»»Na Estrada««
ㅤㅤㅤㅤNa estrada...
O carro balançando não tornava nada fácil.
- James, não tem uma outra via? - meu chefe perguntava para o chofer.
- Infelizmente não senhor, a outra via está interditada.
- Mas isso está esburacado demais.
- Eu sei, no entanto é o único caminho agora. - o chofer respondeu voltando sua atenção totalmente para a estrada.
Para ajudar a ficar pior uma tempestade nos alcançou, a chuva só piorava e tivemos de parar em um trecho acidentado.
- Senhor, creio que o melhor é buscar um abrigo por aqui, ou voltarmos. - diz o chofer.
- Sim, também creio ser o melhor. - Josh concorda.
- Então irei verificar se encontro algum canto aqui perto.
- Vou também, há capas de chuvas aí no porta luvas, certo?
- Sim.
- Mas e eu? - questionei ao ver que a situação me excluía.
- Fique aqui, não pode tomar chuva. - ele diz, mas parece mais com uma ordem de meu chefe.
- Não quero ficar sozinha... - murmurei.
Na realidade o medo dos trovões era irracional, mas ainda sim, um medo angustiante.
- Voltaremos logo, não se preocupe. - meu chefe disse já vestindo a capa.
- Mas senhor... - tentei pensar em como convencê-lo a ficar e não conseguia.
- Chefe, ela não parece bem, o senhor pode ficar, posso ir sozinho. - o chofer pareceu me entender e respirei aliviada ao ver que o convenceu.
- Certo James, leve o celular e ligue se achar algum lugar. - disse ele largando a capa de chuva no banco da frente.
O chofer saiu e logo o silêncio no carro parecia mais terrível que meu medo por trovões.
Um estralo no céu se fez audível.
- Humm. - resmunguei me encolhendo no banco.
- O que foi? O bebê está chutando? - ele passou a mão por meu ventre.
- Não. - retirei sua mão mais do que de pressa.
- E então?
- Não é nada. - me fiz a dura.
Outra trovoada me fez encolher.
- Diga a verdade, está com dor, não é?
Olhei para meu chefe, a preocupação em seus olhos de alguma forma me fez sentir bem.
- Não é dor, é medo esta bem! - digo irritada.
- De mim?
- Esse cara realmente tem cérebro? - murmurei para mim mesma.
- Sim, mas esse cara não é adivinho Any. - ele respondeu. - Acha mesmo que não consigo te ouvir murmurando?
- Bem, achei que não. - respondi rindo.
Era sempre assim, uma mudança de humor trás outra. Lembrava-me de estar brava, mas de repente ao vê-lo irritado eu ficava feliz e não tinha ideia de como controlar.
- Você está me deixando louco. - ele leva a mão no cabelo bagunçando alguns fios.
Eu gosto de vê-lo assim e sem explicação me pego sorrindo.
- Sabe, fazia um tempo que você estava estranha, e de repente descobrir que minha secretária esta grávida não é fácil. - diz ele parecendo desabafar.
- Percebi. - cruzo os braços.
Quero parecer tão frívola quanto ele costuma ser, mas então outra trovoada me faz perder a compostura e praticamente pulo no colo dele.
- É isso, tem medo de trovões! - ele diz como se estivesse acertando no bingo.
Eu não posso evitar tremer e ele deixa seu "eureca" para me ajudar.
- Ei, é só barulho, não vai te acontecer nada.
Sinto-o me abraçar e me colo ainda mais nele, é bom sentir a segurança de seu abraço.
O tempo vai passando, a calma me toma mesmo com todo o barulho de fora e antes de cair no sono eu o ouço dizer:
- Espero que não se afaste de mim...
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