Capítulo 26
Meninas desculpem demora, mas eu fui a um acampamento da igreja e como não mexo muito em eletrônicos nesse lugar... E também porque ocorreram MUITAS COISAS não tive tempo de escrever!
"Quando dizemos que temos que fazer algo para alcançar salvação, transformamos a graça de Deus em algo fácil, humano, palpável e possível de conquista; e na realidade não foi assim, custou caro, teve um grande e imensurável sacrifício, custou a vida do filho de Deus."
Ame a Cristo, ame ao próximo, esse foi seu pedido — Lucas 10:27 e Marcos 12;30,31.
— Antes com a condição de que tome um café comigo, aceita?
Oque? Ela não disse isso! Ele disse mesmo isso? Ele... Ta me chamando para sair? Meu Deus eu não não sei o que falar! Devo ter aberto a boca umas 4 vezes.
— E-e-eu....
— Mia...
Que droga para de falar meu nome assim! Eu quis gritar, seu olhar era tão... Droga... Droga! Ele é meu professor, que anti-ético.
— Não creio que seja apropriado Sr James!
Desviei o olhar.
— Acontece Srta.Turner que as coisas apropriadas são muito chatas.
Ele zombou me deixando perplexa.
— Você é meu professor — exclamei exasperada.
— Típico não?
Ele sorriu, e que sorriso.
— É só um café, eu só queria te ajudar com a redação.
O encarei.
— Tudo bem, hoje na porta da universidade as 3h00.
Me levantei para sair, não sem antes ouvi-lo sussurrar.
— Nada disso! Gosto de surpreender.
E antes que eu pudesse entender sua frase ele fechou a porta da sala, mas o que...?!
Meu professor me convidou para sair!
Eu aceitei!
Ele falou uma frase sem sentido!
Ele fechou a porta na minha cara!
Pior.... Eu estou sorrindo agora!
Corri até o banheiro, eu precisava pensar, joguei uma água no meu rosto e quando me olhei ao espelho, algo estranho aconteceu, o rosto que vi já não era mais meu e sim uma garota loira com cachos bem trabalhados e presos em um penteado glamuroso, não me engano o rosto era exatamente como eu seus olhos eram idênticos e até as sardas, o formato da boca, mas meus cabelos estavam, loiros, o local em que eu estava já não era mais aquele banheiro da universidade, era um espelho em um local até então me desconhecido, eu queria olhar ao local, queria saber o que estava ocorrendo, mas parecia que os pensamentos e meus movimentos já não eram mais meus, a garota loira, ou melhor eu, me posicionava de frente a um espelho com um vestido rosa bufante e tão apertado que, Deus, parecia um corpete, faziam meus seios praticamente pularem do vestido, sorri levemente ao espelho e percebi que alguém colocava um colar de pérola em meu pescoço, era uma mulher menor que eu de vestes brancas e cabelos em um coque mal trabalhado, escutei um barulho de um toque na porta e reparei que eu me encontrava em um quarto, Uau enorme, lindo digno do quarto de uma princesa, mas aparentava ser ao mesmo tempo, um pouco antigo.
— Milayde.
Chamou a mulher que me veio à cabeça imediatamente ser a criada, eu a encarei.
— Chegou uma carta para a Srta.
Meu coração estranhamente disparou e se encheu de euforia, eu não estava entendendo, apenas corri imediatamente até a criada e a tomei a carta imediatamente, assim que li o nome, meu peito praticamente pulou pela boca " Sir Graan"
— Jussie me deixe a sós.
Pedi a criada sem nem tirar os olhos da carta.
— Mas Milayde o baile já...
A mandei um olhar severo e ela apenas abaixou a cabeça, assentiu e saiu logo em seguida, eu não entendia o que estava havendo, eu não queria fazer nada daquilo, mas não parecia ter o controle sob meu próprio corpo, ou melhor sobre o da tal mulher, corri até um abridor de carta e a abri com cuidado.
Querida Lau...
É com muito amor que lhe escrevo a pedido que me encontre no celeiro hoje a 00:00 logo após o baile, por favor não entenda mal minhas intenções, só preciso lhe ver e por mais que creio não ser apropriado em tais horas, temo que seja a única forma no momento.....não se esqueça, a amo com todo o furor contido em mim.
De seu, Gabriel.
Senti meus olhos marejarem, eu não estava entendendo nada, quem era Sir Graan? Gabriel? Eu tenho um amante? Quer dizer essa tal de Lau tem? Porque é tudo tão secreto? Apenas sei que fui, fomos ah que seja, ao baile e então eu entendi, não estávamos mais na minha época, quer dizer, tínhamos voltado ao tempo, oh Deus estávamos a décadas a trás e então pude imaginar como seria errado ela, eu, se encontrar com esse tal Gabriel 00:00 Meu Deus mas que loucura, que falta de sensatez, eu tentei não ir, tentei me auto-avisar mas foi em vão.
As meia noite em ponto eu estava no celeiro, meu peito palpitou e segundos depois eu soube que ele havia chegado, paralisei.
— Estas linda Milayde.
Me virei lentamente em sua direção, o reconheci e quis imediatamente abraçá-lo, seus olhos verdes brilhavam na escuridão.
— Gabriel.
Suspirei e corri para seus braços, aos quais ele me recebeu de bom gosto.
— Estava com tanta saudade!— exclamei sentindo seu cheiro exótico.
— Pensei que não viria.
Ele me encarou.
— Como poderia?
O olhei deslumbrada.
— Lauren sabes que não...
Eu o calei com meus dedos.
— Shii não quero falar nisso.
Então eu o beijei, eu queria gritar o quanto era loucura mas não consegui, eu estava consumida pelo desejo e foi nesse momento que eu comecei a me sentir uma intrusa ali, presenciando e sentindo algo tão íntimo.
— Você se casará Lau.
Ele me afastou um pouco, eu o olhei.
— Não é por minha vontade tu sabes! — exclamei.
— Vamos fugir! — disse novamente esperançosa.
— Lauren!
Ele me encarou como se eu tivesse dito a maior bobagem da minha vida.
— Ele é um duque! Eu não sou nada perto dele, não poderia lhe dar nem metade do que ele poderia, não posso lhe tirar a vida de duquesa, a vida que você merece.
— Eu não me importo, não me importo com nada, eu não o amo, amo a ti, amo a ti!
O encarei e beijei-o novamente, a medida que o beijo foi se tornando intenso o meu desejo crescia e com dificuldade ele começou a abrir meu corpete, eu mal podia acreditar que isso estava acontecendo e eu ia presenciar mesmo, que droga.... Quando finalmente ele conseguiu descer uma parte do corpete expondo meus seios eu ouvi vozes," Que droga tem gente aqui saiam" eu queria gritar mas nenhum deles inclusive "eu" pareceu ouvir, era quase como quando estamos naqueles filmes de terror mandamos a personagem correr mas ela não nos ouve, os murmurinhos aumentaram até eu escutar um suspiro mais alto e chocado, mas parece que dessa vez os pombinhos, quer dizer eu e o tal Gabriel escutamos e quando eu me virei Meu Deus tinham milhares de mulheres, damas, saídas do baile nos olhando chocadas e com as mãos tampando os olhos, mostrando um pudor que eu maldosamente imaginei que elas não tinham, mas então fui tomada por uma vergonha sem tamanho e imensa humilhação, não eram sentimentos meus e sim da garota que no caso era eu, eu comecei a tremer e Gabriel se posicionava a minha frente, ele então se virou, seu rosto estava sereno, sereno demais para alguém que havia acabado de ser pego em um escândalo "desonrando" a filha de um Conde com 5 irmãos mais velhos que provavelmente o matariam e nas melhores chances o obrigariam a se casar comigo, ele simplesmente me olhou e seu olhar me fez flutuar, sair da dimensão em que eu me encontrava.
— Lauren preciso saber, me amas?— perguntou.
— Do fundo de meu coração.
Ele então negou com a cabeça.
— Sinto muito por lhe causar isso, por lhe trazer isso, mas fui inconsequente e essa é a melhor maneira.
Em seguida ele fez algo que eu jurei ser impossível, eu abri a boca em O e não consegui dizer nada, eu estava maravilhada deslumbrada com tamanho esplendor, Gabriel tinha magníficas e encandecestes asas, eram brancas e brilhavam tanto a ponto de vos deixar cegos, mas não deixavam de serem lindas, as asas rasgaram sua camisa expondo seu belo corpo e eu estava mais apaixonada ainda, ele me cobriu com suas asas e em segundos me senti sendo levantada e a sensação....não existia nada nesse mundo que pudesse ser meramente comparada, eu me sentia finalmente livre nos braços de meu amor, naquele minuto a única coisa que eu consegui imaginar foi...."Ele era um anjo".
— Mia, Mia acorda!
Escutei uma voz, pisquei meus olhos com dificuldade e uma dor escarlate invadiu minha cabeça.
— Ah...
Gemi levando a mão até a cabeça, olhei ao meu redor e percebi que estava em um banheiro, o banheiro da universidade, então me veio tudo a cabeça, mas o que foi aquilo? Que tipo de sonho foi aquele? O que...
— Mia?
Era Elena quem me chamava.
— Els?
Pisquei para me acostumar com a claridade.
— Acho que vou chamar um médico.
— NAOOO!
Gritei e ela me olhou assustada.
— Quer dizer isso foi apenas uma vertigem, estou anêmica e o médico explicou que é normal por agora.
Ela me encarou incrédula mas assentiu.
— Tudo bem vamos vou lhe tirar daqui.
Eu apenas assenti e foi como se eu ligasse o botão automático, eu via as pessoas, sorria e até arriscava dizer algo, mas aquele sonho, aquela visão não saia da minha cabeça, até que finalmente consegui ir até o meu quarto, assim que entrei fui até meu notebook e tentei pesquisar coisas a respeito, o mas não achei nada, poderia ser uma visão? Mas e aquele anjo? Vi novas fotos de Nick e meu peito se apertou, como eu sentia sua falta, porque ele foi embora? Porque ele não ficou e lutou por mim como nos filmes? Porque é tudo ilusão, ele foi embora, sem nem olhar para trás, ele se foi e eu tenho que aceitar, tenho que seguir minha vida, só espero que meu coração entenda.
Peguei meu celular novo que havia comprado com As há dois dias e disquei o número de Baltazar, ele atendeu no 5º toque.
— Alô?
— Eu...tive outra visão.
Minha voz soou fraca.
— Mia? Me diga onde está!
— Em meu dormitório.
— Chego aí em 15 minutos.
Suspirei.
— Ok.
Desliguei....eu só queria ter uma vida normal, ah eu só queria nunca ter vindo para Londres, porque agora meus sonhos parecem tão pequenos, tão insignificantes perto dos problemas que vieram com eles, chegou uma notificação para mim no Twiter e em segundos milhares juntos e quando eu li o nome da marcação em que meu nome foi citado meu peito palpitou, pisquei três vezes para ter certeza se li certo, mas sim ali estava "Nick Carter" e eu não sabia se chorava ou sorria com essa descoberta.
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