Capítulo 10 - Segredos
MATH
- Me larga – ele gritava – Não toque em mim... Não toque em mim – as lagrimas escorriam pelo seu rosto.
- Eu estou aqui. Eu estou aqui... – repetia enquanto o segurava contra o meu corpo.
O puxei para mais perto e o ergui em meus braços, ele se aninhou em meu peito enquanto os soluços entrecortavam seu choro e encharcavam a minha camisa. Subi as escadas com cuidado e o levei para seu quarto. Sentei-me na cama e esperei que ele deixasse tudo sair.
- Math – a voz de Caio adentrava o cômodo – O que vamos fazer com ele?
- Leve ele para o armazém dos meus pais na Bacon com a Hangrin, aquele lugar não é usado ha muito tempo.
- Certo. E o sangue no piso?
- Pode limpar? Eu não posso deixar ele e temos que ver como contar aos pais...
- Não... – Gui sussurrou apertando meu peito.
- Pode fazer o que eu pedi? – indaguei o olhando.
- Não se preocupe mano.
- Obrigado.
Caio se virou e desceu as escadas correndo. Olhei para Gui e tentei coloca-lo na cama, mas ele me segurou forte.
- Não me deixe. – ele sussurrou novamente.
- Eu não vou.
Seus olhos estavam fechados, ele dormia tranquilamente enquanto eu estava lendo um dos livros que o Sr. Jhosua havia me trazido junto com uma caneca de chocolate quente. Havia se passado uma semana desde o acontecido. Ele me fez prometer que seus pais não saberiam e eu fiz o que ele me pediu.
Nos últimos dias eu passava mais tempo com Guilherme, ele passava horas no banheiro tomando banho, alguns instantes depois ele começava a chorar dizia que estava sujo e começava a ferir a pele com a escova.
Depois daquela noite eu sempre o deixava dormindo e voltava de manha cedo. Era abusar de mais pedir para dormir no quarto de Guilherme. Então a porta de madeira rangeu um pouco e vi a face Caleb me olhar.
- Math, esta tudo bem? – perguntava entrando dentro do quarto.
- Sim. Ele esta dormindo.
Ele adentra o quarto e em sua mão havia uma xícara que exalava vapor quente. Ele se aproxima e se senta no batente da janela cheio de almofadas.
- Obrigado. – disse ele olhando pela janela.
- Pelo que?
Ele deu um breve sorriso.
- Por fazê-lo odiar você. – disse em meio a um sorriso enquanto aproximava a xícara de chocolate quente em seus lábios.
- Eu realmente não entendi. – disse o olhando nos olhos.
- Gui se apaixonou poucas vezes, e você foi o único que ele odiou.
- E isso é bom?
- Claro que é. Ele odeia seus defeitos, e o mais importante ele conheceu seus defeitos antes de gostar de você.
- Ele não gosta de mim Sr. Caleb.
Ele deu um gole de seu chocolate e sorriu levemente.
- Acho que isso não é verdade. De todos que ele poderia ter por perto, porque você esta aqui? Porque ele deixou que ficasse? Porque você é o único a quem ele confia os seus segredos? Se fosse para vocês serem amigos vocês já seriam. Mas ele o manteve longe dele, primeiro porque ele odeia quem um dia você foi, isso o traz lembranças ruins e segundo por gostar de você, ele tem medo de amar e creio que você possa resolver isso.
Silencio.
- Pense nisso Math. – disse ele levantando-se e caminhando ate a porta do quarto, fechando-a atrás de si.
Olho para Guilherme que suspira tranquilamente e se vira na cama, puxando a coberta para o seu rosto. Deixo o livro em cima da mesinha e fecho os meus olhos, minhas mãos se juntam em meu rosto e minha mente viaja a um lugar que eu acredito não ter mais volta.
UMA SEMANA ANTES
Arxos abre os olhos devagar, sua cabeça pendia de um lado para outro enquanto ele tentava se orientar. Ele ergueu sua cabeça e olhou para refletor que iluminava seu rosto. Sua face estava manchada de sangue que ainda escorria pela sua face. Seus olhos haviam ganhado um tom roxo e estavam inchadas. Sua boca estava amordaçada. Ele estava sentado em uma cadeira de madeira, suas mãos estavam amarradas por uma corda que passava por debaixo da cadeira.
Arxos parecia estar preocupado, estava apenas com a camisa, a parte de baixo havia sido retirada, sua bunda havia sido posta empinada e a cadeira estava sob uma bancada de madeira para deixa-lo a altura considerável ao chão, já que o propósito ali estava bem claro para mim.
Eu havia deixado Gui dormindo em casa depois que seus pais chegaram, ele havia dormido em meus braços. Não contei nada a eles como havia prometido a ele, me comportei como se tivéssemos passado uma noite divertida, mas por dentro eu estava ansioso para o cretino do Arxos pagar pelo crime que cometeu, mas do meu jeito.
- Esse é o cara? – falou um cara parrudo e peludo que estava totalmente pelado e sem roupa, seu mastro estava ereto e pingava uma baba espessa.
- Esse mesmo. – respondi em seco, saindo da escuridão. Meus olhos estavam fixos no rosto assustado de Arxos. – Porque essa cara chapeuzinho vermelho? Não se preocupe o lobo mau não vai comer você... – olhei para o cara que se aproximava dele – Porque eu tenho muitos lobos maus para se fartarem de você.
As luzes do enorme galpão de acenderam. Havia vários homens todos pelados que se divertiam entre si enquanto esperavam. Uma orgia em um enorme galpão. O cheiro de macho impregnava o lugar todo.
- Rapazes! – falei em alto e bom som. – Este é o cara que estrupou meu namorado.
Um dos homens se aproxima de Arxos, olhos nos olhos dele e da um tapa em sua cara que deixa o lugar com um vermelhidão enquanto seus olhos lacrimejavam.
- Para seu azar seu puto, há uma coisa que nós não perdoamos, e são molestadores como você. – ele retira a mordaça de Arxos. – Esta na hora de nos divertimos com você seu escroto.
Me viro e caminho em direção a saída e a única coisa que ouvi em seguida foi um grito de dor seguido de suplica. O líder do bando estava na entrada a minha espera.
- Passem o recado a ele. – disse enquanto Caio entregava uma mala ao homem mau encarado.
- Pode deixar Brow, ele vai ser nossa mulherzinha por um bom tempo. Com aquela bunda gostosa, ah nem eu vou dispensar uma vadia daquelas.
- Maravilhoso. – disse de forma dura e segui para o meu carro.
Caio me acompanhava em silêncio.
- O que foi Caio?
- Isso não foi de mais?
- Não, isso é pouco comparado ao que eu realmente poderia fazer com ele.
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