🌊 CAP 8 🌊
Senti a brisa do mar entrando pela janela do meu quarto, o que me fez sentar na cama e apreciar aquilo. Em casa eu não tinha isso, já que não morávamos de frente para a praia e era um pouco longe. Então quando vinha aos meus avós, isso era uma das coisas que eu mais amava apreciar.
Coloquei um biquíni vermelho e desci para o café, o Bryce já estava por lá e revirou os olhos quando viu qual seria a minha primeira atividade do dia. Minha avó não deixaria eu sair porta fora sem nem comer uma fruta que fosse.
- É sério isso? Todo dia dentro desse mar, você é tão estranha. - Bryce fala com cara de desdém.
- Cala boca, não pedi sua opinião. - retruco.
- Ridícula. - diz revirando os olhos, me fazendo dar um tapa na nuca dele.
Não demorou muito para que eu me encontrasse com o meu oceano. Por mais que vivesse isso todos os dias, a sensação sempre se tornava única. Não tinha como enjoar de algo que eu realmente amava, como se o mar fosse meu oxigênio.
O Reggie chegou de carro e antes de entrar no mar foi para dentro de casa, logo saindo com um pedaço de bolo nas mãos. Esse garoto só pode passar fome em casa.
- Qual é a sua, roubando o meu bolo. - digo caminhando até ele, meu corpo pingava água salgada.
- Tradição desde os doze anos. - sorri, dando uma piscadinha. - Quer jogar vídeo game de tarde?
Eu ia surfar com o JJ, mas antes disso acho que daria tempo de jogar vídeo game com o Reggie. Afinal, eu surfaria quase no final da tarde com o Rudy, já que é melhor para as minhas queimaduras de sol.
- Vou adorar ganhar de você. - digo rindo.
- Dois contra uma. - fala sorrindo, me fazendo perder toda minha animação. O Hacker também jogaria.
- Perdi a vontade.
- Deixa de idiotice Emma. - fala o Reggie revirando os olhos. - Parecem duas crianças, eu tenho certeza que isso aí tem outro nome.
- Claro que tem, se chama ódio. - digo revirando os olhos. - Você é irritante.
- Você é um doce. - fala debochado, logo fazendo uma pausa. Lá vem. - Doce azedo e estragado.
- Ah, mas vai se foder Reggie.
[...]
Minha vó fez lasanha de almoço, almocei ali mesmo antes de ir para a casa do Reggie. Tenho certeza que ele comia muito mais quando vinha na casa dos meus avós do que quando estava na própria casa.
Nunca tive ciúmes do Reggie com eles, ele praticamente cresceu nessa casa também, de uma forma diferente, mas cresceu.
Ajudei a minha vó a limpar a bagunça do almoço e logo troquei de roupa. Coloquei meu biquíni branco, um shorts jeans e uma camiseta branca e por fim fiquei com o meu chinelo preto e um boné verde. Acho que passo o verão inteiro assim, com biquínis e shorts. Era uma roupa tão confortável e para mim não precisava nem ser usada só porque ia para a praia depois.
Qualquer oportunidade de usar biquíni, eu estava lá usando. Assim como qualquer oportunidade de pegar uma onda.
- Emma, você não está se arrumando para um desfile. - bufa o Reggie da ponta da escada. Logo desci.
- Você jura? Achei que era um evento de gala, não tá vendo o meu vestido de milhões? - rio.
- Deus, me de paciência. - Reggie falou erguendo as mãos para cima e logo soltando uma risadinha.
- Idiota. - murmuro revirando os olhos.
Entramos no carro e eu abri a janela, sentindo o vento bater no meu rosto e levantar os cabelos. Na beira da praia, havia um casal com duas crianças. Ambas estavam segurando pranchas infantis e o cara que estava com elas, que eu acredito que seja o pai delas, estava tentando explicar algo sobre equilíbrio, pelos gestos que ele fazia com as mãos e os braços.
Adoraria que meus pais tivessem participado do meu aprendizado no surfe. Meu pai até estava lá em algumas partes, mas a minha mãe nunca fez questão de estar. Talvez se ela tentasse se colocar no meu lugar, ela me entenderia. Ser grudada aos meus avós tem um motivo. Tem o conforto emocional que eu nunca tive da minha própria mãe. A mulher que me colocou no mundo mas que por algum motivo adoraria tirar as coisas que eu amo.
- Vou ir surfar com o JJ. - aviso descendo do carro, assim que o Reggie estacionou na garagem aberta da casa dele.
- E o que eu faço com essa informação? - pergunta irônico. Daqui a pouco ele já soltaria as patas em mim.
- Enfia no seu cu. - reviro os olhos. - Só estou avisando porque vou sair direto daqui.
- Faça o que você quiser, Emma.
Já era notável o humor do Reggie diferente só pela informação. Eu odiava isso nele, me ignorar ou ser grosso, não ajudaria em nada. Nem mesmo resolveria o problema que os dois tem.
A Maria estava trabalhando e o Nate estava em uma audiência no tribunal, minha mãe também estava lá. O que significa que além da casa estar só para nós três, com certeza eu poderia xingar os dois no jogo caso eles me matassem.
O Reggie foi para a cozinha pegar algumas bebidas e eu fiquei na sala escolhendo alguns jogos que a gente poderia jogar. Não sabia como jogava a metade, eu sempre morria ou era morta de propósito em todos. Não fazia diferença, minha presença nesses jogos era só para atrapalhar. Nem mexer no controle eu não sabia.
- E aí, loirinha. - Diz o Hacker se jogando no sofá.
Revirei os olhos por ouvir o que ele chama de apelido. Grudou igual pulga.
- Ensina a Emma a jogar Valorant. - fala o Reggie vindo da cozinha.
- Ensina você. - rebate o Hacker. - Da última vez, eu quase quebrei a TV na cabeça dela.
- Era para rir da piada? Porque você não me avisou. - retruco, cruzando os braços em frente ao corpo.
- Você só precisa acertar alguns tiros, não todos porque eu sei que se acertar um, já é muito para você. - fala rindo sarcástico. - E tenta mexer nesse lado do controle, quando for correr.
- Viu, vai ser legal. - fala o Reggie sorrindo, se sentando do meu lado.
- Estou emocionada com tanta diversão.
- Tenta engolir o controle, vai que você aprende dessa vez. - diz o Vinnie rindo, me fazendo o fuzilar.
Jogar com os dois significava perder toda paz e paciência. O problema não era eu não saber jogar, mas sim que naquela sala tinha três pessoas totalmente competitivas. Três pessoas que não aceitavam perder, e caso isso acontecesse, ficavam emburradas.
Eu era uma delas. Eu realmente sou competitiva e odeio perder. Principalmente se estiver competindo com alguém insuportável.
Na minha primeira tentativa, o Vinnie tentou me ajudar a mexer no controle. Era diferente, muita informação para mim. Eu quase nunca jogava vídeo game com os meninos, principalmente porque eu não era próxima do Hacker. Nunca gostei dele. Mas esse ano a gente se aproximou por conta que eu mudei de escola.
Tudo estava mudando, ele se tornava cada vez mais irritante. A única coisa que não mudava, era o fato de não suportarmos um ao outro. Isso nunca mudaria.
- Não quero mais. - digo colocando o controle na mesa de centro. - Isso é ridículo.
- Você que não sabe jogar. - fala o Vinnie com os olhos focados na TV. - Eu falei que você é uma planta nesses jogos.
- O Reggie venceu cinco vezes você, o senhor fodão. - digo empurrando o ombro dele, o fazendo me fuzilar.
- Pelo menos eu sei jogar, senhora chatice. - rebate, me fazendo mostrar o dedo do meio.
- Da para vocês calarem a boca e jogarem direito? - reclama o Reggie irritado. - Presta atenção nessa porra, Vincent.
- Fala isso para a sua melhor amiguinha, que só me atrapalhou. - reclama irritado.
- Não tenho culpa se você não sabe que é péssimo nisso. - dou de ombros.
- Você é perturbada da cabeça.
- Não sou você. - retruco, o vendo me mostrar o dedo do meio.
•••
Eu já havia desisto de jogar, estava apenas sentada no sofá entre os dois que gritavam um com o outro. Hoje foi o dia que eu realmente me perguntei o que eu tinha na cabeça quando virei amiga do idiota do Reggie. Com certeza não pensei com o cérebro normal.
Levantei e fui para a cozinha, fiz um sanduíche com pasta de amendoim e voltei a me sentar no sofá. Eu estava com fome e logo iria para a praia, entrar na água dava muita necessidade de comer e beber algo. Então queria forrar o meu estômago antes de sair.
O Vinnie ter errado o alvo, foi a gota d'água para o Reggie que se levantou emburrado e saiu da sala.
- Você é muito folgada. - fala o Vinnie me olhando enquanto eu devorava um sanduíche.
- O Reggie faz muito pior quando vai na casa dos meus avós. - dou de ombros.
- Primeiro rouba salgadinho e agora a minha pasta de amendoim. - fala rindo.
- Vai parar de encher o meu saco de eu fizer um para você? - pergunto dando a última mordida no meu sanduíche.
- Se você não colocar veneno e me matar, eu prometo que eu paro.
- Vou esperar a oportunidade perfeita de acabar com você. - retruco.
Eu me referia a oportunidade perfeita de afogar o Hacker.
Realmente fiz um sanduíche de pasta de amendoim para o Vinnie. Era algo inédito, mas só fiz para ele parar de jogar na minha cara que além de folgada, eu estava comendo a pasta de amendoim dele. Eu não sabia que era. Estar na casa do Reggie me deixava confortável ao ponto de abrir a geladeira e procurar comida.
Logo fiz outro sanduíche para o Reggie que chegou choramingando nos meus ouvidos falando: " ele nem é seu amigo e você fez sanduíche" , " cadê o meu Emy?" Coisas irritantes que só ele sabia fazer.
- Vai ter matemática quando? - pergunta o Vinnie quebrando o silêncio enquanto comiamos.
- Acho que vou ter aula daqui a dois dias, talvez eu tenha prova de química primeiro. - digo.
- Tenho Literatura na terça. - fala o Vinnie tomando uma cerveja.
- Posso tentar te ajudar na segunda, assim consegue fazer uma prova auxiliar.
- Estudamos juntos então, te dou carona da escola até aqui. - fala neutro, me fazendo assentir.
- Vou querer ver de pertinho vocês dois se matando. - fala o Reggie rindo. - A Emma é uma aluna excelente para grudar a cabeça na parede.
- Idiota, eu só não gosto de química e nem de matemática. - reviro os olhos. - Você que não tem paciência.
- E o Vinnie muito menos, ainda mais com vocês dois tentando ajudar o fraco um do outro.
- Relaxa, não vou tentar matar você. - fala o Hacker rindo. - Mas não prometo que não vamos brigar, aí já é totalmente impossível.
[...]
O sol já estava querendo ir embora, então já estava na hora de ir encontrar com o JJ. O avisei por mensagem que estava saindo da casa do Reggie. Sabia que o meu melhor amigo não estava gostando disso, mas simplesmente não falou mais nada e nem menos complicou.
Não era um pedido de casamento, a gente só estava se curtindo. Não seria algo sério. Acho que meu coração nunca foi de verdade de ninguém.
Fui caminhando da casa dos Hacker's até a casa do JJ, também era de frente para praia e em um bairro simples mas bem confortável. As ondas estavam agitadas, cada vez que caia a noite, o mar se manifestava ainda mais.
De dia calmo, de noite agitado. Mais uma vez se parecia comigo. Talvez o oceano tivesse mesmo moldado a minha personalidade.
- Emy. - vejo o JJ vir caminhando na minha direção, tirando o meu corpo do chão em um abraço.
- Isso tudo é felicidade em me ver? - pergunto gargalhando, logo sendo posta no chão de novo.
- O que mais seria? - pergunta rindo. - Vem, vamos surfar antes que fique escuro.
Acredito que naquela região era o local que enchia de surfistas na água, porque era exatamente isso que havia ali.
Tirei o meu shorts e o JJ me emprestou uma prancha secundária que ele tinha. Sempre preferi surfar com a minha, sem ela parecia um ambiente novo. E era.
Entramos na água e ela estava muito mais gelada que o normal. Mas a sensação continuava sendo ótima. Deitei na prancha e nadei até a parte mais funda, sentei na mesma e esperei que uma onda ótima viesse. Surfar não é só ficar de pé em uma prancha, precisa saber sentir e enxergar o oceano. Precisa ter essa sensibilidade para entender que ele se comunica atrás das ondas, do vento e do barulho delas se quebrando na areia... Acho que cada pessoa é assim. Com uma forma diferente de se expressar.
- Emy, acho que conseguimos pegar aquela. - fala o JJ sorrindo, apontando para uma onda grande que vinha tomando forma.
- Essa é ótima. - sorrio.
Virei a minha prancha e assim que a onda me levou, subi na mesma mantendo o meu equilíbrio. Fiz uma rasgada tão majestosa que eu estava me sentindo perfeita. Cai na água e logo subi novamente, vendo o JJ se perder no meio das ondas.
Assim que outra se formou, subi na prancha novamente e dei flexão aos meus joelhos e nos meus pés. Baixei um pouco meu corpo e entrei dentro da onda, tocando a minha mão na parede dela. Meu tubo não durou muito, a onda logo me derrubou com força.
- Você é ótima nisso. - diz o JJ sorrindo. - Seu tubo foi ótimo, mas deveria ter mantido o equilíbrio para frente.
- A onda estava baixa demais. - digo mexendo os meus pés dentro da água. - No próximo eu melhoro.
- Isso não é difícil para você. - diz sorrindo.
•••
Já estava escurecendo e era difícil ver qualquer coisa no mar. Decidimos sair ao invés de surfar. Mergulhei a última vez no mar e logo sai da água com a prancha de baixo do meu braço. A coloquei na areia e sentei por cima. O JJ sentou do meu lado.
Ficamos conversando enquanto estávamos olhando o mar. Não tinha mais surfistas na água, havia apenas duas pessoas, em uma distância mais afastada, que estavam dentro da água.
Bem no fundo, aonde o olho quase nem consegue decifrar o ambiente, tinha um barquinho. Provavelmente de pescaria. Na temporada de pescas, o mar ficaria igual um deck iluminado: Cheio de mine luzes em alto mar.
Eu amava olhar e falar para o meu avô que eram as estrelas que estavam descendo do céu para surfar no mar e curtirem o verão. Meu avô só teve coragem de acabar com essa magia, quando eu realmente perguntei o que eram aquelas luzes.
- Quer que eu leve você para casa?
- Eu não iria negar. - digo rindo. - Mas vou molhar o seu carro.
- Não esquenta com isso, eu também estou molhado. - sorri.
Pegamos as pranchas e as deixamos no deck da casa do JJ. Coloquei o meu shorts e assim que sentei com ele no banco do carro, já senti a umidade ultrapassando o tecido, do biquíni para o shorts.
A noite estava ótima, tinha um vento gelado, mas isso sempre foi típico de noites na praia. Só haveria noites sem vento, quando o mar decidisse não ter ondas.
O caminho todo foi de uma conversa agradável. Eu tento entender o motivo dos meninos não irem com a cara do JJ, mas não encontro motivos plausíveis a isso. Ele era legal e também beijava bem. Não vejo motivos para o odiar. Pelo menos ainda não enxerguei nada demais nele.
Fumar maconha não era um crime, todos naquela praia e região faziam isso. Se duvidar, até o meu pai fuma escondido. Tem dias que ele está igual o Pateta.
- Precisamos fazer isso mais vezes. - diz sorrindo, desligando o carro.
- Na minha percepção, é uma ótima ideia. - sorrio. - Você sabe onde me encontrar quando quiser surfar.
- Você está sempre no oceano, Emy. - ri. - Podemos treinar o cut back.
- Eu amaria, não aprendi a fazer isso ainda. - rio.
- Você também sabe onde me procurar. - diz sorrindo, dando uma piscadinha.
Nossos olhares se cruzaram, fazendo um leve movimento de descer o mesmo para os lábios um do outro. Senti a mão do JJ na minha cintura, me puxando para mais perto. Nossas respirações estavam próximas e logo nossos lábios colados.
O beijo era calmo e macio, tinha gosto de álcool e os lábios dele estavam salgados da água do mar.
Senti a mão dele entrelaçar os dedos no meu cabelo, dando uma puxada delicada neles. Logo, finalizando o beijo com uma puxada leve no meu lábio inferior.
- Obrigada pela carona. - digo sorrindo e desço do carro.
Entrei em casa e estava tudo escuro, meus avós deveriam estar dormindo e o Bryce socado em algum canto.
Eu estava com fome, e como conheço a minha vó, sabia que tinha um pratinho com a minha refeição na geladeira. O peguei e esquentei no microondas. O mar me dava fome, acho que qualquer água dava. Até mesmo estar dentro da piscina fazia com que tivesse fome rápido.
- Você desceu o seu nível pegando esse cara. - escuto a voz do Bryce se aproximando, logo se sentando à mesa.
- Não começa. - reviro os olhos. - Com você é cada uma diferente em cada dia.
- Ah claro, eu me preservo. - fala rindo.
- Percebi, Bryce. - falo irônica. - Aonde você estava?
- Eu tinha saído para andar de skate com a Avani, o Hacker também estava na pista.
- É aonde ele vive. - digo me levantando e indo lavar o meu prato.
- E você no mar. - diz sorrindo. - Duas vidas conflitantes.
- Não entendi a piada.
- Não é para enteder, Emy. - diz sorrindo, se levantando e dando um beijo na minha testa. - Vai começar e estudar matemática quando?
- Segunda, vou para a casa dos Hacker's depois da escola. - digo séria. - Espero que a minha nota suba.
- Boa sorte, loirinha.
Eu já estava me irritando com o fato de que agora todos queriam me chamar de loirinha, só por causa do Hacker. Apenas por provocação.
Era um apelido idiota e irritante, meu apelido sempre foi Emy. Era tão simples ter me chamado assim, do que colocado um loirinha no meio. Sem falar que a pronúncia dele ficava diferente.
Ter estudado com o Reggie foi moleza. Agora estudar com o Vinnie e tentar ensinar algo para ele de Literatura, já era outro assunto. Um assunto que eu sabia que me faria me arrepender de ter pedido ajuda.
A verdade era que tudo estava só começando. É apenas o começo de uma onda, ou talvez de um enorme tsunami.
Espero que ele não me faça afundar pela intensidade que vai chegar.
Oiii nenéns, voltei com mais um capítulo!!
Espero muito que gostem!
Peço por favor que não sejam leitores fantasmas!!! Quero ver o perfil de vocês nos comentários. Vocês são incríveis demais para ficarem escondidos viu?!!
Amo quando recebo alguma notificação de volta dos capítulos, faz toda diferença. Por isso eu peço, favoritem e comentem também. Se sintam confortáveis nos comentários para isso.
O que estão achando que virá nos próximos capítulos? Qual será a metáfora do tsunami?
Vejo vocês no próximo capítulo, starfishes! 💗🌟💗
Beijinhos marinhos!!!
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