Capítulo 11
— E se ele te denunciar por agressão, Alex? – Kimi perguntou.
— Não vai. – Respondi.
Estávamos no meu quarto, Kimi me olhava enquanto Caio se aventurava
em olhar os pôsteres na minha parede.
— Que banda é essa? – Caio apontou justo o meu pôster favorito.
— HAIM. Nunca escutou?
— Não. Só sei que essa aqui é bem bonitinha. – Ele apontou a Danielle, a
vocalista, guitarrista e às vezes baterista da banda. Ponto para o Caio.
— Você tem bom gosto, ela é a minha preferida. – Sorri e Caio sorriu também.
— Coloca uma música delas pra eu escutar?
Enquanto ligava o meu notebook, Kimi se levantou.
— Alex, sério... Você não está nem um pouco preocupada com o que acabou
de fazer? – Kimi parecia assustada.
— Relaxa, ok? Com o Júlio eu me acerto. – Encarei-a. — Não se preocupe, não vai sobrar pra vocês.
— Isso me deixa mais aliviada, sabe? – Ela me deu um sorriso sem graça. — Eu sou bem medrosa e se eu tiver problemas na faculdade, meu pai vai vir em cima de mim.
— Tudo bem, eu entendo. – Sorri.
Coloquei a playlist da banda HAIM para tocar enquanto conversávamos besteiras. Passando mais tempo com Caio e Kimi, pude perceber o quanto eles eram engraçados.
Nem vimos o tempo passar, ficamos umas três horas ali dentro do meu quarto.
Escutei batidas na porta e fui abrir. Maria havia dito que a Lígia estava na sala me esperando. Pedi licença aos meninos e fui até ela.
— Aconteceu alguma coisa? – Percebi que ela não estava mais com os óculos
de sol.
— O que deu em você, de quebrar a minha casa inteira? – Lígia estava brava.
— É isso o que eu ganho por ir lá te defender? – Suspirei. — Cadê a marca
roxa? – Apontei seu olho.
— Maquiagem, conhece? – Ela falou sarcástica.
— Sim, conheço. – Abaixei a cabeça sem saber mais o que dizer.
— Porque fez aquilo? – Lígia se aproximou. — Júlio agora acha que vai ter nós duas na cama dele.
— Ele que continue sonhando. – Sorri. — O que vai acontecer vai ser você na minha cama.
— Muito abusada você, sabia? – Lígia me puxou pela cintura e me beijou. — E
muito corajosa. – Ela voltou a me beijar.
— Alex... – Caio me chamou.
Ele estava parado no corredor com os olhos arregalados. Lígia também se assustou e se afastou rapidamente de mim.
— Tudo bem, eles já sabem. – Falei.
— Como assim eles já sabem? Quem mais está aqui, Alex? – Lígia estava branca, parecia que tinha visto um fantasma.
Kimi apareceu no corredor também.
— Nós já vamos. – Caio sorriu sem graça. — Tchau professora.
— Tchau. – Lígia respondeu sem encará-los.
Kimi também se despediu e foi junto com Caio.
— Você já parou para pensar que pode ser um deles dois que mandou o DVD,
Alex? – Lígia falou assim que fechei a porta.
— Que DVD? – Lígia fez uma careta e eu lembrei do que ela se referia. — Não
foram eles. – Falei convicta.
— Já confia neles?
— Vem cá, vem? – Fui puxando ela até o meu quarto.
— Alex...
Não deixei ela falar, eu queria demais essa mulher.
Beijei-a. Meu coração já estava descompassado e minhas mãos se
apossaram de sua cintura.
— Eu te quero tanto... – Falei entre um beijo e outro.
Nem percebi que já estávamos na minha cama e que eu já estava sem a blusa. Lígia beijava, lambia e mordia a minha barriga, deixando uma trilha ardente por onde passava. Puxei-a para um beijo e troquei de posição com ela.
Retirei suas roupas lentamente enquanto me perdia em cada pedacinho de pele.
Deliciei-me em seus seios enquanto minha mão descia até seu sexo já
encharcado. Penetrei-a com facilidade e senti Lígia se entregar completamente, rebolando nos meus dedos e puxando meus cabelos.
Aumentei o ritmo das estocadas, Lígia gemia sem parar.
— Não para Alex...
Quando vi que Lígia iria gozar, diminuí as estocadas. Deixei seus seios que até aquele momento eu estava me enlouquecendo neles e subi novamente
para beijá-la.
— Pede. O que você quer? – Sussurrei em seu ouvido, sentindo Lígia se arrepiar.
— Me faz gozar. – Lígia pediu e me encarou com intensidade.
Aumentei as estocadas, vendo Lígia voltar a rebolar e a gemer. Suas
unhas cravaram nos meus ombros e eu sabia que ela estava perto de gozar.
— Eu te amo! – Sussurrei no seu ouvido e Lígia me presentou com seu gozo.
Fizemos amor o restante da tarde e um pouco da noite. Eu não me
importava se Lígia não tinha dito que me amava também, agora eu estava bem
mais leve por ter confessado aquilo para ela.
Estávamos deitadas, ela com a cabeça em meu peito e eu fazendo
carinho em seus cabelos. Lígia estava um pouco quieta.
— O que foi? – Perguntei.
— Nada, por quê? – Ela me olhou.
— Você está quieta demais.
— Só estou pensando no que você... – Lígia não chegou a terminar a frase
porque alguém batia na porta do meu quarto.
— Quem é? – Perguntei.
— Alex, abre já essa porta. – Mamãe falou brava do outro lado.
Lígia e eu levantamos que nem um raio e começamos a nos vestir.
— Já vai, mãe.
Devidamente vestidas, abri a porta e mamãe me encarava. Abri espaço para ela entrar, dando de cara com Lígia.
— Ah, então é por isso que você está trancada aqui esse tempo todo? – Mamãe olhou Lígia e depois me encarou.
— Só estávamos conversando, mãe. – Dei um sorriso amarelo.
— Lá do meu quarto dá para ouvir os gemidos vindos daqui. – Mamãe brigou.
— Façam mais baixo, por favor.
— Desculpa dona Ângela. – Lígia se desculpou completamente sem graça. —
Não vai mais acontecer.
— Assim espero. – Mamãe foi saindo do quarto. — Eu quero a porta aberta, Alex. – Ela gritou do corredor.
Fui até a porta e olhei o corredor para ver se ela ainda estava lá e fechei
a porta. Não demorou nem dez segundos e mamãe já abria a porta novamente.
— Aberta, senhorita!
— Eu preciso de privacidade, sabia? – Reclamei.
— Não quando você está com uma mulher no seu quarto. – Ela saiu.
Lígia estava sorrindo quando me virei para olhá-la.
— Que foi?
— Acho que sua mãe não vai muito com a minha cara. – Lígia se aproximou e
colocou os braços em volta do meu pescoço.
— Não se preocupe, sua sogra só está fazendo jogo duro. – Sorri e a beijei.
Lígia não ficou muito tempo depois que mamãe exigiu que a porta do
meu quarto ficasse aberta.
— Se o Júlio te bater novamente, você me contaria não é? – Perguntei
enquanto esperávamos o elevador chegar.
— Ele não vai mais fazer isso, não quando sabe que você é corajosa o
suficiente para encará-lo.
— Quando você vai se separar dele?
— Alex...
— Você nunca me dá uma resposta concreta, Lígia. Ainda vai ficar com ele
depois de ter te batido? – Perguntei incrédula. — Quem faz uma vez, faz duas, faz três...
— Isso é conversa para outra hora. – Lígia encerrou a conversa e entrou no
elevador.
Fui para casa, sabendo que ainda ia levar uma bronca da mamãe.
E não é que eu acertei. Mamãe entrou no meu quarto minutos depois.
— Você está proibida de trazer mulheres aqui em casa. – Ela brigou.
— O quê? Por quê?
— Seu irmão escutou tudo o que vocês fizeram aqui, Alex.
— Descul... Espera aí, o Dylan nem está em casa. – Lembrei que o Dylan tinha
ido para a casa do amiguinho dele.
— Não interessa. Não quero mais ela aqui.
— Isso não é justo, mãe. – Reclamei. — Eu sempre trouxe mulheres pra cá. A
senhora não gosta da Lígia. – Afirmei.
— Não é verdade. Você passou dos limites.
— Porque não gosta dela? – Perguntei e mamãe suspirou.
— Alex, eu não sei se algum dia eu vou gostar dessa mulher. – Ela sentou na
minha cama, mas levantou rapidamente e tentou disfarçar. — Primeiro eu vejo
ela te dando um tapa e depois vejo você sofrendo por causa dela. Agora vejo
que vocês já se entenderam, mas até quando? Ela tem um marido.
— Eu sei, não precisava lembrar isso.
— Sabe mesmo? Pois parece que não sabe não. – Fui até a janela e olhei
aquele mar maravilhoso enquanto mamãe voltava a falar. — Ela está transando com você e até agora não se divorciou... O que ela pretende, Alex?
— Ela vai se divorciar, é só dar um tempo. – Falei aquilo, mas sem acreditar.
— Quer saber a resposta do porque eu não gosto dela? – Mamãe se
aproximou de mim. Balancei a cabeça afirmativamente. — Porque eu não
gosto de vê-la se aproveitando de você e te machucando. Será se você não está percebendo isso?
— Se a senhora não me deixar cair de cara no chão de vez em quando, eu
nunca vou aprender a me levantar sozinha. – Falei.
— Esse era o momento que eu nunca gostaria que chegasse. – Mamãe reclamou.
— E então? Eu ainda posso trazê-la aqui? – Perguntei com uma pontinha de
esperança.
— Pode. – Mamãe suspirou. — Mas a porta fica aberta.
— Já é alguma coisa. – Sorri e voltei a olhar pela janela.
— O que é isso na sua mão, Alex? – Mamãe perguntou me fazendo olhá-la.
Droga. E agora? O que eu iria falar? Agora minha mãe teria motivos para não gostar da Lígia de vez.
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