XVIII - Desejo Você
Marcelo
Depois de todo esse dia, só posso querer ficar coladinho no Gustavo. Aquele beijo foi a melhor coisa que me aconteceu hoje, ver como meu corpo reage ao toque dele, me fez ter certeza que estamos em sintonia e que nossa escolha de estar juntos é mais que acertada.
Eu tinha medo de não reagir a ele, porque afinal eu não tenho certeza de que era gay antes de tudo isso acontecer, mas eu tenho certeza que gosto dele e minha ereção veio para fazer esse medo sumir. Agora sei que estou com ele por inteiro e saber que de quebra temos a aprovação da sua mãe me faz querer ter tudo e muito mais com ele.
Nem mesmo o enorme medo de que os culpados por eu estar aqui voltem, me fará desistir do que estamos construindo juntos, desse amor que veio para consumir minha alma. E só de pensar que serão apenas mais dois dias até eu sair daqui, me bate uma ansiedade, para embarcar nessa vida nova, e apesar de não saber como eu era na minha outra vida, quero fazer tudo de forma certa nessa. Eu não sei o que fiz para merecer estar aqui, por tanto tempo, mas posso ver que o destino quis escrever por linhas tortas, para me colocar na vida do Gustavo.
Vejo a porta ser aberta e por ela passar o médico mais lindo que vi por aqui. Ele entra com um sorriso safado nos lábios e algumas sacolas na mãos e uma bolsa, que deve conter seus pertences. Ele passa pela porta e a tranca logo em seguida, fazendo meus sentidos entrarem em alerta e uma arrepio de antecipação passar pelo meu corpo. Eu sei que não estamos preparados para o próximo passo, mas quero e preciso sentir mais das sensações de hoje mais cedo, e mesmo que eu precise tomar novamente a iniciativa é isso que vou fazer, quero conhecer seu corpo e quero que ele conheça o meu.
Posso nesse momento estar parecendo um pervertido, e posso afirmar que se tratando do Gustavo sou e serei sempre. Quero esse homem à minha frente de todas as formas possíveis, quero fazê-lo feliz e ser feliz.
Assim que ele chega perto suficiente da cama eu estico minha mão e ele pega sem pensar, eu o puxo fazendo nossos rostos ficarem a centimetros um do outro e sentir sua respiração quente e descompassada, faz eu ir enfrente e colar nossos lábios, nosso beijo é voraz e quando nossas línguas se encontram, sinto toda explosão sabores e sensações que esse toque me trás, nosso beijo se torna enlouquecedor e posso sentir o corpo dele reagir assim como o meu, porém sinto ele parar o beijo e me sinto um pouco frustrado, mas ao levantar meu olhar e encontrar o dele, posso ver todo tesão estampado ali, e me sinto bem, mas envergonhado.
— Calma anjo, eu não vou fugir. — Ele fala de forma brincalhona, mas me sinto ainda mais envergonhado, mas nada que me faça desistir do que eu quero.
— Estava com saudade do seu beijo. — Falo e sei que estou vermelho como um pimentão.
— Eu também estava anjo, mas vamos ter muito tempo para matar as saudades e vontades. — Ele fala encostando sua testa na minha.
— Agora tenho um presente para você, e espero de coração que você goste. — Ele diz e sinto uma certa ansiedade.
— Hoje é o dia do presente? — Pergunto e ele fica sem entender. — A Vânia me trouxe tudo aquilo.— Falo e mostro a mala no canto do quarto.
— Agora sei de onde veio tudo isso. — Ele fala apontando para a roupa que estou vestindo.
— Então namorado, que presente você me trouxe? —Pergunto sem esconder minha curiosidade. Ele estende duas sacolas e eu as pego jogando um beijo no ar para ele.
— Só vou aceitar porque esse é o primeiro presente que me dá, mas não quero que fique gastando seu dinheiro comigo. — Digo e volto a abrir meu presente.
Abro a primeira sacola, que tem um pequeno laço vermelho a fechando e quando olho o conteúdo dentro minha boca saliva, acho que amo chocolate já que só de olhar já estou derretido. Abro a caixinha e coloco um em minha boca e a sensação de felicidade toma conta de mim.
— Obrigada ! — Digo e volto minha atenção para a segunda caixinha. Abro com cuidado e quando vejo onque tem dentro o olho incrédulo, dentro tem um celular muito lindo e que parece ser de última geração. Olho para seu rosto e ele parece tenso, acho que esperando por minha opinião.
— Ele é perfeito, mas olhando assim eu não sei fazer nada com ele. — Digo e seu corpo relaxa. Eu realmente não sei mexer, as coisas evoluíram muito nesses cinco anos que estive fora.
— Que bom ! Agora podemos nos falar quando quisermos, não sei porque não pensei nisso antes. — Ele fala e só posso concordar, já que por várias noites, tive vontade de ouvir sua voz, nem que fosse apenas por um instante.
Eu o puxo pela gola da camisa e selos nossos lábios em um beijo rápido. — Obrigada por tudo que está fazendo por mim. — Digo sincero e posso ver as lágrimas em seus olhos, assim como nos meus. Porque para ele pode ser apenas um pequeno gesto, mas para mim que não tenho nada ao que me apegar, é uma enorme demonstração de amor.
Retiro o aparelho da caixinha e lhe entrego. Ele me olha desconcertado, mas logo isso muda quando lhe explico.
— Quero que o primeiro número a ser colocado nele seje o seu, e como eu não sei seu número e muito menos mexer no aparelho, quero que faça isso por mim. — Digo e ele pega o aparelho junto com o carregador e faz tudo que é preciso com um enorme sorriso nos lábios, e quando ele termina ele levanta o aparelho em minha direção mostrando como ele adicionou seu nome... " Amor da minha vida ".
— Será mesmo que você é meu amor? — Pergunto fazendo cara de mistério e ele se aproxima de mim, colocando sua mão sobre meu peito, que neste momento está pior que bateria de escola de samba.
— Sim eu tenho certeza, ele não mente. — Ele diz apontando para meu coração traidor.
— Que tal você tomar um banho e por algo mais confortável para dormir enquanto sua janta não chega? — Ele pergunta e eu tenho uma ideia nada pecaminosa. — Será que vou ser sempre um pervertido quando ele estiver por perto? — Pergunto a mim mesmo e a resposta é tomara, porque me sinto bem estando tão intimamente com ele.
— Olhe se dentro da mala tem algo confortável, por favor. — Falo e logo ele está abrindo a enorme mala que a Vânia me trouxe, e no segundo que ele vê a quantidade de coisas que tem dentro ele fica boquiaberto, assim como eu estou. Eu sabia que era muita coisa, mas ali dentro parece ter um guarda roupa completo, não faltava de nada ali dentro.
— A Vânia caprichou hein?! — Ele diz e eu só posso agradecer mentalmente pelo agrado.
— Parece que sim. — Digo olhando ele retirar um moletom e uma camisa de malha e colocar ao meu lado na cama. Ele sai em direção ao baheiro e algums minutos depois ouço o barulho da água cair.
Quando ele volta para o quarto ele indica que está tudo pronto e me chama para ir me lavar.
— Você se lembra que eu não consigo sozinho não é? — Pergunto e como ele não me responde eu continuo. — Sempre que vou tomar banho a Vânia ou outro enfermeiro me ajuda, então se não quiser fazer isso, será que você pode chamar alguém? — Torno a perguntar e ele me olha com olhar serrado e com isso sei que consegui o que queria.
— Eu já te falei uma vez que não me importo, e não quero mais ninguém olhando o que é meu. — Ele diz sério e me seguro para não sorrir, mostrando todo meu agrado.
— Tão possessivo esse meu namorado. — Digo não conseguindo mais segurar o sorriso que só cresce em meus lábios.
— Então você vai precisar tirar esse sapato e ficar só de cueca, não acha? — Pergunto, colocando meu plano em ação, mas vejo ele fechar sua expressão e fico preocupado em ter passado dos limites.
— Então quer dizer que quando a Vânia ou outro enfermeiro te da banho, ele ficam só de roupa íntima? — Ele pergunta e não esconde o ciúme em suas palavras, o que me deixa extremamente feliz.
— Claro que não, seu bobinho. Mas não quero que você se molhe e fique doentinho por minha causa. — Digo fazendo minha melhor cara de inoscente e dou uma piscadela e só depois disso ele entende o que quero. Tão lento meu Deus !
— Anjo não estou acreditando que você fez toda essa cena, só para me ver sem roupa. — Ele diz Com um sorriso muito safado em seu rosto e eu apenas balanço minha cabeça em concordância.
Ele me põe encostado na parede do banheiro e um a um ele desabotoa os botões da sua camisa social, numa dança muito sensual com meus sentidos e quando termina a deixa em cima da pia, ele retira seus sapatos e os joga para fora do banheiro e no instante seguinte ele me olha nos olhos e começa a desabotoar sua calça. Nesse momento eu sei que estou literalmente fodido, ja que posso sentir meu pau latejar dentro da minha cueca, e ele sabe disso, já que ele passa suavemente sua língua por seus lábios os umidecendo, a cena é extremamente sexy e sei que não posso suportar por mais tempo essa agonia de ver e não tocar.
Quando termina, ele caminha em minha direção e sinto suas mãos pegar a barra da minha camisa e puxá-la para cima. Sinto as pontas dos seus dedos roçarem minha pele e sinto meu corpo todo incendiar, logo em seguida ele encosta seu corpo nu no meu e beija rapidamente meus lábios antes de nos guiar para a água morna que já caia do chuveiro. Ele para por um instante me analisado e sei que ele está com receio de dar mais um passo em direção à nossa intimidade, mas eu quero isso e eu sei que ele também quer, não vou permitir que nossos medos nos impeçam de seguir nossos instintos.
— Eu sei que não estamos prontos para dar esse passo, mas eu preciso de verdade sentir mais do seu toque em mim, assim como eu preciso tocar em você. — Falo e sou prensado na parede, ele segura meus cabelos com força, mas isso só eleva ainda mais meu tesão. Ele tomba minha cabeça para o lado e aproxima seus lábios do meu ouvido, e posso sentir o quanto ele está excitado pelo momento.
— Você sabe que dessa forma eu não vou conseguir manter minha cabeça no lugar. — Ele diz e eu apenas fecho a distância de nossas bocas e o calo com um beijo, que começa lento mas que vai se intensificando, sinto suas mãos escorregar pela lateral do meu corpo e parar no meu quadril, ele aperta forte e eu estremeço em seus braços, passo meus braços por seu pescoço dando a ele mais liberdade de me tocar, mas ao invés disso ele vai parando o beijo devagar, mas posso sentir sua relutância.
— Anjo, vamos tomar logo esse banho. Preciso de você naquela cama. — Ele diz totalmente desorientado e eu não discuto, apenas tomamos um banho meio desajeitado, ele me ajuda a enxugar e enrola a toalha em meu corpo. Ele faz o mesmo e vejo ele retirar sua cueca molhada, me deixando totalmente sem fala.
Eu me assusto ao ser pego por seus braços forte, mas logo a surpresa passa e sinto ele me levar até o quarto, ele está tão ansioso como eu para continuar de onde paramos.
1976 palavras
Oi Moranguinhos, o que acharam da safadeza do Marcelo? Ele está terrível não?
Se eu conseguir posto a segunda parte hoje ainda🙊🙊🙊
Beijos StramberyBlack💕💕
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