C A P Í T U L O 44

Ah! Fhęnrz! — Nhshley não consegue controlar seus gemidos ao estar sobre aquele forte e traiçoeiro lobo.

      Ambos estavam sobre a cama, saciando a fome que tem um do outro desde que seu companheiro de forma traiçoeira a seduziu com seu corpo robusto e o olhar cheio de promessas, levando-a para cama e viciando-a no sexo.

      As mãos de Nhshley são delicada e passam por todo o músculo de seu abdômen, adorando suas curvas rígidas de um homem forte. Ela tem mais tesão ao estar sobre um Bhetta dominante. A faz sentir-se poderosa ao rebolar e sentar contra o membro pulsante no interior de seu corpo.

       Ela morde os lábios com as mãos firmes do homem em suas redondas nádegas, apertando e ajudando-a nós movimentos prazerosos em cima dele. O Bhetta rosna e bate estalado em sua bunda quando a lhycan escorrega sua mão de seu abdômen musculoso até seu peito robusto, deitando-se sobre ele.

      Suas mãos vão até seu ombro largo e moreno, apertando-o ao rebolar contra ele. Ela toma os lábios do homem para si, exigindo sua atenção enquanto remexe-se contra ele resmungando de prazer. Fhęnrz nórdica seu lábios interior e suas mãos sobem por suas costas, prensando ainda mais seu corpo contra o dele.

Linda! Gostosa! — Seu membro escapa do interior de sua companheira. Ele o pega, massageando e o insere novamente fazendo Nhshley sentar firme contra ele. Dominante, ele a deita na cama cobrindo-a com seu corpo másculo e movendo seu quadril penetrando com firmeza. Ele geme e agarra seu cabelo. — Você me enlouquece! Caralho como sou viciado em você, gostosa!

      Fhęnrz não consegue deixar de esfregar-se nela. Sempre traiçoeiro e firme, a mercê daquele belo corpo feminino. Nhshley tem em suas mãos e simplesmente deixa o grande e dominante Bhetta preso a ela.

      Ele se movimenta firme, dizendo besteiras em seus ouvidos. O cheiro de sexo é sentido no ambiente. O som de seus corpos chocando-se, misturando o suor e a cama aguentando-os deixa sua amada inebriada de prazer. Ah, como é bom transar com ela. Nhshley o seduz de todas as formas possíveis.

      Linda, dominante, apertada. Fhęnrz é esmagado pela sua abertura e sugado pelo corpo faminto dela a cada investida. Sempre tão gulosa e apertada desde que ele tirou sua virgindade. A safada simplesmente não aceitava ser facilmente dominada e enrolava nas preliminares deixando o Bhetta doido por ter errado a mira, ao menos, três vezes devido a atenção que ela exigia.

       Mas quando adentrou-a. O maldito paraíso feiticeiro. Tão deliciosa, suculenta e apertava. Não importa quantas vezes ele fique em seu interior, Nhshley parece ter nascido sob medida para aguentá-los. E o Bhetta não resiste.

       Sempre firme e sedento por ela, ele ruge quando sente o orgasmo e o libera dentro de sua amada, rondando como um animal sedentendo sendo correspondido por ela. Seu corpo amassa o dela, movendo-se e liberando as últimas gotas de seu sêmen enquanto a beija.

Deliciosa! — Ele suspira parando de mover-se. Está em êxtase, mas continua inchado e pulsante dentro dela, embriagado com a sensação que o corpo feminino trás nela. Tão quentinha e acolhedora. — Porra! Como foi bom!

         Ele não iria parar. Mas esperaria ela recuperar-se e corresponde ao abraço caloso de sua companheira e acaricia seu cabelo.

Eu te amo, Fhęnrz… — O Bhetta a envolve em um beijo calmo, sem pressa e satisfeito com sua amada. Nenhuma mulher sequer poderia sonhar em ter o controle que ela tem sobre ele.

Eu te amo, minha gostosa. — Sussurra contra seus lábios e, sem conseguir evitar seu próprio desejo, começa a rebolar lentamente contra ela.

Fhęnrz… — Ela resmunga mordendo seus lábios tendo seu corpo ressentido pela chama do desejo. Ela rosna e o empurra, tirando-a dela e, sobre ele, segurando seu membro latejante e beijando todo seu corpo musculoso enquanto masurba seu companheiro. Ela chupa seu mamilo quando olha para ele e afirma: — Desejo acasalar com você na Lua de Sangue.

— Puta que pariu, Nhshley! — O Bhetta leva sua mão até cabeça e rosna em prazer e êxtase. A lhycan encara seu membro rochoso e duro de tesão, onde um novo orgasmo o atinge. Seu companheiro pressiona sua mão sobre a dela a fazendo marturba-lo. A substância viscosa de seu prazer sai, mas não em jatos. Não é o suficiente. A sensação é parecida com a de encontrar sua companheira. Ouvir que sua amada deseja acasalar reflete em todo seu desejo de procriar, deixando inchado e potente para o desafio.

        Seus jatos não são liberados, mas seu orgasmos escorre. Logo, com a mão de Nhshley, Fhęnrz explode magnificamente, mas sem se cansar. Ele pega sua amada e a lança na cama, deixando-a de bruxos e puxando seu quadril para ficar de quatro.

Que acasalar, hein! — O Bhetta bater forte em suas nádegas, trazendo um gemido alto. Pulsante, duro como rocha e preparado, e invade sua intimidade, trazendo um novo grito a ela. — Bucetinha gostosa! Delícia, linda e safada, vou colocar ninhadas de filhotes em seu útero, companheira!

       Um novo tapa estala em suas nádegas antes de iniciar novamente o sexo.

       A cama é confortável. Ella não tem que sentir o cheiro dos humanos. A janela está fechada e a única corrente de ar que a desperta é a da respiração de Dylan beijando suas costas suas. Ele mordisca sua carne até a curva de seu pescoço e flexiona seu corpo robusto contra o dela, em um abraço caloroso.

Hora de acordar… — Ella remexe-se na cama, abraçando o travesseiro.

Não é não. — Faz drama.

       Dylan passa sua mão pela barriga nua. Ella estava nua abaixo de seu corpo depois de grandes momentos de delicioso sexo durante a estadia na aldeia. O fato de estarem ali é apenas para que a princesa e o bebê se recuperarem depois do complicado parto.

       O Alpha acaricia sua companheira, despertando um sorriso de satisfação da garota que logo completará 17 ano daqui a alguns meses.

       Ela perdeu sua virgindade no aniversário de 15 anos e, desde então um ano se passou. Ella está em seu 16 anos e mesmo assim é uma linda moça no corpo de uma mulher que sabe o que deseja. O Alpha a aperta em seus braços sentindo o cheiro de seus cabelos médios, um pouco abaixo dos ombros. Ella era obrigada a manter cabelos compridos, mas agora os prefere de médio a curto.

Vamos, lobinha. Já está de noite e passou o tempo em que você dormia na escuridão. — A lhycan apenas resmunga algo incompreendido e abraça mais forte o travesseiro, quase babando com o sono.

Faz mais carinho… — Impossível negar esse pedido tão manhoso. Dylan faz cafuné em sua cabeça, mas mordisca sua orelha.

Te dou todo carinho que quiser, mas temos que ir.

— Por… — Ela abre a boca bocejando. — …quê?

A Lua de Sangue vai chegar em dois meses. Precisamos achar um lugar seguro para você. — A lhycan continua de olhos fechados, quase voltando a dormir. O Alpha para de fazer carinho e se afasta vendo-a cochilar. — Ella!

      A lhycan assusta-se e pula da cama, olhando em volta. Mas ao ver olhar ríspido do Alpha, tomba suas costas na cama, em importar-se com a nudez de seus seios. De fato, Dylan a cansou na noite anterior após uma rápida caçada. O Alpha levanta a sobrancelha com a preguiça de sua amada e volta a se aninhar ao seu pequeno corpo.

Por que tenho que ficar em lugar seguro? — Ela abraça.o corpo robusto de seu Alpha escondendo sua cabeça entre seu peito perguntando-se a todos por que sair daquele conforto.

A Lua de Sangue é época de acasalamento. Amenos que queria um filho não é seguro ficar próximo de mim.

— Mas eu quero um bebê. — Murmurou sonolenta, deixando todo o corpo do lhycan tenso. Dylan não encara nada fixo e sua mente apenas povoa as palavras de sua amada.

O quê? — Ele separa-se dela o suficiente para olhar em seu rosto. Ela estava com os olhos fechados e quase voltando a dormir. — Ella o que você disse?

— Eu quero um bebê. — Sussurra as palavras que incendeia todo o corpo do Alpha. Suas mãos precisão amassar seu pênis preso pela calça com a repentina excitação. Ele fecha os olhos contendo a imensa vontade de tirá-lo da prisão e gozar. Ella simplesmente volta a abraçar o travesseiro e comunica: — Quero dormir.

— Merda, Ella! Você não pode simplesmente falar que quer ser mãe próximo a Lua de Sangue e dormir! — Seu membro precisa de atenção urgente. Todo o desejo de procriar se manifesta trazendo uma excitação repentina junto com um orgasmos que arrebenta qualquer homem, quase impossível de segurar assim como o desejo.

      O cúmulo foi ver sua companheira dormindo novamente, toda inocente e cansada da mesma forma que ficará quando ambos acasalarem.

      Foi o limite. Dylan rosnou tão alto que voltou a acordá-la. Ella encarou o Alpha com o maxilar contraído e as veias de seu pescoço saltando. Ela não conseguiu aguentar quando afrouxou seu sinto expondo seu pênis latejante que nem precisou ser masturbado para liberar seus jatos na barriga e peito seu companheiro. O Alpha apenas tombou para frente, rosnando.

      Ella mordeu os lábios e encarou-o surpresa.

Nunca mais fale algo assim se não estiver disposta a foder! — Rosna frustrado encarando seu pau ainda escorrer seu prazer e duro como rocha.

      Sua companheira morde os lábios e leva sua mão até a genital de seu companheiro, deslizando para cima e para baixo sentindo suas grossas veias. Ela afirma seu aperto masturbando-o e Dylan esfrega-se contra ela, liberando o resto de seu orgamos no corpo de sua amada deixando seu cheiro nela.

       O Alpha tenta investir em um beijo intenso para envolvê-la em seus braços em intensos momentos de prazer, todavia, a lhycan desvia e joga-se na cama, afirmando querer dormir.

       Dylan pragueja e soca a parede atrás da cabeceira da cama, frustrado. Ele encara o buraco que abriu com sua força física sem qualquer dor percorrer seus punhos.

        Mas por fim, surpreende-se quando ela repentinamente vira-se e beija o queixo do homem.

Apenas se partimos amanhã. — Ela encarou-o com o olhar pidão.

      O Alpha suspira. Ele quer foder, mas sua mulher está cansada e praticamente implorando por mais horas de sono.

Justo. — Com isso, ele a puxa para um beijo molhado, brincando sua língua e envolvendo-a com seu corpo quente. Sua mão desliza até entre suas pernas que abrem-se para ser explorada por seus habilidosos dedos.

       Dois meses passaram-se. Faltava apenas um mês para a Lua de Sangue.

        Arya estava nervosa. Ela encarava a lua cheia sabendo que, daqui a algumas semanas ela ficará vermelha e o Supremo irá atrás dela. Ele prometeu a ela. Virá ao seu encontro e ninguém, nem Nhyara, nem qualquer obstáculo que Arya invente conseguirá impedi-lo.

        Arya sabe o quão feroz e violento um lhycan sedento pelo seu direito de acasalar pode ficar. O instinto e desejo de maratonas de sexo onde sairão herdeiros fortes é muito perigoso. Grupos inteiros de mulheres fogem e se espalham por todo o território. E o machos vão atrás. Ninguém fica em seu caminho. Eles matarão até suas irmãs se ficarem no caminho.

       A Lua de Sangue os fortalecerá na mesma medida que irá enfraquecer as mulheres. Não há como lutar com eles. O cio infecta todos. Nem mesmo com a alcateia dívida, existem aqueles que não arriscam. É perigoso demais. Selvageria pura de dominância e poder. Só resta fugir e esconder-se.

       O único problema de Arya é que todas as suas amigas irão acasalar. Elas concordaram em querer submeter-se a dependência total do homem até que de seu corpo surja ninhadas. A Ômega não pode interferir devido a seu próprio desejo de não querer engravidar do Supremo. Só ela sabe o quanto quer ser mãe e não pode privar Mirella e Nhshley disto.

      E mesmo que tentasse, seus companheiros podem tornar-se agressivos. Um macho não tolera absolutamente nada entre sua companheira, filhotes ele. Arya estaria entre eles e somente o Supremo Alpha poderia protegê-la da ira de dois Supremos Bhettas que cairá sobre ela e com um preço que fará seus esforços não valeram de nada.

      A Ômega enfrentará a Lua de Sangue sozinha. Henna está grávida e ela poderia facilmente ficar com sua amiga. Seu companheiro não faria nada, pois são amigas e protegem uma a outra. Era assim que Arya sobreviveu a tantas Lua de Sangue. Ficando entre as grávidas protegidas pelos companheiros. Mas Rômulo não é forte o suficiente para impedir o Supremo de chegar até ela. Ninguém é.

      Ninguém conseguirá impedir que o grande Titã Supremo Alpha alcance-a. Talvez nem mesmo a distância. Ele irá a perseguir. E mesmo que esconda-se, ele é orientado pelo cheiro de seu cio. Da mesma forma como nenhum homem é poderoso o suficiente para duelar com ele pela sobrevivência de seus filhotes, ninguém conseguiu protegê-la dele.

      E ele deu sua palavra que virá em busca dela e a encontrará, não importa a patética fuga que ambos tem certeza que ela terá.

     Arya rosna em fúria e desconta sua raiva na parede. O cio é muito mais do que selvageria e sexo. Ele é desejo. Revela aos homens aquelas que estão prontas para acasalar e procriar, mas o medo e desconfiança faz as mulheres fugir.

      E quem a Ômega quer enganar. Ficou radiante quando soube que Nhshley tentaria sua gravidez. Tem ciúmes de Henna pela linda barriga que cresce mas não consegue negar nada a lhycan. Já até imagina os filhotes e seria a primeira a tentar ajudá-la. Arya quer filhotes. Ela quer engravidar e está pronta para isso. Seu corpo e mente sonham com a gravidez e a possibilidade de ser mãe.

       Suas únicas soluções é fugir, esconder-se e apelar para a sua honra. É a certeza do que deseja do pai de seus filhotes. É a honra que homem algum ousa violar mesmo estando dominando com o mais feroz dos instintos.

      Sendo a última lua cheia antes da tão esperada Lua de Sangue, o grande banquete de hoje poderá ser violento. Homens lutarão para mostrar sua força, ferocidade, honra e poder as suas amadas como prova de que são capazes de cuidar delas durante o acasalamento e a gravidez. Arya sabe quem estará lá e tem duas opções, ficar e imaginar o casal junto ou ir e tentar ver com seus próprios olhos, apesar de saber que o Alpha irá duelar por ela.

       Pode ser sua chance de exigir o reconhecimento de sua honra perante a todos. Mas se ele negar, Arya será vista como uma prostituta fingindo ter honra para realizar seus ideais. E todo seu esforço será em vão.

        Mas Arya deveria imaginar.

       Se ela não vai até ele. Ele vem até ela.

Não dei-te permissão de entrar em meus aposentos. — Ela encara-o na porta. Lá estava ele, no escuro, vestindo apenas uma calça e esbanjando todo seu músculo e autoridade de um grande Alpha. Ele levanta uma sobrancelha, ignorando-a.

       O território é dele e Arya não faz parte da alcateia. A intrusa aqui é ela.

Você não irá ao banquete. — Afirmou.

Não desejo vê-lo exibindo-se para ela.

— Então importar-se com o que faço ou deixo de fazer com Nhyara? — Arya cala-se.

       Essas palavras não podem ficar assim. Precisa rebater a altura!

Não. Apenas observo o que faz-me ter certeza do que não quero como companheiro e pai dos meus filhos. — Arya hesita, mas cansada de tudo, decide sair do quarto. Ela passa por ele e vai em direção ao corredor onde o Alpha pega em seus braços e a prensa na parede.

— E o que você quer como pai dos seus filhos?

— No m-mínimo, tudo qu-que tenho direito! — Volta a gaguejar com a proximidade do corpo musculoso do Alpha com o seu. Ele é fisicamente maior que ela. Seus músculos contém força esmagadora que Arya jamais terá. E seu cheiro? Másculo e poderoso.

      Suas grandes mãos deslizam pela lateral de seu rosto, indo até sua nuca e mantendo sua cabeça a sua mercê. Os olhos tão claros quanto o gelo, mas tão intensos que quase a deixa sem respostas.

E qual o seu direito, pequena? — Arya ofega quando o Supremo aproxima seu rosto do dela, dominando-a com sua essência. Seu hálito é perfeitamente sentindo fazendo seu coração disparar. Arya não responde. Sua mente não produz uma resposta com o ar quente que rodeia seu corpo. — Você tem direito sobre isso?

       O Alpha toma os macios lábios da Ômega para si roubando-os para um beijo intenso e inesperado. Arya não consegue resistir a todas as sensações que invade seu corpo. Logo, instintivamente ela entrega-se correspondendo com calma ao Titã que domina e controla seu corpo.

Irá engravidar do meu poder. — Afirma em meio ao beijo e separa-se da Ômega sem expressar qualquer sentimento em seu olhar frio. — Não há nada que possa fazer.

— T-Tenho direito a escolha. — Afirma e, em seguida tentar fugir de seus braços. Não consegue pensar com ele tão perto de si e sobre acaba gaguejando.

Que escolha? — O Alpha torna a prendê-la, impossibilitado seu corpo e mente. Ele sabe o que causa na Ômega.

M-Meu corpo. E-Escolho quem irá tocá-lo! — Arya arregala os olhos e geme com o contato inesperado das grandes mãos do Alpha apertando suas nádegas. Ele desafia sua autoridade.

— O que está acontecendo aqui?! — Uma voz feminina faz-se presente. É Nhyara, como sempre, desconfiada de algo entre o casal.

       Arya a encara assustada, mas o Alpha nem sequer move sua íris para ver a fúria da lhycan. Nhyara é insignificante perante as suas vontades. E o que ele quer, agora, é Arya.

Sempre soube que desejava meu companheiro, imunda!

— Cuidado com as palavras! — O Alpha permite que Arya solte-se de seu aperto. — Não tenho culpa se seu companheiro cai aos meus pés como um solteiro sem compromisso.

— E mesmo assim, você aproveita-se. — Nhyara esbanja sua dominância sabendo que não há como Arya revidar. A Ômega tudo que pode fazer é concentrar-se em suas palavras. — Diz e age como se houvesse honra, mas sua alma é podre.

       Arya permanece quieta, encarando-a. Ela olha para o Supremo que nada faz a não ser ficar em silêncio, observando a discussão. A Ômega fecha seus punhos e concentra toda sua dominância em sua voz.

Se minha alma é podre, a sua é o quê? — Ela mantém-se firme ao afirmar. — Sou mais honrada que você!

— Como?! 

— Você aceita humilhações e traições daquele que deveria tratá-la com o maior respeito e admiração possível. Você é a companheira dele, mas permite ser tratada como uma amante! — Nhyara a intimida ao aproximar-se. Arya recua hesitante, mas prossegue: — Ele persegue-me, afirma que eu serei a mãe de seus filhos e você vem tirar satisfações comigo, que sempre o evita?

— Você não deveria estar nessa alcateia, imunda! — Rosna a ruiva, expressando todo o seu desprezo. Ela age como se Arya fosse culpada por tudo. Por seu cheiro o tentar e, com repúdio afirma: — Você não é digna de sequer ser amiga de alguém desta alcateia. Não deveria estar aqui.

— E você não deveria ser uma Suprema! — A Ômega rosna, tocada com suas palavras de nojo e, pela primeira vez, não recua quando Nhyara volta a aproximar-se. — Não é destinada a Supremacia e, embora todos acreditem em sua honra, não passa de uma cadela prostituta particular do Supremo com a ilusão de alguma autoridade!

      Arya sabe que Nhyara não é destinada ao Supremo. Suas palavras de ódio direcionada a sua honra e ao fato de estar em seu lugar vieram à tona em total desprezo. A Ômega no fundo, na mesma intensidade que é apaixonada pelo Alpha, é inconformada com o fato de que Nhyara está em seu lugar e tem o título que, por direito, pertence a ela.

       Mas por outro lado, Nhyara foi lapidada, treinada e ensinada para a Supremacia. Desde criança acreditou que seria a companheira do grande Supremo Alpha, já que era gerada no cometa e não tinha um predestinado companheiro. Para orgulhar todo seu povo, progredir cada vez mais para ser uma perfeita Peeira e nunca conformou-se de não ser ligada ao Alpha. Ela nasceu para isso. Esse é um dos muitos significado de Solysthica. Ele não espera a predestinada para liderar ao seu lado, ele espera a perfeição.

      Ofendida com as palavras da Ômega, Nhyara levanta a mão, disposta a esbofeteá-la com duas garras e, talvez arrancar sua garganta. Arya fecha os olhos e vira o rosto, mas não recua.

      Ela sente o sopro de ar, mas não o golpe. O Supremo agarrou seu pulso e o segurou, antes de importá-lo no rosto de sua Ômega. Sem qualquer cuidado, ele torce seu braço até que possa pegar o cabelo ruivo e puxa a lhycan para ele, imobilizando-a.

       Em nenhum momento sua feição muda. Ele continua sério, impassível, silencioso e perigoso da mesma forma como continuou durante toda discussão. Lágrimas saem dos olhos verdes da ruiva que implora perdão ao homem e promete não levantar mais a mão ao receptáculo de seu prazer e seu herdeiro.

        Mas Arya vê isso como uma oportunidade e, recuperando-se do susto e repetindo com firmeza tudo que vem treinando a cada proposta ferida, Arya afirma com a maior firmeza que consegue extrair de seu submisso corpo e frágil alma:

Escolha entre Nhyara e eu. Não aceito nada menos do que eu mereço como mulher. — A Ômega encara o Supremo, firme e audaciosa em seus olhos. — Rejeite-a perante a todos e assuma a mim como sua companheira e mãe de seu primogênito com tudo que tenho direito. Só assim poderei reconsiderar o fato de permitir que seja o felizardo a engravidar-me já que se você não é homem para dar o que uma mulher de honra merece, há aqueles que o farão em seu lugar.

       E assim, ela retorna ao seu quarto, completamente orgulhosa de não ter fraquejando perante ao casal, fecha a porta trancando-a e e cara a janela para o ápice da grande lua cheia. A última antes da Lua de Sangue. Ela não abaixa a cabeça ou permite que sua vontade de chorar pereça. Ela ergueu seu queixo e, em pensamentos recita:

  T'chaar avroo hoort d'har tarō

        E sobre a porta, tendo ciência de que o Alpha sentirá seu cheiro, ela retira suas vestimentas, permanecendo nua, expondo toda sua beleza de seu curvilhento corpo a deusa na lua. Essa é a certeza que deseja para encarar os dias que virão onde ela não pode ter certeza se estará ou não grávida.

      Mas enfrentou cada dia com orgulho, audácia e honra. Não prendeu-se ao quarto esperando o mês passar-se. Não, ela continuou a viver, um dia de cada vez mostrando que pode conseguir um companheiro.

      Ela, mais do que nunca teria que ser firme, lutando contra si mesmo e sua própria natureza ao andar de cabeça erguida e sem medo de confrontar Nhyara e o próprio Supremo sempre fazendo a mesma exigência, cada vez pior.

      Proibiu-o de tocar-lá. Desprezou-o com palavras dizendo que apenas um homem de verdade para assumi-la merecia ter a honra de sentir sua pele.

     Ela não pertence a alcateia mas confrontava todos, deixando o Supremo enfurecido quando ela dançava ao ar livre em uma dança ritualística junto de suas amigas mostrando que estão prontas para acasalar. Arya, não tendo um companheiro e chamando atenção com sua audácia, em únicas semanas mês tornou-se a mulher mais cobiçada da alcateia.

      Ira e inveja sempre eram lançadas contra ela, mas ela estava ali para mostrar que não precisa do Supremo para ter um companheiro. Ela não estava disposta a aceitar menos do que desejava e, com cada luta e progresso, afronta a todos que desejavam inferiorizá-la, a Ômega conseguiu o que almejava: rivalidade entre os homens.

      Com uma beleza tão genuína e suprema, uma dança de pura sedução e coragem para exigir os direitos sobre seu corpo e alma, querendo nada menos do que a perfeição em sua escolha a um companheiro, não importava se ela é uma Ômega. Os homens não ligavam se ela não pertenciam a alcateia. Eles queriam aquela deusa para si e disputam por ela.

      Esse é o poder que Arya queria. Ser disputada pelos homens, não por uma noite de sexo, mas pela sua alma e o direito de acasalar com ela. E assim, a Ômega esbanjava toda sua beleza para Nhyara, mostrando superior a ela em sedução e mostrava a força de suas palavras ao Supremo.

       A lhycan foi esperta ao causar curiosidade na alcateia durante toda sua estadia. Ela sempre encantou com sua beleza mas despertava interesse com sua audácia, sempre afrontando. E assim, ela conseguiu pretendentes que sempre passaram despercebidos aos seus olhos. Seu olhar pertencia ao Supremo.

      Mas ofendida pelas palavras de Nhyara e, com muita força ignorando o Alpha, ela os via lutando por si. Arya dançava chamando por um companheiro e um pai para seus filhos e eles lutavam de forma até mesmo agressiva.

      Falava apenas alguns dias para a Lua de Sangue e Arya estava vendo três enormes lobos em um duelo feroz para provar-se digno da mulher. Um lindo lobo avermelhado, segundo mais forte na arte da guerra além de Arthur não tinha piedade de seus oponentes. Ele tinha força para proteger a cria que deseja gerar com Arya, mas a Ômega sabe que ele não pode lutar contra o Supremo.

       Ela busca um companheiro que vai além da força física e honra. Ela busca quem possa abandonar a alcateia por ela, pela segurança de seus filhotes. E sabe que encontrará nos lobos a sua frente. Ela os seduziu para apaixonarem-se por ela e, por ela, fazerem tudo.

       Por isso ela lutava contra tudo e todos. Mas no final, ao amanhecer de cada dia, ela caia. Sua natureza é tímida, fisicamente fraca e sem dominância. Essa afronta contra o mais dominante dos lhycans não é ela. É seu desejo desesperado de paz. Não adianta vê-la com alguém forte. Sua alma é exigente, mas não forte e todos os dias ela se quebrava encolhida em sua cama, recusando-se a chorar, mas destroçada. Os dias eram desgaste de mais. Muito estressante que às vezes causavam-lhe tontura.

        Mas ela teria que lutar, mesmo sabendo que ir contra sua própria natureza pode ser fatal. Ela queria um homem apaixonado por ela, todavia o homem ao qual ela estava apaixonada sabia como ganhar sua atenção. Era três dias antes da Lua de Sangue quando o Supremo entrou no combate. Sempre mais rápido que qualquer lobo, mais forte que o mais musculoso, sagaz, bruto e violento. Todos que o enfrentavam eram humilhados, derrotados numa luta que não era mais do que um jogo para ele.

       Ele mostrava que nenhum de seus rivais poderia proteger seus filhos dele e que ele iria atrás dela no ritual de acasalamento. Ninguém ficaria em seu caminho. Ele é o Supremo Alpha e, por mais insolência que Arya tenha, de sua barriga sairá seu primogênito.

      Na manhã em que as lhycans estavam fugindo para não acasalar, dois antes da Lua de Sangue, o Supremo voltou sua atenção para ela. 

     Quando Arya saiu, lá estava ele, autoritário e intimidador, exalando dominância e masculinidade com sua pose arrogante ao manter seus braços cruzados em frente ao robusto peito nu, de cabeça baixa e olhos fechados. Perfeito e perigoso.

Pode correr, pode esconder-se, pode até tentar lutar. Mas quando a Lua de Sangue surgir, eu encontrei-a até nos confins do mundo. — O poderoso Titã Supremo Alpha estava fazendo uma promessa que foi selada quando seus intensos olhos vermelhos foram de encontro aos da Ômega. — Enquanto sua buceta sangrar no cio de fertilidade, seu cheiro irá atraí-me até o que é sempre pertenceu a mim, sua virgindade.

       E assim, a caçada começa!

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