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[Devin Lee]
- Bom dia, flor do dia. - Dizia o Cabeludo filho da puta.
Alias, irei chamar ele assim por que ele NÃO QUER CUSPIR no prato daquele outro filho da puta.
- Bom dia, cabeludo. - Respondi enquanto levantava daquele sofá imundo e velho.
- Cabeludo ? Meu cabelo não é tão grande assim. – Dizia Nathan enquanto balançava os cabelos que BATIAM NO OMBRO.
- Você é cínico. – Me aproximei de Nathan e fui espiar o que o mesmo estava fazendo. – Você cuspiu?
– Devin, tira essa ideia idiota da cabeça.
Eu o vi colocar uma comida questionável no prato e a colocou em minha frente.
- Coma. – Disse enquanto guardava os pratos no armário.
– Você cuspiu aqui? – perguntei.
– Não. – Me olhou sério.
O ar realmente ficou tenso e até mesmo palpável, então logo tentei mudar de assunto.
– Err.. E o Mike? Ele parece ser gente boa. – Comecei a comer enquanto forçava um sorriso.
– Ele é uma boa pessoa, mas ele não tem vindo me visitar.. – Ele suspirou. – Deve estar ocupado com as coisas do bar dele.
– Ele é dono de bar? Velho rico né. – Ri e logo voltei a comer.
– É engraçado como nos conhecemos, pelo o que ele me contou, eu era vizinho dele e ele me observava todos os dias e eu também.. por mais que não lembre.. – ele se sentou de frente para mim. – A gente se trombou um dia e foi um belo romance, até que um briga boba, eu caí da ponte direto no rio que passava embaixo.
– Que? – Perguntei incrédulo, como que algo de 0 a 100 foi de 100 a 0?
– Pois é, nem ele sabe como eu fui parar lá, mas eu me lembro.. um homem me levou 'pra lá, ele era do meu tamanho e tinha cabelos escuros e um sorriso sensual e também usava uma roupas azuis extremamente curtas.
– misericórdia. Como sobreviveu? – Questionei enquanto terminava de comer.
– Eu fui encontrado por Homicidal Liu, mas especificadamente, pelo Sully. – Ele sorriu.– Ele estava em uma caçada a Jeff e por acaso, me achou ali.
Eu olhei, era um sorriso sincero, feliz.
– Ele me levou para uma das casas que ele costumava chamar de “Cabana”. É uma gíria de Creepypastas para dizer que é sua casa. – Ele deu uma pausa – Bom, eu não me lembrava de nada, passei uns bons meses com ele.. digamos que aprendi a matar com ele.
– Você MATA? – Eu fiquei bem surpreso.
– Eu tive que aprender a me defender, o mundo é perigoso. – disse por um momento sério. – Bom, eu encontrei o Mike depois de um tempo, eu não me lembrava dele, mas ele sim e pelo visto, a gente tinha casado. E agora ele vinha me visitar a cada dois dias, mas.. fazem 16 dias que ele não vem.
– Ele vai aparecer, não se preocupe, deve estar preparado uma festa pra você. – Disse na tentativa de confortar, ele parecia estar sendo levemente consumido por paranóias inexistentes.
– Eu espero que ele não demore, não sei quanto tempo vou aguentar com aquele babaca.
– Mas pera, o Mike vem te visitar na casa do seu sequestrador? – Parecia que meu cérebro voltou a funcionar e mano?
– Bom.. é algo complicado.. – coçou a nunca desconfortável. – Um dia você descobre, mas saiba que é chato fazer parte disso. – Nathan pegou o meu prato vazio e levou para pia, começando a lavar.
– Me conta agora, eu sou curioso. – Me aproximei.
– Não, um outro dia. – Ele parecia não gostar de insistência.
Vou insistir.
– Nathanzinnn, me conta.. Tell me.. – Cutuquei enquanto falava com manha.
- DEVIN LEE. – Gritou impaciente.
- OU? – Quando eu iria retrucar, a voz daquele infeliz se fez presente. – Tão achando que tão na casa da mãe Joana?
– Sim, pois bem que parece, tá sempre sujo esse lugar!– Retrucou Nathan.
Me encontrei com o queixo caído. Nathan Jones sendo 'respondão? Nunca mais eu perturbo ele.
- Vocês que limpam, então a culpa é de vocês que não sabem passar uma vassoura. – Respondeu Toby de cima da escada.
– Escuta aqui, sua doninha malcriada! Não é por que eu tô aqui fazendo esse papel de vítima que eu tenho que aturar seus desaforos! – fechou com força a porta do armário e cruzou os braços.
– O que foi? Mike não ligou essa semana? Vai ver cansou de você e finalmente pegou uma das putas daquele bar, seu insuportável. – Disse Ticci Toby.
Fiquei chocado.
– O QUE DISSE? – Nathan estava claramente com raiva, por pouco não o vi pegar a faca. – Minha chave, agora.
Nathan se aproximava em passos pesados até Ticci Toby e eu ali, ainda chocado.
– Não. – Ticci e Nathan estava cara à cara.
- Tobias Eric Rogers. Minha chave ou você vai ter que dormir de olhos BEM ABERTOS. – Nathan estava BEM ASSUSTADOR.
A situação estava assim; eu na cozinha chocado com as revelações, Nathan um degrau abaixo que Ticci Toby que aliás estava encarando Nathan com deboche.
– Idiota. – eu o vi dar a chave.
– Pau no cu. – Nathan pegou a mesma e subiu para um quarto de porta verde, abriu e trancou. – NÃO OUSE ENCOSTAR UM DEDO NELE, DONINHA DESGRAÇADA! – ele gritou.
Ticci revirou os olhos e deu um longo suspiro.
– Que insuportável. – mormurou.
– EU OUVI! – Nathan gritou.
– I N S U P O R T Á V E L. – Soletrou enquanto descia a escada até a cozinha, onde me encarou por segundos e desviou para geladeira, a abrindo e pegando uma lata de cerveja qualquer.
– Engraçado que quando sou eu gritando, eu levo machadada né. – Tentei amenizar a situação.
Ele me encarou com ódio.
– Merda! Esse teatro não vai durar o tanto que eu precisava. – Ele jogou a latinha com força na parede, fazendo uma bela bagunça.
– Teatro? Que teatro? – Perguntei curioso.
– Não importa, apenas desça para o porão e não me encha o saco. – Pegou seu machado e caminhou até a porta.
– Não. – Disse firme, o que está a acontecendo? Ninguém me explicava porra nenhuma! – O que está acontecendo aqui?!
– O que está acontecendo? Você realmente quer saber? – Ele estava irritado, jogou seu óculos e sua máscara em algum canto da casa. – Eu juro, você não vai querer saber o buraco que está.
E pela primeira vez, pude ver seu rosto livre dos adereços.
Ele era lindo, do modo dele. Tinha um buraco na lateral da boca, uns piercings nos lábios e um na sombrancelha grossa, mas eu me perdi naqueles olhos castanhos INCRÍVELMENTE RAIVOSOS.
– Dá pra parar de jogar as coisas pela casa?! – Gritei, também estava puto com tudo isso. – Você me colocou nesse buraco, é de sua obrigação me contar o que está acontecendo!
Eu podia ver o ódio exalando de seu corpo. Ele suspirou e fechou os olhos por segundos, parecia conversar consigo mesmo.
– Juro que se não fosse tão bonito, eu teria te matado na floresta! – E saiu com passos duros para fora de casa.
Espera, o que?
Ele me acha bonito o suficiente para não me matar..?
Que porra tá acontecendo?!
[contínua. ]
Foi pequeno pq tô escrevendo uma bíblia em TCCC e não queria que vcs ficassem sem cap, então, amo vcs❤️
DOIS BEIJOS, VAO LER TCCC !!!!
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