Capítulo Especial - Crianças
O sol brilhava alto no céu, o calor inundava as casas naquela tarde enquanto as crianças corriam pela rua asfaltada enquanto o hidrante jorrava água em todas as direções. Eu estava correndo pela rua com a molecada em um jogo animado de pega-pega.
Apesar de ser um estudante universitário, um homem praticamente lá estava eu agindo como uma criança enquanto meus amados pais estavam deitados em espreguiçadeiras – que geralmente estão ao lado da piscina da casa dos meus avós – ambos com óculos escuros.
Caleb estava sem camisa, usava um chapéu que francamente não sei o nome, mas como meus pais são vidrados em tendências da moda acho que deve ser algo bem "maneiro", um calção preto e as tradicionais havaianas em seus pés enquanto se deliciava com um picolé.
Jhosua estava com uma camiseta regata branca, uma bermuda de linho vermelha, estava descalço e em sua mão estava um sorvete de chocolate com creme com passas que derretia e escorria pela casquinha.
Eles obsevavam a brincadeira na rua, meu corpo estava suado e a camisa branca estava colada no meu corpo, mostrando a definição do meu abdômen e acentuando minha musculatura.
Eu estava feliz, ria como se nunca houvesse crescido, era tão fácil se sentir bem enquanto não havia nenhum tipo de preocupação em minha mente. Era muito bom ser criança. Meus pais riam esporadicamente de algo enquanto me olhavam, então decidi fazer uma pausa e me sentar na calçada ao lado de suas cadeiras.
- Já esta cansado? – perguntou Jhosua.
- Eu nunca me canso... – disse sorrindo enquanto ofegava um pouco.
- Claro que não, esta vermelho como um pimentão. – Caleb ria enquanto falava.
- Pai... – protestei.
Jhosua olhou para Caleb com seu olhar inquisidor.
- Ok. Ok.
- Sobre o que estavam conversando? – indaguei pegando uma pequena garra de água que estava dentro de um isopor atrás da espreguiçadeira de Caleb.
- Você... – disse Caleb segurando a mão de Jhosua.
- Fiz algo de errado?
- Claro que não filho. – Jhosua afagou meu rosto. – Só estávamos lembrando de algumas coisas...
- Que tipo de coisas? – os olhei receoso.
- "Vídeos Caseiros do Gui" – disse meu pai em meio a um sorriso.
- Ah não! Não acredito!
- O que foi filho? Achou mesmo que íamos nos livrar de seus momentos épicos?
- Pai! – protestei em meio a um sorriso largo.
- Ele é meu marido meu amigo, contrariar meu marido é que não vou...
- Eu era uma criança... – disse descontraidamente enquanto via as crianças correndo pela rua por baixo das enormes duchas de água. – Bons tempos...
- Mas parece que você não cresceu, correndo com uma criança desse tamanho na rua... – disse Caleb enquanto comia o que havia sobrado de seu picolé.
- Obrigado. – disse por fim.
- Pelo que filho? – falaram em uníssono e riram logo em seguida.
Eu tinha dois pais maravilhosos, eu nunca havia visto uma sintonia tão grande em duas pessoas como eu via neles. Estavam longe de ser um casal perfeito, brigavam às vezes e discordavam, mas sempre achavam uma saída para seus problemas. Caleb é do tipo devotado, Jhosua e eu somos tudo para ele e ele realmente é uma fera quando se metem com qualquer um de nós.
Jhosua sempre é o mais afetivo, não que Caleb não seja, mas ele é mais cuidadoso. Nunca vi a divisão de um deles seria o macho alfa e outro o beta, ou um o homem da relação e o outro a mulher. Eles sempre dividiram suas tarefas de forma igual, sempre cuidaram de mim e me resguardavam.
Talvez por esse motivo eu esconda deles que já fui... Bem... Para meus pais isso seria a gota d'água e se conheço muito bem Caleb ele não ia esperar um julgamento, apesar de ser muito educado e racional, ter nascido em berço de ouro quando se tratava de Jhosua e de mim para ele não havia o que ser discutido.
- No que esta pensando? – Math se sentou do meu lado e me puxou para mais perto.
- Nada de mais... – dei um breve sorriso.
Math se aproximou, eu podia sentir sua respiração em minha face. Ele estava sem camisa e usava um calção de linho azul marinho, seu cabelo estava levemente úmido. Suas mãos acariciaram meu rosto. Eu sorri para ele e retribuiu e se aproximou mais, sua boca estava prestes a tocar a minha quando coloquei o dedo sem seus lábios.
- Você esta entrando de mais no personagem. – sussurrei, arqueando uma das sobrancelhas.
- Se não agirmos como namorados, seus pais vão descobrir a verdade.
- Eu te odeio Math. – resmunguei.
- Eu também amo você.
- Ate parece. – desvencilhei de seu toque e voltei a olhar para as crianças.
- Você só não admite, mas um dia vai admitir.
- Nesse dia a vaca vai pro brejo. – falei sendo sarcástico.
Ele riu e segurou meu rosto com firmeza, então seus lábios tocaram os meus. Ele estava com os olhos fechados enquanto me beijava de forma singela. Por duas razões eu precisava acabar com a nossa farsa o mais rápido possível. Ele estava começando a me amar e me amar não é uma boa coisa e a segunda é que eu ao que parecia estava esquecendo o que eu prometi a mim mesmo.
- Do que você tem medo?
O olhei nos olhos.
- Do que esta acontecendo agora.
- E o que esta acontecendo? – ele me fitou curioso.
- Estou me apaixonando por você...
Levantei-me dei um selinho em seus lábios e voltei a correr em direção as crianças. Eu estava quebrando as minhas próprias regras, e isso estava se tornando perigoso, porque no final das contas eu poderia sim gostar de Math, mas não poderia ama-lo como eu amo...
- Marxos...
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