C A P Í T U L O 13
Dulce não sabia o que pensar e o que fazer. Mas sabia que não iria conseguir fugir quando o homem a agarrou, pegou-a no colo, abriu suas asas e lançou voo deixando para trás apenas uma ventania. O grito da mulher foi estridente ao ponto de facilmente incomodar os homens que o seguiam, passando pelas árvores onde o bater de asas faz a neve cair. Dulce encolheu-se ao homem sentindo o vento forte em si.
O medo era tanto que, em nenhum momento Dulce abriu os olhos. Tinha medo de cair e encolheu-se nos braços do homem conforme sentia que ia subindo. Com a cabeça próximo de de seu pescoço, ela inalou seu cheiro. Era metálico, como sangue, mas também lembrava terra molhada durante a chuva. Os braços dele eram firmes em torno de si e seu voo era firme e calmo.
Dulce abriu os olhos a tempo de ver as nuvens extremamente próximas de si, como uma parede densa neblina escura e amedrontadora. O homem para, bate suas asas tão forte que faz o ar abrir caminho entre as nuvens, aos quais ele passa, permitindo aos olhos de Dulce ter a melhor das visões nas estrelas daquele céu negro.
O homem dobra no ar e segue em direção ao pico das montanhas planando acima das nuvens totalmente estável. Dulce não vê para onde segue. O ar da altitude é denso e facilmente seca seus olhos. Ela sente dificuldade de respirar quando ele passa pelas montanhas, seguindo em uma direção desconhecida. Ela tosse com a gravidade, chamando atenção do ser que a carrega. Ela torna encolher-se com intenção de facilitar sua respiração.
E assim ela permanece, por minutos, talvez horas até que uma escuridão ainda mais forte engolisse-os, juntamente com um calor repentino. Quando Dulce abriu os olhos, não viu nada. Tudo estava escuro e o único ponto de luz era os olhos do homem que a carregava. Um verde abacate intenso que brilhava no escuro. Dulce pode observar mais atentamente seus olhos, incluindo sua pupila levemente achatada, como os de um falcão ou os de uma águia.
A escuridão logo se foi quando, em uma curva repentina, eles saíram da caverna, revelando uma civilização no alto de uma montanha íngreme com cinco picos. O homem seguiu para um desses picos, que antes pareciam fino, todavia, conforme ele avança, vai revelando o quão grossos são. Havia uma buraco no interior dessa formação. Ele seguia em direção a esse buraco, antes de desviar e lançar a humana enorme rocha fria, ao lado e embaixo do buraco. Havia uma única árvore no local.
Dulce, com dor pelo impacto afasta-se quando vê os homens com asas aterrisando em torno de si e o homem ao qual carregava-a manobrar-se no ar antes de cair de joelhos em sua frente, exibindo a gigantesca envergadura de sua asa. Ele a encara.
Todos, curiosos, aproximam-se dela. Mas os olhos verdes rosna, não como Ella uma vez rosnou, mas ele rosna, como um felino ou uma espécie de ave. Todos logo afastam-se permitindo que o homem possa analisá-la com calma.
Dulce tenta afastar-se, mas está encurralada pela rocha. E o homem está próximo dela, analisando-a com o olhar. Ele nota em suas roupas. Vestimentas humanas que faz seu povo querer alimentar-se de sua carne, todavia cheirava a diversos animais. Ele não importar-se da mulher estar assustada quando leva sua mão até sua cintura, e levemente aperta. De forma descarada, ele olha para o volume de seus seios e leva sua mão livre até eles, apertando-os. Dulce fica tão perplexa que não reage. Sua surpresa logo aumenta quando ele a vira de lado, checando seu quadril, também volumoso. Ele também aperta, fazendo-a gritar em surpresa.
Ele a coloca de quatro no chão e posiciona-se atrás dela, encostando suas nádegas em seu membro preso sobre a calça. Ela tenta sair, mas ele a puxa de uma forma que o impacto de sua genital com ela o faz fechar os olhos. Ele abre suas asas, e os outros ao seu redor, recuam. Com suas garras retráteis, ele rasga a vestimenta de suas costas, expondo sua carne.
Dulce fica paralisada quando ele roça em seu traseiro e passa suavemente as garras pela sua pele. Ele massageia alguns se seus músculos, incluindo sua costela. Pelos ombros, ele a puxa, colando suas costas em seu peito exposto, medindo suas curvas femininas e o quanto ela encaixa-se a ele. Ele cheira novamente seu pescoço, querendo garantir-se.
Ele passa seu braço sobre ela, colocando antes de mergulhar sua mão em suas vestimentas acariciando de maneira íntima sua perna, avaliando seus músculos até seu sexo. Dulce, que não reclamava devido ao medo e a surpresa, reage e tenta sair. Com força, ele a prende em si, mantendo-a quieta pelo medo. Ela treme.
— Não está com frio? — Ele pergunta próximo de seu ouvido. Só então Dulce nota ter passado pela neve sem que sentisse frio. Sempre gostou do frio, mas isso era surreal. Ela nega com a cabeça, então ele a larga.
Dulce cai novamente de quatro no chão. O homem a pressiona até que ela fique de bruços no chão frio. Em nenhum momento o corpo dela congela ou ficou tremendo por algo a mais que não seja o medo. Ele acaricia seu cabelo ruivo e sedoso.
Ele a vira de frente para ele.
Seu olhar era atento como os de um predador. Movia-se a cada movimento enquanto a analisava detalhadamente.
— Como se chama? — Ele é objetivo, confundindo os seres que os observam. Afinal, a garota é ou não comida?
Ela não responde. Ele levanta uma se suas sobrancelhas e fecha sua face, mostrando impaciência.
— D-Dulce…
— Dulce… — Ele acaria sua bochecha com suas garras.
— Pode me chamar de Nevrah.
Arya olha-se no espelho, checando suas vestimentas. Não era acostumada com o que vem acontecendo com sigo. Demorou para seu corpo regenerar-se devido a intensa desidratação, mas quando regenerou-se completamente, nada mudou.
A Peeira da alcatéia a tratava bem, apesar das outras fêmeas detestarem-na. Arya poderia facilmente ficar nesta alcatéia se o deserto não a matasse dia após dia. Ela não consegue acostumar-se com o calor escaldante do dia e muito menos com os insultos proferidos a ela.
Arya teve uma recente tentativa de estupro por parte de dois lhycans. Para eles, ela é uma desonrada digna apenas de prazer sexual. Mas a vida que ela tinha naquele lugar sem dúvidas era melhor do que a vida que tinha em sua antiga alcatéia. Arya poderia facilmente ficar, todavia, o Alpha não a integraria na alcatéia.
A Peeira não questionou a decisão de seu companheiro ao devolvê-la para sua antiga alcatéia. O sol a castigava todos os dias ao ponto de sua pele queimar e descascar, sua visão piorava com a luminosidade, os membros da alcateia detestavam sua presença e ela teria sido estuprada se um dos Bhettas não tivesse impedido. Arya não percebia, mas morria de pouco em pouco. Seu corpo não tinha o necessário para sobreviver no deserto e isso é o que fazia a alcatéia tão especial.
Mas ela não voltaria a sua antiga alcatéia. A Peeira observou a distância Arya preparar-se e durante a noite, sorrateiramente sair. A fêmea tomou essa decisão por conta própria, dando orgulho a Gylh que não se conteve e revelou sua presença a Ômega.
— Desculpe-me… — Diz Arya.
— Não acolhi você porque tive escolha. — Revela Gylh. — Acolhi porque meu instinto dizia que era o certo. Sinto o mesmo agora, mas não irá conseguir escapar.
— Eu preciso… — Gylh entendia isso. Algo em si dizia que era a hora. Arya aprendeu tudo que deveria nesta alcatéia e agora deve partir antes que seja tarde demais.
— Siga seu instinto. — Aconselha a Peeira. — A direção da estrela mais brilhante a tirará do deserto. Se for rápida, alcançará a floresta antes do primeiro raio de sol surgir.
— Obrigada… — Era a primeira vez que Arya agradecia alguém com seu coração. A Peeira a ajudou em muitos aspectos inclusive, a entender a si mesma.
— Irei distrair meu companheiro. Há algo que eu devo informar. — Gylh pousa sua mão sobre sua barriga e sorri gentilmente. Soy então Arya entende o motivo de seu mal estar e não evita de sorrir também, pousando a mão sobre sua barriga. A Peeira percebe seu olhar brilhante e materno. Arya é uma fêmea que deve ser desvendada. — Irei facilitar sua fuga. Não esqueça. Em direção a mais brilhante das estrelas.
Gylh dá as costas a Ômega e segue pelos corredores, como se nada tivesse acontecido ou como se ela nunca tivesse conhecido a Ômega. Ela segue pela escada da queda d'água da cachoeira do único oásis em quilômetros. Ela vai ao mais alto dos aposentados onde encontra seu companheiro contemplando pensativo as estrelas do deserto. Ela o abraça por trás, carinhosa e fogosa.
Ela facilmente ganha sua atenção. Gylh teria seus primeiros filhotes e estava ansiosa. Ele notava isso quando olhou em seus olhos. Nem ele e nem um outro lobo notou quando Arya correu em forma de loba para o deserto seguindo a orientação da Peeira, em direção a mais brilhante das estrelas.
A loba de pelagem branqueada não parou nem mesmo quando seus músculos começavam a reclamar com o exercício. Pouco antes do sol nascer, ela chegou a floresta. Os lhycans da alcatéia perceberam sua fuga, todavia o Alpha decidiu deixá-la ir.
E assim ela seguiu até achar um lugar adequado onde pudesse repousar e esperar a noite cair. Não havia lobos de qualquer alcatéia naquelas terras próximo ao deserto, todavia, Arya sabia que encontraria mais e mais desafios. Quando a noite caiu, ela despertou e tomou a correr, novamente em direção a mais brilhante das estrelas. Algo em si dizia que era o caminho certo.
A Peeira uma vez disse que quase todas as regiões com uma excelente qualidade de vida lhycantropica está ocupada por alcatéias. Se ela quer ser feliz, o mais sábio seria transformar-se em uma loba solitária e procurar pequenas aldeias humanas, abastecidas por um reino onde possa viver. O cheiro humano é repugnante devido a sua falta de higiene, mas ela estará livre de muitas ameaças incluído de sua própria espécie.
Mas como ela encontraria tais aldeias? Sem qualquer rastro dos humanos devido a uma forte presença sobrenatural na maioria das floresta, Arya segue seu rumo, evitando entrar e chamar a atenção de qualquer alcatéia. Nos dias que se passaram, Arya pensava estar segura, todavia, em um descuido, ela chamou a atenção de uma alcatéia.
A caça a Ômega novamente chama atenção, provocando repentinos e inesperada ações dos lobos. Novamente os feiticeiros começam a investigar e não tarda até chamar a atenção do Supremo.
Ele avaliava os mapas e marcava por onde a Ômega passava. Algo havia mudado. Ela sumiu próximo ao deserto, todavia, chamou atenção com sua aparição na Europa. Ela seguia linha reta, com um outro desvio, mas estava orientando-se. O Supremo sorriu quando notou onde ela iria parar se continuasse a seguir tal curso.
Isso causou um arrepio em sua espinha. Nhyara entrou repentinamente em seus aposentos no momento em que ele excitou-se. A fêmea acreditava que isso devia-se a falta de relações sexuais com ela sem sequer imaginar que o Supremo deitava-se com outras mesmo após assumi-la como sua companheira.
— Que audácia é essa? — Nhyara não tinha o direito de entrar em seus aposentos sem permissão. Nenhuma mulher jamais visitou seus aposentos. Esse privilégio era de sua predestinada companheira e Nhyara não é ela. Ele poderia facilmente agarrar seu pescoço e quebrá-lo, garantindo assim que sua autêntica companheira seja a primeira fêmea a entrar em seu quarto e continue viva.
Mas Nhyara é sua Suprema. Ele irá precisar dela para o que está por vir.
— Sou sua companheira. — Afirma. Embora ela esteja com medo, foi firme em suas palavras. O Supremo rosnou e, quando ela menos esperou, ele agarrou seu pescoço.
A vontade de quebrar-lo é muito. Ele pode sentir seus músculos de apertando. Ele está perdendo o controle.
— Saia! — Antes que quebre o pescoço de sua Peeira, ele a lança contra a parede do corredor através da porta aberta. Ele fecha a porta impedindo assim que Nhyara veja seu descontrole.
Ele ainda está excitado. Suas mãos tem uma leve tremedeira e suas garras negras contém vestígios do sangue da lhycan. Ele não pode mostrar este descontrole a ninguém, nem mesmo aos seus Bhettas e Lhunas.
Nhyara está ficando cada vez mais ousada, querendo garantir-se como companheira do grande e poderoso Supremo Alpha. Mas tanto seus Bhettas, como sua Lhuna Henna, sabiam que tudo era uma farsa. Sua verdadeira Solysthica está pela mundo correndo perigo.
Fazia semanas que ele pensava nela e desejava ela. Ele tornava-se cada vez mais impaciente com as escravas ao qual deitava-se de modo que ele só parava depois que notava que elas haviam morrido durante a relação. Ele sempre olhava para suas mãos cobertas de sangue e para o corpo muitas vezes aleijado devido sua brutalidade. Ele estava sem controle e preferia manter-se em seu quarto, estudando e criando táticas de batalhas.
Todavia, quando começou a observar o movimento da Ômega, ao mesmo tempo que excitava-se é o mesmo tempo que acalmava-se. Todavia ele precisava gozar. Seu corpo ansiava por isso e nenhuma escrava conseguia satisfazê-lo. Ele estava quase ordenando uma caça a Ômega se a mesma não estivesse vindo, em linha reta, diretamente para seu território.
Ele a aguardaria com todo o desejo que um homem pode ter por sexo. Imaginar seu corpo sensual e a possibilidade de finalmente satisfazer-se o acalmava. Antes do homem dormir, no andar abaixo ele escuta o rosnado de Nhyara.
Ela estava contendo-se para não gritar em fúria. Ela tem ciência de que não é a legítima companheira do Alpha, todavia, ela é a Suprema Peeira.
Para ela, o Supremo Alpha deveria respeitá-la, pois como Suprema, ela quem fortalece a alcateia, dando-lhe fama e título aterrorizando seus inimigos. Um Alpha com uma Peeira é algo a ser temido. Mesmo que Nhyara não tenha as autênticas habilidades de Peeira, seu povo e seus inimigos acreditam no oposto. Os feiticeiros ficam exitantes com esta declaração.
Não importa quem seja a predestinada companheira do Supremo Alpha, Nhyara agora é a Peeira e sente-se a cortesã do Supremo. Custou e ela chegar a Supremacia. Ela não arrepende-se do que fez e não pretende deixar a Supremacia independente de quem seja a autêntica companheira que ela acredita estar próximo, ela não permitirá que outra fêmea roube sua Supremacia.
Mas ela temia esta fêmea que vaga por algum lugar desta terra e, sem perceber, em direção ao Supremo que a aguardava. Ninguém sabe quem é seus predestinada companheiros até o momento de olhar nos olhos um do outro e sentir-se ligado a ela como se tal ser fosse sua outra metade. Os humanos chamam de "amor à primeira vista". Mas a definição amor é muito fraca para comparar-se o misto de emoções que até mesmo o mais cruel e insensível dos lobisomens sentem.
É o encontro de dois seres destinados a ficarem juntos antes mesmo de nascer. E nada poderia impedir essas almas de se encontrarem. Nem mesmo Nhyara. Ela sabe que ambos vão se encontrar mais cedo ou mais tarde e teme as atitude de seu Alpha com isso.
Como Supremo, ele é a autoridade máxima de todas as alcatéias e, independente de quem seja, ela terá mais influência sobre ele do que ninguém jamais terá.
A cada dia que se passava, seu Alpha ficava mais ansioso. Seu descontrole é eminente. Henna, sua Lhuna tinha desmaios constantes e, quando acordava, citava uma loba. A fêmea estava ficando mais próxima.
Arya, a quilômetros de distância, sentia os mesmo sintomas que tirava seu sono e dava forças para ela prosseguir, sem perceber em direção a aquele que poderia mudar sua vida para sempre e ansiava por ela. Por semanas o Supremo observou seus movimentos no mapa. A fêmea sempre tomava o mesmo rumo não importa quantas vezes desviava, todavia, cada vez que ela tomava um rumo diferente devido a perseguição dos membros de outras alcatéias, ele tornava-se impaciente e Nhyara pagava o preço apenas por pronunciar meras palavras com sua voz que facilmente o irritava.
É noite de lua cheia. Os lhycans estavam agitado. O Supremo, mais do nunca não conseguia conter-se e ficar quieto. A alcatéia tinha tido uma caça abundante quando a madrugada chegou. Eles reuniram se para o banquete quando a pequena Ômega finalmente chegou a fronteira do território.
A loba para de correr e encara a pedra em sua frente com um forte cheiro de um macho. Um macho Alpha. Um cheiro que exala autoridade e dominância. Em nenhuma alcatéia que passou, o odor era tão… intenso. Sua barriga congela com ao imaginar a força de tal Alpha e suas patas tremem em medo. Quanto mais forte, mais cruel é o Alpha.
Mas não havia tempo para raciocinar.
Ela escuta uivos a distância o que faz olhar para o fim da clareira onde está e logo encara a floresta que a aguada. Ela fecha os olhos tentando tomar uma rápida decisão. A liberdade tem seu preço. Para Arya é preferível ser totalmente vulnerável ao vagar sozinha, fugindo, esconder-se e viver sempre com medo, todavia, ter sua escolha independente de levá-la a mais um dia de vida ou a morte. Ela não trocaria a vida de medo e ameaças pela segurança de uma humilhante vida em jaula.
O odor é tão intenso que tem um efeito mais profundo no corpo da Ômega. Estranhamente ela sente-se atraída para a fronteira não importa o quanto suas pernas falhem ao imaginar-se continuando. Por fim, desesperada, ela adentra o território, procurando algo ao qual possa utilizar para sobreviver por mais um dia.
Arya acredita que o cheiro do Alpha iria deixar a alcatéia exitante para cruzar a fronteira. Isso daria a faria de preocupar apenas em passar despercebida por essas terras. Ela passa fim da madrugada atenta a qualquer lobo. Algo nesta alcatéia é diferente das demais, além do Alpha.
Ela sente-se amedrontada, todavia, também protegida. Seu corpo mais do que nunca está inquieto. A pequena fêmea não se aguenta quieta. Ela está ansiosa. Suas patas tremem e sua barriga congela. Ela tem rápidas faltas de ar que a faz parar para respirar.
Outro ser, naquele mesmo território tem os mesmo sintomas. Uma inquietação tão profunda que o fez não comer nada durante toda a madrugada. Nem mesmo o nascimento do sol o acalmou. A voz das fêmeas, incluindo o Nhyara o irritava. Henna havia vomitado tudo que havia comido e desmaiou quando olhou para ele. Sua alcatéia dava-lhe falta de ar, como se ele estivesse sendo sufocado pela presença alheia.
O Supremo seguiu pela floresta. A natureza sempre o acalmava. Sua ansiedade diminuiu, mas ainda era forte. Tudo que ele pensava era em quando a Ômega iria chegar para diminuir tais sintomas que o irritavam.
Distante de onde ele está, a Ômega volta a sua forma humana com intenção de mergulhar em um pequeno rio. Estava com calor. Seus ferimentos do calor do deserto ardiam e seu coração estranhamente estava acelerado. A água parecia acalmá-la. Provavelmente bebeu mais do um litro de água.
A água é reconfortante. Antes fria, agora quente. Ela precisava desse… banho. Faz exatamente três estrelas que eu não tomo um banho decente por conta da alcatéia que persegue-a.
A água a acalmava e também a distraia. Arya estava tão distraída tentando aplacar os sintomas de seu próprio corpo que não notou estar sendo observada.
Um som na floresta chama sua atenção. Ela ajeita-se na água e olha em volta enquanto tenta esconder sua nudez. A Ômega tenta ampliar sua audição e saber quem esconder-se. Ela sabe que não é um simples animal.
Sentir que não é um animal comum é uma coisa, porém dizer para si mesma é um tanto… assustador. Com tal ideia, vagarosamente vai até a beira da cachoeira, do lado oposto ao som, tentando não chamar atenção.
A lhycan tent discretamente sair da água, fazendo o menos de som possível. Seu extinto de Ômega diz para fugir e ficar em alerta. Com certeza não é um animal comum.
Outro som, bem mais próximo, é ouvido. De fato não é um animal comum. É calmo, sério e sorrateiro. São precisos e confiante. Arya lembra das dicas de caçada que recebeu da Peeira da alcatéia Eclipse de Fogo.
A Ômega arregala levemente seus olhos olhos ao reconhecer esse movimento. É um truque! Lobos comum mandam alguns poucos lobos revelar sua presença em determinado ponto, fazendo a presa correr ao lado oposto. Fazendo a presa correr para uma armadilha!
Tomada pelo medo e desespero, ela sai da água preparada para transformar-me e correr. Porém, antes mesmo de transformar-se, ela sente seus braços serem puxados, fazendo-a chocar com um robusto corpo masculino.
Seus cabelos pretos tornam seus olhos pretos ainda mais sombrio. Olhos intensos que chegam a brilhar ao olhar para seu rosto próximo ao seu corpo. Sua pele morena revela sua beleza e saúde. Mas o que assusta-a é seu cheiro.
Um cheiro dominante e másculo. A forma possessiva como ele prensa o pequeno corpo da Ômega ao seu é intensa e talvez… possessiva. O cheiro do lobo impregna seu nariz, agitando-a. O lobo é dominante.
Dentre as florestas mais escuras, os cantos mais remotos, as alcatéia mais distantes, em 300 anos nunca foi-se falado a existência de uma nova Ômega nascida. Arya é valiosa demais para qualquer alcatéia de uma forma que há aqueles que não importam-se de invadir o território alheio. Mesmo que seja do Supremo Alpha.
Os lobos invadiram o território do Supremo em busca dela. Para os feiticeiros, isso foi visto como uma resposta ao chamado do Alpha e ficaram em alerta. Mas o verdadeiro objetivo era pegar a fêmea Ômega e sair o mais rápido possível.
— Você deu-me bastante trabalho… — O lhycan olha para o corpo nu da Ômega. A fêmea facilmente representa a perfeição de uma deusa. Não há qualquer marca ou falha. Apenas sua pele avermelhada ao ser castigada pelo sol do deserto.
Outros lobos fazem-se presente. Um deles a cobre com um mato. Arya está cercada. Ela fecha os olhos em derrota.
A Suprema Alcatéia mal sabia o que acontecia. A aldeia estava em paz. Crianças já estavam dormindo enquanto machos treinavam suas habilidades na areia da praia próxima a aldeia enquanto fêmeas começavam a pegar no sono.
Nyara McSally, a Suprema Luna, encontra-se em seus aposentos. Nua em sua banheira cheia de pétalas de rosa. A loba mais importante da alcatéia planeja surpreender seu amado companheiro. Uma surpresa ao qual ele provavelmente não deve resistir assim que voltar da floresta. Ela tentaria seduzi-lo com uma tentativa de aplacar o que ele vem sentindo provavelmente pela aproximação do dia que ele encontraria a vagabunda que tentaria roubar seu título de Suprema.
Ela não suspeitava do que acontecia na fronteira.
Arya tentava pensar em uma forma de escapar enquanto era levada por 6 lhycans para fora do território. Ela estava amarrada e sem chances de fugir. Havia quatro lobos em forma lhupus garantindo que nada sairia errado. Os homens estavam confiantes e vitoriosos quando chegaram próximo da fronteira. Ela é fraca demais para lutar contra um deles, o que dirá de todos.
Porém, todos param de andar, o que chama a atenção da Ômega. Os lobos transformados rosnam e Arya olha para lhycan que os lidera, vendo-o atento. De fato está acontecendo algo. Mas o quê?
Um dos lobos fica próximo a Arya, provavelmente fazendo sua segurança e impedindo uma fuga enquanto mantém-se atento. Eles olham para onde a fronteira encerra-se e correm, puxando Arya que geme de dor. Porém, cinco lobos amarelos e dois lobos vermelhos surgem em frente impedindo a fuga. Rosnados são ouvidos e mais lobos surgem. Lobos cinzas, rajados, marrons, amarelo e alguns avermelhado. São os lobos da alcatéia local.
Eles estão cercando e encurralando os invasores. Arya sente um dos lhycan segurar seu braço e puxá-la de encontro ao seu corpo, completamente possessivo. Eles não pretendem perdê-la. Porém, ousadamente e consumida pelo desespero e ansiedade, Arya o arranha causando rosnados. O mesmo desespero de antes a toma como nunca antes. Seu coração acelera e a pequena Ômega se debate nos braços do lobo.
Um leve descuido pela circunstância e a fêmea escorrega de seus braços. Os lobos que a cercam tentam impedir sua fuga, causando um tumulto com os lhycans locais. Arya cai no chão e rasteja para longe onde possa levantar e correr para longe. Ela corre para o único local que não contém lobos lutando com a esperança de liberdade estourando em seu peito até sentir seu braço ser segurado e puxado buscramenfe antes de adentrar a floresta. Ela geme de dor e, sem assimilar o que ouve, sente-se sendo chocado contra um robusto corpo.
A rigidez do lobisomem em forma humana é a primeira coisa que a lhycan repara ao recuperar-se do susto. Ela fica totalmente imóvel ao sentir seus braços em torno de seu corpo. Seu coração acelera mas sua respiração mantém-se estável. A dominância e cheiro do ser embriaga seus nariz e qualquer outro de seus sentidos.
Seu cheiro é incomum. É um cheiro de pura masculinidade e dominância. Uma dominância que a fêmea jamais sentiu em toda sua vida. Algo que a faz sentir-se muito mais… fraca. A Omega sente suas pernas tremerem sem qualquer equilíbrio quando exitante, ela levanta seu olhar.
Ela vê as típicas pinturas negras em seus ombros largos. Sua jóia e as mesmas pinturas simulando marcas de garras na lateral de seu pescoço robusto. A barba áspera e bem feita em volta de seu maxilar e boca levemente rosada; seu nariz; a pele perfeita de sua bochecha e, por fim, seus olhos. Olhos tão vermelhos quanto o sangue, mas tão intensos quanto o fogo contento um brilho tão peculiar que Arya facilmente se perde na imensidão sem fim e misterioso de seu olhar.
O medo que a Ômega antes sentia, não existe mais. A sensação de segurança que é ao estar nos braços do lhycan é única. É como se nada pudesse feri-la por estar ali. É como se nada pudesse tirá-la de lá.
O coração de ambos batendo tão forte que é impossível haver ritmo. A respiração de ambos estão paradas como se os dois tivessem morrido no tempo apenas para viver aquele momento em que não importava quem e de onde são, mas que seus corações modificam-se a bater no mesmo ritmo antes de pouco a pouco acalmar-se. Suas respectivas mente e raciocínio não processam nada além do prazer que sentem.
O macho logo excita-se. Sua imaginação o faz imaginar diversas cenas obscenas e sensuais com a fêmea em seu braço. A vontade de colocá-la debaixo de si, adentrá-la e gozar como jamais havia ejaculado em nenhuma outra é massacrante, mas controlada. Ele poderia ter aquele corpo junto ao dele por séculos. Tudo que ele sabe é que aquela fêmea, cujo coração bate como o dele e compartilha as mesmas sensações que ele, é dele.
Dizem que há compartilhação de energia espiritual entre duas metades destinadas um ao outro. Pelo primeiro olhar, há uma conexão e o primeiro toque, uma descarga incontrolada de sentimentos que aos poucos vão se igualando juntamente as batidas do coração. A emoção é tão profunda que afeta ambas as almas de maneira privilegiada. Alguns conseguem até ver seu futuro com seus predestinados. Já outros, são tantas sensações, sentimentos e ações inconsciente de seu corpo, que a mente simplesmente não aguenta-se e apaga.
O desejo consumiu o Alpha até mesmo quando a fêmea desmaiou em seus braços, obrigando-o a deitá-la no chão pousando-a sobre sua perna. Seu coração ainda batia tão forte quanto antes. A beleza que ela possuía o hipnotizava e seu cheiro doce levemente picante é de pura fertilidade. E essa fêmea é dele.
Ele mataria o primeiro que ousar sequer tentar tirá-la de seus braços…
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