Capítulo 13
O Natal passou com a família aproveitando o feriado em casa, alfa e ômega abraçados no sofá e mostrando a Yeonjun os seus novos brinquedos. A noite Hoseok e Jimin vieram para o jantar de Natal, os quatro adultos desfrutando um pouco de champanhe enquanto Yeonjun era a luz da noite, rindo e murmurando meias palavras.
O ano novo também foi uma experiência nova. Jungkook lhe disse que "à meia-noite, você beija seu amante e assim selar um novo começo de ano juntos." Ele enchia Taehyung de felicidade e amor.
Jungkook até pegou o ômega começando a se referir a ele como "papai" para o filhote. Esta única palavra fez com que o grande alfa sentisse seu ego um pouco elevado. Ele sorria sempre que Taehyung apontava para ele como exemplo enquanto ensinava coisas a Yeonjun.
Depois de assistir os últimos noticiários da noite, Taehyung e Yeonjun adormeciam no colo de Jungkook. O alfa sorria, incapaz de se mover e apenas os mantinha mais junto de si. Ele tinha uma família como sempre sonhou. Um ômega amoroso e um filhote muito inteligente e fofo.
Era a primeira quarta-feira do ano e eles acabavam de voltar das compras. Jungkook tinha estacionado o carro na garagem, abriu o porta-malas e começou a tirar as coisas pesadas. Taehyung se ocupou de retirar Yeonjun do assento do carro. O pobre filhotinho pegou um resfriado e não estava se sentindo bem.
— Quem diabos é você? — o tom alfa de uma mulher atingiu Taehyung, fazendo ele ficar parado com Yeonjun em seus braços.
Uma morena baixa, mais ou menos de seu tamanho, usando um uniforme de polícia estava olhando para ele. Sua mão direita pairando sobre sua arma presa na bainha em seu quadril.
— O que você está fazendo com este carro?
A porta traseira esquerda aberta era a única coisa entre Taehyung, Yeonjun e a policial morena.
— E-eu sou o ômega de casa do alfa Jeon. — Taehyung conseguiu falar com a voz trêmula.
A alfa de olhos cor de avelã o encarou com desconfiança e em seguida olhou para Yeonjun. O colar branco de Taehyung era claramente visível.
A porta da frente da casa abriu-se.
— Hey querido... Seohee? — a voz de Jungkook veio de trás de Taehyung e o ômega suspirou aliviado. — O que diabos você está fazendo? — o alfa observou a postura de sua irmã e a aflição de Taehyung enquanto tentava proteger Yeonjun em seus braços.
— Eu vim vê-lo, já que eu estive muito ocupada nos últimos meses. Eu o encontrei saindo de seu carro... — a morena "Seohee" respondeu, parecendo irritada. Ela olhou para o carro e viu uma cadeirinha de filhote posicionada no banco traseiro.
Jungkook passou a ficar entre eles, claramente protegendo ômega e filhote.
— Eu lhe falei sobre Tae meses atrás. — ele lembrou.
— Sim, eu esqueci; você nunca mencionou o filhote. — ela respondeu, dobrando os braços sobre o peito.
Jungkook revirou os olhos, depois se virou para pegar o filhote febril e fungando dos braços de Taehyung. Seohee observou enquanto o pequeno se aconchegava contra o peito de seu irmão mais velho.
— Bem, este é Taehyung, meu ômega. Tae esta é minha irmã Seohee. — Jungkook começou, colocando seu braço livre em torno do lindo e agora furiosamente corado ômega.
— Olá Seohee, é bom finalmente conhecê-la. — Taehyung se apresentou, todo o tempo sorrindo para ela. A alfa morena apenas arqueou uma sobrancelha para ele.
— E este rapazinho é Yeonjun. Ele não está se sentindo bem agora, devemos entrar. — Jungkook finalizou. Seohee viu Yeonjun suspirar contente contra o peitoral de seu irmão. Se ela não soubesse, teria pensado que o filhote era dele.
Taehyung pegou as três bolsas de compras restantes do porta-malas antes de fechá-lo, e Jungkook o seguiu para dentro de casa com Seohee em seus calcanhares.
Seohee parou pouco depois de fechar a porta da frente atrás dela. A casa cheirava de forma diferente. O cheiro forte de ômega a atingiu. Ela farejou o ar apenas para encontrar os aromas de eucalipto e pêssegos misturados com os de seu irmão. Ela adivinhou que o aroma mais leve era o filhote.
A casa também parecia diferente desde a última vez que ela esteve lá. A primeira coisa, havia uma árvore de Natal e decorações em toda a sala de estar. Jungkook não teve uma árvore em anos. Um cercadinho para bebês estava ao lado de um grande tapete de jogo que parecia com peças de quebra-cabeças montado com a figura de um animal diferente em cada peça.
Ela podia ouvir Jungkook e seu ômega conversando na cozinha. Ela prosseguiu pelo corredor e ficou parada os observando. O filhote estava de volta aos braços de sua Mama enquanto Jungkook beijava o ômega profundamente.
— Vou dar um banho em Yeonjun e tentar amenizar a febre dele. Sua consulta é às três. — ela ouviu o ômega dizer enquanto Jungkook terminava de guardar os mantimentos. O filhote estava agitado nos braços de sua Mama, claramente não se sentindo bem. — Eu sei, baby. — o ômega murmurou para ele, acariciando seu filhote.
— Ok, temos cerca de duas horas antes de sairmos. Eu irei te acordar, caso você queira dormir um pouco com ele. — Jungkook sugeriu. Ele foi até eles mais uma vez e beijou o ômega novamente, depois beijou a testa do filhotinho. — Nossa, ele está quente!
Seohee os observou por mais alguns segundos e logo eles saíram da cozinha; e vieram em sua direção.
Taehyung sorriu para ela docemente antes de passar por ela e subir as escadas, confortando seu filhotinho por todo o caminho.
Seohee olhou para o seu irmão mais velho que estava apenas observando o ômega ir com um sorriso idiota no rosto.
Ela bateu nele.
— Ow! o que? — Jungkook rosnou.
— Você de repente tem um ômega em casa, que acontece de ter um filhote e você claramente está fodendo ele. Onde ele dorme? — Seohee começou, seguindo o grande alfa até a sala de estar.
— Em primeiro lugar, onde você esteve? — perguntou Jungkook. Ele girou para encará-la quando eles estavam na sala de estar, longe o suficiente para não incomodar Taehyung e Yeonjun no andar de cima.
— Ocupada! — ela desconversou, olhando para ele.
— Por seis meses? Convidei você para jantar e poder conhecê-lo há meses! — Jungkook disse.
— Eu tenho tentado lidar com as coisas, ok? — explicou Seohee.
— Você quer dizer que ainda está chorando por causa de Sun... — Jungkook gemeu.
— NÃO! — gritou Seohee. — Não o traga para isso. Eu tenho tentado me recuperar.
— Já faz mais de um ano, Seohee! — Jungkook enfatizou com condescendência.
— Quando você começou a foder seu empregado ômega? — Seohee atacou.
— É mais do que isso, Seohee. Eu o pedi para ser meu companheiro. — Jungkook confessou a ela, sentando-se no sofá.
— O QUE!? — ela gritou. Seohee olhou ao redor da casa, ômega e filhote claramente viviam ali. No entanto, havia algo cutucando sua cabeça, fazendo seu lobo ficar inquieto.
— Eu o amo, ele me ama. Nós temos Yeonjun. É tudo o que eu sempre quis. Por que você está tão contra isso? — perguntou Jungkook, já cansado desse argumento sem sentido.
Seohee considerou suas palavras, tudo nela odiava essa situação. Então algo surgiu em sua mente e ela olhou para o irmão que a estava olhando confuso.
— Como ele tem um filhote, Jungkook? Isso não é algo que um ômega solteiro teria; Isso é raro. A menos que ele estivesse acasalado e seu alfa morreu ou...? — Seohee especulou. Ela estava olhando para ele. Ela sabia qual era a resposta e queria ouvir isso de sua boca.
Jungkook suspirou, passando as mãos no rosto antes de olhar para sua irmã.
— Ele era um caminhante de rua. — confirmou o alfa. Ele não conseguia chamar Taehyung de prostituto ou puta. O ômega não era nenhuma dessas coisas para ele.
Seohee fechou os olhos. A raiva irradiando dela.
— Você não aprendeu nada depois do que Sunwoo fez comigo? — insistiu Seohee.
— Taehyung não é Sunwoo, não é nada como Sunwoo! — gritou Jungkook.
Ela se apaixonou por um stripper ômega chamado Sunwoo. Ele tinha sido doce e atencioso. Ele fez Seohee se sentir como se ela fosse tudo o que importava no mundo para ele. Ela cuidou dele, tentou ajudá-lo a encontrar uma nova profissão. Seohee pagou por tudo o que ele precisava, incluindo um carro novo.
Sunwoo, no entanto, estava usando ela. A enganou por meses, quase um ano, fazendo-a pensar que ela era a alfa que ele queria ou precisava. No final, ele tomou tudo o que ela tinha. Seu dinheiro desapareceu. E para finalizar ela o encontrou fodendo com outro alfa em sua própria cama... Ele a deixou devastada.
Depois disso, ela teve que fazer terapia para consertar seu coração partido e depressão. Jungkook e Hoseok a ajudaram financeiramente, enquanto ela colocava sua casa à venda. Ela se recusou a continuar lá depois de tudo o que aconteceu com Sunwoo.
Ela não confiava nas putas ômegas, e para ela, era isso que Taehyung era. Uma prostituta ômega com um filhote de uma pessoa completamente aleatória, aproveitando-se de seu irmão. Seohee estava convencida de que Taehyung estava tirando proveito dos valores de Jungkook por causa de seu "problema".
— Ele está apenas usando você! — ela rosnou.
— Taehyung não é assim! — Jungkook o defendeu.
— Ele é uma prostituta! Com o vira-lata de um estranho! — ela esbravejou.
De repente Jungkook estava de pé, seus olhos vermelhos de alfa brilhando perigosamente para sua irmã, que rapidamente recuou.
— Taehyung é o meu ômega e Yeonjun é meu filhote. Eles são a minha família e você vai moderar sua boca na minha casa. — Jungkook advertiu, sua voz baixa e impressionantemente calma, mas carregada pelo tom de alfa.
— Ele está usando você! Ele sabe que você-... — Seohee começou novamente, mas Jungkook a cortou, aproximando-se o suficiente para intimidar sua irmã.
— Ele não sabe sobre 'isso'. Ele não precisa!
Os olhos castanhos de Seohee ficaram largos. Seu irmão não havia contado seu segredo ao ômega... E o ômega obviamente não tinha ideia do que sua tatuagem significava. Ela deveria ter imaginado que Jungkook não contaria isso de bom grado a seu amante e, obviamente, era um ômega sem educação. Taehyung não tinha ideia do que aquela linha negra significava.
— Ainda não gosto dele e ainda não acho que isso esteja certo! — reforçou Seohee.
— Isso é o que eu quero!
— E quanto a Yuna? Ou as outras?
Jungkook olhou para a irmã com incredulidade e disse com firmeza:
— Taehyung será meu companheiro em breve, aceite isso!
— Você vai se arrepender. Você não acredita em mim agora, mas você irá. Uma vez uma prostituta, sempre uma prostituta! — Seohee rosnou de volta, antes de sair e bater à porta.
Jungkook deixou escapar um pequeno rugido irritado, completamente sem paciência.
A visita ao médico para Yeonjun foi agitada, para dizer o mínimo. Taehyung não conseguia parar de sorrir enquanto Yeonjun batia palmas contente para o médico beta, Jung Hoseok, que estava fazendo truques com balões para ele. Era óbvio que o bom médico amava filhotes.
Jungkook ficou de pé junto a Taehyung, observando os olhos avelãs de Yeonjun se arregalarem, cheios de curiosidade para o médico sempre que criava um novo animal de balão.
— Então, eu acho que esta é a primeira vez que este adorável filhote vai ao médico? — perguntou o Beta, removendo o nariz vermelho de palhaço.
— Sim! — admitiu Taehyung, enquanto Yeonjun olhava para os três adultos na sala.
— Tudo bem, então vamos fazer um checkup completo, mas pelo o que eu posso ver, esse rapazinho está plenamente saudável. Eu apenas vou ter que tirar um pouco de sangue... — explicou o médico. — No entanto, está claro que este pequeno tem um resfriado. — como se na sugestão Yeonjun espirrou e Taehyung enxugou seu nariz suavemente, não querendo irritar seu narizinho mais do que já estava.
O doutor Jung examinou a boca do filhotinho, as orelhas, e a secreção de seu nariz.
— Tudo bem, vou lhe prescrever um antibiótico leve para curar esse resfriado. — ele disse a eles, rabiscando algo em seu bloco de receitas. — Agora, esta parte, se Mama puder sentar aqui... — o beta apontou para uma cadeira com apoio para um braço.
O médico tirou dois frascos pequenos e uma agulha. Os olhos de Yeonjun se arregalaram, e ele começou a chorar.
— Oun, eu sei pequeno, ninguém gosta disto. — o médico tentou fazê-lo se sentir melhor.
— DA!!! — Yeonjun lamentou-se e para a surpresa de Taehyung, começou a procurar por Jungkook.
O alfa não hesitou, ajoelhando-se ao lado de Taehyung, ele colocou o rosto próximo ao de Yeonjun, acariciando o filhote enquanto ele suave, mas ainda firmemente, segurava seu braço, certificando-se de não deixar Yeonjun ver a agulha.
Entre sua Mama e o alfa, ambos murmurando coisas doces para ele, acariciando e o beijando, o médico conseguiu tirar o sangue do braço do pequeno sem que ele percebesse.
— Obrigado, papai! — exclamou o médico.
Jungkook continuou brincando com Yeonjun, dando beijinhos de cócegas em seu pescoço, e o filhotinho gargalhava, quase perdendo o ar. Depois que o alfa parou as brincadeiras, ele beijou Taehyung, fazendo com que o belo ômega se enrubescesse.
O resto da consulta foi tranquila.
O próximo mês consistiu em Seohee parando na casa do irmão sempre que podia para repreender a existência de Taehyung. Ela aparecia quando Jungkook não estava em casa para encurralá-lo. Ela repetidamente perguntava quais eram seus motivos. Lhe dizendo que ele era apenas uma prostituta, que ele não era bom o suficiente para Jungkook, que ele estava apenas se aproveitando de Jungkook, e usando o fato dele ter um filhote para manipular seu irmão. Jungkook chegaria em casa para encontrar Taehyung em lágrimas, e geralmente Seohee já não estaria mais lá. Mas hoje, ela estava.
Jungkook entrou na casa, a angústia do ômega e o choro do filhote preenchia o ar. Ele podia ouvir alguém falando com raiva; Ele já sabia que era sua irmã. Seu carro de patrulha estava em sua entrada.
— Vou me certificar de que Jungkook saiba quem você realmente é! — Seohee gritou.
Jungkook entrou na cozinha, vendo as costas de Taehyung voltadas para sua irmã, e com Yeonjun em seus braços. O filhote estava chorando, olhando para Seohee por cima do ombro de sua Mama, tentando rosnar para ela em meio ao choro. O ômega estava fazendo alguma coisa no fogão que cheirava deliciosamente.
— Basta! — rosnou Jungkook.
Taehyung e Seohee giraram para ver Jungkook na entrada da cozinha.
— Dada! — Yeonjun gritou, chocando a todos. Taehyung olhou para seu filhote de olhos arregalados, ele ofegou um riso surpreso antes de olhar para Jungkook.
O grande alfa estava olhando para Yeonjun, que ainda estava procurando por ele. Seus olhos avelãs brilhantes e cheios de lágrimas.
Haneul acabou de chamá-lo de "Dada" pela primeira vez.
— Ele apenas... — Jungkook não conseguia falar, em vez disso, ele atravessou a cozinha e pegou o filhote em seus braços.
— Dada! — Haneul murmurou, escondendo o rosto no pescoço do alfa.
Taehyung ficou muito feliz. Ele e Jungkook compartilharam olhares exasperados e felizes antes de se beijarem docemente.
— Quão conveniente! — Seohee rosnou, olhando para Taehyung. O ômega se sentia exausto por causa dela. A irmã de seu futuro companheiro o odiava. Ela tentaria fazer de tudo para que Jungkook o deixasse.
— Seohee! — Jungkook advertiu, segurando Haneul que estava adormecido em seus braços.
— Cuidado, seu empregado ômega pode estar envenenando você. — ela destilou mais de seu veneno antes de sair da casa.
Jungkook olhou para Taehyung antes de se desculpar.
— Sinto muito por ela.
— Haneul disse Dada! — Taehyung respondeu, claramente não querendo falar sobre Seohee odiá-lo. Em vez disso, querendo se concentrar no incrível momento que acabara de acontecer.
Jungkook sorriu radiante.
— Sim, ele disse. — Haneul estava dormindo em seus braços.
Seohee tinha sido implacável em mostrar sua aversão por semanas. Aparecendo quando sentia que precisava descarregar sua raiva sobre o ômega, e depreciava Taehyung em todas as oportunidades em que Jungkook não estivesse por perto. Jungkook estar em casa também não a impedia. Ela repetidamente dizia a ele que Taehyung não era mais do que uma prostituta e tentava plantar dúvidas na mente do grande alfa.
Ela continuaria perguntando a Taehyung sobre sua vida como prostituta. Ah quantos alfas e betas ele tinha servido; e quantos filhotes ele realmente teve? Haneul foi o único que sobreviveu? Ou ele teve abortos? Quantas "clientes" ele estava atendendo agora em seu tempo livre quando Jungkook não estava em casa? Ele os trazia para a cama de Jungkook?
Suas perguntas eram sempre carregadas de ódio. E era sempre esse tipo de perguntas quando Jungkook não estava em casa.
Uma vez, Seohee entrou na casa e os flagrou fazendo amor na cozinha uma noite. Jungkook levantou Taehyung para se sentar no balcão, levantou seu vestido e eles fizeram amor forte e rápido. Taehyung segurava os ombros de Jungkook e se apoiava com a outra mão no balcão para evitar que ele se afastasse de seu alfa quando as estocadas de Jungkook vinham rápidas e profundas. Uma das mãos do alfa estava no cabelo claro do ômega, seus lábios devorando sua boca. Sua outra mão livre apertava firmemente a bunda de Taehyung, mantendo-o no lugar.
Seohee os assistiu perdidos um no corpo do outro. Depois de um tempo, ela girou nos calcanhares e saiu da casa enquanto batia a porta no caminho. Foi assim que eles perceberam que ela estava na casa. Jungkook se afastou de Taehyung com os jeans desfeitos, segurando-os com as mãos, ele foi até a janela da frente apenas a tempo de ver sua irmã acelerar em disparada pela rua.
Depois ela perguntaria a Jungkook se ele sabia o que Taehyung fazia quando ele não estava em casa. Se ele sabia que Taehyung deixava a casa por horas.
O último mês revelou-se bastante difícil. As inseguranças e os medos de Taehyung mantiveram-se repetidamente vindo à tona com as palavras odiosas da irmã de seu amante. Jungkook, no entanto, assegurou-lhe uma e outra vez de que ele precisava dele, e que o amava.
Uma noite, Taehyung silenciosamente sentou-se para assistir as notícias da TV, alimentando Haneul com uma mamadeira enquanto se afundava no sofá. Ele podia ouvir Jungkook brigando com Seohee na academia interna de Jungkook. Mesmo com a porta fechada.
O ômega aumentou o volume da TV, tentando não ouvir as palavras odiosas.
A imagem de um alfa muito familiar de repente apareceu na tela sobre a mulher que dava as notícias.
"Um conhecido alfa traficante de drogas e cafetão, foi encontrado morto hoje em sua casa com doze tiros. Testemunhas dizem que ele foi alvejado por um dos ômegas que eram forçados a trabalhar para ele. Em outras notícias, um carro bateu em cinco pedestres-..."
Taehyung desligou a TV. O Junho estava morto. Ele nunca mais precisaria se preocupar com o alfa. Ele nunca disse a Jungkook sobre o que aconteceu, e ele também não estava planejando contar sobre isso. Essa parte de seu passado foi resolvida. Pelo menos, ele estava tentando deixá-la para trás, mas Seohee se recusava a deixar isso morrer. O ômega estava agradecido que ela não conhecesse os detalhes horríveis. Ele nunca disse a Jungkook nenhum detalhe. E ele não planejava contar. Ele tinha medo de que Jungkook mudasse de ideia sobre querer ele.
— Eu não posso acreditar que eles dormiram juntos! — Jimin estava falando sobre um dorama que ele havia apresentado a Taehyung. Eles eram completamente viciados nele.
Taehyung ria enquanto ela comentava sobre o episódio do dia anterior que eles assistiram.
Jungkook estava no trabalho e Taehyung ficou aliviado por ter Jimin em casa. Ele estava esperando que Seohee aparecesse novamente, como ela sempre fazia.
— Ah me conta tudo, eu posso dizer que algo está te incomodando. Você até cancelou nossas últimas três sessões de ioga, e você ama ioga. — Jimin insistiu quando viu o quão chateado ele parecia de repente. Ele colocou sua mão sobre a dele gentilmente.
— Taehy, fale comigo! — ele implorou.
Taehyung olhou para ele, depois desviou o olhar. Ele não se incomodava em falar com Jungkook sobre seus sentimentos quando se tratava de Seohee. O alfa já tinha uma boa ideia de como sua irmã era. Taehyung também não queria fazer o tempo que ele tinha com Jungkook ser gasto em falar sobre Seohee.
— Você... Você se dá bem com Seohee? — ele perguntou com cuidado. Se Jimin e Seohee fossem amigos, ele manteria seus sentimentos para si mesmo. Ele não queria perder o único amigo que ele já teve e Jimin era bom para ele.
— Honestamente? Não. Nós não nos olhamos nos olhos. Ela é muito... Irritadiça. — afirmou Jimin. — E ela já deixou bem claro o que ela sente sobre você. — acrescentou.
Taehyung ergueu a cabeça e olhou para ele. Jimin parecia triste e olhou para ele com os olhos baixos.
— Ela parou em nossa casa recentemente, exigindo que Hoseok fizesse Jungkook ouvir sua razão e o jogasse para fora de casa. — explicou Jimin, observando os olhos de Taehyung tremularem. — Hoseok se recusou, lhe dizendo o quão bom você era para Jungkook, defendendo você. Ela gritou um pouco mais com ele e depois foi embora. — Jimin terminou.
Taehyung assentiu com a cabeça e os olhos úmidos. Ele olhou para Haneul brincando no tapete com seus blocos do alfabeto, completamente encantado. Os bloquinhos eram os seus mais novos brinquedos favoritos.
— Ela está sempre aqui, discutindo com Jungkook sobre mim... Eu não quero ser um problema para ele. — Taehyung desabafou, ele confiava em Jimin.
Jungkook repetidamente lhe disse que tudo estava bem, que Seohee viria agora, mas ela teria que aceitar isso uma vez que eles acasalassem.
— Não sei o que fazer! — ele confessou.
— Se Jungkook diz que tudo ficará bem, então acredite nele. Além disso, seu cio está chegando na próxima semana, certo? Você ainda quer que eu fique com Yeonjun? — Jimin perguntou e sorriu, olhando para Yeonjun brincando com seu joguinho.
Este seria o segundo cio de Taehyung desde que ele teve Yeonjun. O primeiro cio depois que seu filhote nasceu chegou quando Yeonjun tinha apenas dois meses de vida. Tinha sido muito difícil cuidar do pequeno filhote necessitado. Ele vestiu tantas camadas de roupa quanto podia, não querendo que seu aroma forte do cio atingisse o olfato sensível de seu pequeno enquanto o alimentava e banhava. Durante três dias, ele lutou contra a insaciável necessidade de transar com qualquer coisa. Depois de cuidar de Yeonjun, ele iria para o seu quarto e se fodia desesperadamente com o único nó falso que ele tinha. Nunca era suficiente, mas ele ficou tão agradecido quando acordou em sua banheira, quase um dia depois, o calor tinha desaparecido, e ele estava nu e coberto com a sua própria lubrificação e sêmen.
O choro de Yeonjun o trouxe de volta para a realidade e ele correu para ir encontrar seu filhote. Ele estava chorando, com fome e tinha a fralda cheia, mas estava vivo. Ele repetidamente implorou para que seu filhote o perdoasse enquanto o limpava. Ele banhou e alimentou o pequeno que rapidamente caiu no sono, uma vez que estava satisfeito. Taehyung tomou banho depois, arrumou sua cama destruída, limpou e arejou o quarto abrindo as janelas.
Desta vez, Jimin e Hoseok queriam cuidar de Yeonjun durante o seu cio, então ele e Jungkook poderiam acasalar. Yeonjun não estaria sozinho. Jimin até admitiu que a prática seria boa para quando eles tivessem seu próprio filhote.
Taehyung olhou para a pulseira que Jimin usava, e então olhou para a sua grande marca de mordida no pescoço dele. Ele já havia perguntado ao Han por que ele ainda usava o colar dele quando claramente era acasalado com a mordida e sua pulseira de ouro impressionante.
Jimin explicou que era mais fácil classificar-se por sua profissão do que por um ômega acasalado. Ele já testemunhou que alguns ômegas passavam por mal-entendidos e queria se manter seguro. Taehyung entendia isso.
— Ouça, não se preocupe com Seohee. Quando você e Jungkook forem casados isso irá acabar. Você vai ver. — Jimin o confortou.
Taehyung sorriu para ele e ligou a TV no programa de ioga. Não era domingo, mas Jimin o fazia se sentir mais seguro de alguma forma. Quando começaram, Yeonjun se arrastou para a frente deles para assistir. Seus grandes olhos azuis os observando com admiração quando eles mudavam de posição, ambos os ômegas tinham os olhos no pequeno quando a porta da frente foi aberta.
Taehyung gemeu quando Seohee entrou na casa, vestindo o seu uniforme da polícia.
— Oh, Jimin, então é o seu carro lá fora. — comentou a alfa, parecendo desapontada.
— Bom te ver também, Seohee. — Jimin ironizou mudando-se para outra posição. Taehyung seguiu seu exemplo, não se incomodando em ser agradável e cumprimentar alguém que não se importava com ele. Em vez disso, o ômega pegou seu filhotinho e começou a salpicar seu rosto com beijinhos.
O telefone da casa tocou e Taehyung levantou-se para atender, mas Seohee tomou a frente e chegou primeiro, virando as costas para Taehyung enquanto atendia.
— Alô?
Jimin deu a Taehyung um "o que diabos?" olhar. Taehyung encolheu os ombros e foi para a cozinha.
— Aqui, prostituta, é para você! — Seohee grunhiu, colocando o telefone no balcão e deixando a casa sem dizer outra palavra.
O ômega pegou o telefone.
— Alô?
"Hey, querido!" era Jungkook, e Taehyung não podia evitar o seu sorriso.
— Olá Jungkook! — Taehyung respondeu com felicidade.
"Eu devo estar em casa às seis, você precisa que eu pegue qualquer coisa no caminho?" Jungkook perguntou.
Eles pararam de mencionar a interferência quase constante de Seohee em suas vidas. Taehyung estava cansado de ouvir Jungkook se desculpar por ela, e Jungkook já estava irritado por ter que sempre fazer isso.
— Não, só você. — o ômega disse manhoso, ouvindo Jungkook dar uma risada no outro lado da linha.
"Tudo bem, até mais então. Eu amo você." Jungkook prometeu.
— Eu também te amo!
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