. Os braços musculosos podem ganhar o controle facilmente sobre ela, esmaga-la ou quebrá-la, no ela sente-se confortável. A bela mulher sente-se confiante o suficiente para escorregar suas mãos até a curva de seu pescoço e ousar cheirar seu másculo pescoço.
Ele nada faz…
Seu cheiro é pura dominância. Másculo e dominante. Chega a ser amadeirado de poder e hormônios de um homem poderoso. A Ômega sente todo seu corpo estremecer. O Supremo não rosnou, mas toca sua cintura com firmeza, deslizando até às nádegas, onde aperta.
A lhycan geme bem baixo e isso o excita. Ela pode sentir aquele sua masculinidade roçar sua coxa, pinicando próximo ao seu útero abaixo do umbigo. O músculo de seu pescoço são rígidos, mas a bela Ômega pode ouvir suas artérias. Ela ouve com mais facilidade seus batimentos cardíacos e vê aquele pequeno ponto pulsante próximo a orelha onde uma veia negra pouco a pouco faz-se presente.
O Supremo Alpha simplesmente não importa-se de revelar os pontos fracos de seu corpo a ela, para que ela explore sem qualquer interferência. Isso requer confiança mútua e única. Algo que os lhycans, principalmente os homens não revelam a qualquer um.
Mas a mulher teve reação quando a ponta de sua língua o tocou, sentindo o gosto salgado de sua pele e causando uma reação ao corpo do homem. Suas lindas mãos pressionaram seu peito, sentindo seu coração bater. Ela ouve sua respiração e, confiante pressiona seus lábios na pele do Alpha. Ele estava submetendo-se a ela.
Era uma proposta silenciosa, cada vez mais clara aos beijos instintivos da mulher. Ela suga o pescoço do Alpha, beija e arrisca até mesmo a mordiscar sua orelha. Sua mão passeia pelo corpo, pressionando o peito musculoso, arranhando-o e acariciando até mesmo a garganta. E em nenhum momento, o lhycan a atacou.
Ele é grande. Maior que ela. O Supremo Alpha é poderoso, esbanja um corpo robusto em músculos e masculinidade. Ele é um macho dominante, mas está abaixo dela, uma Ômega que sente-se poderosa ao tocá-lo de forma como nenhuma outra mulher o tocou. Explorar seu corpo da forma como bem entender, saber seus pontos fracos e brincar com a carne.
Ele apenas ficou embaixo dela, dando a ela tudo que desejar. Mas seus direitos também foram claro quando seus olhos se cruzaram ardentemente como dois lobos. Um macho e uma fêmea, um dominante e uma submissa. Ambos no cio.
Então ele levantou seu tronco, deixando de ficar deitado apenas a mercê dela. Ele sentou nos tecidos e a manteve sentada em seu colo, fazendo suas delicadas pernas enlaçar sua cintura robusta. A mulher corou. Nunca esteve tão íntimo dele.
Ela sentiu seus ásperos dedos deslizarem pela perfeita pele de seu rosto e, para ela, foi uma surpresa o delicado beijo que ele pousou em sua bochecha. A Ômega não sabia da fetiche que o homem desenvolveu toda vez que as bochechas de sua amada cora. É tão fofa que nem mesmo ele, o mais cruel e violento lobisomem resiste. Então ele mordisca, causando-lhe uma casquinha que a faz encolher-se.
E lá estava ela, novamente. Ela sentia o membro do homem, duro como rocha sobre sua intimidade ainda coberta, mas úmida do sangue do cio. Seus braços a prendiam em seu colo, acariciando suas costas enquanto uma de suas mãos tinha a atenção no rosto tímido da Ômega. Ele a fez encará-lo.
Não havia um sorriso acolhedor, ou uma face gentil. Ele estava frio. Sua feição era dura e sombria.
Mas quando ele a beijou, sem pressa ou urgência, carinhoso e paciente, a Ômega esqueceu tudo. Seu corpo estava sendo gentil com ela, provocando sensações que ela nunca achou que seria possível. E quando menos esperou, ele a virou de lado, pouco a pouco colocando-a abaixo dele e permanecendo entre suas pernas.
Seus beijos desceram até seu pescoço, onde sugou e arrepiou todo seu corpo. A lhycan gemeu e arqueou-se contra ele quando sua barba roçou em sua garganta. Ele chupou sua pele e mostrou a ela o efeito que tem sobre seu corpo. Ela deveria entender que ela pertence a ele e mordiscou sua orelha de forma semelhante a como ela havia feito a dele.
A Ômega foi tímida. Mas ele sabia o que fazia. Como Alpha, ele já é audacioso e não teve pudor ao acolher os fartos seios da mulher em sua mão. Seus beijos deslizaram para seu colo e sua mão escorreu para dentro do tecido. Ele queria sentir sua pele.
Perfeita!
A pele de seu peito é delicada. O mamilo espetou a palma de sua mão e ele teve que apertar. A Ômega gemeu com a sensação e mal percebeu quando viu sua roupa rasgada. Ele era tão sorrateiro que não usou violência. Suas garras são afiadas o suficiente para deslizar sobre o tecido e rasgá-lo sem violência.
E agora a Ômega estava com seus seios expostos ao seu olhar vermelho que não perdia um único detalhe do que via.
Simplesmente belos.
A pele branca e perfeita para o volume satisfatório ao seu olhar de predador. Não caídos e nem tão gigantes como aparenta nas roupas. Grandes e perfeitos com o mamilo rosado e delicado. Eles chamavam por ele e não teve como resistir. Sua boca os encontrou e deu a eles a atenção necessária que envolveu a mulher em um longo suspiro.
Seu útero contrai-se e seu sexo formigou. Ela não podia fechar as pernas e, para piorar, o membro do grande homem acima dela espetava sua intimidade sobre a vestimenta. Ela estava tímida, escondia-se embaixo dele e gemeu com a umidade de sua boca. A língua é sagaz, trazendo arrepio na pele sensível e delicada.
Por mais que tentasse, ela não conseguiu conter o gemido de prazer. Todo seu corpo corresponde ao dele. Chega a ser torturante a forma como sua intimidade anseia por atenção conforme seu útero contrai-se, implorando para ser coçado pelo pênis ereto que roça sobre suas roupas. A linda mulher mal sabe como agir quando o Supremo pressiona seus dedos entre as pernas, dando a ela a massagem que faz seus lábios abrirem e suspirar.
O cio consome ambos. A vontade de acasalar, e procriar não dá razão a mente da lhycantropica. Sente-se protegida e entregue. Ela não luta contra a dominância do Alpha, consumindo-a aos mínimos detalhes do corpo. O prazer que ele faz seu lindo corpo sentir é muito. Ele é sagaz, mas delicado e a Ômega apenas sente sua nudez quando o frio da manhã provoca seu corpo frágil.
Seus olhos, agora numa mistura perfeita de azul e verde encaram a paisagem a sua frente.
O sol traz seus primeiros raios de sol no horizonte azul onde o mar encontra o oceano. A rocha da caverna é vulcânica branca e, de sua única aberta, está ele. A luz nascendo atrás de seus músculos permitem uma imagem mais sombria e atraente do homem. Sua pele é morena, seus músculos são perfeitos e lisos, mas seu olhar… Seu olhar destaca-se no vermelho ardente. Suas feições ainda são as mesma, são frios. Mas seu olhar mostra seu desejo e fazem promessas indecifráveis de luxúria e prazer.
O que foi que ele fez com sua mente quando seus perfeitos e perigosos dentes morderam seu lábio inferior?
Perfeita…
Seus seios são perfeitos, num volume certo. Seu quadril é largo, sem exageros e sua cintura fina. A Ômega finalmente está nua em sua frente, tão envolvida no desejo de acasalamento e submetida a sua dominância que o Alpha simplesmente não deseja outra mulher com ele. Seu coração bate descompassadamente, seu sexo branco e perfeito faz seu cio escorrer pela carne delicada, trazendo-lhe tesão. Mas são o olhar dela que o prende. Tão puro e inocente que mechem no fundo de sua alma.
E aquela boca? Tão rosada e deliciosa. Muito delicada, assim como as bochechas vermelhas e seu rosto desconcertado. Ela não tinha reação quando ele começou a explorar seu corpo e muito menos foi capaz de fazer algo a não ser gemer profundamente quando a cabeça do homem instalou-se em suas pernas, sugando tão repentinamente que seu coração quase estoura em seu peito.
Ele não importa-se com o sangue. Ele gosta. Gosta tanto que rosna quando ela tenta fechar as pernas com vergonha. A barba negra, áspera e bem feita roça em sua coxa. Sua língua úmida explora sua sensibilidade. A Ômega repara no tamanho de suas afiadas unhas negras. No mínimo dois centímetros que é levada até seu pulsante ponto de prazer. Mas ele não a machuca. O que a pressiona são seus dedos e boca.
Ele é o Alpha. Se quisesse causar dor, causaria. Ele conhece o corpo e sabe onde deve buscar a dor e o prazer. Mas os gemidos delicados que ela não conseguia prender pelas sensações de seu corpo eram músicas aos seus ouvidos. Ele queria mais. Queria tomar seu corpo para si, ouvi-lo chamar para ele e entender que é ele, o Supremo Alpha, aquele quem dá-lhe a sensação que nenhum outro homem é capaz de dar a ela.
A lhycan arqueia as costas e agarrou o tecido. Seu quadril está preso em seu rosto. Ele a imobilizou e nenhum pudor do mundo pode fazer ela parar de suspirar com a insolência daquele lobo.
Audácia! Ele toma seu sexo sensível, junto com todo sangue e gosto como um animal sedento. É como se ele precisasse daquilo para viver. Nhyara nunca sentiu sua boca e nunca irá sentir. Esse privilégio é da Ômega. Apenas dela e ele fará bem feito. Dá a atenção desejada que a consome em um prazer devastador. Seu ego apenas aumenta quando ele tem a visão de sua virgindade, completamente intocada esperando por ele.
A intimidade da Ômega é lisa, sem qualquer pelo e facilmente mescla-se com a barriga lisa. Suas barbas causam-lhe conquinha. Descontrai a vergonha quando seu olhar novamente cai sobre o dela, corado e levemente frustado por não dar a ela o orgamo nescessitado. Nenhum lhycan dá o orgamos com sua boca a uma virgem. Eles sentem-se orgulhosos quando o primeiro orgasmo de uma mulher é sobre o seu comprimento e alguém tão orgulhoso quanto o Alpha não fará diferença. Ele quer ver seu rosto. Quer ver o quão quente ela é e pode ficar. Como seu corpo reage e o quanto suas lindas bochechas ficam vermelhas quando libertar-se completamente entregue a ele.
O Alpha limpa o sangue de sua boca e puxa a mulher para ele, encaixando-se entre suas pernas. O coração da Ômega dispara quando ele ajeita seu membro em sua intimidade.
Ela abre a boca para falar algo mas tudo que sai é um gemido quando ele volta a brincar com seu sexo, utilizando seu pênis. O corpo robusto volta a deitar sobre ela, cobrindo-a e esquentando do frio daquela manhã. A Ômega estremece quando o Alpha posiciona seu membro em sua entrada. Sua hesitação a faz querer falar algo. Mas ele não permite.
Sua grande mão tampa seus lábios. Ele não quer protestos. Ele quer transar, acasalar e procriar. Todavia, ela está com medo. A apreensão que toda mulher sente quando perde sua virgindade no acasalamento. Virgindade, mas a maioria das mulheres é algo sagrado. Não por ser imposto pelos homens. É por elas mesmo. O resto exagerado de seu corpo e o desejo da perfeição. O momento certo e a pessoa certa.
— Qual o meu nome? — Questiona, firme.
A Ômega hesita. Escutou-o dizer, mas não sabe se deve pronunciar. Contudo, ele quer ouvir. Anseia em ver esses belos lábios rodados pronunciá-lo. Ele espera, impaciente até ela sussurre-o.
— Repita. — A Ômega repetiu, um pouco mais confiante. A pronúncia ajeitando-se em seus lábios deixam-o em êxtase. — Mais uma vez.
Uma nova fetiche. Ele apoia-se em seus cotovelos e esconde seu rosto próximo a garganta da mulher. Seus ouvidos captam perfeitamente sua voz, todavia, ele afirma:
— Não escutei. — A Ômega repetiu, com a voz mais firme, sem gaguejar.
Mas não é o suficiente. Ele quer ouvi-la gritar por ele. Quer que ela gema seu nome, chame-o e console-se nessa única palavra, sensualmente pronunciada com a sedução e poder do nome dado a ele pelos seus pais, dele e para ele. Ele encara seus olhos.
— Mais uma vez!
— D-D… — Em um único movimento, preciso e firme, seu membro a invade, abrindo passagem pela entrada sensível, rompendo desesperadamente sua fenda e causando um misto de gemido e dor em sua voz quando ela grita, alto e claro, por ele.
Uma lágrima cai de seus olhos, abalada pela dor. Já ele, completamente imóvel, observando as reações de seu próprio corpo ao estar em seu interior, finalmente.
Deliciosa. Apertada como nenhuma outra mulher que já o recebeu. Delicada e quente, acolhedora e, até mesmo, discretamente gulosa. Ela aconchega-se em seu interior e permite que ela aconchege-se em seus músculos da forma como bem entender. Sua grande mão enterra-se em seus cabelos e permite que esconda-se na curva do seu pescoço.
Ela sussurra seu nome, quase em súplica. Sua intimidade arde, coça e está extremamente sensível. Mais do que nunca ela fica imóvel tê-lo também imóvel é um alívio. Um alívio que intensifica-se quando ele ajeita seu cabelo, descobrindo sua orelha e assopra com sua grave voz, banhada em desejo:
— Perfeita…
Ele lambe o lóbulo. A Ômega reclama incomodada quando ele a prensa cuidadosamente no chão e beija seu pescoço. As sensações de cuidado, gentileza e prazer a distraem. Mas havia algo mais que ele queria além de tomá-la inteiramente para ele. Ele cumpre seu desejo quando sela seus lábios num beijo sentimental.
Não havia desespero, mas havia exigências. O beijo é molhado, safado e prevenindo. É gostoso e intenso. O Supremo a acolhe de forma tão intensa que a Ômega mal consegue assimilar o conforto que a rodeia. Seu quadril remexe-se contra ela causando um leve rosnado. A lhycan mordisca os lábios do Alpha.
Suas grandes mãos acaricia seu rosto quando ele solta-se de seus perfeitos dentes. Sua bochecha queima incansavelmente. A temperatura da Omega aumenta e o sangue do seu cio permite um melhor encaixe quando seu corpo volta a mover-se. Ela range o maxilar, incomodada. O Alpha para, observando-a.
É a primeira vez que é cauteloso ao tirar a virgindade de uma mulher. Ele nunca esperou. Após rompe-la, iniciava um sexo, muitas vezes bruto. Mas ela, aquela Ômega abaixo de si, ele está sendo paciente.
Ele volta a mover-se. A Ômega agarra o tecido tentando conter o incômodo e fecha os olhos. As pupilas em meio a íris de sangue em seu olhos dilatam. O intervalo é menor. O Supremo fecha os olhos e, mais uma vez, investe.
Ela o esmaga de forma tão gostosa que ele não resiste em uma outra investida, com mais pressão.
A Ômega geme baixinho.
Ela está delicada. Mais do que o comum. Está sensível ao seu pênis e isso o excita. Ele volta a se movimentar, contudo não para. Ele inicia uma lenta, quase delicada dança sensual contra sua intimidade.
— Hm… — O Alpha abre os olhos e tem uma das mais excitante visão de sua vida. Aquela linda mulher, com os cabelos parcialmente bagunçados, sua bochecha corada e seus lábios mordendo os lábios finalmente começam a sentir prazer. Ele entreabre sua boca e mordisca sua bochecha. O próximo movimento é uma firme e gostosa estocada. — Há!
É um misto de prazer e dor. Juntos e unidos causando um prazer, até mesmo inesperado ao Supremo que para. Seu coração bate acelerado e o ar, por frações de segundos foge de seu peito. Ele se movimenta.
A Ômega geme, mais acostumada ao seu tamanho. Seu corpo começa a recebe-lo quando uma nova estocada a preenche, firme e preciso. O Alpha não é pequeno. Ele é robusto e grande. Seu útero contrai-se e sua vagina torna a lubrificar-se em torno da protuberância que a invade, devagar, contudo preciso.
Ela suspira com seus olhos fechados, claramente tímida. Mas o prazer pouco a pouco a consome e, quando percebe, ela ronrona abaixo daquele homem forte, poderoso e viril.
O Supremo não se importa. Seus movimentos começam a aumentar em busca do prazer. Sua Ômega esmaga seu pau com seus músculos quentes e acolhedores e parece tão faminta que os gemidos que saem de sua garganta ocorrem quando escorrega para fora, antes de entrar.
Gulosa. Ela parece não querer que ele saia. Ela quer esmagá-lo como só aquela linda Ômega pode. Ele morde seus lábios, segura aquele pequeno corpo com a possessividade do que pertence-lhe. Mas por fim, um rosnado de prazer saiu de sua garganta, rouco.
— Gostosa! — Aquela mulher eu gostosa. Nenhuma outra chegaria aos seus pés!
Pelos céus, e esses gemidos? Eles deixam aquele poderoso Alpha louco e sedento.
Sua dominância aflora por toda caverna. O cheiro de sexo e sangue marcam aquele lugar de forma única. O tesão e o desejo são acumulados e nem os gemidos podem segurá-los.
Aqueles braços fortes a prendem. Ela não resiste. Está completamente entregue a ele e não luta. Parece adorar aquele corpo musculoso e poderoso se esfregando contra ela, investido em buceta sensível e quase alcançando seu útero, contorcendo-se desesperado pela semente que o engravidará.
Estão sedentos. O suor se mistura e, pela primeira vez, a Ômega não sente-se ameaçada. Seu seio é tomado com urgência, seu sexo reivindicado e preenchido. O peso daquele homem marca seu corpo quando sua língua suga os mamilos delicados. Elas mal conseguem manter os olhos abertos. O prazer eu tanto que seus olhos começam a lacrimejar.
— Oh! Gostosa! — Ela não impede que seu pescoço seja sujado. — Diga meu nome!
Ele é exigente. Aquela Ômega pertence a ele e, como um Alpha dominante, quer vê-la chamar por ele. A lhycan não exita. Ela chama pelo seu nome, ecoando por toda caverna e implorando por mais.
— O que você quer, amor? — Seus dentes roçam em sua garganta. Seria fácil rasgar a carne, mas apenas seus lábios avançam, chupando onde os gemidos se formam. — Diga!
— M-Mais… — Ele não tem piedade em seu movimento. — Ah!
— Assim? — Seus braços levantam-se, exigente. Seus dedos pegam em sua garganta e ele arqueou a cabeça, gemendo. — Caralho! Como é gostosa!
Ambos não faziam ideia do quanto tinha passado, mas algo era certo, a mulher estava aguentando-o como nenhuma outra o aguentou. Insaciável, safada e tímida apesar daquela submissão que o excitava. Como é perfeita!
— Porra! Não quero sair daqui! — Ele rosna e, ao debruçar sobre ela, morde suas bochechas, proferindo palavras sujas de desejo sem qualquer pudor. — O que você quer?!
Daria ela o que pedir e desejar. Precisava dela. Precisa do sexo com ela, de seu útero carregando os filhotes. E ela queria ele. Ela gemeu seu nome quando o prazer acumulou-se. Ela estava quase libertando-se.
— Diga!
— Você! — A Ômega arqueia as costas, não sendo capaz de conter aquela sensação prestes a explodir. — Eu quero você!
O Supremo range o maxilar, um rosnado saiu de sua garganta.
Antes que o orgamos exploda de seu corpo, ela o sente. Os caninos afiados, as garras em sua nuca, penetrando tão fundo em sua carne que atinge cada nervo e marca até mesmo seus ossos. Ela grita.
— Ah! — O prazer foi devastador. O orgamos da Ômega o prencheu e enxarcou seu membro de forma tão gostosa que o Alpha rugiu.
Suas garras a pegaram tão forte, que abriram cortes em sua nádegas. Ele se aprofundou e, como um estrondoso rugido, gozou como o Alpha que é! O corpo da Ômega foi preenchido pelo seu sêmen. A semente de um Titã e o desejo do Supremo Alpha!
Não havia dor quando ele afrouxou seu aperto. As garras dele não a machucaram. Ela estava em êxtase, submissa ao prazer enquanto sentia os últimos movimentos daquele corpo musculoso esfregando-se ao dela e lembrando até a última gota de seu líquido viscoso.
A pequena Ômega estava ofegante. Suas pernas abertas a ele e submissa ao seu poder. Ela não lutou. Seus lábios tremiam entre a razão e o seus atos. Foi muito mais do que um acasalamento. Ela foi surpreendida quando ele tornou a tomar seus lábios, inchando-os com o desejo ainda contido, dominância e possessividade. Intenso como só ele sabe ser.
Ele mordeu seus lábios, gemeu de prazer e a soltou. Ele suspirou ao encarar seu sexo, banhado em sangue da virgindade tirada e do cio. Estava satisfeito. Conseguiu o que queria.
Mas ainda não havia acabado.
A Ômega precisa entender a situação verbalmente, então, ele segurou seu queixo, encarou-a com sua fria face e aquele único olhar intenso. Ele pronunciou:
— A quem você pertence? — A Ômega não respondeu. Sua dominância exigiu uma resposta. — Hm?!
— A v-você… — Ele garantiu isso durante a relação.
— Quem é o seu Alpha?
— V-Você…
— Quem é o seu macho? — Uma lágrima caiu dos olhos da Ômega quando respondeu:
— V-Você.
— Diga meu nome! — Ela mordeu os lábios, mas pronunciou aquele nome, dando satisfação e orgulho ao homem que tornou a beijá-la.
Ela não o negou. Ele não a prendeu ou questionou quando ela correspondeu e levou suas mãos ao seu peito. Com a voz carregada de dominância e poder, ele afirmou contra sua boca:
— Entenda que você sempre foi minha, Nhycall! — Ele encara seus olhos e promete, com autoridade de um Titã: — E agora, ensinarei-lhe o que significa ser mulher de Drogo Ådhams!
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