Capítulo 13.
Amores... Obrigada por virem conferir.
Espero que estejam gostando. Votem, comentem, indiquem.
Me digam o que estão achando. Beijos!!!
***
Evelyn deixou os dois, perto de outros futuros colaboradores que aguardavam no saguão.
Uma senhora se apresentou, e pediu que todos a seguissem até uma das salas. Pediu que preenchessem as fichas, e João a ajudou com as poucas coisas que Ana não conseguiu entender. Então adentraram na sala, 5 pessoas. Uma delas, aparentemente do Rh.
A mulher pediu que a senhora entregasse os contratos, e foi explicando um resumo primeiro em inglês, depois em francês, espanhol, e por fim português. Antes de cada resumo, ela pediu que levantassem a mão as pessoas que tinham como idioma natal o que ela usaria para explicar, e assim Ana viu que havia mais 2 brasileiros além dela e João, e eram entre 25, 28 pessoas, pela conta rápida feita mentalmente.
O contrato começou muito bem, mostrando sobre construção de carreira, direitos e deveres. Mas, tinha algumas coisas diferentes das informações que receberam no Brasil. João também notou, não estava muito bem especificado sobre metas de campanhas e contratos para a empresa, e um dos colegas ali na sala perguntou, porém Sabrine (a moça que falou dos contratos) era tão boa nas palavras, que fez aquilo parecer "mamão com açúcar".
Ela e João pensaram "Se desistirmos, ficamos devendo os custos da viagem, melhor encarar mesmo. "
Depois foram conhecer alguns setores, e 3 pavimentos que teriam "autorização" para circular e trabalhar. Ela não entendeu tudo o que a mulher dizia, pois era um inglês nativo, escutou como se a criatura tivesse dito de forma rápida, mas João foi ajudando, e voltaram para a sala onde estavam anteriormente. As equipes seriam divididas.
Ana deu graças a Deus, quando ela e os outros brasileiros foram chamados para ficar na equipe de uma editora chefe brasileira. Receberam alguns materiais, chocolates de boas-vindas, e cada grupo foi se reunir com seu representante, que depois lhes mostrou o setor onde trabalhariam. No grupo que os brasileiros estavam, só os estadunidenses não ficaram. Eles foram para o pavimento superior, mas a coordenadora Bethany informou que isso já era esperado.
Ana pediu perdão a vida mentalmente, por ver que tinha gente mais perdida no inglês que ela. Mas sabia que havia muito o que melhorar, e tentaria se aproximar o quanto desse, de Bethany (na verdade, Betânia) ela parecia legal. Já a outra superior, Miranda, a quem também poderia se reportar em certos trabalhos, parecia ser o apelido que chamavam pelas costas "a muralha".
Essa, quando falou com eles, até repetiu, mas dava para ver na expressão que não faria isso o tempo todo, que teriam de se esforçar. Ana pediu mentalmente a vida, que mal tivesse que trabalhar com ela.
Mas a vida quis lhe pregar uma peça, e Miranda resolveu que Ana trabalharia por uns tempos para ela, e não para Bethany.
Bethany instruiu Ana Carla que tivesse paciência, que pegaria ela de volta, mas que Ana precisava mostrar garra. - Pode me procurar quando precisar de ajuda ou não entender alguma coisa.
- Obrigada, de verdade. É tão dificil assim?
- A última ficou dois dias no hospital, por estresse emocional. - "Mas ela chamou por achar que a menina entrou por dormir com alguem daqui. Já você, ela me disse que parece ter garra, e não por ter se deitado se alguém. Ela quer ver se está certa ou errada".
- Jesus... - A expressão de Ana quase fez Bethany rir.
Na primeira semana, Ana chegou em casa e chorou todas as noites. Miranda falava em inglês o que queria. Ela e Rosalinda, não entendiam tudo, mas Ana pedia que repetisse ou escrevesse, mesmo que ela "as devolvesse" para Bethany, pois dizia a si que a mulher sabia que elas não falavam perfeitamente, então dificultava com jeito nativo. Ela se lembrou muito do que Rodrigo ensinou a pedido de Samy, quando ele ia para casa delas, depois que descobriram que ele sabia.
A mexicana falava além de seu idioma natal, um tanto de inglês e português, pois o pai dela era brasileiro.
Quando Ana não encontrava Betty para lhe dar instrução, lhe vinha desespero, mas então ela ia até o banheiro e pesquisava no celular ou falava com Dandara.
***
" O que eu estava pensando quando aceitei? Não sei conversar tanto em inglês. " - Pensou e viu mensagem de Samy. Ligou para ela pelo WhatsApp.
Assim que a amiga atendeu, perguntou como Ana estava, e teve a resposta que bem, mas Samantha conhecia ela. - Ana... Fala comigo. Não fica se sentindo sozinha meu bem. Tô aqui, fale comigo.
Ana explicou que sua "chefe temporária" estava sendo um porre. Que muitos tinham dito que a senhora era a pior daquele pavimento.
- Meu bem... - Samy começou. - Nem acredito que você está se deixando levar por ela. Essa mulher com certeza viu que você não é mole, que você é alguém que brilha aonde chega. Mostra a Ana que venceu todos os lugares para o qual se mudou com a família. - Ela escutou Ana soltar a respiração como quem tentava aliviar um peso - Você enfrentou tantas pessoas na vida, agora é a chance de mostrar o tanto de treino que teve. Meu bem, eu não deixaria você ir, se eu achasse que você não sabe se virar. Você soube sair de tanta coisa... você sabe ser ligeira. Essa mulher vai reconhecer isso, ela só ta te testando... no mínimo achou que você só entrou pelo rostinho bonito.
Ana riu baixinho - Precisava daquele abraço seu, que eu tanto reclamava só pra te perturbar.
- Te dou quando voltar. - Deu risinho também. -Você é maravilhosa, não se esqueça disso. Mostra a todo mundo a Ana que sabe contornar as mudanças que a vida lhe traz. Só mostra a eles você, a minha irmã.
" Caramba Samy, eu precisava mesmo falar com você. " - Obrigada. Você sempre sendo meu suporte. - Se despediu dela.
Foi até o apartamento de João, e pediu que todas as noites - ao menos algumas semanas- eles se vissem um pouco, para que ele lhe passasse mais do idioma inglês. Ele disse que tinha pensado nisso, mas que aquela semana tinha chegado tão cansado, que não deu, porém que era uma ótima ideia.
Além disso, ela via vídeos no YouTube, antes de dormir. Algumas vezes ela viu em casa, quando estava trabalhando no hotel com Dandara. Além disso, Samy dizia que Dandara tinha razão, e as vezes elas viam um episódio da série que assistiam, no idioma original. Tudo isso ajudou a se desesperar menos com o "ouvir", apesar de querer sair correndo quando não entendia tudo.
No dia seguinte, Ana foi determinada a não se deixar abater. Claro que ela não demostrava aquilo na empresa, só ficava triste em casa. Porém a conversa com a amiga, a lembrou de todas as vezes que foi forte. Falar com os pais ajudou também.
No fundo, sabia que a saudade estava pesando tanto quanto as dificuldades, então parecia que era impossível continuar. Mas ali estava, dizendo a si, que ia lutar com todas as forças.
***
Três semanas depois da conversa com Samy...
Ela apressou os passos para alcançar o elevador, e pediu que a pessoa que entrou esperasse por ela, não deixasse a porta fechar.
Ao entrar, percebeu que era o cara que já tinha visto de longe, que as vezes ia até o escritório de Miranda. Ele trabalhava no pavimento superior.
Estava num terno que lhe caía perfeitamente, em tom escuro. Tinha os cabelos num castanho bem claro, mais ou menos na altura da orelha, em camadas. As vezes pareciam desgrenhados, mas era quando ele não passava nada para alinhar, e ainda assim lhe dava tanto charme quanto quando estava penteado para trás, ou com divisão lateral e um topete elegante um pouco para a direta. Lábios pequenos, mas isso não tornava menos atraente. O sorriso era maravilhoso, e os olhos azuis acompanhavam a alinhar do sorriso ou risada, brilhando ainda mais.
Ele estendeu a mão. - Ethan. - Ela segurou a mão dele e disse seu nome.
- A pupila da Miranda... - Disse num inglês que ela percebeu ser britânico. Assim como a elegância dele. Não que os estadunidenses não fossem elegantes.
Ana disse que não entendeu, ele trocou a palavra por "protegida", aí ela entendeu o que ele quis dizer antes. - Pupila? Não sei... - "Tô mais pra escrava".
- Ela está te deixando doida, não é? - "Ela já falou de você, para mim. " - Pôs as mãos nos bolsos da calça. - Mas se está fazendo isso, você tem potencial. Passou uma semana e não foi para o hospital, ela agora só está testando se pode confiar em você. Forte, você é. - Sorriu para ela, quando estava prestes a abrir onde ela sairia. - Tenha um bom dia, adorei esbarrar em você, fará meu dia melhor.
Ela saiu enquanto retribui o "bom dia" e olhou para trás, vendo o sorriso dele ser encoberto pela porta do elevador se fechando. - "Vai ser bonito assim na casa da zorra". - Deu passos, pensando - "Isso é cafajeste além de sedutor, mas eu daria. Pena que tem noiva, então não. "
Depois daquele dia, toparam-se algumas vezes no elevador. Trocavam frases. E quando ele ia até o escritório de Miranda, acenava para Ana na mesa dela.
***
Ana, Rosalinda e João estavam no refeitório. Almoçando e reclamando baixinho sobre os chefes naquele dia, quando viram Ethan entrar.
Ele deu uma olhada rápida com quem procura alguém, e encontrou o olhar dela. Ana estava numa das mesas ao fundo, perto da janela. Sorriu, foi até o buffet, pegou uma maçã. Algumas pessoas cumprimentaram ele enquanto isso.
- Por que ele está aqui? - João cochichou.
- Como eu vou saber? - Ana disse acompanhando o tom baixinho. - "Mas esse homem me desarma, admito. Tenho de me manter forte, afinal trabalhamos na mesma empresa. Me seguro pra não fazer a graça que queria, toda vez que encontro ele no elevador. "
- Você não percebeu que ele cada vez mais se aproxima de você? - Rosalinda disse num tom como quem queria dizer " eu não teria resistido. "
Ana deu uma olhada de soslaio para ela. - Menina, não começa um assunto desse não. Não quero fofoca. E ele é noivo, além de sobrinho da Miranda.
- Relaxa. Só aqui entre nós... vai que ele tá querendo experimentar o sabor do Brasil. - Rosalinda disse em espanhol, mas eles entendiam a maior parte do que ela dizia, e entenderam bem aquela frase.
- Ele tá vindo. - João cochichou rindo.
Ana refletiu que de fato, ele não costumava ser visto naquela área. Geralmente as pessoas de cargo mais alto, tinha outro espaço em outros pavimentos, ou iam a restaurantes chiques mais próximos. O viu colocar uma mão no bolso, erguer a maçã com a outra, a levando até a boca e morder, com o olhar nela e se aproximando. - "Esse miserável tem musculo embaixo desse terno. Tem... Ele sabe o efeito que ele causa".
Ele terminou de mastigar, disse "boa tarde" em português e espanhol.
João e Rosalinda piscaram. O cara estava sentado a frente deles. As outras pessoas mais próximas observaram, houve um pequeno cochicho entre um e outro, mas Ana disse a si para não se importar.
Ethan deu outra mordida na maçã, ainda olhando para Ana. Depois perguntou em inglês - Fofocavam sobre quem? Para eu participar.
Ana associou palavras, como fazia desde que chegou. Era assim que estava sobrevivendo. - Não pode participar, estamos falando mal dos chefes. - Ana brincou. Pelas conversas com ele no elevador, sabia que podia fazer isso. Já se imaginava tendo a surpresa de encontrar com ele.
Ele, já sabia o horário que ela chegava, e ficava aguardando na frente, mas só apertava o botão para abrir, quando a via. Assim ela pensaria que ele tinha acabado de chegar também. Ethan sabia que estava gostando da companhia, mas nunca avançou, afinal tinha noiva. Porém, sentia falta de ver o sorriso de Ana.
Os dois colegas se espantaram. Sua doida...
Ethan levou a outra mão ao peito - Não acredito que estou no meio deles. É por isso que não posso participar? Achei que eu fosse um dos bons. - Fez uma expressão decepcionada, e os dois riram.
João e Rosalinda se entreolharam.
Pouco depois, os quatro estavam rindo de outra coisa. Até que o celular dele tocou, pediu licença e disse que tinha de voltar para sua sala. Agradeceu, e foi embora enquanto falava com a pessoa na ligação.
João cochichou - Você que tem mais intimidade com ele, me diz...
Ana olhou para João - "Mais intimidade? "
Ele torceu os lábios, depois balançou a cabeça - Tá bom, que ele se senta na mesa de todo mundo. - João e Rosalinda riram baixinho.
- Ele não é soberbo. - Ana respondeu.
- De fato, não. Mas, ele fica todo abertinho perto de você. Todo mundo já notou. E eu sou homem, poh, a gente não faz isso de graça. - "Às vezes até é, mas é raro. E esse caso dele, não é de graça não. Mas ele tá se segurando. "
- Que horror!
- Mas não estou julgando, linda. Eu vejo que é um frete seco para distrair a mente das lutas aqui. Se eu tivesse alguém pra isso, também faria. - Quando ele disse, Rosalinda fez uma expressão desesperançosa, como se também quisesse o mesmo.
- Não notei nada disso. - "Mentira, notei. Mas não vou jogar no ventilador e espalhar na sala". - Não pode ser educação?
- Pode. Mas é diferente. Homem sabe. Mas enfim, procura saber se os boatos são verdade... Que ele quer fazer a própria agencia. Quem sabe ele leva a gente.
- Eu vou ser espiã agora? E, ainda assim acho que ele não poderia, não tem ele no contrato, só o Savagi, que a gente nem conheceu ainda. - "Mas de fato, quero ver que dia vou conquistar a confiança de Miranda. Já estão me dando parabéns por superar o recorde". - Estava há dois meses e alguns dias trabalhando com ela.
Rosalinda olhou o relógio. - Se não sairmos agora, estaremos atrasados. - Disse num português com espanhol.
***
No dia seguinte, quando chegou não encontrou ele no elevador. Apesar de não ver todos os dias, mas era frequente. Subiu, deixou a bolsa, pegou o café e a sacolinha e foi até a sala de sua chefe.
Miranda estava rindo de algo que estava conversando com Ethan, sentado na cadeira a frente dela, com a perna direita dobrada e o tornozelo direito acima do joelho esquerdo. Ele brincava com uma caneta, e sorriu mais ainda ao ver Ana.
- Bom dia! - Ana disse aos dois. - "Mas que porra que homem que fica bonito todo dia? Que merda". - Deixou o café na mesa da chefe e uma sacolinha, da loja de chocolates que Miranda amava. - Vi que os seus acabaram ontem à tarde. - "E ficou num estresse misturado com decepção que só Jesus na causa". - Ela não esperou agradecimento, tinha que jogar direitinho o jogo. Pediu licença e retirou. Mas percebeu antes de sair, que ela deu um sorrisinho de lado, e ele gesticulou enquanto disse baixinho que não tinha nada a ver, que ela (Ana) que era boa mesmo.
Ethan, se levantou como quem tenta ver o que tinha na sacola. A tia brincou que amava ele, mas não daria. Ele jurou que não teve nada a ver.
Ela colocou os chocolates na gaveta onde ela escondia, e bebeu um gole de café. - Já estava para dar chance a ela, mas essa semana fiquei tão cheia.
- Quando começamos a conversar, ela não sabia quem eu era, tenho certeza. Depois foi que ela disse que alguém falou para ela e pela expressão, ela não sabia antes. Foi daí que me viu vir aqui. Não falei a ela sobre os chocolates.
- Acredito. Sei que ela é inteligente, esperta e observadora. - "Já falei dela para o Savagi, não vou deixa-la nesse setor para sempre. "
- Então vai parar com o jogo que sempre faz?
- Eu não estou maltratando. - Fingiu indignação e tomou mais um gole de café.
O sobrinho deu um risinho. - Eu sei que está. - Abriu a gaveta, mesmo com ela olhando perplexa, pegou um bombom e abriu a embalagem. - Todo mundo fala que a coitada está como se fosse só uma auxiliar, que ninguém aguentou tanto quanto ela. E é verdade. - Mordeu, viu que era sabor novo, e delicioso.
- Tem razão. - Ela deu um risinho. - Eu gostei dela, me provou que tem garra. Se tivesse entrado aqui só por se deitar com alguém, já teria reclamado com a pessoa. Todas as que fizeram isso, reagiram do mesmo modo. - Ela sinalizou que ele se sentasse - Agora me conte, conseguiu um dos hotéis Denver de luxo, para gravação?
- Consegui. E Nikolai Denver, disse que ia mandar a fotografa deles, para conversarem sobre uma possível campanha, mas não fariam contrato de longo prazo. - Eles se conheceram num coquetel de um conhecido deles. Marcaram um almoço e quando terminou, os convidou para inauguração da boate de um amigo. Nikolai agradeceu, mas recusou, o primo aceitou e convidou Michael, que era um de seus associados em Nova Iorque, e Sebastian. - Gael Denver e os amigos deles, são muito divertidos.
Sebastian saiu de Los Angeles, para encontra-los, depois que Lalo o chamou com a promessa de noite divertida e mulheres bonitas. Mas queria acima de tudo, ver parte do grupo de amigos. No dia seguinte ele almoçou com Nik. Na mesma semana, os Denver voltaram para Londres, e o amigo para casa - temporária, que estava.
- O Gael Denver até me deu alguns conselhos jurídicos, para abertura da empresa. Me convidou para ir a Espanha, ou Brasil quando ele estivesse lá. São brasileiros, sabia? Esse país tem muitas surpresas. - "Gostaria que Ana me mostrasse o Brasil. Seria muito mais divertido com ela. " - Depois mudou a expressão - "Para com isso, você é compromissado. "
- Eles são homens muito bonitos, também.
- Ficamos cercados de mulheres, ele saiu com uma ruiva belíssima, e os outros dois também saíram com companhia feminina. Mas você sabe, estou noivo, não me interessei por nenhuma.
"E ela sabe que esse compromisso tem de ter exclusividade? Vocês estão juntos mais por conveniência, acorde menino". - Noivado longo demais. Se fosse para casar, já teria casado. Não vejo você empolgado.
"Hum..." - Deixe-me ir, tenho reunião em quarenta minutos, preciso me preparar. - Levantou e se aproximou da mesa - Quem sabe um outro docinho para animar o dia.
- Tente. - Ela segurou um livro e ameaçou bate-lo.
Ele riu. Saiu da sala com as mãos nos bolsos, pensando se foi mesmo sua noiva, o motivo de não ter se interessado pelas mulheres lá.
***
No dia seguinte, quando Ana entrou na sala dela com o café para chefe, e sua agenda para anotar para quem ligaria, como se fosse secretaria dela, ou a loja que iria buscar alguma coisa, ou buscar documento em outro setor, foi surpreendida.
Miranda lhe disse - Largue essa agenda. Pegue um dos cadernos ali, você vai comigo a uma reunião com um dos clientes. Nós duas conversaremos com ele. Rosalinda ficará com Bethany.
- Sim senhora. - Ana se segurou para não sorrir. Miranda olhou para ela e disse que guardasse o sorriso que ela estava segurando, para o fim do dia. Caso tivesse sucesso durante ele.
Quando voltaram, a chefe pediu que ela fosse com Elisabeth, fazer a pesquisa com as pessoas voluntarias, sobre um produto. Para em alguns dias apresentar a ela uma análise de possível campanha de imagem.
Ana chegou no apartamento e já foi ligando para Samy, mas como ela não atendeu, deixou mensagem de voz, agradecendo pela ideia de levar alguma coisa para Miranda, que ela gostasse. Pareceu ser a cartada que precisava. Depois ligou para a mãe, e contou que as coisas pareciam estar mudando.
No dia seguinte, Miranda a convidou para almoçar, para conversarem sobre outra campanha, e então a revelou que estava para elevar o trabalho dela, antes do chocolate, mas que agradecia a atenção.
***
Dia após, ela conheceu Henry, um dos fotógrafos do pavimento superior, já que ela agora também participava de assuntos de lá.
Henry aproveitou alguns momentos e fez fotos dela, dizendo que estava linda concentrada no trabalho. Ela agradeceu, e disse que precisavam terminar aquela parte do projeto naquele dia, portanto, que se concentrassem.
Já estava tarde, Henry disse que lhe daria carona para casa. Os outros, inclusive João e Rosalinda que ela levou de apoio, tinham ido mais cedo.
Quando ele parou o carro, ela agradeceu e ele lhe disse o quanto era linda. Ela sentiu que iria acontecer um beijo e não recusou. Ele se ofereceu para acompanha-la, mas ela disse que precisava descansar.
"Não será assim não. Beijinho é uma coisa..."
Ela até ganhou uma rosa, no dia seguinte.
Passaram a semana trabalhando na campanha, e antes de ir embora, se beijavam no estúdio improvisado dele.
Até que depois de apresentarem as ideias a Miranda, e dela receber elogios após a reunião ter terminado, resolveu que chamaria Henry para tomar um drink, apesar de não estar certa se seria ele o cara a quem se entregaria, mas os beijos estavam bons. Chegando no estúdio, o viu aos beijos com uma das modelos.
Saiu de fininho, foi para o corredor e ainda de costas, se esbarrou em alguém. Achava que não tinha mais ninguém, já estava tarde.
Ele a segurou pela cintura. Foi inevitável sentir o cheiro dos cabelos dela, ele a virou. - Que aconteceu?
Ana ficou em silêncio, mas estava gostando da sensação de ter seu corpo perto do dele, depois disse - Não foi nada.
- Vem comigo. - Ele segurou mão dela, e a fez segui-lo até o seu escritório no fim do corredor.
Quando entraram, ele a guiou que se sentasse, depois se sentou na cadeira dele, apoiou as mãos na mesa e primeiro parabenizou pelas ideias da campanha. Perguntou onde ela passaria o natal, que já se aproximava, e teve a resposta que no terraço do prédio, com João, Rosalinda e novata Leah.
Ethan disse que iria viajar, esquiar na neve. Ela imaginou aqueles filmes de natal, e comentou mentalmente que vida de rico era boa. Conversaram sobre alguns assuntos mais leves, depois ele comentou - Eu sei que o Henry andou te beijando. Ele me disse, mas eu pedi que a história não saísse da sala em que estávamos.
"Ele contou? Miserável. " - Não vou mentir, aconteceu. Olha, eu não sei o que dizer. Não sou assim, e isso não vai se repetir. Principalmente agora.
- Você viu ele com outra? - Ela fez sinal que sim, e ele prosseguiu - Você não deve ter dado o que ele queria de fato, correu para a próxima. - "Não estava apaixonada, mas ainda assim, nenhuma mulher merece ver o cara que esta beijando, beijando outra. Pode deixar comigo, vingaremos o sacana que queria te exibir".
Ela gesticulou a cabeça afirmativamente. Curiosa para saber do seu destino, perguntou. - Você vai mandar de volta para os trabalhos administrativos? No caso, falar com Miranda para fazer isso? - Naquele momento, foi como se tivesse sentido um peso - "Como você foi aceitar ficar beijando o fotógrafo, sua louca? " - Ela mesma se respondeu - "É por não poder beijar o cara a sua frente. Por que eu tenho essa vontade nele? Eu fiquei assim quando vi a foto do primo do Rodrigo, aquela tentação de homem, igual a esse. "
Viu Ethan se levantar, dar passos e se encostar na mesa, ficando perto dela. Na verdade, as pernas estavam roçando. - "Puta que pariu... Aí você não me ajuda. Todos os dois que queria sentar, não posso. Que vida viu... "
- Não tenho intenção de fazer isso, você é ótima. - Ele disse, ela agradeceu e ele continuou, enquanto apoiou as mãos na mesa - Posso ser sincero? - Perguntou e teve um aceno que sim. Ele falou em português - Eu entendo o Henry ter beijado você, eu me controlo para não fazer isso desde o dia que conversamos a primeira vez, no elevador.
Ana abriu mais os olhos, sentiu o rosto ficar vermelho. - " Mas gente... essa não esperava. Na verdade, desconfiei, vi como me olhou algumas vezes. " - Em português... - "Fingirei que isso é o que me abismou. Puta que pariu que sotaque maravilhoso, uma gracinha falando português, gente".
Ainda em português - Aprendi mais, para conversarmos. Não sei muito, mas vou continuar as aulas particulares. - Sorriu, e continuou em inglês - Meu apoio foi sincero, e continua sendo. Tem ótimas ideias. Já falamos com o Savagi sobre você, falta uma boa chance para apresentar, não tem de à toa, eu o conheço. - Ele pôs as mãos no bolso.
- Obrigada. - Ela disse depois de engolir seco. - "Mulher... ele é noivo..."
- E sobre o que falei anteriormente... Isso nunca ocorreu. Você sabe o entra e saí de mulheres nesse prédio, e nunca tive tanto empenho em me aproximar de nenhuma. Claro, só cortesia profissional, já impulsionei algumas, assim como com você, isso é pelo seu talento e dedicação. Mas...
Ana refletiu que nunca escutou sobre ele ser desrespeitoso, passar a mão, ou assediar alguém. Nem mesmo conversa sobre ter beijado quem dava em cima dele. Nada. Ou estava muito bem escondido, ou não aconteceu. Mas as fofoqueiras da empresa não deixariam passar. Já falavam que ele estava se aproximando dela.
Ele prosseguiu - É a primeira vez que tenho um desafio como esse, de querer muito estar com outro alguém, querer beijar você. - Pediu em português - Olhe para mim. - Ana atendeu ao pedido. - Estou louco ou eu seria correspondido? Se não houvesse um impedimento? - Ela ficou em silêncio. - Você gosta do Henry? - Outro silêncio. E ele disse em português. - Sei que não tenho direito de perguntar isso, me desculpe. Mas só queria saber se você sentia o mesmo. Acho que me enganei. - "Vou conversar com a Claire, hoje, assim que sair daqui. Não vou sentir algo por outra pessoa estando com alguém. Não é certo. Ela não está me esperando, mas irei assim mesmo. Ainda que Ana não me corresponda, não continuarei noivo". - Ele então disse - Você o beijou, provavelmente gosta dele. - Ele deu passos para a frente, não seria seguro ficar ao lado dela, sentindo a perna mesmo que por cima do terno.
Ela estava de saia apertada, que iam até os joelhos. A roupa acentuava as pernas e bunda, e ele sonhou várias vezes se agarrando a ela, mesmo sabendo que não poderia.
Ana se levantou e disse - Eu beijei ele, pois não podia beijar você. - "Foda-se, falei. "
Ethan parou, girou o corpo e voltou-se para ela. Se aproximaram de um jeito, que poderia sentir a respiração dele. Estavam lutando para não se agarrar.
- E o que acontece agora? - Ela perguntou.
Ele tirou a mãos dos bolsos, segurou o rosto dela. - Você é uma tentação para mim, minha querida. Ainda sou comprometido, e pelo que estou passando, serei sincero com ela. Provavelmente terminará comigo. Se não terminar, eu termino.
- Entendi. - " Vou jogar outro foda-se hoje. "
Ele se afastou, disse que era dificil mas precisava fazer as coisas direito. - Vamos. Te levo para casa, e depois resolverei o assunto.
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Capítulos 12 e 13 postados dia: 15/10/2024
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