C A P Í T U L O 27

P-Por favor… — O Alpha rosna dominância em reprovação, fazendo-a Nhyara calar-se e abaixar a cabeça em submissão. Ela não deve desafiá-lo. — Por quê?

     Um tapa é dado em seu rosto perfeito fazendo-a bater a cabeça na parede com o impacto. Lágrimas saem de seus olhos e antes que Nhyara escorregue até o chão, seu Supremo agarra seus longos cabelos ruivos e puxa para trás causando dor e fazendo-a olhar em seus olhos azuis tão claros que chega a parecer brancos.

     Eles não tinham raiva. Não havia fúria ou raiva. Eles estavam passivos e calmos sem nenhuma emoção. Frio como o gelo.

     Esse é o Supremo.

     Sempre quieto, frio e passivo, evitando conflitos e manifestações deu a ele um ar misterioso. Por trás de cada músculo de seu robusto e grande corpo moreno, há força e brutalidade. Seus cabelos e garras negras são a representação perfeita da escuridão que é sua alma. Seus olhos não são diferentes. Apesar de ter olhos raros, desde a cor gelo até capacidade que desperta fogo, luxúria e tesão a qualquer mulher que deseje, eles mostram a frieza de suas emoções.

      O mais temido e violento dos lobisomens escondido em pura perfeição física de um Alpha forte e dominante. Um assassino calmo e silencioso, sem pressa para revelar-se.

      Mas também impiedoso.

     Mesmo sendo um ser sempre neutro e de poucas palavras, evitando o conflito e doações desnecessária, não há clemência, piedade ou perdão em suas atitudes. Ele é objetivo. Ele decidiu que Nhyara será punida e assim será. Nada mudaria isso. Ninguém iria contra sua autoridade por mais cruel que fosse. Ele é o Supremo Alpha e, por tanto, sua palavra é a lei de autoridade máxima do mundo lhycantropico. O seu mundo.

     Nhyara entendia isso e manteve total silêncio esperançosa de, ao menos, sobreviver em suas mãos. Ele não daria explicações ou se quer informaria o que aconteceria. Ele não tinha a obrigação de explica nada para ninguém, muito menos para Nhyara.

     Ele mal preocupou-se em levantá-la. Se ela prefere ficar no chão, então irá assim mesmo. O Alpha a arrasta Nhyara pelos cabelos em direção a escada do castelo sem importar-se com suas lágrimas e choro, pedido clemência. Ele só para quando abre a porta de um salão e a lança contra o chão.

     O lugar estava em silêncio, tinha cheiro de sangue, mulher e esperma. Nhyara estremece duvidosa, mas seu pior temor confirmou-se ao levantar o olhar encarando a céu escuro, prestes a nascer através da janela. Ela fechou os olhos quando sentiu um homem subir sobre ela e rasgar suas vestimentas.

     Um lhycan não importa-se em agredir, agredir e estuprar uma mulher, desde que não seja de sua própria espécie — ainda mais de sua alcateia. Para eles, apenas impuras e inimigos dentre outros merecem ser violentado. É assim que seu povo é.

      Se um lhycan estuprar uma lhycan, dentre suas punições, é a castração e a morte. Prendê-lo em uma cela não trará a virgindade da mulher, espanca-lo não apagará o trauma e exilá-lo não tirará o cheiro de seu corpo. A mulher tem o direito de torturar seu estuprador, descontando sua ira mesmo que isso leve-o à morte. Mas a castração e exílio é inevitável.

      Para os lhycans, as mulheres são valiosas demais para serem desmerecidas, desrespeitada, humilhadas e usadas apenas para o prazer. Mas tal pensamento é apenas para as suas mulheres. As lhycans. O sexo oposto da sua espécie. Chega até ser motivo para do ego e orgulho fazer uma mulher feliz. Carrasco é o lobo que trair, que humilha e usa uma lhycan com honra.

     O Supremo Alpha poderia perfeitamente enquadrar-se como carrasco já não apenas estuprou a sangue frio uma lhycan, mas também uma Peeira. Ninguém interferiu ou disse nada. Ninguém iria contra sua autoridade e, por tanto, não haverá punição para a violação do corpo de Nhyara. É ele quem dita as regras.

     Ninguém irá se quer julgá-lo, principalmente após escravos e lobos o verem arrastar Nhyara pelos uma sala temida pelas mulheres. Ninguém sabia o que, mas a escolhida para ser a Suprema Peeira havia feito grave. Eles acreditam que, por ser sua companheira, o Alpha não irá matá-la, mas punirá a altura de seu crime tão grave ao ponto de ser levada ao harém impuro.

      Embora seja um crime estuprar uma mulher lhycantropica, tal ato é feito com lobas consideradas impuras e, também, como punição ou tortura. O corpo de uma mulher é sagrado. Ir contra o seu "não" e violenta-la vai muito além da dor física. Afeta a alma. Então, o Nhyara, a Suprema Peeira, companheira do grande, poderoso e lendário Supremo Alpha fez para ser estuprada por ele e levada ao harém impuro?

      Quando lhycan exaustos, frustrados e irritando não tem uma companheira ao qual possa descontar sua frustração em um sexo bruto e, até mesmo, escandaloso eles procuram outras fontes de prazer. As lhycans de qualquer alcateia são rigorosas quanto a virgindade e não entregariam-se um mero sexo momentâneo, pois merecem muito mais do breves momentos. Mas os lobos possuem tesão, dominância e orgulho demais para se masturbarem então eles buscam humanas. Escravas sexuais que vivem em um harém de mulheres consideradas impuras. Prostitutas e vadias que são punidas.

     Uma sala onde as lhycans sente nojo. Tocar em uma mulher desse lugar, para elas, é desrespeito contra sua própria pureza de honra. Os próprios homens evitam chegar perto das lobas sem um adequado banho, pois, para eles, também é um desrespeito. Por isso ninguém estranha Nhyara lutar, gritar e espernear implorando para sair daquele lugar onde o próprio ar é impuro.

     Todos os lobos que mantinham relações sexuais com as escravas param apenas para olhar e esperar pela sua vez.

     Nhyara seria punida naquela sala onde a mulher perde seus direitos se for destinada tal lugar pelo Alpha. É onde a lhycan não passa de um objeto sexual para ser usada da forma como os homens bem entenderem. Por serem da mesma espécie, a violência também contém ódio em cada agressão pois ela não havia descomprido uma ordem como as escravas; ela havia cometido um crime. Nhyara aguentaria muito mais do que qualquer outra escrava e não tardou até seu corpo ser disputado pelos mais dominantes na sala na frente de seu suposto companheiro que a olhava como se, simplesmente visse algo normal e banal para ele.

     Após minutos de agressão, o primeiro pênis a violou. Novamente o Supremo nada vez. Ele sentou em um sofá e observou cada violência sem demonstrar qualquer sentimento. Ele escutava os gritos de Nhyara como música de harpa e sentia o cheiro de seu sangue como se fosse apenas algo momentâneo e sem importância. Tudo para Nhyara piorou quando ela recusou-se a chupar o comprimento de um dos lobos. Ela o mordeu e pagou o preço com mais violência.

     A porta é aberta e, junto com outros homens interessado no boato de uma lhycan sendo punida por um grave crime no harém impuro, um homem com companheira também encontrou. Ele foi o único a chamar atenção. Todos que estavam ali eram solteiros. Se Rômulo trair a companheira, será um carrasco que poderão facilmente perder sua amada. Lhycans repudiam a traição.

     Mas o objetivo do Bhetta era o Supremo Alpha ao qual era um homem que Rômulo não tinha nenhum interesse sexual.

     Ainda mais com sua amada grávida de quatro filhotes em seu quarto, recusando-se a acordar sem uma alimentação digna de cinco lhycans. Como se ela não estivesse aproveitando seu atual estado por mais comida…

     Quando o Supremo Alpha deixou a sala, a ordem sobre Nhyara foi claro; Não matar e parar toda vez que ela perder a consciência. Todos obedeceriam à risca enquanto revezavam-se em seus atos.

     Rômulo, como Bhetta era o único que poderia intervir, pois sua companheira é uma Lhuna que pode facilmente incomodar-se. Mas tudo que Henna queria era refeição digna de uma uma grávida em sua cama quase completamente ilesa de sua punição devido a sua falta de conhecimento em um ato instintivo de uma futura mãe. A Lhuna temia por seus filhos e companheiro. Ela se sentia ameaçada e bastou a palavras certas de Nhyara para convencê-la a pensar em algo e, até agora, ela não sabe quem realmente é a Ômega.

     Henna simplesmente estava alheia a tudo. Não tinha outra preocupação exceto comer e cuidar bem de sua barriga ainda plana aproveitando o momento sem nenhuma premonição até uma dor forte instalar-se nela, na região do útero quase levando-a ao desmaio.

     Por um momento Rômulo acreditou ser os filhotes, mas eles estavam bem. Não havia nada de errado com eles, que, enquadra Henna gritava de dor, eles pareciam calmos e saudáveis. O que sua amada sentia era mental. A dor de outra pessoa. Uma premonição que veio com a chegada de um mensageiro, cujas palavras são repetidas pelo Bhetta ao Supremo: "A Omega foi encontrada."

     Mas o Alpha não estava satisfeito. Sentia um incômodo com essas palavras, quase como se temesse algo. E temia. Seu olhar frio não admitia, mas ele estava ficando nervoso e, talvez, preocupado.

     E tinha motivo para isso.

Minha companheira a sentiu. — Não era necessário mais para o Supremo Alpha sair daquele lugar sentindo-se sufocado. Para Henna ter sentido-a, algo deve ter acontecido a ela.

     E aconteceu.

     Arya Campbell tem que ser encontrada por ele ou não sobreviverá!

     Foi como esperado. Dulce não saiu do quarto, mas permaneceu a noite acordada, esperando com medo pelo dia onde dormiria. Seu corpo simplesmente não aceitava dormir a noite, porém, quando o dia chegou Dulce conheceu outro dos cinco Arcanjos.

     Cabelos negros, olhos cinzas e pele morena. Suas asas eram brancas, mas o final, negras. Uma pequena cicatriz estava abaixo de seus olhos esquerdo, quase originando-se de sua linha d'água nos olhos. Seu nome é Söorah.

     Ele trouxe consigo uma bandeja de carne e salada ao qual Dulce não exitou nem um pouco em comer, deixando somente a salada no prato. Em todo momento, Söorah a observava. 

— Você tem fome. — Afirma vendo a salada, ao qual ela nem tocou. Sua fome era por carne, mesmo sem saber que era extraído de humanos. — Mas por que não comeu a salada?

     Dulce surpreende-se com a pergunta que a deixa sem resposta. Sempre comeu salada normalmente, todavia, ao ver perto da carne chega a ser estranho. É quase como se seu paladar rejeitasse a possibilidade de alimentar-se de folhas de alface, beterraba junto algumas frutas como banana e maçã.

— Tudo bem. Não vou força-la a nada. — O Arcanjo senta-se na cama próximo a ela. — Não acha um pouco tarde para dormir, querida?

— N-Não consegui dormir a noite. Desculpe-me. — Dulce encolhe-se apertando suas mãos.

      Söorah toca em seu queixo sentindo sua pele fria sobre seus dedos quentes. Dulce sente um arrepio com esse toque e não devias quando ele a faz encarar seus olhos cinzas.

— Por quê?

     Novamente Dulce não sabia como responder. Era atormentada por pensamentos impróprios, sujos, egoístas relacionado a Nevrah. Sempre que tentava dormir, Nevrah e suas palavras voavam sua mente junto com o medo deste lugar. Ela sentia vontade de sair, mas apenas o fato de estar dentro de um vulcão a atormentava. Lava escorre ao lado da sua janela!

     A noite ela permanecia acordada, todavia, era o dia que trazia cansaço a sua mente. Seu corpo parecia tão exausto que Dulce poderia dormir sem qualquer preocupação mesmo sabendo que alguém sempre iria visitá-la, seja Nyngflex, esse homem Söorah ou, até mesmo o motivo de suas lágrimas e angústia; Nevrah.

— Não gosta daqui? — O homem aumenta o aperto em seu queixo. Ele era calmo em sua voz, mas não delicado. Ele exalava perigo.

     Dulce pensou em responder algo que o agradasse, mas desistiu quando, de seus lábios brotou um largo sorriso expondo as fileiras de dentes brancos. Dentes grandes e levemente gordos sendo afiados depois do terceiro dente após o centro. Era belicismo. Uma perigosa beleza.

— Você está confusa. Parece que ninguém deu-lhe respostas. — Ele solta seu queixo. — Pergunte-me o que desejar.

— Q-Qualquer coisa?

— Apenas três perguntas. — Söorah dobra seu pescoço para cima, pensativo. — Escolha bem.

     Dulce lembra-se de Nyngflex e suas palavras. "Você está aqui por ser diferente do resto da humanidade. Pelo seu corpo ser diferente." Mas por quê? O que exatamente a diferencia?

— O q-quê querem comigo?

— Simples; sexo. — Söorah pisca para Dulce. — Pensei que faria uma pergunta melhor. Próxima.

     É inevitável não lembrar-se de Nevrah e suas palavras sobre o que ele queria. Seu coração acelera e um tremor bate contra seu corpo. Mas Dulce teria que aproveitar essa chave. Apesar do efeito que seu corpo teve com essa resposta, a humana percebe que terá que ser mais cuidadosa ao formular uma pergunta.

— Por que eu?

— Porque você é diferente. — Dulce já sabia dessa resposta.

— Nyngflex já havia dito-me isso.

— Então pare de fazer perguntas idiotas e faça uma ao qual não saiba a resposta. — Dulce estremece sobre suas palavras. — Última pergunta.

     Seria sua última pergunta e ela não poderia desperdiçá-la. Dulce morde seus lábios nervosa pensando em algo. Todos dizem que ela é diferente, mas por quê? Por que ela está ali? O que pretendem? Quais a intenções? Vão matá-la? São tantas perguntas, mas ela só terá a oportunidade de fazer uma.

— O que diferencia-me de outras mulheres? — Söorah levanta uma sobrancelha.

— Finalmente algo que valha a pena ser respondido. — Söorah ajusta-se para que fique de frente a Dulce. — Diga-me, nunca sentiu-se diferente de outras mulheres?

     Dulce manteve o silêncio. Ela tinha dificuldade em obedecer. Não conseguia aceitar com facilidade o fato de homens serem superiores às mulheres que são diariamente castigada pelo erro que Eva teve ao tentar Adão. Ela parecia sufocada. Mas talvez essa não seja a resposta que o Arcanjo busca.

— Você nasceu humana, mas talvez não seja uma. É provável que tenha algo adormecido dentro de você. Um poder digno de soberania similar a Supremacia dos lobisomens ou dos Servos da Natureza. — O Arcanjo aproximam-se de Dulce, mantendo-a próximo de seu corpo robusto cujo abdômen e peito estavam expostos, causando tensão a garota. Seu coração acelera quando Söorah aproxima seu rosto, depositando um beijo no canto de sua boca antes de sussurrar: — Você diferencia-se porque, o que provavelmente está adormecido dentro de você, irá nos revelar qual dos cinco Arcanjos neste santuário é um Supremo.

     Söorah mordisca seus lábios antes de afastar-se, pegar a bandeja com a salada que a pequena humana não comeu e levanta-se indo em direção a porta dupla do quarto. Ele para um pouco antes de abri-la.

— Ou talvez seja só mais uma vadia que acabará como escrava sem importância alguma para qualquer um de nós. — Ele abre a porta e sai sem olhar para trás.

     Pelo dia que irá seguir-se, Dulce poderá dormir mesmo que sua mente esteja abalada com tais informações.

     Algo adormecido em seu interior. Mas o quê? Lobisomens? Eles existem? Ella… Ella havia transformado-se em uma besta em sua frente. Lobisomem. Ella. Anjos. Arcanjos. Nevrah! Entre tantas dúvidas e choro, sua cabeça começa a doer e Dulce perde as forças entregando-se a um sono profundo em meio a sonhos antes esquecidos.

     Tudo era familiar. Desde a lua tão vermelha quanto o sangue e a floresta em chamas. Mas nada era tão apavorante quanto aqueles olhos vermelhos de um homem oculto na floresta caindo em fogo. Feras, bestas, lobos…

     Quem é ele? O que Dulce é?

     O dia seguiu-se. A manhã já era tarde quando os Arcanjos reuniram-se em frente a piscina de magma — uma cova redonda cheia de lava no centro do salão. Cadeiras de mármore puro granito e recordado com peles de animais. Cinco assentos para cinco Arcanjos.

O primeiro incidente com os lhycans ocorreu com 6 mortos e uma sobrevivente violentada e amedrontada. Os feiticeiros exigem alguma resposta. — Afirma um Arcanjo de olhos azuis e cabelos loiros. 

E quem são eles para exigir-nos algo? Os favoritos do Sol? — Zomba Nyngflex. — Não devemos nada a eles.

— A humana demonstra, pouco a pouco, ser quem procuramos. — Um outro Arcanjo faz-se presente ao lado de Nevrah. Esse tinha cabelos inteiramente brancos cujo comprometo bate em sua cintura.

E o que isso importa? Se for mesmo ela, iriamos encontrar-lá mais cedo ou mais tarde. Terem entregado-a a nós apenas antecipou o inevitável. — Contradiz Nyngflex e, em seguida, sorri. — Deveriam ao menos ter educado-a corretamente para sequer sermos gratos.

Eles poderiam ter matado-a. — Söorah diz, sendo respondido por Nevrah:

E arriscar uma guerra? Um conflito contra os lobisomens e uma guerra declarada por nós seria burrice pura. — Ele massageia sua testa. — Dúvido muito que ele deixaria barato apenas com a possibilidade de eles matarem uma mulher, por mais vadia que seja, apenas por causa de uma suspeita. Se essa insolente for mesmo quem procuramos, eles só adiantaram o inevitável.

— Se eles pretendiam mesmo nos envolver na guerra que aproxima-se, por que não a aprisionaram e usaram-na como uma chantagem? — Nyngflex questiona duvidoso embora a resposta seja clara. Haveria uma guerra e talvez os Arcanjos lutassem contra os lhycans, mas na menor oportunidade seria uma guerra dos feiticeiros contra os Arcanjos. Isso considerado que eles provem que a mulher é a procurada o que não seria possível sem uma convivência adequada.— Como eles pretendem nos envolver nisso?

— A profecia do apocalipse já nos atraiu para uma guerra antes. — Afirma o homem ao lado de Nevrah fazendo todos olharem para ele. — Antes apenas por imaginar o que esse ser traria ao mundo sem nem mesmo deciframos o enigma lhycan.

O cometa chegou ao mundo iluminando apenas com sua fascinante luz vermelha todo lugar escurecido pela noite. Nesta noite, tivemos informações que os gêmeos primogênitos do Supremo entraram em coma e apenas um sobreviveu. — Diz o loiro permanecendo analítico. — Essa criança assumiu a Supremacia com punhos de ferro e um poder superior ao de qualquer outro antecedente. E como se não bastasse, há um mistério por volta de seus Bhettas e claro, não devo lembrá-los os acontecimentos passados da última guerra.

     Era uma guerra tão distante que poderia facilmente ser esquecida se não tivesse deixado cicatrizes profundas. Espécies e raças inteiras foram brutalmente levadas à extinção. Povos pacíficos tiveram seu lar tomado e destruído. Um massacre após massacre onde o mundo conheceu a soberania das feras dominante da noite. Os Guerreiros da Natureza. Os lobisomens.

     Impossível não recordar desta guerra lendária onde os lobisomens colocaram uma cicatriz profunda nos Servos da Natureza que dura até os dias atuais após massacrar os Senhores da Magia. As Supremas criaturas do céu. Uma cicatriz marcada pela extinção dos lendários dragões.

     É dessa cicatriz que vem o nome da grande guerra: "O Declínio dos Dragões".

Quinhentos anos de guerra e a profecia ainda continua um enigma indecifrável. Mal sabemos com o que estamos lidando embora haja indícios de que algo anormal está acontecendo. — Diz Söorah. — Obviamente os feiticeiros não pretendem cometer os mesmos erros do passado mas esperam contar com nossa aliança. Mas sem algo claro dos fatos, estaremos às cegas contra as criaturas da noite representadas pela deusa Lua.

— O cometa, os Bhettas, a mulher e até mesmo o Supremo é um enigma. E não temos como decifrar. O idioma lhycan é desconhecido por todos exceto eles. E mesmo que um lobo fosse sequestrado, apenas seres a nobreza sabe inteiramente as palavras ao qual até mesmo seus próprios sábios têm dificuldade em decifrar. Isso considerado que o lhycan não cometa suicídio invés de trair seu povo. — Diz Nyngflex. — A profecia é simplesmente o enigma mais complexo e indecifrável atualmente criado cujos fatos acontecem bem embaixo de nosso nariz prevendo um ser apocalíptico.

— E não conhecemos um ser cuja característica é o enigma? — Pergunta Navrah atraindo a atenção de todos. — Ela jamais retornou desde a última guerra. É como se seu espírito tivesse morrido juntos com os lendários dragões. Acho que valha a pena, ao menos, nossa atenção.

— Os feiticeiros não são uma ameaça. A profecia quem representa perigo. Concordo em, ao menos, saber o que está acontecendo. — Diz Nyngflex e todos concordam. — Então está decidido. Enviaremos um mensageiro ao Feiticeiro Original.

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