Capítulo 08.
Rodrigo escutou por algumas vezes, amigos e outros alunos comentando sobre uma "Samantha da livraria", mas não sabia quem era. Perguntou a Vicente, e Bruno, seus melhores amigos e eles disseram não saber, mas também ouviram sobre. Outros dois que questionou, não sabiam. Às vezes, ele ouvia se referirem a ela como "a gordinha da livraria", ou "aquela menina é gente boa" e quando Raiane disse que conheceu, disse a ele que iria apresenta-los.
Ainda do lado de fora, viram a moça fazendo dancinha, agarrada a um livro. Quando entrou ele automaticamente se lembrou de algo da sua infância: Seu irmão feliz, comemorando por ter ganhado um livro sobre "As maravilhas do mundo antigo" algo assim.
Samy brincou que eles apagassem da memória o que viram. – "Misericórdia, que menino lindo. Acho que é mais bonito do que aquele, se bem que não lembro direito do rosto dele, ta confuso. " - Depois de um risinho explicou que estava esperando há tempos aquele livro. Deu um beijo no rosto de Raiane, e foi apresentada a ele.
Em meia hora que estavam ali, ela puxou assuntos, e o deixou à vontade. O tratou como se já o conhecesse. Ele até pensou – "Raiane deve falar tanto de mim, que ela quase me conhece. "- Foi quando terminou uma música da Shania Twain, que tocava baixinho no computador do caixa, começou uma de Eros Ramazotti.
— Você gosta de ouvir Eros? – Rodrigo perguntou, quase fazendo um meio sorriso. – "Preciso conhece-la mais..." – Voltou atenção a resposta dela.
— Quem não gosta? Ele é o cara. Acho que é meu cantor favorito. Se bem que, sou suspeita pra escolher so ele. Amo música.
Quando saíram de lá, Raiane perguntou se ele gostou dela e ele respondeu que voltaria mais vezes para conhece-la melhor.
*
Assim que chegou em seu apartamento, sua mãe estava pondo a mesa.
Mark, o motorista deles, estava de pé encostado na entrada da cozinha e lhe deu "boa noite" depois disse que "já que ele tinha chegado, os deixaria".
Marcela disse que "ele continuava convidado para o jantar".
Rodrigo concordou, o lembrou que não fizesse cerimonia, pois seria bem-vindo. — Vou tomar banho e volto. Quero contar uma coisa. – Enquanto se dirigiu ao quarto, pensou que a mãe ficava tão à vontade com Mark, e não se tratava só dele ser um segurança, motorista... já tinha notado isso. – "É claro que ela deve sentir falta de ter alguem ao lado dela, além de filhos. Sei o quanto sente falta de meu pai... Vou falar com Nik uma hora dessas sobre isso".
Quando voltou para a sala, viu a mãe rindo de algo que Mark acabara de falar, e se juntou a eles na mesa.
Marcela começou a servir nos pratos.
Rodrigo falou — Conheci uma pessoa hoje. – E quando eles olharam de forma curiosa, gesticulou negativamente com a cabeça enquanto disse — Não é nada disso. – Prosseguiu — Eu escutava sobre ela, mas hoje, mesmo rápido tive uma noção de que é alguem que vale a pena conhecer mais. Engraçado que falando com ela, me bateu saudades de Nik, parecendo até que não o vejo há anos.
— Então ela deve ser bacana. – A mãe comentou, Mark fez aceno leve de cabeça concordando. Ela pediu que agradecessem pela refeição.
— Vou descobrir. Voltarei lá. – Ele respondeu, dando as mãos a ela e a Mark. Agradeceram e comeram enquanto conversavam coisas aleatórias.
Depois da refeição, Mark agradeceu e foi embora. Rodrigo organizou a cozinha, enquanto ela ficou sentada, ouvindo sobre o que ele conversou com a moça, depois foram para o sofá.
Ela perguntou como foi o dia dele, além de ter conhecido a "moça da livraria".
Quando ele terminou de resumir, fez-se um silencio, até que ele "olhando o nada" disse — Mãe...
Marcela já conhecia aquele "mãe" que vinha dele ou de Nikolai. Até mesmo o "tia..." quando era um dos sobrinhos. Ficou numa posição melhor enquanto gesticulou que ele deitasse e apoiasse a cabeça em seu colo. — Que foi, preciosidade?
— Acho que Raiane vai terminar comigo, mas está enrolando.
— Como assim? Mas vocês estavam mesmo namorando? Eu gostei dela, achei que estivessem namorando. - Ela começou o cafuné nos cabelos dele.
— Não sei dizer se era namoro, mas nós dois não estávamos saindo com mais ninguém. Porém sei que ela vai aceitar a oferta de ir pro exterior, ou outro estado para fazer o internato. Eu quero vê-la realizar o que deseja, até falei com o cara que para reforçar a aprovação. Eu iria vê-la sempre que pudesse. Mas pelas gracinhas que ela já soltou, parece que acha que eu não aguentaria namorar a distância.
— Então ela não te conhece direito meu filho. Sei que você já foi mulherengo, mas parou com ela. Você a respeitaria. Criei vocês, para respeitarem.
— Fiz um jantar, perguntei se ela queria namorar sério comigo. Mas acho que ela está num tempo diferente. Talvez nunca quisesse namorar mesmo, mas gostava de estar comigo. Ela disfarçou, eu não insisti.
— Poxa... – Marcela continuou carinho nos cabelos dele. — Mas que bom saber que queria namorar. Quem sabe depois casar...
— Bom, não tinha pensado na etapa de casar, mas não precisava terminamos. – " E se estivéssemos namorando, e ela quisesse se casar, ter familia e eu aind anão, eu falaria. A deixaria livre para encontrar alguem que quisesse. " — Se ela pensa que é melhor assim, não vou insistir. Eu vou seguir meu caminho também, tudo certo.
— Entendo... – Marcela se lembrou de seu irmão Marcus, nesse momento. A história que ele não viveu. — Se seu destino for ficar com ela, ela vai refletir. Mas se não for, isso dará espaço para a pessoa certa. – Deu beijinhos nele enquanto dizia — Meu bebê lindo. – E ele "reclamava" sobre não ser bebê, mas apoiava o "lindo" e ela deu risada.
***
Quando Samy contou a Ana sobre Rodrigo, ela disse — Quem sabe a vida tá aproximando vocês porque ele vai ficar solteiro? – Fazendo a amiga rir.
Samy até sorriu desacreditada, quando o viu sair do carro dele, dois dias após o dia que se conheceram, e entrar na livraria, dizendo que teve vontade de ver como ela estava.
Depois desse dia, ele foi mais 4 vezes, entre dois ou três dias de diferença. O último, foi com Raiane, e se divertiram novamente na conversa. Duas semanas após, ela foi sozinha para ter conselhos do melhor modo como conversar sobre terminarem, pois agora Samy tinha contato com ele, poderia ajudar melhor.
Cada dia que Samy chegava em casa e dizia a Ana que ele tinha ido lá, deixou ela mais curiosa. Precisava ver esse cara. Então, perguntou qual o proximo dia que ele estaria lá. Teve a resposta de que ele tinha prometido que voltava em três dias. – "Ele prometeu é... quero saber que interesse é esse dele".
***
— Ana, o carro dele ali. Chegou.
Ana chegou mais perto da vitrine, observou o cara saindo do carro, e dando passos até a calçada da loja. Depois ele fez sinal para Samy que "já voltaria", apontou para as pastas na mão dele, e seguiu para portaria, onde ficava o elevador.
— Ele vai no escritório aqui no andar de cima, já volta. – Samy explicou.
— Que menino bonito da zorra. - Ana falou e sua expressão abismada fez a amiga gargalhar, enquanto fazia reposição das edições novas das revistas que falavam de celebridades. — Será que tem mais gente assim na família? Um irmão, primo... pois essa Raiane aí me desculpe, mas vou juntar vocês dois. Se não tiver mais ninguem, vou ficar sobrando.
— Meu bem, acho que ele não olharia assim pra mim. – Samy fez um riso abafado, daquele tipo com um sonzinho espremido na garganta.
— Por que não? Se bem que, deixa eu ver direito se ele presta. Aí sim eu digo alguma coisa, pois não confio muito no seu julgamento. Pra você todo mundo é, ou tem seu lado bom. – "Mas que ele é bonito, é viu. "
Quando ele voltou, Samy estava atendendo cliente. Ana folheando uma revista, mas parou e se aproximou dele estendendo a mão — Samy fala muito de você, viu. Prazer, Ana Carla.
— Muito prazer, Ana. Já ouvi sobre você também, queria mesmo te conhecer.
— Ah, é? – Ela disse em tom divertido.
Samy levou o cliente até a porta, agradeceu a compra, depois se aproximou dos dois. — Já se conheceram, que bom. – Olhou para Ana, mas fez gesto apontando. — Bonitão né?
Ele nem esperou resposta — Ôpa... muito obrigado.
Ana estreitou o olhar — Até que não é feio não.
Rodrigo se fez de ofendido, brincou — Eu ainda estava colocando o capacete, mas o tiro foi no peito.
Elas gargalharam.
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