Vida misteriosa.

Olá, pessoas!
Como vocês estão? Espero que muito bem ❤️

Voltei com mais uma atualização de Falling for the enemy e espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Leiam as notas finais e boa leitura ❤️

⭐️⭐️⭐️

Capítulo Três.

Vida misteriosa.

Busan, 13 de agosto de 2017.



A manhã de domingo chegou trazendo consigo o peso habitual que parecia ter se alojado nos últimos dias. Jungkook despertou no pequeno quarto do hotel, com as primeiras luzes do dia atravessando as cortinas entreabertas fazendo com que sua vista queimasse. O cansaço físico era evidente, mas o verdadeiro desgaste estava em sua mente, que parecia estar em constante guerra consigo mesma. Ele se sentou na beira da cama, esfregando o rosto com as mãos, como se tentasse apagar as memórias das últimas 48 horas com esse simples ato.

O luto estava ali, inevitável, mas ele não podia permitir que o dominasse. Jungkook havia tomado uma decisão clara: sua dor precisaria esperar. Ele só se daria ao luxo de se render ao sofrimento depois que tivesse cumprido seu propósito. Até lá, tudo em sua vida seria sobre vingança. Era uma promessa que havia feito a si mesmo, um juramento silencioso em memória de Mihae.

Assim que o relógio marcou oito horas, Jungkook se levantou, arrumou suas coisas e desceu para o lobby do hotel para fazer o check-out. Ele agradeceu brevemente ao atendente e saiu para a rua, respirando fundo o ar frio da manhã. Seus passos o levaram automaticamente até o hospital, mesmo que parte de si relutasse em ir até o local. Ele sabia que encontrar sua mãe naquele estado seria mais um golpe duro em sua vida, mas eles precisavam um do outro agora mais do que nunca. Era tudo o que restava de sua família que se despedaçou mais e mais com o passar dos anos.

Ao chegar ao hospital, Jungkook encontrou sua mãe no mesmo estado apático da última vez. Ela estava sentada na cama, o olhar perdido em um ponto distante, como se estivesse presa em uma memória que ele não conseguia alcançar. Ele sentiu um nó se formar em sua garganta. Não havia palavras que pudessem confortá-la, e ele sabia disso. Apenas se aproximou, tocando levemente sua mão, como quem diz "eu estou aqui."

A verdade era que o luto era uma criatura cruel, que não obedecia ao tempo nem às circunstâncias. Não era algo que passava com dias, semanas, meses ou até mesmo anos. Jungkook sabia disso. O luto só começaria, de verdade, quando ele sentisse que Mihae poderia descansar em paz. Quando os responsáveis pela sua morte estivessem atrás das grades e pagassem pelo que fizeram. Só então, em um dia distante, ele imaginava que as lembranças da risada de sua irmã poderiam trazer conforto em vez de dor.

Após se certificar de que sua mãe estava sendo bem cuidada, ele deixou o hospital. Ao sair, enviou uma mensagem rápida para Jimin, confirmando o plano que haviam traçado na noite anterior:

— Bom dia, Jimin.

— Estou indo para a casa da minha mãe agora.

— Vocês vão mesmo, né?

Ele caminhava pelas ruas, seus passos pesados, enquanto aguardava a resposta. Não demorou muito para que o celular vibrasse em seu bolso.

— Bom dia, Jungkook.

— Está tudo certo. Eu e os caras já estamos a caminho.

— Em dez minutos devemos estar chegando.

Jungkook leu a mensagem e guardou o celular sem responder. Não havia muito o que dizer. Ele apenas continuou em direção à casa de sua mãe, refazendo o mesmo caminho da noite anterior. Cada passo parecia mais difícil do que o anterior, e, quando finalmente chegou, ele parou em frente à casa.

O lugar, que antes era tão cheio de vida, parecia agora ainda mais vazio e sufocante do que no dia anterior. As memórias o atingiram como uma onda: as músicas altas de Mihae ecoando pelas paredes, as risadas de sua mãe durante longas conversas ao telefone. Agora, tudo aquilo parecia tão distante, como se pertencesse a outra vida.

Jungkook não teve coragem de entrar sozinho dessa vez; ele estava vulnerável. Talvez por ter visto a imagem da mãe tão debilitada no hospital ou até mesmo por praticamente não ter dormido a noite. Ele esperou na calçada, com as mãos enfiadas nos bolsos e o olhar perdido. Felizmente, não precisou esperar muito. Em poucos minutos, um carro parou na frente da casa, e Jimin, acompanhado de Felix, Namjoon e Yoongi, saiu.

— Vamos nessa? — perguntou Jimin, lançando um olhar preocupado para Jungkook.

Ele apenas assentiu, e juntos os quatro entraram na casa. O ambiente estava mergulhado em um silêncio perturbador, o tipo de silêncio que fazia Jungkook estremecer. Aquele lugar havia sido um refúgio barulhento e cheio de vida, mas agora parecia um mausoléu.

— Por onde começamos? — perguntou Yoongi, quebrando o silêncio.

Jungkook respirou fundo, apontando para o quarto de Mihae. — O quarto dela. Quero vasculhar tudo novamente, mas agora com mais olhos. Talvez vocês percebam algo que eu não consegui ver antes.

Os outros assentiram, e o grupo começou a trabalhar. A tensão era palpável enquanto cada um se movia pelo quarto com cuidado, analisando cada objeto, cada detalhe. Para Jungkook, cada canto daquele espaço parecia um lembrete cruel de tudo o que ele havia perdido. Ele se esforçava para manter o foco, mas sua mente insistia em retornar às memórias.

Enquanto os outros investigavam, Jimin se aproximou dele. — Vamos encontrar algo, Jungkook. Confia em nós.

Jungkook olhou para o amigo, seu rosto exausto, mas determinado. — Eu sei. Não vou desistir até isso acabar.

E assim, eles continuaram, o peso do passado e a busca por justiça os impulsionando a cada movimento.

Cada canto do quarto de Mihae era meticulosamente revistado, como se cada detalhe pudesse guardar um segredo vital. O ar estava carregado de concentração e expectativa. Jimin, Felix e Jungkook se dedicavam a vasculhar o quarto, explorando cada milímetro da penteadeira, das gavetas e dos armários. Enquanto isso, Namjoon e Yoongi se aventuravam pelos outros cômodos da casa, incluindo a lavanderia, tentando encontrar algo escondido nas roupas que Mihae havia usado recentemente.

No quarto, Jimin estava inclinado sobre a cama, espalhando bolsas, livros e cadernos de Mihae. Ele mantinha um olhar atento, com esperança de encontrar algo relevante: uma pista, uma mensagem ou qualquer indício que pudesse ajudar a reconstruir os últimos momentos de sua vida. As bolsas, especialmente, chamavam sua atenção. Era possível que Mihae tivesse escondido algo importante ali, algo que não quisesse que ninguém mais soubesse.

— Nada ainda? — perguntou Jungkook, sua voz tensa enquanto abria uma gaveta da penteadeira com cuidado.

Jimin não respondeu imediatamente. Ele estava focado, tateando o fundo de uma das bolsas que Mihae usava regularmente para a faculdade e o estágio na escola primária. Sua expressão mudou subitamente, os olhos se arregalando. Ele sentiu algo duro e pequeno no fundo da bolsa.

— Achei um celular! — exclamou, a empolgação evidente em sua voz.

O anúncio fez Jungkook largar o que estava fazendo e girar na direção de Jimin. Seus olhos imediatamente fixaram no objeto nas mãos do amigo.

— Um celular? — repetiu Felix, surpreso. — Mas o corpo dela não foi encontrado com um celular?

Jimin, que ainda estava com o aparelho na mão o olhando de forma incessante, ergueu o olhar, igualmente confuso. — Foi o que eu ouvi também. Até onde sabemos, Mihae foi deixada com todos os pertences pessoais, inclusive o celular.

Jungkook respirou fundo, segurando a onda de ansiedade que ameaçava transbordar. — Ela tinha dois celulares.

Os outros o olharam, esperando que ele explicasse.

— Minha mãe sempre teve medo de que fôssemos assaltados. Ela insistia para que tivéssemos um celular para uso pessoal e outro, mais barato, para levarmos na rua quando estivéssemos sozinhos. Eu também faço isso até hoje. E conhecendo a Mihae como eu conheço, se ela foi encontrada somente de noite, quando ela saiu deveria ser fim de tarde.

Felix assentiu, compreendendo. — Então esse deve ser o celular que ela usava para uso pessoal. Bom, Jimin, pode deixar comigo. Eu vou dar uma olhada nesse aparelho. Pode voltar com os livros e cadernos. Isso vai exigir muita paciência e atenção de você.

Jimin hesitou por um momento, mas acabou entregando o aparelho a Felix. — Certo. Mas, por favor, qualquer coisa que encontrar, me avise.

— Pode deixar — Felix respondeu enquanto já começava a mexer no celular que incrivelmente ainda estava com carga.

Com isso, cada um voltou ao trabalho. Jimin concentrou-se nos cadernos, virando página por página, enquanto Jungkook abria gavetas, explorava a penteadeira e verificava até mesmo os cantos mais improváveis do quarto. O silêncio foi preenchido apenas pelo som suave de papéis sendo folheados e gavetas deslizando.

— Ela tinha o hábito de escrever diários? — Jimin perguntou, sem tirar os olhos de um caderno.

Jungkook parou por um momento, franzindo a testa em pensamento. — Mihae gostava de anotar as coisas importantes da faculdade e do estágio. Às vezes, escrevia pensamentos soltos, mas nunca algo que chamasse de "diário" propriamente dito.

— Hm — Jimin murmurou, continuando a folhear.

Enquanto isso, Felix estava sentado no chão, com o celular na mão. Ele franzia a testa enquanto tentava desbloquear o aparelho. — Preciso da senha. Alguma ideia de qual pode ser?

— Ela costumava usar datas importantes como senha — respondeu Jungkook, se aproximando. — Tente o aniversário dela; cinco de setembro de 1997.

Felix assentiu e tentou algumas combinações, até que um pequeno clique indicou que o celular havia sido desbloqueado.

— Consegui! — ele anunciou, atraindo a atenção de todos.

— O que tem aí? — Jungkook perguntou, com uma mistura de ansiedade e esperança.

— Ainda não sei. Tem algumas mensagens recentes e anotações no bloco de notas. Vou precisar de tempo para analisar tudo. — falou, se isolando dos amigos para mexer no aparelho.

Jimin voltou sua atenção para o caderno que estava segurando. — Enquanto isso, encontrei algo interessante aqui. Parece uma lista de tarefas, mas algumas coisas estão riscadas, e outras têm marcações estranhas. Talvez valha a pena dar uma olhada, é de sexta isso; podemos refazer os passos dela — disse, tirando uma foto da página e colocando a agenda no mesmo lugar que estava anteriormente. Todos ali sabiam que logo a investigação oficial iria periciar aquela casa, era tudo questão de tempo, e para que não levantassem suspeitas, o melhor a se fazer era deixar aquele lugar parecendo que foi intocado.

— Ótimo — Jungkook respondeu, voltando ao trabalho. — Continuem. Quanto mais informações tivermos, melhor.

A tensão no quarto era quase palpável, mas havia também uma sensação de progresso, mesmo que pequena. Eles estavam começando a juntar as peças de um quebra-cabeça complexo, e cada descoberta parecia aproximá-los mais da verdade sobre o que havia acontecido com Mihae.

Não demorou para que mais objetos intrigantes surgissem no quarto, aumentando ainda mais o mistério em torno da vida de Mihae. Em meio à busca minuciosa, Jimin puxou uma gaveta e, embaixo de um monte de papéis aparentemente insignificantes, encontrou algo que chamou atenção de imediato: um pequeno estojo de veludo.

— Gente, isso aqui parece interessante — anunciou, atraindo os olhares de todos.

Jungkook foi o primeiro a se aproximar, a curiosidade misturada com uma pontada de ansiedade no peito. Quando Jimin abriu o estojo, revelando espaço para duas alianças faltantes cuidadosamente guardadas, o choque foi instantâneo.

— Mas que merda é essa? — murmurou Jungkook, franzindo a testa enquanto analisava o objeto. Ele pegou o estojo, girando-o entre os dedos como se quisesse que aquilo revelasse algum segredo escondido.

Jimin ergueu uma sobrancelha, sua expressão de interesse renovada. — Ela estava noiva? Ou namorando? — ele cruzou os braços, cada vez mais confuso. — É sério que você não sabia disso, Jungkook?

— Até onde eu sei, não — respondeu ele, exasperado. — Mihae nunca mencionou estar em um relacionamento sério. E minha mãe também nunca comentou nada. A gente tinha uma relação aberta, sabe? Nós três sempre fomos muito honestos uns com os outros. Não teria motivo para ela esconder algo assim.

— É estranho, porque... — Jimin pegou a caixinha das mãos de Jungkook mais uma vez, observando o estojo de todos os ângulos possíveis. — Tem alguma coisa gravada aqui.

Jungkook pegou o estojo das mãos de Jimin e inclinou-o contra a luz para enxergar melhor. Na parte da tampa, lia-se "Para sempre, L". Seu coração deu um salto.

— "L"? Quem diabos é "L"? — Jungkook perguntou, sentindo-se ainda mais perdido.

— E parece algo sério — comentou Jimin, observando o outro anel. — Não se dá uma aliança para qualquer pessoa, e pelo estojo, parece ser algo caro.

— Pois é... — Jungkook murmurou, ainda processando o que via.

Felix, que até então estava quieto, aproximou-se e analisou o estojo, tentando ser o mais atencioso e prestativo possível — Isso não estava aqui à toa. Pode ser uma pista ou, no mínimo, um detalhe importante sobre a vida dela que a gente não conhecia.

Jungkook assentiu, a mente girando em possibilidades. Ele tentou lembrar de algum indício que pudesse fazer sentido agora. Algum nome, alguma mensagem que Mihae tenha mencionado. Mas nada surgia.

— Se ela estava em um relacionamento, por que ninguém sabia? — perguntou Jimin, quebrando o silêncio.

— Não sei — Jungkook respondeu, passando a mão no estojo de alianças e o fechando com cuidado logo em seguida. — Talvez fosse algo recente. Ou talvez... — Ele hesitou, a voz ficando mais grave. — Talvez ela tivesse motivos para esconder isso.

— Não faz sentido — comentou Jimin. — Mihae era reservada, mas não a ponto de esconder algo assim de vocês. Alguma coisa não bate.

Jeon cruzou os braços, com uma faceta pensativa. — Pode ser que essa pessoa, "L", seja mais importante para a investigação do que imaginamos. Precisamos descobrir quem é. — Jungkook respirou fundo, lutando contra a sensação de estar perdido. — Vamos focar. Isso é relevante, mas precisamos de mais peças desse quebra-cabeça. Continuem procurando.

Eles voltaram ao trabalho, mas a descoberta do estojo pairava no ar, como um enigma que se recusava a ser ignorado. Cada um tentava focar na tarefa diante de si, mas era impossível não questionar quem era "L" e qual era a conexão dessa pessoa com Mihae.

Enquanto isso, a cabeça de Jungkook fervilhava. Ele precisava descobrir mais, mas agora, mais do que nunca, ele sabia que sua irmã tinha segredos que poderiam mudar tudo. E ele estava determinado a desvendá-los, não importava o que fosse necessário.

O fim da tarde se aproximava, marcando o encerramento de um dia exaustivo de buscas e investigações na casa da família Jeon. O sol já declinava no horizonte, tingindo o céu com tons dourados, enquanto os amigos trabalhavam para colocar tudo de volta em seu devido lugar. Cada detalhe revisitado, cada móvel cuidadosamente reposicionado — tudo precisava parecer intocado. Porém, mesmo durante o processo de organização, os olhos de cada um vasculhavam novamente os pertences, como se esperassem que algo que havia passado despercebido surgisse.

No centro de tudo, o estojo de alianças permanecia como um símbolo inquietante, uma peça que não se encaixava no quebra-cabeça da vida de Mihae. O objeto não só atormentava Jungkook, mas também instigava os outros a questionar o que realmente sabiam sobre ela.

— Eu acho que a melhor coisa a fazer agora é traçar os passos dela na sexta-feira — sugeriu Namjoon, quebrando o silêncio pesado que pairava na sala. Ele ajustou os óculos, seu tom indicando que já tinha pensado bastante no assunto. — Temos as anotações dela na agenda. Podemos usar isso como ponto de partida, conversar com quem a viu por último, ver se algo estranho aconteceu.

Jimin assentiu, apoiando a ideia. — Concordo. Não dá para ignorar isso. Refazer os passos dela pode nos levar a alguma resposta.

— É verdade — Jungkook acrescentou, sua voz mais grave do que o habitual. — O que conseguimos extrair daqui já foi. Amanhã é segunda-feira, e na agenda dela a primeira coisa do dia era a faculdade. Podemos começar por lá.

Felix cruzou os braços e inclinou a cabeça, já pensando em como dividir as tarefas. — Certo. Você e o Jimin podem ir à faculdade. Namjoon e Yoongi estão oficialmente na equipe de investigação, então é melhor que eles foquem nos depoimentos e informações mais detalhadas. Quanto a mim, vou me concentrar no celular dela. Preciso vasculhar tudo o que ele tiver.

Jungkook assentiu, grato por ter pessoas tão competentes e confiáveis ao seu lado. — Combinado. Vamos nos organizar melhor amanhã e resolver isso juntos.

Depois de um dia tão tenso, todos estavam prontos para ir embora. Jimin, que estava de carro, assumiu a tarefa de deixar cada um em casa. O silêncio tomou conta do veículo, interrompido apenas pelo som do motor e pelas despedidas rápidas quando cada um descia. Quando finalmente chegou a vez de Jungkook, Jimin estacionou em frente ao prédio em Busan e lançou um olhar preocupado para o amigo.

— Vai dar tudo certo, Jungkook. — Sua voz era firme, quase como uma promessa.

Jungkook, já com a mão na maçaneta, parou por um momento e suspirou. — Eu realmente espero que sim, Jimin. Obrigado por tudo.

Ao subir para seu apartamento, a solidão caiu sobre Jungkook como uma sombra pesada, insistente. Ele tentou afastar a tristeza, mas cada canto daquele espaço parecia ecoar lembranças de uma vida que agora parecia tão distante.

Na sexta-feira, dias antes, aquele mesmo apartamento era um refúgio de tranquilidade. Ele conseguia se lembrar claramente de estar jogado no sofá da sala, com o olhar distraído na televisão enquanto pensava o quanto aquele dia era entediante e ele só queria algo que tirasse aquela sensação de si. Mais tarde, andara pela cozinha, procurou algo rápido para comer e, no final da tarde, começara a se arrumar para sair a pedido de seu amigo. A boate Blue Night parecia promissora — um lugar para se distrair, talvez até conhecer alguém interessante.

E ele conheceu. A memória era quase vívida demais: um homem de cabelos vermelhos que o fascinou imediatamente, um encontro que prometia ser o começo de algo novo. Mas tudo isso foi interrompido bruscamente. A notícia devastadora sobre Mihae chegou como uma onda cruel, arrastando tudo consigo naquela noite de sexta.

Agora, enquanto olhava ao redor do apartamento, tudo parecia diferente. A atmosfera, antes tão familiar, estava carregada de vazio e tristeza. A sexta-feira que deveria ser como qualquer outra virou o marco de uma mudança drástica e dolorosa em sua vida.

Jungkook respirou fundo, sentindo o peso da noite que se aproximava. Ele sabia que não podia se entregar à dor, não ainda. Havia perguntas sem respostas, segredos escondidos, e ele estava determinado a encontrar todas as peças que faltavam. Mesmo que isso significasse enfrentar as verdades mais difíceis, ele não desistiria.

⭐️⭐️⭐️

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Até a próxima!!!

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