Capítulo 9
— O que significa isso, Alex? – Lígia falou brava, sacudindo o DVD.
— Eu não sei. – Encarei-a. — O que tem nesse DVD?
— Veja você mesma. – Ela me entregou.
— Entra. – Lígia entrou e me seguiu até o quarto.
Ela reparou em cada canto do meu quarto, detendo o olhar na minha cama.
— Desculpa a bagunça, acabei de chegar da aula. – Expliquei, apesar de estar
tudo arrumadinho.
— É, eu reparei que você chegou quase agora. – Percebi que Lígia olhava meu
sutiã, já que eu não tinha trocado a blusa rasgada.
— Eu também recebi um DVD, será se é muita coincidência? – Falei, fazendo-
a me encarar.
— Cadê o seu DVD? – Entreguei a ela o DVD e o envelope que veio nele. — É
a mesma letra. – Lígia falou pensativa.
Peguei o DVD das mãos dela, o que eu havia recebido, e coloquei no aparelho.
— Vamos saber agora se é o mesmo DVD que você recebeu. – Falei.
Assim que começou a passar o vídeo, percebi o porquê de a Lígia estar um pouco assustada. O vídeo mostrava nada mais nada menos do que aquele dia na sala da faculdade, em que eu a levei até a mesa e a fiz ter um orgasmo.
Alguém nos filmou e enviou o DVD para vermos. Só me faltava essa agora.
— É o mesmo DVD. – Lígia falou.
Fiquei vendo as imagens, dava para ver claramente o desejo nos olhos das duas, a paixão, o amor com que nos olhávamos e nos amávamos.
— Alex? Você está surda? – Lígia me deu um pequeno tapa no braço, tirando a
minha atenção da televisão. Olhei-a com um sorriso ao lembrar novamente
daquele dia, das sensações que eu senti ao ter aquela mulher nos meus braços. — Está sorrindo do quê? Isso não é engraçado Alex. Eu te chamei três
vezes. – Ela estava irritada agora.
— Desculpa. – Falei. — O que você estava...
— Quem era na por... – Dylan apareceu no meu quarto, só dando tempo de eu
entrar na frente da televisão para ele não ver as imagens. Ele se calou e ficou
vermelho ao ver Lígia ali.
— Oi. – Lígia falou para ele com o semblante sério. Acho que ela não tinha muito jeito com crianças.
— Dylan, eu já falei pra você bater na porta antes de entrar, não falei? –
Briguei.
— Mas a porta estava aberta. – Ele não tirava os olhos da Lígia.
Acho que Lígia conseguia mexer até com o coraçãozinho de uma criança. Fui apalpando a televisão até encontrar o botão que a desligava e depois fui para perto do Dylan, enxotá-lo para fora do quarto.
— Vocês estão vendo filme? – Dylan perguntou.
— Não, é um documentário sobre acasalamento. – Falei sem perceber.
— Alex! – Lígia falou pasma, me chamando a atenção.
— Quero dizer... – Tentei corrigir. — É um documentário sobre casamento... É
isso, casamento. – Falei mais convicta e escutei Lígia suspirar atrás de mim. —
Agora sai que temos que ver esse documentário. – Dylan me olhava sem
entender nada. Ele olhou para Lígia novamente, deu um sorrisinho muito tímido e eu o empurrei para fora do quarto, trancando a porta.
— Como é que você diz uma coisa dessas para ele? – Ela perguntou.
— Foi sem querer, eu juro. Nem percebi que tinha falado aquilo.
— Por isso o mundo está como está, as crianças já sabem o que é sexo desde
cedo. – Ela me encarou com a sobrancelha erguida. — E pelo visto é você que ensina essas coisas ao seu irmão, não é Alex?
— Ei, nada disso. – Me irritei. — Eu nunca falei nada com o Dylan sobre sexo.
Aqui em casa nós temos muito cuidado com essas coisas, internet, canais
adultos... Tudo.
— Isso não vem ao caso, o que eu quero saber é quem enviou esse maldito
DVD? – Lígia passou a andar de um lado a outro do meu quarto.
— Eu não sei. O que será que essa pessoa pretende? – Perguntei.
— Era só o que me faltava, ser chantageada. – Ela passou a mão nos cabelos jogando-os para trás.
Aquele gesto dela me deixava em brasas, na verdade só de vê-la eu já ficava em brasas e com o coração acelerado.
Puxei-a e coloquei as mãos em sua cintura.
— Fica calma, se tivermos sorte, essa pessoa só quer nos dar um alerta para
termos mais cuidado. – Falei, sentindo o seu cheiro maravilhoso.
— Alex... – Ela parecia quase em pânico, mas se fingia de forte.
— Vai dar tudo certo. – Segurei seu queixo delicadamente e a beijei.
Lígia correspondeu o beijo e eu aproveitei para levá-la até minha cama.
Deitei-me por cima dela e ela mais do que rápida retirou minha blusa rasgada e contemplou meu sutiã, colocando as mãos nos meus seios. Lígia suspirou e
mordeu o lábio inferior, deixando-a muito sexy.
— Meu Deus, como você é linda. – Falei com a voz rouca.
Lígia me beijou e trocou de posição comigo na cama, retirou os saltos
que usava e depois a blusa. Puxei-a pela nuca e a beijei novamente.
Eu já não me importava se não era um momento especial, à luz de velas, ou algo assim. Só importava de esse momento ser só nosso, meu e dela. Não desejava mais ninguém nessa cama comigo além da Lígia, e era ela que eu desejaria até morrer, disso eu já tinha plena certeza.
Lígia retirou o sutiã e me presenteou com a visão dos belos seios dela.
Acho que eu ia ter um ataque do coração antes mesmo de poder senti-la por
inteiro. Passei a massagear seus seios enquanto Lígia chupava, beijava e mordia meu pescoço.
Tentei trocar de posição com ela, mas ela não deixou.
— Você não sabe o quanto eu te quero garota. – Ela disse, olhando nos meus
olhos. — Eu comando.
Eu simplesmente adorei a ordem e deixei-a fazer o que quisesse de mim. Lígia retirou meu sutiã e passou a lamber e sugar meus seios, me levando a loucura. Ficou um bom tempo brincando e se deliciando com os meus seios e depois foi descendo, distribuindo beijos por toda a minha barriga.
Retirou os meus tênis e depois puxou a calça juntamente com a calcinha, ela
parecia ter pressa.
Lígia gemeu ao me ver nua diante dela. Posicionou-se entre as minhas pernas e passou a me chupar deliciosamente. Sugava meu sexo como se fosse a fruta mais saborosa do mundo, me levando ao delírio. Lígia só ficou satisfeita quando me fez gozar pela terceira vez seguida, eu já não tinha mais forças para nada. Ela veio subindo e novamente distribuía beijos em minha pele.
— Você me mata assim, Alex. – Sorri do seu comentário e ela me beijou.
Confesso que eu não tinha muitas forças, mas não ia perder a chance de provar aquela mulher inteira. Troquei de posição com ela e passei a chupar
seu pescoço. Só parei quando vi que tinha deixado uma marca ali, quem sabe o Júlio não visse o belo presentinho que deixei no pescoço daquela mulher
fenomenal.
Desci para seus seios e me acabei neles. Eram maravilhosos. Chupei-os até deixar algumas marcas também, mas sem machucá-la.
Fui percorrendo a trilha do seu corpo, distribuindo beijos e mordidas até
chegar ao seu sexo inchado e completamente molhado.
Eu tinha até perdido as contas de quantas vezes a fiz gozar, só parei
porque ela também já não tinha mais forças para nada.
— Alex... – Lígia gozou na minha boca pela última vez, me presenteando com
seu gosto incrível enquanto segurava firme meu cabelo.
Ela me puxou para que nos beijássemos.
— Você é gostosa demais. – Falei e Lígia riu.
Ficamos fazendo carinho uma na outra. Eu tinha medo de dizer alguma coisa e acabar com aquele momento esplêndido, Lígia era completamente imprevisível.
Até estranhei o fato de conseguirmos ter feito amor, já que Dona Maria sempre vem nos chamar para almoçarmos. Dylan deve ter-lhe dito que eu estava com alguém no quarto.
— Alex... – Lígia me fez olhá-la. — Isso que aconteceu...
— Não vamos pensar nisso, vamos só aproveitar esse momento.
— Eu falei com a mãe da Brenda. – Lígia comentou depois de uns minutos em
silêncio. Rapidamente a encarei. — Ela já teve outra crise antes, mas dessa vez eles tiveram que interná-la. – Fiquei sem saber o que dizer.
Eu conhecia a Brenda há pouco tempo, mas já a considerava uma amiga.
— A mãe dela perguntou se eu te conhecia. – Lígia fazia carinho no meu rosto.
— O médico disse que a Brenda não para de chamar por você. – Lígia suspirou. — Alex, essa menina precisa de você.
— Lígia, não começa. Eu já disse que só ficamos duas vezes e que não somos
namoradas. – Me sentei na cama, encarando-a. — O suporte que eu posso dar pra Brenda é o mesmo de qualquer amigo, mais nada. Isso não vai me afastar de você. – Falei séria.
— Tudo bem Alex. – Lígia suspirou, levantou e começou a se vestir.
— Porque não larga ele? Eu sei que você me ama. – Mudei de assunto enquanto levantava e ia até ela, segurei seu rosto em minhas mãos.
— Eu não posso prometer nada para você. O futuro é tão... Tão incerto. – Lígia suspirou novamente.
— Podemos fazer dar certo.
— Alex, a minha vida está ótima assim, mesmo você tendo deixado ela de
cabeça para baixo. Eu não vou me separar do Júlio. – Aquilo foi um tapa na cara. Sorri sem ânimo e passei a me vestir. — Porque você não dá uma
chance à Brenda? Pelo o que eu vi hoje, ela gosta muito de você.
— Nada do que disser vai me fazer desistir de você. – Falei emburrada.
— Quem aguenta um bico desses? – Lígia me puxou e me beijou.
— Porque você faz isso comigo? – Perguntei.
— A Brenda pode te dar muito mais do que eu, pensa nisso. – Lígia me encarou.
— Você ainda vai ser minha e nós vamos ser muito felizes. – Sorri, ganhando
outro beijo dela.
— Se você diz... – Lígia já estava vestida e passou a andar no quarto. — E quanto ao DVD?
— Se nos filmaram na faculdade, pode ter sido algum aluno. – Comentei,
terminando de vestir uma blusa. — Você pode ver quem tem a letra parecida
com essa. – Apontei para o envelope.
— Alex, olha o tanto de aluno que tem lá, além da sua turma, eu dou aula para
mais 3 outras turmas. Muita gente tem letra parecida sabia?
— Eu esqueci. – Falei sem graça.
— Eu preciso ir, já fiquei tempo demais aqui. – Lígia sorriu.
— Fica mais? – Pedi.
— Não posso. O Júlio vai desconfiar da minha demora.
— Qual o problema? Agora vocês estão quites. – Sorri.
— Não começa Alex. Você não vai conseguir me irritar... Não depois do que acabou de acontecer. – Ela finalizou sorrindo e saindo do quarto, eu a segui.
Fui até o elevador com ela e quando Lígia já estava dentro dele, ela segurou a porta e disse:
— Eu sou VIP. – Me deu um sorriso safado.
— Não entendi.
— Daquela vez que eu ia falar com os seus pais, você disse que só quem entra
no seu quarto é VIP. Agora eu sou VIP.
— Você se lembra disso? – Ri. Eu nem me lembro do que almocei ontem, quanto mais o que eu tinha falado há uns dias atrás.
— Claro que eu lembro. – Lígia continuou sorrindo. — Você tem que tomar cuidado comigo, isso sim. Tudo o que disser, poderá e será usado contra você.
– Ela piscou e deixou a porta se fechar.
Voltei para casa com um sorriso bobo nos lábios. Almocei e depois fui guardar o DVD em um lugar bem seguro para o Dylan não correr o risco de ver.
No jantar, mamãe me sondou para ver o que a Lígia tinha vindo fazer
aqui.
— Elas estavam vendo um filme de casamento. – Dylan falou. — Mas não foi essa palavra que a Alex usou antes.
— Casamento? – Papai perguntou, sem dar atenção ao que Dylan falava. —
Por quê? – A essa altura meu pai já sabia que eu estava apaixonada pela Lígia.
— É que... A Lígia estava me mostrando umas leis sobre casamento.
— E quais leis existem? – Papai mostrou interesse.
— E porque o senhor quer saber sobre essas leis? – Mamãe olhava para ele
desconfiada.
— Nada baby, só quero ver se a Alex está prestando atenção nas aulas. –
Papai falou sem graça.
— Sei... – Mamãe era desconfiada com tudo.
— E então Alex? O que você aprendeu? – Papai perguntou.
— Eu... Eu aprendi que tem... – Não fazia ideia do que dizer. Todos me
olhavam e percebi que mamãe não estava acreditando em nada do que eu
pretendia falar. — Que tem Comunhão Geral de Bens e Separação de Bens. –
Lembrei-me de uma explicação antiga que minha mãe uma vez me deu.
— É claro que devem ter mais, só que você esqueceu um, se não me engano.
– Mamãe falou me analisando. — Tenho certeza que a Lígia não iria se esquecer de mencionar esse outro.
— O outro? – Eu estava muito sem graça. — É o... – Pensei mais um
pouquinho. Realmente havia mais um que me lembrei por pura sorte. —
Comunhão de Bens Adquiridos. – Sorri de alívio.
Mamãe fez uma careta, certamente estava desapontada por não conseguir me pegar na mentira.
— Isso é muito bom que ela explique, muitas pessoas se casam e nem sabem
os direitos que tem e no final a mulher quer ficar com tudo que é do marido. –
Papai falou sem perceber. Eu já sabia a discussão que viria a seguir e falei
imediatamente:
— Terminei de jantar, vou para o meu quarto.
— Ah, então a mulher que quer ficar com tudo no final? – Mamãe perguntou.
— Você entendeu errado baby. – Papai já estava arrependido de ter entrado na
conversa. Fazia aquela cara de “porque eu não fiquei calado?”.
— Ah é? – estava saindo da cozinha depois de deixar meu prato na pia quando mamãe ainda falava. — É isso o que você acha que eu vou fazer quando nos divorciarmos algum dia?
Meu pai estava encrencado, mas no final eles sempre se acertavam.
Fui para o quarto e quando entrei, escutei meu celular tocando em cima
da cama. Vi que era a Kimi e atendi.
— Alex, eu descobri onde a Brenda está.
— Onde? – Perguntei.
Kimi me passou o endereço e decidimos visitar a Brenda no dia seguinte, no horário de visitas.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top