XXXVIII - O grande dia!
Vânia
Sabe quando tudo na sua vida acontece de forma inesperada, mas quando você vai ver se tornou seu centro de equilíbrio? Marcus foi minha surpresa boa em meio ao caos, em meio ao drama que minha vida se tornou depois de Pedro. Além dele ter ajudado Hector a trazer Bella de volta, ele se tornou um pai incrível para minha filha, um homem incrível para mim, vejo nele meu porto seguro, sem sua força e confiança não sei se teria conseguido aguentar tudo depois que meu bebê voltou.
Foi difícil ter que ensinar alguém que saiu de você a te amar de novo, é complicado, mas graças a duas pessoas que eu jamais imaginei eu posso dizer que minha filha voltou a ser minha, Paloma me mostrou que muitas vezes sangue não é sinônimo de igualdade. Posso dizer que foi incrível a forma como ela se tornou minha família, hoje vejo um sorriso lindo em seu rosto, coisa que Gustavo me contou, não existia antes. O sofrimento nos ensina a não confiar, mas ela me mostrou que confiança pode ser conquistada, Paloma é a melhor tia que minha filha tem e saber que ela e Bianca estão felizes me deixa extremamente feliz também.
Hoje faz cerca de três meses que estou morando com Marcus, montamos nossa casa com a cara de um lar, ela é simples, mas cheia de amor e carinho. Bella ama seu cantinho e ama poder brincar com sua bolinha de pêlo que Marcus deu a ela no Natal.
É estranho lembrar do Natal, vai ser uma data que sempre vamos ter na memória, por vários motivos, felizes e tristes. São cinco meses sem Pedro, sem ameaças, sem viver em constante pavor. Entrar no hospital ainda me faz lembrar de tudo que aconteceu, de todo o terror que vivi ali, mas muita coisa mudou para melhor. Não temos mais os mesmos diretores, muitos dos funcionários foram demitidos, a equipe médica foi toda renovada.
É estranho entrar e não ver Dr.Gustavo lá, fazendo daquele bloco um lugar milagroso, é estranho saber que tudo aquilo deixou de ser sua vida e por mais que ele esteja mais feliz que nunca, aquele lugar não é o mesmo sem ele.
Matheus
Cinco meses desde o nosso sequestro, mas também cinco meses desde que nossa família se uniu e se fortaleceu, cinco meses de noivado com Gustavo e de mais de dez novos amigos, cinco meses sem sentir medo, sem tentar ficar escondido das memórias que nunca voltarão.
Estamos a pouco mais de um mês nos organizando de forma definitiva para nos mudarmos para o Maranhão, poucos dias depois da absolvição de Gustavo da acusação de indecoro na ética médica, nós recebemos uma intimação judicial comunicando o dia do julgamento, ainda faltam pouco mais de quinze dias, mas assim que acabar vamos sair dessa cidade, começar uma vida nova, em um lugar novo. Gustavo e eu já sofremos demais, merecemos estar em paz para criar nossa filha, para ele esquecer o fato de que nunca mais poderá operar. Precisamos nos reinventar em nós mesmos, fazer isso dar certo, ser feliz e sem amarras.
Meus sogros e meus pais já arrumaram a maior parte da bagunça, eles estão nos dando espaço para tentar nos estruturar, mas o que eles não entendem é que isso só vai acontecer quando o juíz falar a sentença daquele crápula.
Nada afeta nossa relação, mas a culpa que cada um carrega só será esquecida ou perdoada quando a justiça for feita, mas enfim chega de drama porque hoje é um dia feliz, vamos ao aquário com a Mel. Ela encheu tanto o saco de Gustavo que ele acabou sedendo, como se fosse preciso muito para ele fazer qualquer coisa que nossa princesa pede, ela nos tem enrolado no dedinho, triste? Sim, mas uma realidade. Amo aquela garotinha com minha vida, é tão fácil chamá-la de filha, não sei se porquê ela também me aceitou de forma tão tranquila ou se era apenas o destino ela nascer de outra pessoa mesmo sendo minha.
— Anjo, vamos! Já estamos muito atrasados. — Gustavo diz da porta do banheiro, mas ele não entende que preciso ficar lindo.
— Já vou. Será que dá para ter um pouco de calma? Estou tentando ficar apresentável. — Digo e meu lindo noivo revira os olhos para mim.
— Você já está apresentável, amor você é lindo sem precisar fazer metade do que já fez. Vem vamos, minha mãe já deve estar chegando.
— Tudo bem seu chato! — Digo saindo do banheiro e pegando meus sapatos.
Outra coisa que mudou foi o fato de agora eu usar apenas uma das moletas, minhas pernas estão muito mais firmes, consigo andar grandes distâncias sem que elas me traiam, tudo graças ao centro de reabilitação em que eu e Gustavo estamos frequentando.
Seguimos para sala onde Mel espera com sua pequena bolsa recheada de bobagens comestíveis, não que Gustavo aprovasse, mas a opinião dele não conta muito quando se tem outros três adultos para dizer sim.
Nosso caminho até o aquário foi tranquilo, levamos um pouco mais de uma hora de muita cantoria e risadas para chegar ao nosso destino final. Ao estacionarmos, vimos minha mãe e Bárbara próximas à entrada nos aguardando. A melhor parte de tudo que estou vivendo é saber que mesmo eu não me lembrando das pessoas, elas me demonstram um amor incondicional, algo que eu jamais sonhei em recuperar quando acordei naquele hospital.
— Oi meus amores! — Bárbara diz assim que saímos do carro.
— Olá pessoal! — Minha mãe nos cumprimenta já pegando a Mel no colo e andando em direção a entrada que está incrivelmente cheia por ser meio de semana.
— Onde está o papai? — Ouço Gustavo perguntar a Bárbara e me aproximo para ouvir a resposta.
— Ele e Marcus estão em uma reunião do concelho, não sei qual foi a decisão que seu pai tomou quanto a quem será o novo presidente do hospital. Ele está mantendo isso em segredo até de mim, e isso me preocupa, muito para dizer a verdade. — Bárbara fala e posso ver Gustavo me olhando de lado, o que me faz ter certeza que ele sabe de quem se trata.
— Não se preocupe mãe, o papai sabe o que está fazendo. Você deve se preocupar em embalar as mobílias. — Gustavo fala e vejo a Bárbara bufar e sair pisando duro em direção a Cláudia e Mel.
— Amor você sabe que foi cruel isso, não sabe? — Pergunto e ele passa o braço em volta da minha cintura me puxando para andar, mas não diz uma única palavra sobre o assunto. Eu sei que eles estão aprontando algo e que talvez teremos uma sogra muito brava assim que sairmos deste aquário.
O dia foi muito cansativo, porém muito agradável, minha princesa não parou um minuto, a cada novo peixe ela tinha certeza de que trabalharia no mar. Tentamos explicar a ela que a profissão é bióloga, mas vai acreditando que ela aceitou, porque não. "— Eu vou ser cuidadora de peixe papai." e ninguém conseguiu fazê-la pensar diferente. Tão cabeça dura!
Na noite seguinte Hector nos chamou para um churrasco de comemoração, e meu querido noivo não perdeu tempo ao dizer sim, o que me faz pensar que lá vamos nós para mais alguma surpresa.
Pouco depois que chegamos na casa dos meus sogros, Vânia e Marcus passaram pela porta trazendo a pequena Bella com eles, para a felicidade da minha filha.
Foi um momento agradável, muita conversa e muitas risadas, eu nunca vi a minha amiga tão feliz, seus olhos irradiavam alegria. Marcus só faltava carregar água na peneira para as duas e em momento nenhum os vi longe ou tendo algum conflito, era só felicidade genuína que exalavam. Fiquei feliz, a Vânia merece!
— Bom família, eu disse que esse seria um churrasco de comemoração e de fato é, porém nenhum de vocês ainda sabe o real motivo e agora eu apresento a vocês o novo presidente do concelho deliberativo do hospital. — Hector fala e todos se entreolham sem entender muito, exceto Gustavo e Marcus que tem um belo sorriso nos lábios.
— Do que você está falando homem? — Bárbara pergunta e vejo Hector esticar as mãos para que ela as pegue.
— Estamos indo embora, nunca em sã consciência eu deixaria o patrimônio do meu filho nas mãos de um concelho novamente sem eu saber exatamente de quem está lá. Então eu e Gustavo conversamos, muito, e decidimos que não existia melhor pessoa para assumir que Marcus. Ele sabe todo o trabalho, é meu amigo e sócio na empresa de segurança e é de longe a pessoa que mais confiamos nesse momento. — Hector fala e vejo lágrimas nos olhos de Vânia e minha sogra com uma cara nada boa. Será que ela não gostou?
— E por que esconder isso de mim? Você sabe que eu não discordo em nada do que você acabou de falar, então por que me deixar de fora? — Ela fala e há ressentimento em sua voz, o que faz Hector abraçá-la forte.
— Calma mãe, ainda não acabou as surpresas e eu tenho certeza de que se você soubesse da próxima não aguentaria e contaria, porque conhecemos bem quando você gosta de alguém. — Gustavo diz e Bárbara olha para sua direção ofendida, mas não diz nada apenas espera.
— Então como eu ia dizendo, Marcus agora será nossos olhos e ouvidos ali dentro e eu espero que ele cuide bem do patrimônio que agora também é da sua filha.
— Hector fala e o entendimento chega a mim que não me aguento e agarro Gustavo de surpresa.
— Isso é sério amor? Estou tão feliz! — Digo e vejo que muitos ali me acham louco, mas Gustavo balança a cabeça em confirmação e ganha um beijo em resposta.
— Posso continuar, vocês dois? — Hector pergunta e eu afirmo feliz da vida que sim.
— Mas como eu estava dizendo: — Gustavo decidiu que as ações que Pedro possuía deveriam ser divididas entre a Paloma e a Bella, mas Paloma abriu mão da sua parte para Vânia. Então Vânia, você e Bella agora tem oito por cento do hospital, mas possivelmente essa porcentagem deve aumentar quando a justiça decidir como vamos fazer com a parte do João.
— Hector diz e Vânia só sabe chorar, e Bárbara passa de chateada a feliz agora que ela entendeu o porquê deles não contarem, porque sim ela contaria a mim e eu contaria a Vânia, não sou um grande guardador de segredos. O único que vou guardar a sete chaves é sobre a morte de Natália, porque desse depende a felicidade da minha filha.
15 dias depois
Hector
Entrar nesse tribunal sabendo que ali está o destino do homem que destruiu duas vidas que eu prezo muito me dá ânsia de vômito. Eu tenho certeza de que ele não sairá impune, o juíz é um homem honesto e justo pelo que eu e Marcus investigamos e, também pela forma com a qual ele conduziu o caso de indecoro médico do Gustavo, mas nem todos estão presos; Carlos, o policial que ajudou em tudo isso não foi encontrado até agora, apesar de sua foto estar espalhada por todo o país.
Alguns minutos após nossa chegada vimos alguns homens da policia Federal passar por nós e de imediato sabíamos que João já estava também aqui no fórum, eu vi Matheus tremer dos pés à cabeça e Gustavo trincar os dentes, mas nenhum deles deixou que mais ninguém visse essa reação e ao se abraçarem os medos se foram.
Ver a coragem que ambos demonstram é muito gratificante, afinal teriam motivos mais que suficientes para terem se afastado, se culpado ou caido numa depressão profunda, que seria totalmente justificável. Ninguém passa por tudo que passaram, da forma que passaram e não se deixar abater por um minuto se quer, mas eles o fizeram de forma corajosa e de cabeça erguida.
Presto atenção em tudo a minha volta e vejo alguns rostos que, talves não deveriam estar ali, como o de um dos ex conselheiros e sua filha. Continuo observar e posso ver o advogado do João entrar e se acomodar em sua cadeira, ele faz um sinal de comprimento para nosso advogado que responde prontamente, mas logo dá as costas encontrando meu olhar firme nele.
Vejo alguns dos nossos amigos e os pais do Matheus sentados nas últimas cadeiras do tribunal, é tão bom saber que apesar de toda essa bagunça algo de bom nos foi dado, tanto para minha família quanto para a deles. Ver meu filho amar e construir sua família num alicerce sólido é tudo que eu sonhei, mesmo com todos os percalços eles nunca desistiram um do outro, é nítido o amor que sentem basta olhá-los quando estão juntos. Para meu pensamento quando vejo algo inesperado acontecer.
Observo atentamente quando um homem totalmente fardado entra pela lateral do tribunal e vai de encontro ao advogado de Gustavo que abre um enorme sorriso com as palavras que ele acabou de ouvir. Alguns segundos depois ele se vira em nossa direção e faz sinal de positivo, mas eu não entendo o porquê o que me deixa um tanto desconfortável, mas me mantenho no meu lugar já que posso ver que o julgamento vai começar.
Gustavo
Sinto um enorme calafrio quando os policiais colocam João na cadeira ao lado da do Matheus e por instinto me levanto no mesmo instante o fazendo trocar de lugar comigo e sem dizer uma única palavra vejo o agradecimento em seus olhos. Meu anjo é o homem mais forte que já conheci, mas quando se trata desse homem sua coragem cai por terra, é visível o medo que ele sente e isso quebra meu coração. Como eu gostaria de ser capaz de apagar todas aquelas lembranças da sua mente, deixá-lo em branco novamente, não me achem insensível, eu prefiro ser esquecido em prol da sua saúde mental que vê-lo chorar compulsivamente todas as noites quando entra para o banho e sair com um sorriso nos lábios para me mostrar que está tudo bem.
Eu preciso que isso acabe hoje, que esse homem ao meu lado seje condenado, que a justiça seja feita de forma efetiva, porque eu preciso do sorriso genuíno do meu amor de volta, eu quero ver o brilho no seu olhar novamente, eu necessito que ele possa confiar nas pessoas além de nossas famílias, porque para quem vê de fora, ele está super bem, mas só eu que passo cada noite vendo seus pesadelos sei o quanto ele sofre; assim como só ele sabe do meu sofrimento, dos meus momentos de angústias, dos meus desabafos. Nos nos fortalecemos um no outro, nosso amor se fortaleceu, mas precisamos que isso tenha de fato um ponto final, precisamos encerrar esse ciclo ruim da nossa vida e ir embora.
Olho para o lado e vejo meu advogado conversando com um homem que eu nunca vi, mas que parece conhecer bem meu advogado que sorri abertamente para ele, vejo ele olhar para meu pai e fazer sinal de positivo e logo em seguida olhar para o João com muito ódio no olhar, não sei o por que, mas também não me importa se ele odeia o João já tem meu respeito.
Vejo uma movimentação diferente e alguns minutos depois vejo o juíz entrar pelo tribunal com a cabeça erguida, peito estufado e um olhar matador, ele se posiciona e meu coração bate acelerado porque enfim isso vai acabar.
Ele bate seu martelo na mesa e o silêncio fica mortal no tribunal, toda as atenções de voltam para ele, que encara cada um de nós como se estivesse nos avaliando, e sim ele estava, assim como ele fez da primeira vez que o vi.
— Me chama Frederico De Alencar e serei seu juíz hoje. Estamos aqui para julgar o caso de sequestro, seguido de estupro, espancamento e tentativa de homicídio do jovem Matheus Silva e Silva e de uma segunda tentativa de sequestro seguida de uma nova tentativa de homicídio contra o jovem Matheus e seu companheiro Gustavo Lasmar.
— As testemunhas serão ouvidas e cada advogado terá uma oportunidade de fazer suas perguntas. Serão onze testemunhas e assim que elas forem ouvidas cada advogado terá seu momento para fazer suas réplicas, encerrando assim o dia. Entraremos em recesso de doze horas para que o júri posso chegar à uma resolução de culpado ou inocente, podendo ou não ser acatada por esse tribunal. — O juíz fala e sinto meu corpo todo se acalmar, passo meu braço pelo do Matheus que está totalmente estático e sei o quanto ouvir aquelas palavras o machuca.
Matheus
Agora tem exatamente sete horas que o julgamento começou e, a cada nova testemunha, sejam elas nossas ou dele meu coração se parte um pouquinho. Eu já sabia que seria dolorido ouvir tudo de novo, reviver cada coisa que me lembro e ouvir das pessoas como eu fiquei totalmente irreconhecível da primeira vez, foi o pior. Todas as vezes em que eu olhei para o homem ao meu lado as lágrimas nunca deixavam seus olhos ou os do meus pais. Saber que tudo aquilo aconteceu comigo e que eu não me lembro, mas que algumas pessoas me viram assim é humilhante.
Fico paralisado quando uma jovem entra como testemunha e jura ali perante o juíz que só dirá a verdade, mas em cada palavra que ela profere eu não consigo acreditar. Como assim ela é noiva do João? Como assim ela afirma que ele não fez nada daquilo? Com que direito ela vem aqui na nossa frente e nos chama de mentirosos? Não posso me calar, é de mais para mim.
— É mentira! Cala sua boca! Você está sob juramento então como ousa mentir dessa forma? — Me levanto e falo alto o sufuciente para que todos possam ouvir.
— Silêncio! — O juíz fala e Gustavo me senta com força no banco novamente, mas eu não me arrependo de nada.
— Senhor Matheus, mais uma interferência e você será retirado desse tribunal. — Novamente o juíz fala e acabo me encolhendo no lugar ao ver o sorriso vitorioso nos lábios daquele monstro.
— Calma Matheus, nós ja préviamos esse tipo de artimanha e na hora em que eu for questioná-la nossas provas falarão mais alto que suas mentiras. — O advogado fala e eu me acalmo um pouco.
Ela continua com sua mentiras até que a primeira prova é posta em evidência. Prova essa que mostra João aos beijos com Pedro, dentro do carro, dentro do hospital e em muitas outras situações de casal e em nenhuma a tal moça aparecia. Nosso advogado a precionou, mas em nenhum momento ela recuou na sua afirmação de que era noiva do João. Ela se manteve firme, mas era claro que estava mentindo e ficou ainda mais nítido quando o advogado perguntou a ela se havia alguma prova desse noivado, fotos, vídeos uma festa, porque afinal eles eram da alta sociedade e a alta sociedade sempre faz um grande evento para essas ocasiões. Ela não respondeu, ficou calada e isso foi o suficiente para o juíz a acusar de perjúrio diante de todos.
Mas o mais surpreendente foi ver a próxima testemunha, alguém que achamos estar foragido, mas que estava ali, parado bem a nossa frente. Ele não era mais o Carlos que eu vi no hospital, claramente mais magro, olhos fundos e braço engessado. Cabelos desgrenhados e uma fisionomia de quem estava sofrendo muito. Sinceramente me surpreendi, mas não consegui sentir pena, não diante de tudo que ele fez comigo. Mas sei que esse deve ser o depoimento mais importante que devemos ter, e sei que é nossa testemunha pelo jeito que ele olha para o João, não sei o que aconteceu e nem como o acharam, mas agradeço a quem o fez de coração.
3292 palavras
Olá moranguinhos!
Desculpa o sumiço, mas o bloqueio havia me alcançado...
Espero que gostem do capítulo😊!
Beijos da StramberyBlack💕💕
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