CAPÍTULO VI
Harry me jogou conta o capô do carro com violência, me segurando contra o parabrisa e levantando a barra do meu vestido.
— Ainda está com medo? — ele sussurrou para mim.
— Não — respondi entre suspiros.
— Tem certeza? — um sorriso sugestivo surgiu em seus lábios.
Harry beijou meus lábios sem nenhuma ansiedade, deslizando sua língua para dentro da minha boca, suas presas arranharam a pele dos meus lábios.
— Eu quero tanto devorar você — ele separou seus lábios dos meus — mas temos que sair daqui primeiro.
Ele virou seu rosto para a floresta pouco antes do Edwin sair das sombras com um sorriso no rosto, Harry ficou ereto o olhando de uma forma agressiva.
— Calma — Edwin sorriu de forma debochada jogando seus braços para o ar — Eu só queria falar com a bonitinha aí — ele apontou em minha direção sem tirar os olhos dos meus.
— Ela não tem nada para falar com você vira-lata — Harry mostrou os dentes que por conta da fome, estavam mais salientes.
— Acho que ela vai querer ouvir isso — Harry se virou para mim com os olhos cerrados, estava claro que eu não iria ouvir o que Edwin tinha para me falar.
— Desculpe — falei me levantando do capô e segurando no braço de Harry — nós temos coisas para resolver.
— Como quiser — Edwin se virou de volta à floresta — eu vou esperar você, quando puder conversar... — ele virou um pouco o rosto, encarando Harry — me procure, Eleonor.
Edwin voltou para a escuridão da floresta de forma silenciosa, assim que a distância entre nós e ele se tornou mais confortável para Harry, ele se virou para mim de forma seria.
— Você não vai falar com ele — Harry segurou meu pulso com firmeza — nem agora, nem nunca… entendeu?
— Claro — respondi ele com a voz trêmula, Harry suspirou soltando meu pulso e seguindo para a porta do carro.
— Você nem imagina quantos problemas me causa — ele sorriu de forma descontraída, como se a um segundo atrás ele não estivesse segurando meu pulso de forma possessiva.
— Se sou tão problemática e só me devolver — a minha resposta soou mais sarcástica do que eu queria, então eu sorri de forma amigável e seguindo para a porta do passageiro.
— Minha existência seria miserável sem você — A voz dele ficou mais seria conforme falava aquilo — Você não tem ideia de como seria acordar e dormir todos os dias sem você...
Harry era, antes mesmo de nos conhecermos, a razão de minha existência, o motivo pelo qual eu levando e vou me deitar, ele era a minha vida, e por mais estranho que pareça dizer isso, eu também era a dele, o sentido de sua existência sempre foi me ter, uma simples e frágil humana.
Nós já estávamos na estrada a algum tempo quando Harry percebeu que eu estava encolhida e trêmula no banco ao lado dele.
— Desculpe — ele falou ligando o aquecedor — eu esqueço que o seu calor corporal e diferente do meu.
— Tudo bem — conforme o carro se tornava mais quente o meu corpo começou a relaxar — Eu tenho inveja disso em você, não sentir frio...
— Você não gosta do frio? — ele perguntou parecendo curioso.
— Eu odeio... tudo que e gelado me deixa incomodada — Minha resposta não pareceu agradar ele, o olhar de Harry ficou mais distante.
— Hum...
Ele continuou o resto do nosso caminho em completo silêncio, parecia que algo estava errado e não era o fato deu ter um vampiro sentado do meu lado.
— Qual o problema? — perguntei quando o carro parou na garagem, Harry apenas saiu dele sem falar nada — O que foi? — dessa vez eu parei na frente dele, Harry apenas cerrou seus olhos e me empurrou para o lado com a mão.
— Vá dormir — ele ordenou fechando as cortinas — Logo o sol vai nascer.
— Porquê você está agindo como se alguma coisa tivesse acontecido? — Harry não se virou para mim, nem pareceu querer me responder — ÓTIMO! Você me arrasta para uma floresta cheia de lobisomens sem me dizer o motivo e agora está agindo como se eu tivesse feito alguma coisa — eu joguei meus braços para o ar.
— Isso não tem nada a ver com você! — ele finalmente se virou — essa é a minha natureza Eleonor! Eu sou egoísta e mesquinho, eu sou um ser que se alimenta da vida de pessoas como você!— Harry subiu as escadas pisando forte.
Eu o segui em silêncio, quando entrei em nosso quarto ele estava sentado na beirada da cama, seu olhar parecia cansado e o tom da sua pele estava mais pálido do que o habitual.
— Eu sinto muito — ele começou a dizer — eu pensei que seria capaz de lidar com isso... esses sentimentos humanos que você provoca, achei que poderia fingir por um tempo que eu era como você... Mas eu não posso — a voz dele ficou mais baixa, quase como se ele estivesse com sono — Logo você irá partir e o que vai me restar? Lembrar de como você era quente e gentil... enquanto eu serei para toda a eternidade uma criatura fria e dissimulada.
Harry caiu então sobre a cama, sua respiração estava pesada e seus olhos quase se fechando, seus lábios ficaram mais finos e sua pele estava tomando um tom cinza doentio.
— Harry? — falei me aproximando, o olhar dele estava perdido — Você precisa comer — eu puxei a manga do meu vestido para dar o meu pulso para ele, porém Harry virou o rosto — não é hora para isso! — eu segurei seu rosto colocando meu pulso contra seus lábios.
Não demorou muito para que ele finalmente mordesse o lugar, a deliciosa sensação de choques elétricos e euforia começou a percorrer meu corpo, meus batimentos cardíacos se tornaram mais rápidos e eu senti como se a força de minhas pernas estivessem desaparecendo.
Harry segurou meu braço, buscando-o para mais próximo de si, soltando o meu pulso e mordendo outro lugar, o sangue começou a escorrer pela minha pele e cair sobre a cama, a força do meu corpo estava quase acabando, porém, a sensação de prazer me deixava em alerta, era como sentir meu corpo inteiro vibrar e pulsar conforme ele bebia meu sangue.
Eu repousei minha cabeça sobre o ombro dele, já sem forças para me manter firme, eu podia ouvir ele grunhir conforme o líquido vermelho escorria pela seja garganta.
— Eleonor — ele sussurrou parando de beber meu sangue — eu não quero ver você morrer, mas, mais do que isso, eu não quero ser a sua morte.
Harry me envolveu em seus braços de uma forma protetora, eu queria saber o quê estava se passando na cabeça dele, mas, em simultâneo, tinha medo do que poderia estar lá.
— Isso não importa — eu falei com dificuldade — não agora...
Harry beijou a palma da minha mão, saboreando um pouco de sangue que estava ali, sentir seus lábios em minha pele me fez querer desesperadamente sentir eles nos meus.
Porém, antes deu me mover, Harry jogou meu corpo para o lado me envolvendo no cobertor quentinho que estava ali.
— Você precisa dormir — ele falou olhando para o teto.
— Eu preciso de você — as palavras saíram sozinhas da minha boca.
— Você deveria ter medo de algo como eu, não deveria me querer.
— Mas eu quero... talvez eu seja louca por querer tão desesperadamente você... Mas eu não posso evitar — eu toquei a bochecha dele com as pontas dos dedos — eu nasci para amar você, nasci para pertencer a você, eu não posso fugir disso... e eu não quero fugir.
Harry não se afastou quando eu me inclinei sobre ele e beijando seus lábios, no início ele se manteve firme, mas logo o desejo que sentíamos quebrou qualquer barreira e dúvida que poderia existir.
Harry retirou sua camisa, se virando e deitando sobre mim, suas mãos ansiosas percorriam meu corpo, acariciando cada curva dele, já ansiosa para sentir seu corpo em mim, eu removi meu vestido e a meia-calças que estava usando, Harry jogou os lençóis sobre nós para tentar manter um pouco do calor no meu corpo.
Ele entrou por debaixo dos lençóis, descendo até minha intimidade e a tocando sobre a calcinha com a língua, com os dedos ele começou a descer o tecido deixando minha pele totalmente livre para ele.
A língua de Harry circulou a minha entrada, saboreando o gosto da minha pele e me provocando gemidos de prazer, eu estava tão desesperada para sentir seu corpo em mim que, sem pensar, segurei seus cabelos macios e os puxei para cima, Harry me olhou surpreso, mas logo um sorriso surgiu.
Ele me segurou e virou meu corpo, deixando a minha barrica contra o colchão.
— Fique assim — com uma mão ele levantou meu quadril, deixando minha bunda empinada e com a outra ele pressionou meu rosto contra o travesseiro.
Harry então, segurou meus cabelos com a mão os puxando para trás com força e me invadindo, ele nem ao menos deixou meu corpo se acostumar com seu membro e já começou a mover seu corpo.
Os movimentos dele eram rápidos e profundos, e toda vez que seu corpo se afastava do meu ele dava um tapa nas minhas nádegas.
O som do seu corpo se chocando contra o meu se misturavam com nossos gemidos de prazer, ele levantou uma de minhas pernas, aprofundando ainda mais suas investidas, eu podia sentir seu membro preencher cada centímetro de mim.
— Porra! — ele falou quando comecei a mover meu quadril no ritmo do dele, deixando os movimentos ainda mais excitantes.
Harry parou então de se mover e abaixou minha perna, ele segurou meu quadril e os fez se mover em um vai e vem, logo meu corpo já estava fazendo esse movimento de forma involuntária, rebolando toda vez que seu membro entrava por completo em mim.
— Isso mesmo — ele sussurrou dando outro tapa em mim — mais rápido amor.
Eu acelerei os movimentos, os gemidos de Harry se tornaram ainda mais altos e suas unhas estavam perfurando a minha pele, eu estava a ponto de chegar no meu máximo quando ele puxou minha cabeça para trás, forçando meu corpo a ficar no mesmo nível do dele.
Ele envolver minha garganta com seu braço começando a se mover com rapidez, sua língua passeava pela minha bochecha enquanto gemidos saiam de forma descontrolada.
— Harry — eu falei seu nome quando um orgasmo invadiu meu corpo de forma violenta.
Ele se moveu mais algumas vezes antes de também chegar ao seu máximo, deixando nossos corpos caírem sobre a cama.
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