Capítulo 15
"O verdadeiro amor não é aquele
que se alimenta de carinhos e beijos e
sim aquele que suporta a renúncia e
consegue viver na saudade."
Minha cabeça latejava de forma tão forte que eu não conseguia raciocinar direito, mas eu vi..."Ponte Ronald Ross" era sim, eu sabia que era mesma ponte em que eu aquela mulher caiu em meu sonho, eu havia visto o nome de maneira tão rápida que não conseguia me lembrar, mas o lugar era completamente igual, onde eu estava afinal? O que estava acontecendo comigo? Me aproximei mais ainda da ponte, não havia nada de errado com ela, o lugar que o carro havia quebrado ao deslizar para o rio abaixo estava intacto, eu nunca sequer vira tal lugar, nem sabera da existência dele, então por que diabos eu sonhei com isso? Com um lugar que existe? Como eu... Estranhamente minha cabeça estava melhor a dor se fora de um minuto para o outro, a cada segundo diminuía, até que simplesmente desapareceu.
— O que faz no meio do nada Mia?
Me virei assustada ao ouvir a voz dele.
—Eu quem lhe pergunto isso, por que me seguiu até aqui? Por que não me deixa em paz? Inclinei minha cabeça para trás, Nick era insuportável.
— Eu não te segui.
Arqueei uma sobrancelha.
— Não preciso te seguir para saber onde está.
O que? Do que ele estava falando?
— Ah claro por acaso colocou um GPS em mim então?— ironizei.
Ele no entanto olhou para o lado e de repente respirou fundo dizendo em seguida claramente:
— Vamos sair daqui é perigoso.
— Desde quando você se importa com isso? Aliás estou morrendo o que importa viver alguns perigos? Não foi você mesmo quem me disse isso?
O olhei, estava cansada desse jogo, muito cansada.
— Mia.
No segundo depois ele estava tão perto que quase pensei não ser possível, ele me olhou profundamente, eu ia desviar os olhos mas não consegui, era como se algo me prendesse em seu olhar, eu não conseguia piscar sequer, só olhá-lo.
— Você não irá morrer, agora vamos embora.
E, se virou, algo me puxou na direção dele mas dessa vez eu consegui mandar em meus membros.
— Você não fala coisa com coisa, pare de achar que manda em mim, se acha que é o dono do mundo ok, você pode controlar tudo e a todos mas a mim não Nick, não mais.
Ele se virou e seu rosto era uma mistura de confusão e supresa.
— Você vai vir comigo — ele sussurrou entredentes me fitando, mas dessa vez com muito esforço eu consegui desviar.
— Não!— exclamei, ele abriu a boca em O, qual o problema dele? Ninguém nunca disse um não para ele não?
— Eu mandei você vir.
Gargalhei com sua frase.
— É mesmo?— era uma pergunta retórica.
— Surpresa...mas você não manda em mim Laus.
Sua expressão passou de confusa para irritada.
— Pare DE ME CHAMAR ASSIM PORR*! — suas palavras quase me fizeram pular e ele estava novamente perto demais, eu basicamente consegui ver seus olhos pegarem fogo, ele estava de um modo que eu nunca havera visto antes, era assustador.
— Meu nome é Nick Carter, Laus morreu a muito tempo.
Suas palavras eram baixas mas não menos ameaçadoras, meus olhos por um segundo se encheram de água, porém eu pisquei as afastando.
— Eu percebi.
Cuspi no mesmo tom que ele, senti seu braço apertando o meu com tanta força que eu me senti sem ar, Oh Deus acho que ele quebrou meu braço.
— Agora vamos sair daqui.
E assim me puxou, meu braço queimava, mas nem assim ele soltou o aperto.
— Me solta! — pedi sem tentar demonstrar a dor em minha voz, mas puxa, doía muito, ele nem sequer pareceu ouvir e praticamente corria e me arrastava, não aguentei, lágrimas correram por meu rosto, odeio o fato de chorar quando sinto dor.
— Nick, está doendo!— exclamei eu já conseguia ver as luzes da roda gigante que tínhamos ido a pouco tempo atrás, parecia ter sido a séculos, ele finalmente me soltou nos parando e olhou para meu rosto, eu tentava conter as lágrimas, mas não consegui, imediatamente ele me soltou, eu arfei, ele olhou para o local. Estava tão vermelho que parecia ter arrancado uma pele, logo ficaria Roxo, eu praticamente não conseguia mexê-lo, ele foi em minha direção novamente e eu dei um passo para trás instantaneamente, vi seus olhos cintilarem com algo que não reconheci.
— Deixe- me ver seu braço.
Ele pediu.
— Me deixa em paz.— praquejei por minha voz ter saído chorosa, ele fingiu não me ouvir, aquele não era Laus, não poderia ser, ele nunca fora agressivo, aquele homem a minha frente era um monstro, ele foi para mais perto de mim e puxou meu braço, fazendo que uma dor escaldante me tomasse imediatamente, ele negou com a cabeça.
— Não sabia que tinha apertado tão forte!— exclamou.
— Não preciso da sua pena — rugi, ele nem pareceu ouvir.
— Está deslocado.
E em um segundo ele levantou meu braço fazendo com que uma imensa dor me atingisse.
— QUAL O SEU PROBLEMA?— gritei, não me importava que as outras pessoas vissem a cena.
— Estou colocando no lugar.
Tentei me soltar, mas ele apertou com mais força meu braço o senti queimar, mas então no outro segundo eu simplesmente estava ótima, mas o que...? O olhei, abri meus olhos com força e pisquei três vezes.
— O que você fez?— questionei.
— Vamos embora!
— Não, o que está acontecendo, como você...como..Meu braço estava deslocado e em segundo eu simplesmente não sinto nada!— exclamei, ele fez um rosto tão confuso.
— Do que está falando Mia?
O que? Como assim do que eu estou falando?
— Do fato de que você fez meu braço se curar!— exclamei Atônita.
— Não sei do que está falando, deve ser os efeitos dos remédios ou de sua doença, você está delirando.
Não podia acreditar em suas palavras, olhei para meu braço eu poderia provar qu... Ele estava normal como se nada tivesse acontecido.
— EU NÃO SOU LOUCA! — gritei fora de mim, ele arqueou uma sobrancelha.
— Me deixe em paz NICK. — exclamei e me virei para ir embora, ele segurou minha mesma mão que estava dolorida a segundos.
— Por favor Mia.— ele pediu calmamente.
— Me deixe ao menos levá-la até seu dormitório só isso. — pediu.
— E como pretende fazer isso? Você roubou um carro para virmos até aqui, ou isso também é fruto da minha imaginação?— ironizei.
— Venha — ele me puxou, mas suas mãos estavam cuidadosas em meu pulso como se tivessem medo de me machucar, eu não imaginei aquilo, não é possível eu não...não consegui concluir o pensamento quando percebi que ele estava indo na direção de vários policiais que estavam ao redor da BMW roubada.
— Sr não pode entrar aqui, área restrita.
Um deles avisou, o que Nick estava fazendo?
— E se eu disser que fui eu o responsável por trazer essa BMW até aqui?— ele disse alto suficiente para que os policiais presentes ouvissem e se virassem na direção dele, o que parecia ser o chefe veio na direção de Nick com uma arma, eu estremeci, ele me soltou.
— Foi você quem roubou o carro?— questionou o policial, Nick olhou profundamente para o policial, como tinha feito comigo a alguns minutos.
— É claro que não, afinal não há como roubar algo que já é meu!— exclamou e no outro segundo o policial guardou a arma.
— Eu sinto muito pelo incômodo Sr, pessoal vamos embora, nosso trabalho aqui terminou!—. Exclamou o policial, espera aí, o que? Nick entrou no banco do motorista e me fez entrar no do passageiro, já acelerando o carro enquanto várias pessoas observavam tudo com curiosidade ou chocados como eu mesma estava.
— Nick o que você... isso não pode ser verdade, eu te vi roubar o carro, te vi quebrar o vidro corremos da polícia eu...— estava sem palavras.
— Tudo o que eu quiser é meu Mia, no entanto isso seria tedioso se eu não pudesse fazer algumas coisas assim de vez enquanto.
Comentou, eu neguei com a cabeça.
— Você estava certo!— exclamei e ele me olhou como se perguntasse em quê, senti meu corpo gelar..
— O Laus morreu a muito tempo!
E com essa afirmação, ficamos em silêncio toda a viagem até o dormitório, quando chegamos suspirei aliviada e abri o carro para sair, mas um segundo antes Nick trancou o carro.
— Já chega de suas gracinhas abra o carro!— falei séria.
— Antes eu vou te contar uma história.
— Eu não quero saber, abra.
Mas ele simplesmente me ignorou e começou.
— Ah mais ou menos 7 ou 8 anos atrás, havia um garoto, esse garoto era um maldito órfão sem ninguém na vida, ou melhor apenas uma pessoa na vida dele importava, a sua melhor amiga.
E começou e eu desisti de abrir a porta quando escutei sua frase, ele estava falando de...
— Ele sabia que ela havia se apaixonado por ele e por mais que ele negasse também estava apaixonado por ela, mas o que ele podia fazer? Se sentia um maldito cretino por se apaixonar por uma criança, basicamente, e por mais que ele afirmasse isso a si mesmo, sua amiga poderia ter a idade de uma criança, mas sua mente não, era a única pessoa que o havia aceitado desde sempre, que o havia dado amor e carinho, ele a queria para ele, mas sabia que era errado, ele tinha bagagens demais para aquela garotinha tão risonha e cheia de vida, e também sabia que aquela paixão dela não era parecida com a dele ela apenas precisava de uma presença masculina na vida, tinha perdido o pai muito recentemente estava frágil, como ele podia usá-la dessa forma? Como ele podia tirar a inocência dela? E no entanto ele foi o primeiro beijo dela.
Ele sorriu brevemente me olhando e eu corei completamente,....como.... como ele sabia?
— Como ele sabia?— ele pareceu ler minha mente.
— Era o mais fácil de se perceber naquela garota, principalmente quando sua outra melhor amiga é bem fofoqueira; o garoto não suportou o fato de já ter tirado algo assim dela, por isso ele teve uma ideia, a mais ou menos um ano antes, ele havia recebido algumas informações sobre sua suposta mãe, e pensou que seria melhor ir procurar por ela, era simplesmente uma desculpa para ele se distanciar dela, ele sabia que ambos sofreriam, sabia que ele nunca a esqueceria mas era o único jeito, ao menos enquanto ela ainda era uma criança, ali mesmo fez uma promessa a si próprio...ele a esperaria, o tempo que fosse, o tempo que precisasse e o encontro deles seria épico, em uma cidade épica, a tão sonhada Londres, a cidade dos sonhos dela, a cidade dos seus sonhos Mia!
Ele terminou me olhando intensamente como era de rotina sua, droga eu não vou chorar novamente, meu coração estava acelerado, eu mal podia respirar, ele...ele também era apaixonado por mim? Então porque não me falou na época? Teria evitado tanto sofrimento, ele...ele...não não vou me permitir voltar em lembranças que prometi a mim mesma que não pensaria mais, desviei o olhar.
— Eu quero sair!— pedi sem querer mostrar qualquer emoção.
— Mia.— ele pegou minha mão me fazendo estremecer, eu me permiti olha-lo.
— Não, para!— exclamei.
— Você não achou que eu fosse cair em uma conversinha dessa não é?— perguntei, seus olhos estavam tristes, claro em atuação.
— Eu disse alguma mentira?— não, era minha resposta.
— O Diabo engana com verdades!— exclamei.
— Talvez você tenha razão...— ele abaixou o olhar....
– Mas isso não muda o fato....
Ele me olhou profundamente.
— Não muda meu amor por você!
Estremeci novamente, ele estava perto de mais.
— Não!— exclamei.
— Sim! — respondeu, sua mão rolou para o meu pescoço em uma carícia deliciosa.
— Sei que me quer tanto quanto eu te quero!
— Não....não é verdade..— sussurrei baixinho, ele estava tão perto da minha boca, Meu Deus...
— Eu vou te beijar Mia — sussurrou me torturando, por Deus eu queria ser beijada queria muito.
— Que Deus me dê forças!— exclamei baixinho.
— Deus não tem nada haver com isso!
E então seus lábios encontraram os meus em uma urgência gigantesca e foi inevitável, ele me beijou, ao contrário do que pensei que eu faria, cedi facilmente a entrada de sua língua, ele explorou minha boca com rapidez e ferocidade, ele parecia querer me devorar, o beijo era com tanta necessidade, com tanta saudade, seu gosto era extraordinário e eu nunca me senti tão viva, parecia estar dançando, o desejo era tão forte que quando percebi ele levou uma mão até as minhas costas me puxando fazendo com que eu fosse rapidamente para seu colo, eu apertei seu pescoço e finquei minhas unhas em seu cabelo, ele mordeu meu lábios de leve fazendo ainda mais gostosa aquela tortura, seus lábios desviaram para o meu pescoço depositando um beijo ali e raspando sua barba de forma deliciosa, ele mordeu o lóbulo de minha orelha,a sensação era delirante, acariciei suas costas por baixo de sua blusa e seu olhar foi extremamente sexy e então ele sussurrou em meu ouvido.
— Eu quero muito você, mas não aqui, não assim.
E só então eu consegui raciocinar e voltar para vida real, mas que Merda eu estava fazendo?
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