Capitulo 12 - Acordado
O sol surgia no horizonte, eu não havia dormido na ultima noite, meus olhos estavam fixos na janela aberta que deixava o vento matinal gélido adentrar dentro do meu quarto. O tom amarelado emergia sob as sombras. Este era um momento de grandes revelações internas, devo presumir por ainda estar sentado em frente à janela depois do que houve.
Meus sentimentos estavam embaralhados em um jogo de azar, minhas cartas eram ruins e qualquer outra pessoa poderia ter um conjunto melhor do que estava em minhas mãos. Olhei para a caneca de chocolate que minha avó havia deixado na ultima noite.
Meus pais haviam voltado para casa com a esperança de que eu estava bem com Math. Mas era tudo mentira, eu não... Eu realmente não sabia o que deveria sentir ou pensar naquele momento. Era final de semestre e logo as aulas acabariam e um turbilhão de sentimentos estava se agregando dentro de mim.
De duas coisas eu sabia que tinha certeza. A primeira e mais cruel era que eu ainda gostava de Marxos, meu coração batia acelerado quando o via, meu estomago reagia como qualquer outro nessa situação, como se houvessem borboletas dentro dele, minhas pernas ficavam tremulas. E a segunda era a mais dolorosa, eu gostava de Math, mas eu não sabia o quanto eu gostava dele e se deveria gostar dele.
Levanto-me e caminho ate o banheiro, tiro a roupa e a deixo jogada em um canto qualquer, e deixo que a água quente caísse sobre o meu corpo. Quando foi a ultima vez que me senti dessa forma? Tão vulnerável, tão incerto do que eu deveria fazer.
Desde que tomei a decisão de deixar tudo para trás, tudo havia se tornado mais simples. Não era difícil tomar decisões e agora me vejo a duvidas que se domam cada parte do meu corpo enquanto eu penso no que devo fazer.
A água para de cair. Minhas mãos estão na torneira, à água desliza sob as minhas costas e traçam um caminho em direção ao chão, posso ver as gotas de água que caem do meu cabelo indo em direção ao chão. Suspiro.
A água volta a cair. Viro-me e olho para a parede, sinto meu corpo encostar na parede fria enquanto deslizo em direção ao chão. Meus olhos se enchem de repente, as lagrimas começam a rolar de imediato. A dor. Tudo estava voltando tão rápido e de uma única vez, como se todos os sentimentos presos por todos esses meses tivessem sido libertados em uma onda avassaladora levando o que eu era. Mas o que eu era?
Fico ali alguns instantes enquanto a água aia sob minha cabeça. Levanto-me devagar e pego a toalha, enxugo o meu rosto e saio do banheiro com a toalha em minha cabeça tampando a minha visão quando ouço um pigarro. Estático. Tiro devagar a toalha e vejo Math sentado na cama, ele olhava nos meus olhos como sempre fazia quando queria me dizer algo importante.
Vendo ele sentado, com aqueles olhos fixos e no estado em que eu estava não havia como fugir do que eu podia sentir e do que eu sentiria. Ele não disse nada e nem tirou os olhos dos meus, ele se levantou e caminhou ate onde eu estava. Sua mão tocou minha face e fechei meus olhos por alguns instantes.
Ele ainda continuava ali parado me olhando quando meus olhos se abriram então ele me segurou e me aproximou do seu corpo, seus lábios selaram os meus e pela primeira vez em muitos meses deixei que eu apenas sentisse aquele momento, que eu sentisse o que deveria por ele, que eu permitisse que ele entrasse.
Pela primeira vez em meses eu me sentia como o garoto que desastrado que lê muitos livros e faz comparações idiotas com a realidade. Meus braços se entrelaçaram em seu pescoço enquanto ele me apertava forte. Seu beijo ficou mais urgente, sem me soltar ele me colocou em seu colo e me levou para cama.
Senti o tecido macio tocar meu corpo devagar e as mãos dele passearem pelo meu corpo, meus pelos se eriçaram. Suas mãos eram precisas e foram de encontro com meu pau, então ele soltou meus lábios e desceu pelo pescoço e clavícula, sua boca fez moimentos circulares em meus mamilos, sua língua traçava um caminho que me fazia me contorcer de tesão, então ele desceu pelo meu abdômen me dando leve mordidas.
Ele parou e me olhou com um sorriso que eu nunca vira nele antes, sua boca abocanhou a cabeça do meu pênis enquanto eu fechava os olhos em êxtase, sua língua percorria toda a extensão do meu mastro, ele parava na cabeça chupando ela de forma gulosa, ele deixava que a saliva descesse pelo meu pau enquanto desprevinido ele engoliu meu mastro inteiro.
Ele engasgou, seus olhos lacrimejaram e eu quis tira-lo de lá, mas ele me segurou e começou a descer e a subir. Sua respiração antes entre cortada havia se normalizado. Ele havia pegado o jeito ou quase, algumas vezes seus dentes machucavam, mas ele estava se esforçando.
Então ele arqueou minhas pernas e desceu, chupou minhas bolas e me levou ao delírio enquanto subia e descia. E finalmente ele chegou aonde queria, passou a língua no meu cuzinho e me fez contorcer na cama, ele sorriu enquanto enfiava sua língua no meu cuzinho apertado. Ele sabia como usar a língua.
Quando percebi ele estava sem roupa, ele deitou sobre meu corpo e arquiei as pernas, mas ele me segurou, então ele se sentou e meu pau encostou na sua bunda. Ele voltou a me beijar enquanto rebolava com meu pau roçando em seu cu, então ele sussurrou:
- Quero que você seja o último homem da minha vida.
- Por quê?
- Porque então saberei que não existe mais ninguém que eu possa amar alem de você.
Sua boca voltou a encontrar a minha, sua mãos desceu ate o meu pau e o encaixou na entrada do seu cuzinho, que já estava lubrificado – ri comigo mesmo por ele ser tão rápido e calculista desse jeito – ele encaixou e eu empurrei, meu pau entrou com dificuldade. Ele gemeu de dor.
- Relaxa amor... – eu disse. – Vou com carinho.
Então comecei a bombar devagar ate ele começar a gemer e sussurrar em meu ouvido pedindo por mais.
- Me fode com força Gui!
Aquilo estava me levando a loucura enquanto eu enfiava com vontade em seu cuzinho antes virgem, ele rebolava como uma puta no cio e gemia alto o que me deixava com mais tesão ate que ele gemeu alto e começou a gozar em meu peito apertando seu cuzinho me fazendo jorrar porra quente em seu cuzinho. Exausto ele caiu do meu lado e se aconchegou em meus braços.
- Eu te amo Guilherme.
- Eu sei que ama. – disse por fim – Eu...
O celular começa a tocar, pego ele que estava jogado em baixo do travesseiro e olho para a tela. O nome escrito fez meu coração palpitar por alguns instantes então me lembrei de Math. Péssima hora para receber uma ligação e ainda mais dele.
Marxos.
EtP"
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top