Parte 3
Apenas me deitei em minha cama até a noite chegar na Sexta-feira, Maia já tinha me dito pelo menos uma trezentas vezes sobre aquela festa, e como eu não deveria a dar um perdido. Ela me conhecia, eu era muito leal. Não era como nas outras festas que nós fomos, é de uma fraternidade, um nível alto para garotas como nós. Uma chance para mim, eu precisava de um romance.
Vestir um vestido florido, eu tinha dezenas deles. Gostava de vestidos floridos, especialmente nas cores azul. Não tenho uma cor favorita, mas desde criança eu gostei de azul. Não acredito na faculdade de que cores representam a sexualidade de uma pessoa, porém, se as cores representarem um grau emocional, digo que estou me sentindo um pouco arco-íris ultimamente. Confusa sobre os meus sentimentos, de modo que nem sei se sinto algo.
Misturando os sibilares de copos, e talheres deduzo que minha família estar jantando. Sinto o cheiro de baguete de presunto, e porção de frango assado dos Flitz. Eu já havia comentado com papai sobre a minha fuga da rotina, ele não tinha gostado muito da ideia de ser numa Fraternidade, ou tampouco de que ia ter uma gangue, o que fiz questão de deixar bem claro ao conta-lhe. Ele podia ter me dito um NÃO, mas infelizmente ele confiava em mim.
— Meu Uber está a dois minutos daqui, quando chegar lá mando uma mensagem. — Anunciei ao ganhar a atenção das pessoas na sala de jantar. Meu pai assentiu, e Norah sorriu transmitindo sua confiança.
— Quer smoothie de banana? — Grace ergueu o seu copo da Starbucks, e gentilmente sorriu.
— Não pode ingerir bananas, ela tem Antimatéria! Fala para ela, Saphi.— Wes defende com animo, quase gritando para garantir sua razão. Grace com seus olhos indignados, dar a língua para ele. Um habito não muito bem visto pelos meus pais, que deferem censura a garota de rosto fino. Eu havia contado ao meu irmão sobre a Antimatéria poder destruir a Matéria comum, e nós éramos essa Matéria. Ele ficou me amesquinhando com uma banana num dia, e eu contei sobre a banana produzir Antimatéria.
Agora notando o rostinho tenebroso, percebo que fui malvada com ele.
— Não é assim que funciona, Wes. A antimatéria vive pouquíssimo tempo. — Tranquilizei, apesar do rosto dele transbordar em curiosidade. Antes que ele questionasse, eu apenas acrescentei. — Meu Uber chegou, até mais tarde.
Acenei para eles, e corri para fora da sala. Já havia ao menos vinte mensagens de Maia no meu celular, digitei uma resposta para suas incessantes perguntas. Depois que entrei no carro, enfiei o aparelho dentro da bolsa, e apertei os dedos dentro dos tênis. Estava ansiosa, não era uma ansiedade muito boa, eu não sabia o que esperar dessa noite, a insegurança acelerava o meu coração.
Fiquei um pouco tonta, eu sentia cinetose quando menor. Mas mesmo olhando para o horizonte agora, eu fico enjoada. Começo a tentar ficar hiper focada, penso em usar o modelo atual, começo de modo aleatório a calcular a força de atrito. Eu sou fascinada por física, em todo e qualquer sentido. Rescrevi um modelo gráfico da curvatura do espaço-tempo aos onze anos, mas só compreendi realmente a relatividade geral um pouco mais tarde.
Questionadora, sempre me perguntava sobre as coisas. Uma noite meus olhos virgens puderam apreciar um meteoro rasgando o céu, sua calda em chamas azul, sua substância principal era Magnésio. Esse evento ocorreu um ano antes de começar a minha paixão por Astronomia. E enquanto garotas de dez anos comprava bonecas, ou qualquer coisa rosa e chamativa, juntei a minha mesada e comprei o meu primeiro telescópio. Foi o dia mais incrível do verão.
Esperei por Tiesto por uns dez minutos na frente da casa de Toddy. Muitas pessoas apareciam e entravam, enquanto eu permanecia estática naquele concreto. Ela apareceu de carona com seu irmão mais velho, vestia uma camisa personalizada com o rosto do Eminem, e uma saia jeans. Acenei para Zach, quando seus olhos me avistaram feito uma estatua na calçada, ele deu um belo sorriso e depois deu espaço para os outros carros que já se estabeleciam atrás dele.
Cabelos curtos, e lisos. Maia sai um pouco desgovernada pela calçada, correndo até mim com o salto fino.
— Merda, desculpa por deixar você plantada. Meu irmão é muito lerdo. — Maia disse, misturando sua voz ao som paralelo que era emitido da casa. — Vamos, vamos.
Ela ia ter um treco, caminhando desesperada até o portão para que escaneassem o seu QR code. Um garoto alto apontou o seu celular na direção do código no aparelho de Maia, e em dois segundos ultrapassamos a barreira do portão. A entrada da casa de Toddy era muito escura, é perceptível muitas flores no jardim a caminho da porta principal, algo me arrastava para dentro do pavimento barulhento e aglomerado. Fiquei me sentindo em um pote de azeitonas, exprimida e desalinhada. Meus olhos percorrem todos os cantos, cada rosto desconhecido e corpos esbarrando em mim.
Há uma frequência muito alta de vozes, e sons que ricocheteavam pelo cômodo. Havia muitas pessoas, é como se a Times Square inteira fosse colocada dentro de um cubículo. Maia apontou seu celular, e começou a fazer uma live. A música intensa doía meus ouvidos, um grave ensurdecedor e ela parecia se importar. Passava a mão nos cabelos e narrava de forma instigante o que estava a presenciar. Perto das escadas possuía uma quantidade inferior de pessoas, me arrastei até chegar lá.
Fiquei olhando as pessoas gritarem junto à musica, uma parte da letra aversiva e imoral. Alguma pessoa passou por mim se espremendo entre o corrimão e o meu corpo, deixou um pouco da bebida do seu copo cair no degrau. Subi um pouco mais até uns degraus, me encostei na parede e continuei olhando para as pessoas na sala. O ar tão comprimido, e o barulho me deixavam com vontade de correr para longe. Devo admiti que mal havia me estabelecido na casa e já desejava fugir.
Eu devia dar ao menos uma chance para uma distração, um pouco de diversão. Maia dançava e erguia o telefone, cantando feito uma maluca. Ela se encaixava ali, era pessoas e situações da qual estava acostumada. Festas e pessoas a espremendo.
A última festa que fui com Maia um garoto me pressionou para tomar cerveja, eu disse que não, ele me fechou no canto da sala e me empurrou o copo. Gritei com ele, e acertei um soco em sua cara. Chorei por quase uma hora no caminho de casa, e depois desse dia eu evitei ir nas festas. E aqui está a garota do 'detesto eventos', rodeada por jovens alcoólatras e sequestrada por minha insegurança.
Um grupo de garotas descia as escadas, passaram por mim em fila indiana. Uma delas, magra e alta, cabelos ruivos e usando um macacão jeans, estagnou um degrau mais abaixo do que eu estava. O curioso foi que ela sorriu, dirigindo as palavras para mim, de primeira eu não havia entediado nada, estava tão atônita e dispersa.
— Não entendi o que você disse! — gritei em resposta por conta do volume do aparelho sonoro, e as vozes. Foi tão inesperada aquela garota ter parado ali, que meu coração bateu feito o big bang de Londres. Ela assentiu, e aproximou os lábios do meu ouvido. As garotas que desciam com ela, sumia na multidão.
— Bradley, está chamando você na parte de cima do cômodo. Ele tá perguntando se não quer ficar um pouco com ele. — A ruiva apontou para o fim da escada, e voltou sorrir amigável. Meu corpo brotou uma ardência, fiquei enjoada. A inexperiência em situações como essa era 0%. Ela parecia ser só uma espécie de emissor, pois, assim que falou saiu, não esperou a resposta e nem insistiu.
Paralisada estava, paralisada permaneci por grande parte do tempo. Não sabia o que significava passar um tempo na linguagem universitária daqueles adolescentes. Perguntar para a minha amiga é uma boa opção, mas fingi que aquilo não havia acontecido. Sentindo que estaria muito exposta, sai das escadas e fui para o meio da multidão. As coisas começaram ficar muito malucas, quando um círculo se abriu no meio das pessoas e dois garotos iniciaram uma serie de insultos. Isae Marl, esse era o nome de um dos indivíduos. Eles usavam coletes aprova de balas, e correntes pesadas. Empunhavam microfones nas mãos, desafiando um ao outro no ringue imaginário, no qual palavras sujas eram golpes, e consistia em o quão imoral fosse as rimas, a força do golpe era maior.
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