C A P Í T U L O 43

     O Alpha estava quieto e pensativo.

     Dylan estava sentado de forma relaxada na poltrona daquela sala escura, cuja apenas uma parte era iluminada. Ele apoiava-se no encosto e encarava o escuro completamente pensativo quando escutou um barulho na porta.

      Ella entrava na sala em passos silencioso com seus pés descanso. Dylan não se moveu ou mudou sua feição frustrada. A lhycan continuou aproximando-se em silêncio.

É nesses momentos que tenho o desejo de saber… — Dylan sente sua companheira passando suas mãos pelo seu ombro nu. Seus lábios tocam a curva de seu pescoço juntamente com seu dente mordiscando-o. Ele não muda sua feição, mas não a impede de nada. — … o que meu amado tanto pensa.

— Então agradeço que não consiga realizar tal desejo. — Seu tom é sério e levemente ríspido, mas não por Ella. Dylan queria matar. Estava frustrado e ansiava em descontar em alguém, esquartejando seus inimigos.

     Cenas macabras de violência povoa sua mente quando ele sentiu o sopro de ar do sorriso de Ella próximo a sua orelha. Dylan não mostra nenhuma feição física quando sua companheira depara-se dele e caminha pela grande sala em direção a lareira, agora, sob seu olhar.

Mas isso iria impedir-me de saber… — A lhycan trajava um vestido largo na cor branca, parcialmente transparente. Ela abaixa as alças e o tecido vai sobre seus pés, revelando sua nudez. — … como agradá-lo.

      Sua voz estava mais doce que o comum. Ela simulava uma inocência sedutora em seu olhar quando encarou-o por cima dos ombros. Dylan não mudou sua face rígida, mas Ella sabia que seu companheiro observava seu corpo.

     Não havia novidade no que ele via, mas as curvas de Ella sempre o atraíram. Embora não demonstrasse, Ella nua é uma paisagem ao seus olhos sombrios e impassíveis.

     A lhycan chuta a roupa de seus pés e caminha nua pela sala, parecendo analisá-la. Uma parte estava completamente escura enquanto a outra era iluminada pelo fogo fraco lareira. Dylan estava na parte mais escura, próximo a uma mesa e observava cada movimento de Ella ao reparar o local. Era uma biblioteca de uma aldeia humana, onde estavam momentaneamente.

     Ella morde seus lábios e senta-se no encosto da poltrona, não muito longe da dele. Dylan manteve seus olhos sérios em sua companheira. Ela trama algo.

Dylan, sabia que sinto sua falta… — A lhycan sussurra passando a mão por sua coxa, deslizando até seu sexo levemente exposto pela forma como ela senta no encosto da poltrona. Ela toca em sua intimidade e morde os lábios. — aqui?

     Fazia algum tempo que eles não tinham relações sexuais devido imprevistos que surgiram. Ella sentia sua falta e não teve pudor ao subir sua mão até seu seio apertando e umedecendo seus dedos em sua boca. Ela fecha os olhos e toca novamente sua intimidade.

      Dylan não mudou sua feição severa e manteve-se quieto vendo Ella brincar com seu clitóris utilizando sua delicadas mãos.

Hm… — Ela suspira e levanta sua cabeça, em movimentos circulares imitando os que Dylan fazia para dar-lhe prazer. — Ah! Você me fazia delirar quando fazia isso…

     Ela penetra um dedo em si mesma e geme em expectativa. Dylan pode ver sua mão imitando plagiando seus movimentos e seu rosto levemente corado. Ella tinha sua vergonha, mas ignorava. Ela se tocava para seu companheiro até determinado ponto.

Seu cheiro em minhas narinas excita-me. — A mulher estava claramente úmida de tesão. O Alpha que continua impassível sentia o cheiro e via como sua mão estava lubrificada antes de Ella levantar e continuar a explorar a sala, em busca de algo.

     Ela tocava em seu seio enquanto percorria seu olhar pelos móveis e parou quando viu sua capa negra utilizada em suas viagens. O lhycan observou ainda sério ela pegando a capa e vestindo, amarrando sobre seus ombros. Ficou grande. Ella poderia facilmente se esconder naquela capa que rastejava pelo chão conforme ela andava.

Acha que ficou legal? — Ela gira fazendo o ar expor sua nudez antes dela se cobrir novamente.

     Dylan não mudou sua feição séria.

     O cheiro dele impregnava a capa que ela vestia. Ella fazia indireta ao fato de ela ser dele e, utilizando essa capa, ela o chamou, mordendo seus lábios após sentar-se à mesa.

    Ela abriu a capa e permitiu a ele ver seu sexo novamente exposto e seus dedos trabalhando para dar-lhe prazer. A lhycan abriu descaradamente a perna quando debruçou-se sobre a mesa começou a perguntar se ele lembrava-se de quando ele a colocou naquela posição e deu a ela o prazer de seus dedos.

      Dylan permaneceu quieto sem dizer uma palavra mas encarava Ella empinando seu quadril e tocando-se completamente exposta a ele.

Ohh Dylan! — Ela gemeu quase como se fosse ele a proporcionar aquilo a ela, mas no fim, ela desistiu sem resposta dele. Ela virou-se fogosa, gemeu e mordeu seus lábios após lamber seus dedos. — Hm! 

      Ella caminhou lentamente até ele e sentou-se sob seu joelho, mantendo as pernas abertas onde ela voltava a tocar-se lentamente sob o olhar ríspido e impassível de Dylan. O Alpha mantinha as pernas abertas com seu jeito relaxado de sentar e isso atraia Ella.

Ah Dylan! Meu amado. — Ela o encara fogosa, sabendo o efeito que isso tem sobre ele. Ela morde seus lábios e fecha os olhos. — Quero gozar…

     Ella estava tão próximo de Dylan que bastou um impulso de seu tronco para que ele pegasse na bochecha de Ella, encarando-a firme.

— Pare… de me provocar! — Dylan estava neutro e ríspido, mas o volume entre suas pernas era evidente. Ella o encara inocentemente com seus olhos brilhantes. O Alpha a solta e desvia o olhar, massageando sua testa.

      A lhycan sempre teve efeito sobre ele e ambos sabiam. Apenas em lembrar das vezes que fez Ella ter orgasmo o excitava-o. Ela ficava tão fogosa e manhosa ao ponto de fascina-lo. A lhycan estava deixando doido se masturbando para ele.

     Se ele a pegar, não terá piedade da bucetinha que tanto anseia por ele.

Oh meu Alpha… — Dylan observa ela lambendo suas mãos e encarando-o. — Diga-me, como posso agradá-lo

     Dylan novamente inclina-se novamente para tocar sua amada, que o olha completamente fogosa e cheia de tesão.

Chupe-me. — Ele ordena ao voltar a sentar relaxadamente na poltrona.

     Completamente sorridente, Ella posiciona-se entre suas pernas e toca seu membro carinhosamente como quem ansiava por tocar a mais delicada jóia. Dyala a observava com seu olhar severo ela abrir sua calça e sua língua lamber os beiços quando seu pênis saltou completamente ereto. Ele já estava sentindo dor de mantê-lo preso. É um alívio sentir as correntes de ar da boca da lhycan próximo a ele.

      O lhycan suspirou quando ela lambeu seu comprimento e o abocanhou com fome. Ella era sua perdição. Sua boca quente e sua língua audaciosa trabalhavam perfeitamente com sua mão masturbando-o.

     Ele inclinou sua cabeça e fechou os olhos, sentindo sua companheira dar-lhe o prazer que seu corpo não experimentava a tempos. Suas veias saltavam do logo comprimento e Dylan facilmente pulsava nas mãos de Ella, completamente duro e levantado.

     Seu membro mal cabia na boca de Ella, mas isso não o impedia de sentir prazer. Ele adorava a boquinha audaciosa de sua companheira.

     Ele suspira quando a lhycan fica apenas sugando sua cabeça rosada. Ora! Era engolir seu pau até a porra da garganta! Ele ansiava por isso e queria isso.

     Ele pegou sem gentileza nos cabelos de sua companheira que previu seu movimento forçou seu pênis até o mais profundo que pode de sua garganta. Ele inclinou a cabeça e gemeu rouco matando a saudade de tal ato. Ella sabia como ele gostava e adorava provoca-lo.

      Quando tornou a olhar para sua fêmea, vendo seus olhos marejando, ele a soltou dando tempo para sua safada respirar. Ella não demorou mais do que alguns segundos para atacar, não apenas seu membro mas seu saco completamente faminta. Dylan sorriu com seu olhar, ainda marejando devido ao esforço mas satisfeito com o gemido que recebeu de seu Alpha.

  Safada

       Três batidas na porta fez Ella interromper seus movimentos juntamente com o prazer de Dylan. Uma escrava informava a presença da antiga princesa e o lorde da aldeia. O Alpha poderia facilmente matá-los por fazer tirar a boca de sua amada de seu pênis. Ele rejeitaria-os. Nada o impediria de fuder sua companheira da forma como bem agradar-lhe.

Deixe-os entrar. — Ella o surpreendeu abocanhando-o novamente e arrancando um suspiro do lhycan pela surpresa.

     Após se recuperar, ele levou sua mão até a cabeça de sua amada e perguntou:

Não vai parar? — Ele acariciou seus cabelos sem interromper seus movimentos. Era pra ela continuar. Ele queria foder aquela boca até Ella chorar e implorar por seus jatos.

Por dois humanos desejarem falar com você? Qual a importância? Deixe-os entrar. — Dizia enquanto masturbava-o com suas mãos.

E permitir que vejam seu corpo nú? — Embora seja comum ver mulheres quase semi nú em sua espécie, Dylan odiava o olhar que humanos lançava para o corpo de sua companheira. Castrou três homens sem que Ella soubesse devido a esses olhares.

      Ella sabia do ciúmes de Dylan e ignorava. Naquele momento, ela cobriu-se com a capa e sorriu maliciosa ao voltar a atenção para o ser pulsante entre as pernas de seu lhycan. O Alpha sorriu malicioso, pegou em sua cabeça orientando-a em seus movimentos e ordenou que os humanos entrassem.

      A princesa foi a primeira a ficar constrangida com a cena vista e manteve seu olhar no chão. Por outro lado, o lorde não conseguiram desviar o olhar. Estava escuro, eles não viram o rosto da jovem mas sabiam que era linda. Ele contém o sorriso ao ver Dylan com outra que não seja Ella. O lhycan não permitiria que Ella ficasse exposta e para ele, era a confirmação de que lhycans não são tão fiéis como afirmam.

— O que querem? — Dylan pergunta em um tom sério parecendo não importar-se com a boca de Ella em movimento. Sua companheira sorri e chupa com vigor seu pênis. O Alpha parecia mesmo não se importar, mas seu corpo aparentava outra coisa.

     Ella não importou-se com a conversa e continuou agradando seu Alpha até ouvir seu nome ser pronunciado. O lorde havia reconhecido-a. Dylan a encarou, desconfiado. O lorde em si é um homem de aproximidade 40 anos, gordo e — como todo humano — sujo que desenvolveu uma obcessão pela mulher do Alpha. Nunca perdeu oportunidade de assedia-la e Ella nunca contou ao seu companheiro. Ela divertia-de com o desespero dele para te-la, não importa a chantagem que fazia.

      Ella parou o que estava fazendo e levantou-se do chão quando quando o lorde afirmou:

— Sempre soube que era uma desonrada.

— Desonrada? — Dylan não interferiu. Ella sabia se defender mas estava intrigado com eles e a intimidade que pareciam ter. Ella já o conhecia a muito tempo. O homem chegou a propor casamento ao pai da jovem quando ela estava começando a entrar na adolescência antes de encontrar Dylan. Ele estava inconfomado com a cena sem pudor que via. — Por quê?

     Ela virou-se para eles, coberta pela capa, incapacitando-os de vê-la nua. Dylan ficaria furioso caso alguém além dele contemplasse seu corpo.

— Serei desonrada de for contra a palavra de Deus. Serei desonrada se não for submissa. Mulheres são pecadoras e devem ser punidas pelo crime de dar a maçã a Adão. Seus desejos são impuros e são inferiores ao homem. — O deboche em seu tom de voz é claro e chega a orgulhar Dylan. — Desonrada eu seria se continuasse a seguir sua crença pagã juntamente com os ideais abusivos de sua sociedade.

      O lorde tentou, mas não conseguiu controlar-se.

— Que Deus tenha piedade de sua alma, vadia. — Ella sorriu com ao ver a face perplexa da princesa encarou seu amado com o pênis exposto e caído sobre sua barriga, duro e esperando por ela. No fim, o homem queria que a mulher tivesse essa mesma atitude com seu fedido corpo. — Acha que terá salvação afrontando um homem, um lorde e ainda deitando-se com uma besta?!

     Dylan facilmente arrancaria a cabeça do humano. Ella não duvidava que o lorde estava vivo apenas por ser fantoche da lhycan, mas seu amado é claramente um ser de pavio curto.

— Acha que seu Deus ainda te ouve, humano? — Dylan pergunta em tom calmo.

— Oh! Jamais serei punida por ter desejo. — Era proíbido sexo aberto. É contra as leis de Deus tocar uma mulher nua. A relação deve ocorrer através de buracos estratégicos sobre um tecido apropriado e na posição correta.

— É proibido! — A princesa manifestou-se. É proibido mulheres terem desejos. Elas devem pagar pelo crime contra o homem se quiserem a salvação. Ella ignora. Aprendeu a divertir-se com o culmulo da situação.

       Proíbido isso, proibindo aquilo mas o lorde não iria achar nada proíbido se estivesse no lugar de Dylan.

— E o que impede-me? Sou um ser vivo e tenho consciência. Não preciso que digam-me o que fazer. Tenho opiniões e desejo. — Ela vira-se para Dylan que parecia mais excitado com a afronta de Ella com sua antiga espécie. — Não sou desonrada por desejar o meu companheiro.

     Ella olha para a princesa que a tempos era noiva de Dylan. Sem pudor e sem importar-se com a presença humana, ela senta no colo de Dylan e acaricia seus músculos enquanto sente seu membro roçar em seu sexo entre a capa. Ela pega em seu membro e o mastuba, encaixando-o em sua entradada.

— Não sou desonrada por desejar que meu companheiro me dê… — Ela senta, colocando-o dentro de si e gemendo alto para que todos saibam que ele estava dentro dela. — prazer!

     Dylan sorri e segura em suas nádegas, sentindo ela se remexer em busca de uma posição confortada. Ella morde os lábios com a sensação de ter aquele órgão colossal alargando sua intimidade e tão fundo que pode facilmente delirar.

— E não sou desonrada por dar prazer ao meu companheiro… — Ela segura o rosto de Dylan, encarnando seus olhos enquanto levanta seu corpo preparando-se novamente em seu pênis. — …da forma como eu quero!

     Ela senta.

     Dylan aperta sua nádega e dar a ela um tapa estalado querendo que ela prossiga. Ella rebola e geme para ele antes de novamente quicar e cavalgar contra ele. O lhycan a ajudou em seus movimentos e beijou seu pescoço ignorando a presença humana. Ele queria e poderia transar com Ella a madrugada inteira se fosse necessário.

     Mas teriam que ser rápido. Não poderia adiar e Ella entendia isso.

— Isso Ella! — Dylan fez questão de falar no idioma humano para que todos entendessem. Sua amada gemeu chamando por ele. — Rebola pra mim, gostosa!

      Sua companheira obedeceu e, não apenas rebolou, mas dançou sobre seu colo. Orgulhoso, Dylan suspirou em seu ouvido, mordeu seu lóbulo e beijou seu colo a cada subida e descida contra seu pau.

     Como ele pode ter ficado tanto tempo longe do sexo? Ele estava com saudades de seu aperto e calor. Seus gemidos eram tudo que ele precisava ouvir. Se não houvesse humanos, ele foderia sua bucetinha por toda aquela maldita biblioteca. Até sua boca não escaparia.

— Ah Dylan! Isso! — Ella quase expõe seu seio ao gemer auto sentindo seu orgasmo chegar. — Faz-me gozar meu Alpha!

     Nem mesmo a princesa conseguiu desviar o olhar da cena obersvando o gemido profundo de Ella com o prazer sentido com o orgamos no colo de seu amado. Ela não entendeu o que aconteceu, mas sentiu inveja até mesmo quando Dylan a pegou, colocando-a no chão e posicionando-se próximo de seu rosto.

     Sua calça estava parcialmente abaixada quando, naquele escuro ele se ajoelhou próximo dela, inclinou seu corpo até quase debruçar-se no chão e masturbou seu pênis próximo do rosto da mulher.

     Seus olhos incendiaram-se num dourado negro e gemidos roucos saíram de sua boca quando gozou jatos de espermas no rosto de sua amada. Ella não evitou morder os lábios e levar sua cabeça o suficiente para chupar-lo. Dylan bateu em seu rosto com seu comprimento ainda respirando fundo e voltou a se ajoelhar, recuperando a compostura liberando os últimos vestígios de seu prazer.

     Ainda deitada no chão e coberta pela capa, Ella sugou sua cabeça até seu Alpha levantar-se e erguer ajustar sua calça. Ele não ajudou Ella no chão. Ela estava sorridente quando deitou-se de lado e tocou sua intimidade.

  Gostosa

     Dylan se virou terminando de ajeitar seu cinto e aproximou-se dos humanos.

— Devo parabenizar-no. — Diz ao lorde Ella. — Tem um bom gosto, ela me faz gozar como nunca. Mas já tem um homem.

     O lorde sentiu seu queixo trincado em fúria. Dylan ignorou e atraiu a atenção deles para a lareira para que Ella pudesse se limpar em olhares de outros homens. E lá, ele ouviu o que todos eles tinham a dizer em completo silêncio.

      Meras reclamações humanas que estavam começando a estressá-lo sobre sua estadia na aldeia.

     Logo, Ella sai das sombras, andando elegantemente até seu companheiro ainda trajando a capa preta e o abraçando. Dylan correspondeu seu abraço, envolvendo-a com seus braços e permitindo que ela pousasse sua cabeça em seu peito, onde acariciou com ternura. A lhycan ouviu o que os humanos tinham a dizer e foi a primeira a dizer que medidas serão tomadas.

     Os humanos acharam que Ella seria punida por tomar a frente da palavra de Dylan que virou seu rosto para ela. Todavia, ele apenas beijou seus lábios com desejo e ordenou que eles saíssem. Assim, eles obedeceram.

Acho melhor eu ir, também. — Ella já ia saindo até Dylan a puxar, encarnado-a com repreensão.

Não! — Ele a prensou na parede próximo a lareira. O calor a faz gemer e ela sorriu, maliciosa.

      Durante toda a conversa, ela usou a cobertura de sua capa para tirar seu membro da calça e masturba-lo com a mão. Dylan estava possesso de desejo e tesão. O ar redor era pura dominância. Ele estava quase gozando quando beijou-a e a safada simplesmente queria fugir?

Achou mesmo que depois de masturbar-se em minha frente eu iria deixá-la em paz? — Dylan a vira fazendo seu peito bater na parede. Ele prensou seu corpo no dela e roça em seu traseiro. — Ah companheira, não queria gozar? Eu vou te foder até sua bucetinha inchar e implorar por pausa depois de gozar até desmaiar!

     Dylan é bruto ao debruça-la sobre a mesa mais próxima e esbofetear suas nádegas com sua palma pesada. Ella ainda tem a audácia de gemer e tocar seu sexo querendo atenção. Ele daria o prazer que ela busca. Ele foderia até o ânus de sua companheira naquela madrugada. A alcateia inteira iria ouvir seus gritos chamando por ele.

     Ella arrependeria-se por provocá-lo de tal maneira. Ficaria sem andar por semanas!

     Sua atenção agora pertence a sua Peeira!

       É de tarde e Dulce estava acordada. Ela encarava-se no espelho, vestindo roupas justas e negras, com seu cabelo perfeito caído sobre as costas, onde enormes asas negras erguem-se. A íris da mulher estava aumentando. Irá aumentar até cobrir quase toda a abertura do olho. Mesmo após um ano, Dulce ainda não está em total forma. Mal consegue mover suas asas.

        Elas já estão grandes para voar, mas desaprendeu a fazer tal feito. Não está acostumada a elas. É quase como se elas tivessem sido rasgadas e arrancada de seu corpo. E realmente foi. Äæron as arrancou de suas costas e, mesmo com elas crescendo novamente, é estranho tê-las.

      Ela tenta movê-las para cima. São pesadas. É como um humano que perdeu as pernas e depois as recuperou. O membro é pesado, dormente. Mal consegue sentir e movê-lo. É necessário força e mesmo que não doa, é complicado. Sua mente ainda não adaptou-se ao fato de ter seis membros.

Nikytrar? — Nevrah faz-se presente no cômodo.

      Dulce foi o nome dado por humanos. Por sua mãe humana. Mas o verdadeiro nome da Fênix da Lua sempre foi outro desde o início dos tempos.

Meu sol. — Ela fecha os olhos quando Arcanjo toca sua pele, observando a fonte de suas asas. Penugem saí do início de sua espinha e expandem-se até as asas. Ele lembra-se do desespero de muitas noites quando ela acordava com dor.

       Ela queria suas asas de volta. Ansiava por elas, mas seus ossos e músculos deveria deixar de ser humano. Então os pesadelos com Äæron arrancando sua linda envergadura surgiam. Foi quando ela implorou a Nevrah ajuda.

— Sabe o que precisa ser feito. — Sua amada o encarou com determinação e ordenou:

— Faça!

— De quatro. — A mulher desceu da cama e ficou nessa posição no chão e sentiu Nevrah atrás dela. Ele rasgou suas vestimentas deixando-a nua em sua frente.

      Ele acariciou suas costas e a beijou. Logo em seguida não exitou em rasgar sua carne até seus ossos aparecerem e serem esmagados. Por semanas, meses, todo e qualquer osso das costas da mulher foram quebrados e esmagados. A carne de seu próprio corpo era devorado por ela, dando-a a opção de reconstruir o esqueleto e os músculos para que suportem o renascimento de suas asas como um lobisomem esmagando cada osso de seu corpo até assumir uma nova forma animalesca.

        E agora que suas asas nasceram, simplesmente são pesadas demais. Ela precisa fortalecer-las. Tudo que Dulce precisa para finalmente renascer como Nikytrar é sua memória e seu corpo. Nevrah massageia suas costas que ainda doem devido a severa forma de esmagar, e comer suas próprias costas para que se curassem da forma adequada a um Arcanjo. A mulher abre sua envergadura negra, tendo a base flexionada por seu amado. Ela consegue esticar, mas não ergue-la. Para lançar vôo as asas devem ser comandado erguidas e esticadas para cima.

        Nevrah a ajuda ergue-las contra a gravidade do mundo. Os músculos ainda estão rígidos e, para relaxá-los, ele o esquenta com uma calma massagem.

Ainda não consigo me lembrar de nada das minhas encarnações. Mal sei como renasci. — Diz encarando-se no espelho.

Acreditei que ele havia matado sua alma. Quase desenove renascimento e você nunca apareceu. — Ele abaixa suas asas e vira a mulher para encará-lo. — Aguardei-a por mais de quatro milênios.

— O cometa influência na lua. Ela quem trouxe-me de volta. Apenas disso tenho certeza, mas não do meu ciclo. — Dulce encara-o e acaricia seu rosto. — Diga-me sobre o renascimento.

— O sol nasce e morre todos os dias. Eu o acompanho em ciclos frequentes de renascimento. Venho ao mundo até cinco vezes em um único milênio. — Nevrah beija sua testa e abraça. — Mas a lua nasce apenas uma vez a cada um mês. Sua reencarnação é demorada. Você a segue e volta ao mundo, no máximo até duas vezes a cada milênio.

        As palavras do homem rebatem em sua mente, trazendo lembranças do seu próprio ciclo. Nevrah, seu companheiro, passa três vidas sem sua amada até, na quarta vida, ele reencontra-la. O sol sempre nascerá mais que a lua. E o sol renasce, todos os dias querendo sua lua. Mas ela só surge a cada um mês.

— "A primeira humana fêmea de um Supremo". Nevrah eu terminarei o que comecei! — Ela o solta e encara o homem à sua frente.

Os feiticeiros não podem nos obrigar a entrar nessa guerra. Sabe disso. — O Arcanjo acaricia seu queixo.

Pertenço a lua. Mas lhycans são meus inimigos e irei caçar por minha própria conta essa humana!

      Mirella abre os olhos e encara a porta aberta da varanda de seu quarto, observando o pôr do sol de Hyfhyttus. A terra é mágica, com sua densa floresta e árvores ao qual nunca imaginou ver. Algumas plantas que acendem como vagalumes durante a noite e começavam a ganhar brilho. Tão lindo e encantador

      Ela estava repousada sobre o peito robusto de seu amado, na cama onde perdeu sua virgindade. O dia foi mágico e ela lembra-se cada detalhe. Foi logo após de seu novo nome.

       Como no momento, era por do sol, quase de noite e Arthur já estava acordado. Ele fazia o possível para dormir mais tarde e acordar mais cedo, encaixando o máximo de sua rotina para sua companheira que encantava-o de diversas formas assim como a Fênix da Lua busca a Fênix do Sol. Mirella é humana e ele sempre repudiou humanos, mesmo sendo uma, parece que sempre foi uma lhycan na mente e no coração.

      E Mirella é uma linda albina, tão pálida e branca que o vermelho de seu sangue pode ser facilmente vistos em suas bochechas e lábios. Sua pálpebra é uma mistura de roxo e vermelho pela agressão que sofreu. Uma sombra natural e a uma prova de que ela um dia, viu o mundo.

     O sol estava se pondo quando Mirella, segurando nos fortes braços de Arthur, parou de andar. Ela não poderia ver, mas sente a brisa fria tomar conta do calor. Ela ouve a cachoeira e arrepia-se com os vastos sons que aquela misteriosa floresta possui. Ela sorri com o cheiro da mata e da cachoeira ao lado sentindo Arthur acolhê-la em seu corpo quente.

— Minha tribo contava histórias sobre essa terra. Nunca imaginei que estaria aqui… mas sem ver. — Mirella esconde seu rosto no peito do homem que não incomoda-se pela intimidade. Para ela, não fazia diferença. Ela não poderia ver aquela paisagem. Apenas senti-la.

     Arthur então, a suspende em seu braços, carregando-a com firmeza e subindo até seu quarto. Ele só a coloca no chão no de almofadas sobre um banco longo e aconchegante que havia ali.

— Hifhyttus é grande. Uma das maiores, se não a maior terra que existe. Mas belo, com águias cristalinas, animais exóticos e vegetação que parece de outro mundo, iluminando-se com a chegada da noite. Mas também é muito perigosa. — Ele descreve o colossal ambiente em que vive e admira a paisagem ao seu lado. Sua amada. 

— Conte-me mais. O céu, como é? — Arthur sorri e encara suas estrelas.

— Auroras boreais dançam no céu constantemente acima de nós quando a noite cai assumindo colorações incomuns de cores fluorescentes e mudando como um camaleão. Agora estão vermelhas, laranjas e verde. — Descreve calmo. — Não estamos em altitude tão elevada, mas o céu cópia a luz da natureza abaixo.

— E as águas? Rios? — Ela tentava imaginar o ambiente.

— São como as Auroras. Durante o dia, são cristalinas. Mas a noite, os lagos são vermelhos como o sangue, os rios correm em um azul luminoso e as cachoeiras… — Arthur olha para a cachoeira próximo a ele. — Suas cores imitam vagamente a luz no céu. Não tão intenso como os lagos, mas sutil e perceptível.

        Nikytrar começa a ver como seu antigo mundo é sem graça. Aqui as árvores iluminam como faíscas no denso escuro da floresta. O céu noturno é tão brilhoso como o dia. E a lua? Arthur contou que é tão grande que se tem a impressão que irá bater contra a terra. Ela queria poder ver. Mas não consegue. A tristeza é tanta que uma lágrima cai de seus olhos.

— Por que chora, minha guerreira? — Arthur acaricia seu rosto, limpando-a.

— Queria poder ver.

— Um dia ensinarei-a a ver, não com os seus, mas com os meus olhos. — Ele aninha-se a ela.

— C-Como?

— Quando aceitar-me.

— Aceitá-lo? — Arthur a deita no emaranhado de almofadas, suavemente para que ela não assuste-se. Então, o grande homem mantém-se em cima dela.

— Aceite-me como uma mulher aceita um homem. Seu homem. Entregue seu corpo e alma a mim, então torne-se uma de nós! — Ele suspira próximo se seus olhos, e passa suavemente a língua por sua pálpebra fechada. — E veja Hyfhyttus pelos meus olhos…

— E-Eu… — A albina fecha os olhos, sentindo a respiração de Arthur contra si. — Arthur… eu estou apaixonada por você!

       O Bhetta a encara, surpreso. A linda humana abre os olhos, permitindo que uma lágrima saia de seus olhos. Sempre foi apreensiva com seus sentimentos, mas ama Arthur independente do que ele sinta por ela. Ele a protege, cuida e ensina. Aceita ela independente de sua cegueira.

— Eu já aceito-o… assim. — Confessa nervosa o fato de ela já o considerar seu homem.

       O coração do Bhetta dispara em batidas frenéticas. Seu ar torna-se escasso e tudo que ele pode fazer é beijar os lábios macios da humana sendo intenso mas delicado. Ele precisa dela. Seu corpo corresponde quando ela timidamente avança sua mão pelos seus ombros largos até a nuca, abraçando-o. Ele matem seu aperto firme mas carinhoso e separa seus lábios com delicadeza.

— Você deseja deitar-se comigo? — Ele suavemente acaricia seu rosto. Sua bochecha ruboriza e um sorriso tímido a faz esconder seu rosto na curva de seu pescoço. O Bhetta sorri quando ela assente.

      Para o mais agressivo, bruto e violento que Arthur possa ser, ali, naquela noite de lua cheia, sob as auroras e estrelas de Hyfhyttus ele teria finalmente sua amada. Incendiária seu corpo com seu amor, cuidadoso ao lentamente despi-la para si sem deixar de beija-la.

      Ele não tinha pressa. Beijava seu colo, seu pescoço e não era abusado com seus pontos sensíveis. Ele foi paciente com a timidez que esboçou quando o vestido saiu de seu corpo deixando-a finalmente nua para ele. Ela ficou tensa quando Arthur começou a beijar seus pés, passando sua perna pelos seus músculos. Ela estremeceu ao ouvir o barulho do cinto sendo tirado e quase desistiu qua do ele tentou abrir suas pernas. Mas ele sabia ser paciente, beijando sua barriga onde um dia carregaria seus herdeiros e logo sua cabeça ficou entre suas pernas.

      Ele soprou sentindo o cheiro de seu sexo colado e, nem um pouquinho pronto para recebe-lo. Então sua língua a faria relaxar quando sua boca a sujou e a fez gritar em surpresa. Arthur não permitiu que ela se afastasse. Ele prendeu suas pernas ao redor de sua cabeça, deixando uma de suas pernas em suas costas robustas. A ponta de sua língua brincou com seu clitóris, enquanto sua vagina era aberta cuidadosamente pelos deus firmes dedos.

       Tão branquinha onde até os pelos eram branco e roçaram em sua barba. A linda albina não conseguiu conter o gemido. Ele sabia o que fazia. Dava-lhe prazer com audácia, delicadeza e firmeza. Ele não é rude, mas é sagaz. Logo a vagina começa a lumbrificar-se com a excitação ficando cada vez mais pronta para seu tamanho.

        Entre os beijos e carinhos de seu ponto necessitado, Arthur não resistiu ao abrir sua entrada e admirando finalmente sua linda fenda esperando para ser cutucada pelo seu mastro. Com a língua, ele a lambeu. Queria saborear cada parte daquele ponto até o orgasmo em sua boca.

        Logo, sua mão vai ao encontro de seu membro, afrouxando mais o sinto e, com uma mão, puxando para fora, masturbando a si mesmo em excitação. Tenso ele fica quando a cabeça rosada encosta no pé de Mirella. Ela mesmo fica tensa e tenta recuar, mas ele não permite. Está imobilizada e Arthur sorri ao faze-la gemer novamente com sua língua. Logo, ele começa a roçar sobre seu pequeno pé, adorando a sensação e sem desgrudar a boca da vagina de sua amada. A humana não tarda a parar de incomoda-se e, passa a gostar do contato com suas genitaias.

        Mais e mais ela fica relaxada perante ao prazer e não tarda a sentir o orgasmos que, sem controle é jorrado na boca de Arthur que geme saboreando. Ele morde os próprios lábios e suspira encarando seu pênis, onde sobre o pé de sua amada, escorre seu sêmen. Não era jatos gostosos, mas um pequeno orgasmos viscoso que mais o deixaram enrijecido do que qualquer outra coisa. Quase desesperado, ele afasta-se tira sua calça. Ele não usa camisa ou vestimentas superiores e quando se vê nú, avança sobre sua amada ainda sofrendo os efeitos do que sentiu.

       Ali, ele encaixa-se sobre ela e namora todo seu corpo despertando-a com a atenção em seu seio, seu pescoço e beijando-a. A albina só nota na posição em que está em meio ao prazer quando Arthur firma sua mão em suas nádegas cutucando-a com a ponta de seu pênis.

— Ah! Linda! Vou ser cuidadoso… — E assim, pouco a pouco ele a invade, distraindo de qualquer tensão com seus beijos até que ela morder seus lábios com a dor de ter sua virgindade tomada. Com os lábios interiores cortados pela força utilizada, ele sorri. — Caralho! Como é apertada! — Ele beija a bochecha de sua humana, confortando-se entre sua perna e ansioso para a melhor relação de sua vida!

        E foi. Mesmo sua Nikytrar ainda sendo humana, as sensações daquele dia ficarão gravadas na memória de ambos. Enquanto todos estavam no banquete, Arthur ficou a madrugada inteira em um ninho de amor com sua companheira, saboreando-a até que não tivesse mais fôlego, seu sexo ficasse vermelho, sua mente não tivesse mais pudor ou vergonha e o cansaço a roubasse para um profundo sono.

        Desde o momento em que ele a mordeu, tomando seu corpo para si e liberando pontes jatos em seu interior, a vida de Mirella mudou. Suas habilidades foram melhoradas e ela aprendeu a ver, não pelos seus olhos, pelo os dele. Desde que os olhos de Arthur estejam fechados seja em um sono ou em pensamentos, ela consegue ver o mundo. E é feliz por poder ver o por do sol em que perdeu a virgindade todos os dias, sempre acordando mais cedo, estando nós braços de sua amado apenas ansiando esse momento.

       Quando o último raio de sol esconde-se, a lhycan remexe-se nós braços de Arthur, cheirando seu pescoço e mordiscando sua barba. O resultado é ele apertando-a contra si, ainda envolvido em seu sono.

       Mas a albina não desinte. Arthur estava nu abaixo dos lençóis. Ele tinha um fogo inapagável e não vive sem sexo.  Mirella então repara no volume escondido pela manta negra. Ela descobre vendo seu membro caindo sobre seu abdômen definido. Não estava mole. Estava enrijecido. Era comum. Arthur nem estava excitado e simplesmente acordava com o membro assim. 

        Sua companheira quem aproveita ao segura-lo em sua mão, masturbando cuidadosamente. Ela morde seus lábios ao checar seu sono, e, maliciosa, joga seus cabelos em seu peito robusto e leva sua boca até a cabeça rosada, sugando com cuidado. Ela massageia seu saco quando observa as pernas de seu amado se moverem e seu pênis endurecer ainda mais.

— Que forma gostosa de acordar, linda. — Ele suspira. E pelo fato de Mirella ainda estar enxergando significa que o lobo ainda não abriu os olhos, embora tenha acordado. Ela aprofunda seu movimento quando as mãos grandes de seu companheiro agarram seu cabelo. — Ah! Que delícia!

— Quero caçar! — Ela afasta-se, negando prazer com sua boca mas ainda masturbando-o.

— Caçamos ontem, minha guerreira. — Arthur relaxa na cama e Mirella vai até ele, aconchegando-se em seu peito. O homem puxa seus lábios de encontro a ele, beijando-a carinhosamente.

— Quero caçar. — Resmunga admirando o porte de seu companheiro. Ela não enxerga somente com os olhos de Arthur. Outra habilidade ligada a visão faz parte de seu biológico e, como seu amado disse, ela não sente falta da luz. Sua escuridão é a melhor arma fazendo dela, a maior guerreira da alcateia que sempre anseia por praticar. — E quero treinar!

       Seu amado pega sem suas mãos, beija as costas e leva até seu membro. Ele sussurra rouco:

— Tudo que quiser. Agora continua vai… — A albina sorri vitoriosa e volta a atenção ao pulsante pênis de seu companheiro.

        Rômulo é um Bhetta guiado pela razão. É o mais inteligente dentre os quatro. Já sua amada, Henna é guiada pelo instinto. Sua opinião nunca erra em relação às pessoas e a lhycan não errou quando viu Arya pela primeira vez. Seu olhar tímido, mas com uma força oculta. Hoje ela agradece por ter amiga de verdade e ama a sua companheira.

        Henna saiu de seus aposentos determinadas a fazerem um jogo. A lhycan acredita que é três filhotes enquanto seu companheiro acredita ser quatro, como da última vez. Não houve salvação para seus filhotes e, quando sofreu o aborto, seu corpo entrou num cio permitindo uma nova gravidez. E agora a mulher deseja saber mais sobre eles. Sendo Arya uma lhycan cujo sonho é ser mãe, logo iria concordar em ajudá-la. O problema é encontrá-la neste horário.

         Um lhycan não precisa alimentar-se por mais de um mês se na última refeição alimentou-se bem. Por isso a cada Lua Cheia há um banquete para alimentar toda alcateia. Mas Arya não comeu. Ela precisa de ao menos um quilo de carne por dia para manter-se forte. E agora, ela procura restos do último banquete na enorme cozinha quando o cheiro de carne fresca invade suas narinas.

       Atrás de si, no outro lado da mesa, estava o Supremo. Ele empurra a bandeja em direção. Era o pedaço do fígado do enorme animal caçado ontem e ele estava entregando a ela.

       A lhycan senta na mesa e o encara. Nada diz, mas não pode dar-se ao luxo de recusar.

Orgulho também pode trazer ruína. — Arya sempre recusava comida no evento. É orgulhosa. Faz tudo para que não tenham pena ou piedade dela e age sozinha.

Meu orgulho faz-me não aceitar migalhas de terceiros. — Era uma indireta ao fato de ter que conformar-se apenas com o que o Supremo deseja que aceite enquanto Nhyara tem tudo.

Está atrás de restos. — Ele constante o óbvio, ignorando suas palavras. Arya estava atrás de sobras do banquete.

Não sou boa em caçar. Tenho que sobreviver. — Ela pega algumas lâminas de faca e garfo para saborear a carne. Seu orgulho não é mais forte que sua fome.

Terá tudo que desejar se aceitar minha proposta. — O Alpha direciona-se até o balcão de mármore onde apóia-se com o cotovelo e se serve de água.

Não serei amante de ninguém. — Afirma convicta. — Não sou eu quem deve-se provar-se digna de um companheiro. Meu cheiro e beleza são superiores, tal como minha fertilidade. Exijo nada menos do que a perfeição como única mulher de um homem digno de ter-me como companheira e ser pai dos meus filhos.

— Não irá engravidar de outro. — Ele tem certeza de suas palavras. O útero da Ômega carregará apenas crianças geradas dele.

O corpo é meu. Assim como rejeita-me e escolheu outra, eu rejeito-o e escolho outro. — A Ômega o encara. — A única diferença é que não preciso de você para engravidar.

       O Alpha havia esterilizado Nhyara durante as torturas. Ele não havia sequer a marcado depois de tanto tempo e, devido ao forte desejo que sente por Arya, apenas ela poderia carregar seu primogênito. Mas ela não precisa dele. Se um outro homem a conseguir como companheira, ela poderá engravidar não importando-se de ser predestinada a outro.

Você não irá engravidar de outro. — Volta a afirmar. Suas palavras são carregadas de certeza. — E você sabe o pôr que.

Não irá fazer nada! — Revolta percorre seu corpo e ela para de comer. O Supremo não muda suas feições. Ela acalma-se. — Já tens uma companheira.

— Nós dois sabemos quem é realmente predestinada a mim. Mesmo que consiga um homem sabemos o que acontecerá se engravidar de outro. — O olhar confiante do Alpha mostra que ele não tem intenção de conter seus impulsos violentos.

E Nhyara? — Arya tenta apelar para a lhycan.

Não significa nada para mim. Nenhum lobo, nem mesmo meus Bhettas é mais forte e dominante que eu, o Supremo Alpha. — Ele termina de beber a água e pega uma faca, admirando a lâmina afiada cujo brilho reflete o perigo em seus olhos. — Apenas filhotes com meu sangue terão permissão para viver!

        Aquilo é um fato inegável. Homens lhycans são possessivos e ciumentos. Tudo relacionado a um rival é tratado com violência. O fato dos machos mostrarem força no chamado de acasalamento e toda sua violência e hostilidade durante uma gravidez é para alertar a possíveis rivais sobre a segurança da cria. Um homem que deseja procriar com determinada mulher simplesmente adquire o instinto de matar filhos que não sejam seus como os leões na savana. O macho mata filhotes de rivais garantindo o cio da fêmea para que dê atenção e cuide apenas de seus herdeiros.

       Os lobisomens não são muito diferentes. São hostis a crias de outros homens e chegam a ser violento com crianças desconhecidas. Ninguém é forte o suficiente para impedir que o Supremo caçe os filhos de Arya com outro homem, visto que seu instinto anseia para que ela cuide e gere apenas vidas com seu sangue. E não havia nada que a Ômega poderia fazer. Se nem o provável pai é forte para defendê-los, quanto mais ela que não duvida que teria o companheiro morto caso interferisse.

        Ela o encarou com fúria. Ele mostra seu perigo a filhos que não sejam dele com a mesma intensidade que mostra a força que protegerá os seus filhotes. A forma mais segura de Arya ter um filho é se o Supremo for o pai. Do contrário, mesmo se vivesse fugindo até a maturidade das crianças, seria perigoso. O Supremo a caçaria.

        Uma voz é ouvida na cozinha chamando a atenção da Ômega. É Nhyara, sempre na espreita de Arya. Ela sabe das intenções do Alpha com a Impura, pois ele não importar-se em esconder. Desde então vive na espreita parecendo querer flagrar algo e nunca perde oportunidade de inferiorizar a lhycan.

       Ela repara na carne que ela comia. Irritar-se mas nada diz além de perguntar sobre o que conversavam. Arya a ignora e volta a comer. Quando Nhyara iria falar sobre o fato de ser ignorada pela Ômega, Henna aparece.

       Ela cumprimenta todos e, cansada senta próximo de sua amiga que oferece um pouco da carne. Henna fica tentada a aceitar mas recusa. Arya precisa mais do que ela. A linda grávida simplesmente ordena que um escravo traga uma jarra de água a ela.

       Um senhor e antigo lorde, agora escravizado, prepara uma jarra. Quando pronto, ele leva até a mesa, ganhando atenção do Supremo com a proximidade que ele tem de sua Ômega. O Supremo desvia o olhar pela faca ao qual vem manejando a lâmina em seus dedos e, em seguida observa ele reverenciar as mulheres antes de servir Henna.

      Educadamente ele pergunta se Arya também deseja. A lhycan aceita e o humano a serve com água. O Supremo não deixa de encará-lo quando ele sorrateiramente olha pelo vão dos seios fartos de sua Ômega. Por fim, ele afasta-se e volta a reverenciá-las. Ele levanta a cabeça e recua alguns passos e encara o Alpha brincando com a faca entre seus dedos e a ruiva.

— Desejam algo mais, senhores?

       Foi apenas um movimento de dedos. Foi simples, mas letal. A faca estava passando entre seus dedos da mão esquerda e foi perfeitamente lançada sem muito esforço em direção ao homem, acertando em cheio os olhos do humano, perfurando com tanta perfeição o centro da íris que ele mal teve tempo de fechar os olhos, pois não viu a lâmina chegando.

— Que pare de encarar minha Ômega. — Responde ao humano que grita de dor e cai de joelhos. Arya levanta-se assustada e, antes que mais um berro uma nova lâmina é lançada em seu outro olho, com mais força que atravessa o crânio.

       Não era a primeira vez que o Supremo agia assim. Arya lembra-se quando um humano agarrou seu pulso e recusou-se a soltar. O Alpha surgiu das sombras arrancando as mãos do humano. Ele não é nada dela, mas a possessividade e ciúmes que desenvolveu assusta qualquer um. Seu olhar direciona-se para os outros escravos no local que afastam-se amedrontados.

Esse humano deve pesar no mínimo 50Kg. Se desejar-lo não oponho-me. Precisará de energia para nosso acasalamento. — Ele sai deixando todas as três mulheres na cozinha sem qualquer arrependimento em qualquer palavra pronunciada mesmo na frente de Nhyara. Faria tudo de novo se voltasse a acontecer.

      Pior irá aguardar qualquer pretendente que sua Ômega possa ter. O Supremo Alpha simplesmente não irá tolerar a menor concorrência.

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