[ Bônus 2 ] 1 ano !
OOOOOOLAAAAAAAAA!!
Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Pois bem, apareci com mais um pouquinho da vidinha dos nossos açucarados!
Eu estava morrendo de saudade de escrever alguma coisa sobre eles, e eu acho que algumas pessoas também estavam com saudade de ler algo sobre eles, então, aqui está!
Esse capítulo é um pequeno bônus que surgiu na minha cabeça, espero que vocês gostem e, fiquem tranquilos, o tio lie aqui vai voltar a ativa em alguma momento e trazer mais coisas sobre ELEM e outras histonas também!
Sem mais delongas: votem e comentem! Uma boa leitura a todos🍓💕
[🍓]
J I M I N
Eu definitivamente sou o homem mais sortudo do mundo.
Sei que em milhares de livros, mangás, séries, novelas, contos, documentários, revistas ou em qualquer tirinha animada em uma prova acadêmica, vai ter uma frase assim. E, meu Deus, eu entendo o sentimento que todos esses personagens já escritos e desenhados, sentem ao dizer essa frase.
Porque, nesse momento e nos momentos que já tive e ainda vou ter ao lado de Jungkook, essa é minha maior certeza. Eu sou o homem mais feliz do mundo e Jungkook é o amor da minha vida, o amor para minha vida e o amor para todas as minhas vidas.
“Nossa, Jimin já começou assim, com essa boiolagem?” Estou falando de Jungkook, é impossível não virar um poeta completo sempre que vou falar qualquer coisa sobre ele.
E bem, hoje temos um motivo ainda maior para que eu esteja assim, radiante, suspirando pelos cantos como o bobo apaixonado que sou.
Hoje é 24 de agosto. Hoje eu e Jungkook completamos 1 ano de namoro.
— Jimin! — Taehyung me chama, aparecendo na porta do meu quarto. — Jimin!
— Tae, pelo amor… — Murmuro, me revirando na cama e esperando que ele falasse o que queria.
— Isso lá é hora pra tá dormindo, cara? — Resmungou, respirei fundo.
Nem pensei em contradizer, já que provavelmente passavam das nove da manhã e eu havia perdido a hora pra ir para a faculdade.
Me orgulho? Definitivamente não, mas ontem eu fiquei até tarde estudando e terminando os preparativos para hoje.
Amanhã eu recupero as atividades que perdi hoje. Meu maior medo, na realidade é Jungkook estar bravo comigo por ter faltado.
E Taehyung também faltou, então ele deve estar sozinho hoje.
Sozinho não, já que, após alguns episódios desgastantes de preconceito que meu docinho sofreu no início, ele conseguiu fazer boas amizades em sua turma. No começo eu achei muito estranho, já que ninguém falava com Jungkook no começo, mas seus amigos são pessoas legais.
E bem, eu fico muito feliz em saber que ele conseguiu fazer amizades sozinho. Estou tão, tão orgulhoso das conquistas que Jungkook está tendo.
— Diz o que você quer, Tae… — Murmurei sonolento, ele riu.
— A tia acabou de ligar e está perguntando se é para confirmar a reserva que você disse a três dias atrás. — Só foi ele falar isso, que me levantei rapidamente da cama.
Essa minha cabeça de vento ainda vao me matar!
— Eu achei que já tinha confirmado! — Corri até ele, pegando o celular de sua mão e respirando fundo. Taehyung riu baixinho, me deixando sozinho na porta do quarto e seguindo pelo corredor que dava acesso à sala— Mamãe?
— Jimin! — Ouvi Sana, a gerente, dizer. — Não é sua mãe, mas posso tentar resolver isso para você.
Eu vou me enterrar em um buraco e mandar encher de concreto.
— Oi, Sana! — Fingi naturalidade, sorrindo com uma vontade enorme de sumir. Ainda mais depois da risada estridente de Taehyung ecoar pela sala.
Ele com certeza estava ouvindo.
— Posso confirmar a reserva, Jimin? Estava segurando até agora para você, mas preciso de uma confirmação. O restaurante vai estar meio lotado hoje…
— Ah, isso não é um problema, Jungkook se incomoda bastante com multidões, mas é só a gente pegar a mesa de sempre e…
— O problema jamais seria nesse, Jimin! — Ela soltou uma risada fofa — O problema realmente era só a confirmação da reserva, a comida da sua mãe ajudou nosso restaurante a crescer bastante, então os pedidos e reservas são bem disputados. — Explicou, me fazendo soltar um suspiro em compreensão. — Confirma a mesa de sempre, com algum adicional?
— Sim! Todos os adicionais possíveis, hoje é um dia muito especial! — Respondi, sentindo meu estômago revirar-se em pura alegria.
— Certo, até mais tarde e feliz um ano de namoro! Vocês com certeza são o nosso casal favorito! — Respondeu educadamente, me fazendo sorrir e concordar, mesmo que ela não estivesse me vendo.
— Até mais tarde, Sana! — Respondi e dei fim à ligação, respirando fundo novamente.
Hoje tinha que ser um dia perfeito. Jungkook merece as melhores coisas possíveis e eu estou disposto a tentar entregar o melhor que eu puder.
Sei que ele vai ficar feliz de qualquer maneira, mas não custa nada se esforçar para entregar algo que ultrapasse suas expectativas.
— Cuidado pra não esquecer de pôr a calça antes de sair, Ji. — Taehyung falou assim que passou na porta do meu quarto, parando em minha frente e estendendo a mão, esperando o celular.
— Se fode, Tae. — Sorri, negando com a cabeça e entregando o celular a ele. — Eu estou com a cabeça a mil, não é todo dia que se completa um ano de namoro.
— Deixa de ser ansioso, Jimin. Jungkook te ama e não é uma reserva perdida que vai fazer ele parar de te amar. — Soltou uma risadinha frouxa, respirei fundo e controlei meus nervos, concordando.
Afinal, era a mais pura verdade. Jungkook me ama.
— Você tem razão… — Sorri, sentindo meu corpo relaxar. — As vezes eu sou muito inseguro, preciso melhorar mais isso em mim.
— Às vezes? Você melhorou bastante, mas é muito inseguro, hyung. — Começou a dizer, sorrindo de uma maneira gentil. — Namjoon já disse que isso aí é mais um motivo para seguir com as sessões de terapia.
— Nunca pensei em parar mesmo. — Dei de ombros, concordando mais uma vez. — E falando em Namjoon… Ele comentou alguma coisa com você?
— Sobre… ?
— Esquece.
— O que?! Nem fudendo, me diz agora! — Exclamou completamente diferente do Taehyung compreensivo e calmo de segundos atrás.
O que uma fofoca não faz, não é mesmo?
— Foi só um lapso de memória que eu tive, Tae. É confidencial.
— Vai esconder isso do seu melhor amigo? — Fez drama, me fazendo rir.
— Você não iria gostar de ter seu segredo exposto por que uma pessoa foi irresponsável e contou para outras pessoas o que você tinha confidenciado a ela, não é?
— Droga de Psicologia reversa. — Cruzou os braços, fazendo um bico emburrado que me fez ter vontade de sorrir. — Tem razão, vai tomar seu banho que tenho certeza que Jungkook está te esperando a umas duas horas.
O que?
— O que?
— Jungkook te ligou umas cinco vezes enquanto você dormia, acho que alguém está ansioso. — Taehyung disse, meus olhos cresceram instantaneamente, me lembrando do que eu havia dito a ele.
— O que?! — Praticamente gritei, voltando para dentro do meu quarto e não tardando em tomar o banho mais rápido que eu pude.
[🍓]
— Jin! — Chamei assim que passei pela porta da livraria, Seokjin apareceu por entre as prateleiras, me arrancando um riso sincero quando percebo suas bochechas sujas de poeira.
— Olha aqui, seu loiro falso, eu vou te bater! — Resmungou enquanto caminhava até mim, abrindo os braços e me recebendo com um abraço. — Jungkook quase derrubou uma estante por sua culpa! — E me deu um tapa na cabeça.
Mas eu me preocupei mesmo foi com sua frase dita. Jungkook se machucou?
— Ele está bem?
— Mais que bem, o problema maior foi os livros empoeirados que caíram no chão e quase fizeram ele ter uma crise alérgica. — Resmungou, tirando um lenço do bolso do seu avental e limpando o rosto. — E eu ter que limpar os livros.
— O que aconteceu? — Questionei ainda preocupado. — Porque Jungkook derrubou um livro e porque é minha culpa? — Mordi o lábio, ele riu.
— Ele estava ansioso pra você chegar logo, sempre checando as horas no relógio e também no celular, pra ter certeza que nenhum estava com o horário errado. — Foi caminhando pela livraria, escorregando entre as prateleiras e organizando alguns livros. — Nisso ele foi para o fundo da livraria, lá onde quase não tem movimento e, convenhamos, nem limpeza praticamente.
— Eu limpo ali sempre, deixa de mentir. — Cortei sua fala, ele riu novamente e me entregou um livro.
— Tava horroroso de tão empoeirado, Jimin. — Constatou, suspirei porque, nossa, eu não tinha limpado ali aquele mês. — Enfim, ele pegou o livro empoeirado, o celular dele notificou uma mensagem e, com certeza achando que era você, deixou o livro cair na própria cara e tcharam, rinite na hora.
Meu Deus.
— Meu Deus. — Mordi o lábio novamente, ele riu e negou.
— Coisa de quem é alérgico, Jimin. Não pode ver uma poeirinha que já tá espirrando pelos cotovelos. — Pegou o livro da minha mão, sorrindo. — Acontece.
— Ele desceu aqui depois disso?
— Não, mas o Jung-hee disse que ele estava pintando alguma coisa para você.
Um sorriso abriu-se imediatamente no meu rosto. Eu amo tanto esse garoto que.
— Agora vai lá iniciar as baitolagens desse primeiro aniversário de vocês. — Jin disse, sorri abertamente.
Sem esperar mais nem um segundo, corri em direção às escadas que davam acesso ao segundo andar da casa. Virando o corredor e indo em direção ao quarto do meu namorado.
Jungkook estava sentado em frente à escrivaninha, pude ter a visão clara disse pelo fato da sua porta estar completamente aberta. Ele não me viu e nem ouviu chegar, o que me deu a liberdade de ficar ali, admirando cada traço seu, cada expressão que fazia enquanto estava concentrado em seu desenho, os movimentos suaves que fazia sobre o papel, o sorrisinho satisfeito que nascia sempre que ele terminava algum traço aparentemente difícil.
Ele estava ali na minha frente e, meu Deus, como eu amo esse garoto. Amo cada traço e movimento dele. Eu amo ele.
— Docinho? — Bati levemente na porta, chamando sua atenção.
Ele virou o rosto imediatamente em minha direção, a expressão concentrada saindo de seu rostinho lindo e o sorriso cresceu rapidamente no lugar, ele se levantou rapidamente e veio em minha direção, me abraçando com força.
Seu cheiro característico fez meus poros se acenderem, cada partezinha da minha pele virou gelatina sobre seus dedos carinhosos, que mesmo sendo um pouco pesados, faziam um carinho delicioso em meu corpo cabeludo enquanto eu o abraçava pela cintura.
Seus dedos longos se entrelaçaram em meus cabelos e, sem que eu pudesse dizer nada, Jungkook se afastou de mim e juntou nossas bocas em um beijo lento e surpreendente.
— Jiminie, amor… — Murmurou baixinho depois de afastar nossos lábios e encostar a testa na minha, acariciando minhas bochechas. — F-feliz… Feliz aniversário.
— Feliz aniversário, meu amor. — Selei seus lábios, deitando minha cabeça em seu ombro e acariciando sua cintura por baixo do moletom que ele usava, beijando sua bochecha. — Desculpe o atraso.
— Não… Não tem problema, amor. — Mesmo que eu não olhasse para ele, eu tenho certeza que ele sorria. Seu tom de voz e gestos denunciam um sorriso largo.
E eu não podia estar diferente. O sorriso que só crescia em meus lábios, faziam minha bochechas doerem, mas não importava em nada. Essa era uma das minhas dores favoritas, eu amo sentir minhas bochechas doerem de tanto sorrir quando estou com quem eu amo.
Já ouvi falar em dores boas, e essa com certeza é uma das minhas favoritas.
— Preparado para o nosso dia? — Beijei sua bochecha, me afastando para poder olhar em seu rosto lindo.
— Hyungie… — Murmurou baixinho, me fazendo franzir o cenho por um momento, o tom de aviso em sua voz me deixou em alerta.
— Algum problema, meu doce? — Questionei meio hesitante, o puxando para se sentar em sua cama, ele sorriu meio abobadado, o que me deixou menos tenso.
— Você s-sempre prepara tudo. — Disse, sorri.
— Claro, amor, eu quero que seja incrível para você! — Acariciei sua mão, ele sorriu e negou.
— Meu a-amor, qualquer coisa que você fi… Fizer, vai ser perfeita para eu. Mas… — Ele hesitou, me deixando um pouquinho tenso.
Fiz algo que não o agradou? Possivelmente, no nosso aniversário de 8 meses acabei comprando uma tortinha estragada. Eu já estava atrasado para vê-lo e não teria como passar na confeitaria da Joo, então comprei em outra.
Foi um grande erro. A torta estava linda, mas estragada, o que era motivo para eu reclamar com a vendedora, mas Jungkook negou, alegando que não importava o presente, ele ficaria feliz de qualquer maneira, tudo porque era eu que estava lhe entregando.
Obviamente ele não comeu, mas não reclamou sequer um segundo. Jungkook ficou chateado, claro, mas nada que um filme dos Vingadores e uma tarde tranquila de desenhos e pinturas não o fizesse esquecer da tortinha perdida.
Mas, creio que isso não é motivo para que ele esteja falando disso agora. Eu tenho certeza que esse foi o único presente perdido.
— Algum dos presentes que eu te dei não foi…
— Jiminie, não! — Ele riu baixinho, segurando em minha mão agora. — Eu a-amei todos os presentes.
— Então…
Ele respirou fundo, mordendo o lábio inferior e suspirando, coçando a cabeça e depois me olhou, sorrindo de uma maneira tão doce que eu quase pude sentir o sabor açucarado em meu paladar.
Aquilo instantaneamente fez meu coração agitado parar de palpitar tão freneticamente, em ansiedade. Eu sorri, esperando com calma que ele me dissesse o que queria.
— Você sempre p-prepara tudo, amor. Hoje… Hoje e-eu quero preparar. — Confessou, me deixando em um misto de confusão e alegria. — Quero dizer, eu p-preparei.
— Você preparou o que, meu amor? — Curioso e meio ansioso, perguntei sorrindo. Ele também sorriu, relaxando o corpo completamente e se aproximou mais de mim, deitando sua cabeça em meu ombro e entrelaçando nossos dedos.
— V-varias coisinhas… — Murmurou, acariciei sua mão e ele deixou um beijinho no meu pescoço. — Você s-sabe dirigir, Hyung?
[🍓]
Obviamente a pergunta de Jungkook me deixou de surpresa. Mas a surpresa maior foi perceber o que ele havia preparado para nosso dia.
Era simplesmente um acampamento.
Eu só não gritei naquele momento porque, primeiramente: Aquilo machucaria Jungkook. Segundamente: Eu já era basicamente um adulto, não iria gritar só por um acampamento de um dia com meu namorado, certo?
Errado. Eu gritei bastante quando fui em casa pegar algumas coisas, confesso.
— Você sabia disso, não é, Tae? — Questionei a ele, pegando uma bermuda para banho.
Jungkook havia preparado tudo, exatamente tudo. Eu iria dirigir até o parque florestal e ele irá nos guiar pelo caminho que ele é seu pai haviam preparado e marcado para que nós não ficássemos perdidos. Eu acho que é meio difícil ficar perdido em um parque florestal fiscalizado e tudo mais, mas não questionei as estratégias de segurança do meu namorado é do meu sogro.
Ele comprou uma barraca para nós dois, fez comida com Jung-hee, pegou repelente para os mosquitos que com certeza iriam querer nos devorar assim que nós colocarmos os pés no mato e, principalmente, escolheu um lugar à beira da cachoeira para nosso dia!
Jungkook é… Ah, não sei. Ele me surpreende cada dia mais. Eu jamais imaginaria que ele estava preparando isso!
— Óbvio que sabia, Jimin. — Riu, me ajudando a guardar algumas roupas.
Iríamos ficar apenas um dia e uma noite, amanhã mesmo já estaríamos em casa, lá pelas três da tarde, mas precisava de roupas, já que eu iria ter uma cachoeira ao meu dispor e obviamente iria me jogar várias vezes ali.
— Vocês são ótimos em guardar segredo, puta merda. — Sorri, respirando fundo. — Nunca imaginei uma coisa dessas.
— Jungkook demora a fazer surpresa, mas quando faz, deixa história. — Riu, me fazendo rir também. — Veja só, ano passado foi o pedido de namoro, esse ano foi a viagem.
— Ano que vem é o pedido de casamento. — Yoongi, que até então eu tinha esquecido da existência dentro desse quarto, falou e eu engasguei.
Meu riso de desespero só acarretou ainda mais a risada estrondosa de Taehyung e Yoongi, que riram como duas gazelas.
— Saí daqui! — Joguei um travesseiro nele, que continuou rindo enquanto abraçava meu travesseiro. — Idiota.
— Cheio de surpresas como Jungkook é, não duvido. — Taehyung completou, suspirei e, sem perceber, concordei.
Mas nós dois já havíamos conversado sobre aquilo. O pedido de casamento seria meu, em algum momento dessa vida longa que vamos ter, eu vou me ajoelhar na frente dele e finalmente pedi-lo para ser meu marido.
Ter nossa casa, nossos móveis, nosso carro, cada um em um emprego, trabalhando para no final do dia chegar em casa e encontrar um ao outro lá. Isso me parece um ótimo objetivo de vida para lutar e continuar seguindo da maneira que estamos seguindo. Juntos.
— Cadê as chaves do seu carro? — Perguntei a Yoongi, já que Jungkook havia convencido ele a emprestar o carro para nós irmos.
O carro na realidade nem dele é, é do pai dele, mas o senhor Min tem uns três carros, não vai dar a falta de um que sempre fica com Yoongi.
Eu até me questionei mentalmente o porquê de não irmos em um dos carros de Junghyun, mas acho que a minha recém carteira tirada e a minha falta de experiência,deixou meu sogro um pouco apreensivo sobre o carro.
Ou é só porque ele está viajando em um, o outro está com Jung-hee para que ele fique saindo sempre que quiser e não usar muito suas perninhas idosas e um pouco cansadas e o outro está lá em Busan. Eu acho que é isso.
— Toma. — Disse Yoongi ao me jogar a chave, sorrindo quando derrubei. — Nervoso?
— Some. — Dei de ombros, pegando a mochila que eu havia montado com a ajuda de Taehyung. — É isso amigos, nós vemos daqui a quase quarenta e oito horas. — Sorri ao me despedir.
Acariciei a cabeça de Myung e segui caminho até a sala, percebendo a presença de Taehyung e Yoongi atrás de mim logo após.
— Não vou bater seu carro, Yoongi. — Ri, ele deu de ombros.
— Minha preocupação é Jungkook ser mordido por algum bicho, se vira com o resto. — Sentou no sofá, rindo.
— O único bicho que vai morder ele, é a cobra do Jimin. — Taehyung disse e, porra, eu engasguei.
— Tchau! — Me despedi antes que aquele assunto se estendesse, fechando a porta rapidamente e seguindo caminho para o elevador.
Não foi preciso mais que cinco minutos para que eu estivesse na portaria me despedindo rapidamente do senhor Choi e logo após eu estava no carro de Yoongi, colocando a mochila ao meu lado e sorri, imaginando como seria ter meu docinho só para mim durante quase dois dias, sozinhos e sem interrupções do Jin ou provocações de Yoongi.
Seguindo caminho para a livraria, me lembrei de cancelar a reserva que havia feito no restaurante onde mamãe trabalha, mas não deixaria de comer a comida dela, nem mesmo na viagem.
Por isso, passei lá e peguei comida o suficiente para que eu e Jungkook passássemos os dois dias de folga que teríamos despreocupados.
Bem despreocupados, aliás. Já que ele mesmo preparou um banquete para nós dois.
— Amor! — Falei assim que abri a porta da livraria, sentindo meu corpo travar rapidamente quando notei que haviam clientes ali dentro e vi Jin segurar a risada, terminando de atender uma jovem.
Por meio segundo eu esqueci que a casa de Jungkook é um lugar público e, às vezes, cheio de gente.
— Ele está lá em cima, cuidado para não tropeçar nas escadas com essa sua pressa. — Jin ainda teve a ousadia de dizer, mordi o lábio inferior contendo a vontade de lhe chutar, mas concordei.
Segui caminho até o segundo andar novamente naquele dia e sorri quando ouvi Jungkook cantarolar alguma música de sua playlist.
— Docinho? — Bati na porta e ele me olhou numa velocidade impressionante, correndo até mim e me abraçando. — Tudo pronto?
— Não! — Resmungou ao se afastar, sentando-se sobre sua cama e cruzando os braços, parecia irritado.
— O que foi, amor?
— Eu não acho a… A b-barraca! — Suspirou, me olhando e ajeitando seus óculos no nariz. — Perdi.
— Ah, acho que Jung-hee deve ter deixado lá na garagem, não? — Questionei, ele negou.
— Peguei de lá, mas não l-lembro onde deixei. — Suspirou novamente. — O dinheiro que eu tenho não dá para c-comprar uma nova.
— Hum… — Mordi o lábio inferior, pensando em uma solução.
Ele com certeza não vai aceitar que eu compre uma nova, já que gastou dinheiro em uma e ela está em perfeito estado, mas desaparecida.
— Qual foi o último lugar que você lembra de ter visto ela. — Questionei, ele fechou os olhos parcialmente, tentando lembrar e então, um sorriso cresceu nos lábios até então franzidos.
— Acho que papai pegou! — Se levantou, correndo até o quarto do pai.
Sorri e o segui, ajudando a procurar no quarto de Junghyun.
Sem que eu percebesse, um lapso de memória se passou em minha cabeça. A primeira vez que presenciei uma crise de Jungkook.
Aquele dia foi, sem dúvidas alguma, um dos mais aterrorizantes da minha vida. Eu ainda me lembro da angústia que senti quando o vi ali, debruçado ao lado da escrivaninha de Junghyun, se batendo.
Balanço a cabeça rapidamente, negando a ter aquela memória e me foquei em ajudá-lo a procurar.
— D-desculpa, Jiminie, era pra você chegar aqui e a gente ir d-direto. — Seu pedido de desculpas veio acompanhado de um suspiro longo, neguei com a cabeça e me aproximei de si, segurando em sua mão quando ele iria abrir a porta que dá no closet de Junghyun.
— Não se preocupe com isso, não me importo em ficar horas procurando essa barraca com você, pelo menos estou ao seu lado. — Beijei sua bochecha, ele sorriu e me deu um selinho rápido, suavizando a expressão chateada que tinha no rosto. — Vamos procurar?
Com um aceno pequeno de cabeça, ele concordou.
[🍓]
Eu já disse que tenho vontade de estrangular Seokjin? Pois bem, se não havia dito antes, deixo registrado aqui que tenho vontade de estrangular Seokjin.
O motivo? Simples: ele havia guardado a barraca lá na livraria e não disse nada!
— Como eu iria saber que vocês estavam procurando ela?! — Questionou irritado, mas o sorriso brincalhão dançava em seu rosto. — Tenho duas bolas, mas nenhuma é de cristal.
— Eu queria uma bola de cristal… — Jungkook comentou, suavizando a expressão brava que tinha no rosto a segundos atrás.
— Eu também, potinho de açúcar, eu também… — Jin se lamentou, segurando a risada quando eu lhe dei um tapa nas costas.
— Me desculpem, jovens apaixonados, eu tinha me esquecido que Jung-hee tinha deixado ela aqui comigo. — Se desculpou, sorri e neguei, sabendo que ele jamais faria aquilo por querer.
— Tudo bem, hyung, não causou nada de ruim. — Dei de ombros, Jungkook concordou.
— Só achei que tinha perdido ela. — Sorriu, pegando a barraca das mãos de Seojin e deixando um abraço meio desengonçado nele.
— Me sentiria um lixo se tivesse realmente estragado a viagem de vocês. — Continuou a dizer, pude notar que ele realmente estava chateado por sua falta de memória.
— Tudo bem, Jin! Não se preocupa com isso, eu e Jungkook entendemos que você já é um senhor de idade. — Falei e só tive tempo de pegar na mão de Jungkook e correr dos tapas que SeokJin queria me dar, com certeza me xingando de tudo quanto é coisa em sua cabeça.
— Devia ter escondido lá no fundo da privada, seus pirralhos! — Foi a última coisa que consegui ouvir depois de ter subido a escada e virado o corredor na direção do quarto de Jungkook.
Assim que fechei a porta, me virei para ele e pude contemplar aquele sorriso lindo que ele carregava sempre que estava muito, muito feliz.
— Agora sim, tudo pronto? — Perguntei ao e aproximar de si, sorrindo quando seus dedinhos longos foram em direção aos meus ombros e foram se enroscando nos meus cabelos.
— Ainda não.— Deu um pequeno beijo em minha bochecha, sorrindo quando minhas mãos se fecharam em sua cintura. — Ainda f-falta uma coisa.
— Ah, é? — Subi uma de minhas mãos para seu rosto, acariciando a bochecha e encarei seus lábios vermelhos.
Minha boca estava salivando com a vontade de beijá-lo, parecia que havia meses que eu havia sentido o sabor daqueles lábios tão doces e convidativos. Jungkook é completamente lindo, mas seus lábios dão um charme a mais na sua beleza.
— Hum-hum…— Murmurou baixinho, aproximando novamente seu rosto do meu e deixando um beijinho em minha outra bochecha, arranhando o meu pescoço e fazendo cada pelinho do meu corpo se arrepiar completamente.
Não sei se foi mencionado em algum momento, mas Jungkook se tornou um provocadorzinho nato, fazendo joguinhos tão envolventes que, quando me dou conta, já estou completamente envolvido e rendido, me fazendo ter uma ereção nada agradável em certos momentos.
Antes de mais nada, sim, Jungkook ainda é virgem. Apesar de toda a nossa libido e sua curiosidade sexual, nunca chegamos ao ponto de haver penetração. Conversamos sempre e já chegamos a conclusão que isso só vai acontecer, quando ele se sentir realmente pronto, não deixando momentos ou impulsos falarem mais alto.
Já fizemos sim várias coisinhas… Quentes, até porque somos jovens e bem “fogosos”. Mas sempre quando percebo que tem espaço para as coisas esquentarem ainda mais, pergunto a ele se aquele será o momento, e ele diz, confiando em mim e em si mesmo, que não.
— O que está faltando, docinho? — Perguntei, continuando com o carinho em sua bochecha e cintura, sorrindo bobo enquanto ele praticamente derretia em meus braços.
— Uma bitoquinha do Jiminie. — Respondeu, já de olhos fechados e um biquinho lindo se formando em seus lábios assim que ele acabou de falar.
Sem perder mais um segundo sequer, selei seus lábios lentamente, sugando seu lábio inferior e sorrindo involuntariamente quando ele suspirou e o aperto em meus ombros se intensificou. Eu amo como Jungkook consegue ser tão sensível ao ponto de uma chupada em seus lábios serem motivo para seus suspiros deliciosos.
Ele deu o próximo passo, virando sua cabeça lentamente para o lado contrário da minha e cutucando meus lábios com sua linguinha atrevida. Meu sorriso cresceu em uma velocidade impressionante, dando espaço para que ele tomasse conta daquele beijo, me guiando da maneira que ele aprendeu a fazer durante esses doze meses de relacionamento.
Segurei em sua cintura com mais pressão, me deliciando ainda mais com um de seus suspiros prolongados. Jungkook intensificou mais nosso beijo, sugando minha língua de uma maneira tão hipnotizante que, por segundos, senti meu mundo fora de órbita, seus apertos em meus cabelos com uma de suas mãos, junto com os arranhões em minha nuca com a outra, faziam com que tudo o que eu mais quisesse, era segura-lo para sempre, exatamente daquela maneira, naquele beijo.
— Eu te amo. — Falei assim que nos afastamos, sentindo sua respiração desregulada bater contra meu rosto.
— T-também te amo, Jiminie… — Respondeu, escondendo seu rosto em meu pescoço assim que me abraçou.
Ficamos ali por mais alguns segundos, mas já estava ficando meio tarde e decidimos ir logo. Seriam apenas uns 30 a 40 minutos de viagem, eu sabia mais ou menos onde era aquela cachoeira que Jungkook estava falando, já havia ido lá uma ou duas vezes com Taehyung, Yoongi e Hoseok, tenho plena certeza que foi um dos três que indicaram para Jungkook esse lugar.
— Você já foi em algum lugar assim, meu bem? —Perguntei a Jungkook, que me olhou e concordou.
— Não l-lembro de ter falado pro amor, mas quando o p-papai estava de fe… Férias, lá em Busan, a gente a-acampava… — Comentou, a nostalgia explícita em sua voz me fez sorrir entristecido. — Mamãe não ia, era ruim na época f-ficar sem ela, mas agora… Entendo que foi a m-melhor coisa que pa… Papai fez.
— O tempo que você passou sozinho com seu pai, fez você ser tão bom como é hoje. — Tirei uma de minhas mãos do volante e levei até seu joelho, acariciando com suavidade.
— É… — Seu sorriso cresceu. — Amo meu pai.
— E ele te ama ainda mais. — Segurei em sua mão, trazendo até meus lábios e beijando com cuidado. — Onde vocês acampavam?
— S-sabe aquela matinha que tem antes de chegar em uma das praias? — Questionou e eu concordei, sabendo exatamente do que ele estava falando. — Era ali, próximo de uma árvore gigante.
— Vamos lá na próxima vez que a gente for em Busan, o que acha?
— A-acho bom… — Sorriu, encostando a cabeça no banco do carro e acariciou minha mão. — Muito bom.
Assim que chegamos na floresta, pude sentir um sentimento meio inexplicável se espalhando por mim, era uma sensação que me deixava eufórico, mas que me deixava extremamente acalentado também. Paz e euforia misturadas.
Jungkook pegou em minha mão, sorrindo de uma maneira tão linda que meu coração acelerou. Às vezes eu esqueço que Jungkook é meu namorado e a imagem dele sorrindo me faz ter a sensação de que eu quero ele na minha vida pelo resto da vida.
E eu tenho, não pelo resto da vida, já que o futuro é incerto, mas só de tê-lo aqui, me faz ter a certeza de que eu vou fazer mais que o impossível para que esses momentos se repitam por toda a nossa eternidade.
— Vamos? — Perguntei e ele concordou, beijando minha bochecha antes de sair em minha frente, indo até a traseira do carro.
Pegamos todas as coisas que trouxemos e levamos em direção ao local onde iríamos montar o acampamento. A cachoeira era linda, não tão alta, mas a superfície era invisível aos que olhavam aqui de baixo, o lago a nossa frente era cristalino e com água corrente, dava para ver alguns peixinhos fofos nadando.
— É tão lindo! — Jungkook comentou, colocando as coisas que segurava no chão e correndo até o lago. — Os peixinhos são azuis!
Um sorriso cresceu em mim, coloquei as coisas que eu tinha nos braços no chão e segui Jungkook, me ajoelhando na areia morna e tocando na água.
— Incrível, mesmo estando quente, a água é maravilhosamente fresca. — Me coloquei de pé. — Vamos montar o acampamento para tomar um banho aqui depois?
— Claro! — Ele respondeu animado, pegando em minha mão e me puxando até onde a gente tinha deixado as coisas.
Demoramos uns trinta minutos para montar tudo. Barraca, uma mesinha para colocar as comidas feitas e as que iríamos fazer, um pequeno varalzinho para estender as roupas que iríamos molhar e outras coisas a mais. Acabei esquecendo as cadeiras de bastidores que Junghyun emprestou no carro e fui buscar enquanto Jungkook passava repelente e protetor solar em si mesmo.
Quando voltei, não contive o sorriso que se cresceu em meu rosto quando vi o seu completamente branco, provavelmente pelo protetor solar.
— E esse Gasparzinho? — O questionamento saiu sem que eu permitisse, Jungkook riu e ficou aparentemente meio envergonhado.
— Coloquei muito e… E não queria jogar fora.
— Tudo bem, amor. — Me sentei ao seu lado, pegando o pote de protetor ao seu lado e lhe entregando. — Passa em mim?
Ele concordou e, sem pensar duas vezes, tirei a camisa. Jungkook engasgou de uma maneira bem engraçada.
— Docinho? — Mesmo que sua tosse repentina fosse engraçada, perguntei preocupado. — Para de ser vergonhoso, meu amor, você já me viu sem camisa um milhão de vezes. — Acariciei suas costas, ele sorriu enquanto a tosse se dissipou aos poucos. — Tudo bem?
— Sim… — Respirou fundo. — É… É que você é tão b-bonito, hyung.
— Você também é maravilhoso de lindo, meu amor. — Beijei sua bochecha e deixei um selinho em sua boca. — Passa protetor em mim?
Ele concordou, colocando uma boa qualidade de protetor solar em sua mão e, com um dedo, foi colocando pouco a pouco em meu rosto e depois espalhou.
— Agora passa em meus ombros e costas, pode ser? — Ele concordou, espalhando o creme em meus ombros e depois foi descendo, me deixando relaxado de uma maneira inacreditável.
— Pronto, Jiminie? — Questionou depois de alguns minutos de uma massagem inesperada e deliciosa.
— Sim, meu amor. — Respirei fundo, esticando os braços. — Suas mãos são mágicas, docinho, que massagem incrível.
— Mas eu só passei as mãos de lá pra cá… — Resmungou, mas eu sabia que ele sorria, e quando me virei em sua direção, tive essa confirmação. — Q-quer comer?
— Meu estômago tá quase colado nas costas de tanta fome. — Respondi, me levantando de uma das cadeirinhas e segurei em sua mão, indo em direção à mesa improvisada que nós fizemos.
É uma mesinha linda, por sinal ( é um tronco cortado e coberto por uma toalha que Jungkook trouxe) perfeita.
Eu estava meio espantado com a quantidade de comida que Jungkook e Jung-hee haviam feito para apenas quase dois dias. Tinha muita comida preparada e muitas frutas também. Tinha fruta que eu não comia a meses!
E é claro, uma vasta quantidade de morangos.
— Aqui, meu doce. — Me sentei ao seu lado, lhe entregando um prato pronto e uma vasilha com morangos.
Ele sorriu e agradeceu, começando a comer sua comida com uma devoção maravilhosa.
Vendo ele comer assim, me deixa muito feliz, a lembrança de como ele se alimentava mal assim que o conheci, me deixou um pouco amargurado de repente, mas o barulho de seus lábios sugando um pouco do caldo que veio na carne, fez aquela memória sumir e a imagem dele ali, agora e em minha frente, me fez sorrir novamente.
Sua evolução é notável e me deixa muito, muito feliz. Feliz, orgulhoso e me faz amá-lo ainda mais, se possível.
E é possível, eu amo Jungkook cada vez mais a cada dia que passa.
— Quer nadar um pouco, Jun? — Perguntei assim que terminei de organizar a louça que sujamos, ele largou o livro que lia e sorriu ao me olhar, concordando.
Estendi minha mão para que ele segurasse e o ajudei a se pôr de pé, caminhamos até a beira do lago em silêncio e não demorou até que eu estivesse dentro da água primeiro.
— Tá g-gelado, Jiminie amor? — Perguntou preocupado, sorri e concordei.
— Não muito, está bem Fresquinha. — Respirei fundo, sentindo meus músculos se relaxarem conforme a água corrente passava por minha pele. — Vem, amor.
— Medo… — Sua voz saiu hesitante, olhei para ele um pouco confuso.
Jungkook não sabe nadar mas também não tem tanta hesitação assim para entrar em águas mais profundas. Já na damos várias vezes na piscina da casa de Seokjin e também nas praias de Busan.
Mas acho que sei qual o motivo da sua hesitação.
— Eu prometo que essa água está tão boa quanto à água da piscina de Seokjin. — Me aproximei mais da margem, ficando apenas com as canelas e os pés submersos. — Não precisa ter medo dela, amor, é um ambiente novo, mas eu juro de mindinho que você vai se divertir. — Estendi meu mindinho e ele desfez o sorriso amedrontado que estava em seu rosto.
— Boa?
— Muito boa! Não é tão fundo e ainda dá para ver o fundo quando olhamos aqui de cima! — Caminhei para para perto de si, sua expressão um tanto quanto preocupada deu lugar a uma suave, má fazendo sorrir abertamente.
Ele segurou em minha mão e apertou levemente antes de dar o primeiro passo em direção à água e eu só pude sorrir quando sua pele tocou a superfície razoavelmente gélida.
Ele andou calmamente até estar em minha frente, segurando em minha outra mão e me puxando para um abraço inesperado, mas caloroso de uma maneira maravilhosa e um tanto quanto questionadora. Estávamos dentro da água, normalmente iríamos sentir frio.
Tudo bem que a água está quase abaixo das nossas canelas, mas ainda é surpreendente.
— Te amo. — Ele declarou de repente, meu coração acelerou tão rápido que pude sentir meu peito doer.
Toda vez que ele diz isso, uma fada nasce dentro do meu coração. Toda vez que ele diz que me ama, uma parte de mim renasce todas as vezes, rejuvenescimento meu amor por ele.
— Também te amo, meu docinho. — Me afastei minimamente, apenas para que seu rosto estivesse em minha frente e sua boca estivesse na minha.
O beijo durou cerca de uns três minutos, me sentei na água e agora sim fazia um friozinho, já que a água gelada estava quase chegando na minha caixa torácica.
— Vamos? — O questionei, estendendo minha mão, ele concordou e foi se sentando aos poucos, seu rosto faziam expressões meio engraçadas conforme a água ia cobrindo cada mais mais o seu corpo.
Ele relaxou minimamente o corpo quando se sentou por inteiro, apertando minha mão e respirando fundo, sorrindo.
— Que água boa! — Ele se animou, me fazendo rir e balançar a cabeça concordando. — Quero passar o dia todo aqui!
E ele não estava brincando quando disse isso. Nós chegamos lá por volta das 16h da tarde e entramos na água umas 17:10h por aí, quando saímos já estava bem escuro e eram por volta das 19:20h, foi uma longa tarde de banho, alegria, amor e diversão, eu não esperar mais, Jungkook sempre me proporciona isso em níveis absurdos.
— Amor? — Chamei ao entrar na barraca, ele estava de costas e com a toalha em seus ombros. — Tudo bem?
— Muito! — Respondeu animado, me mostrando seu sorriso lindo quando virou-se para mim. — E v-você?
— Estou muito bem. — Me sentei ao seu lado, pegando a toalha de seus ombros para enxugar seus cabelos. — Esse foi o melhor dia que eu tive em meses.
— A f-faculdade cansa bastante… — Jungkook disse em um suspiro curso, aquilo apertou meu peito. — Mas… Pelo menos temos um ao outro lá.
— Lá, aqui, ali, naquele lugar… Em qualquer lugar, meu doce. — Me abaixei para deixar um beijo em sua bochecha e ele sorriu, concordando mais uma vez. — Obrigado.
— P-por que?
— Por fazer essa surpresa maravilhosa, eu estava precisando mesmo relaxar um pouco longe dos ares da cidade. — Respondi, passando a toalha suavemente por seus cabelos curtos, ele sorriu.
— E-eu já queria vir a um lugar assim a um… Um tempo, aí só juntei nosso aniversário com nossas v-vontades. — Encostou sua cabeça em meu peitoral, sorri e beijei sua testa.
— Às vezes acho que você lê a minha mente, juro.
— Jura, jura?
— Juro, juro. — Sorri, me sentando novamente e o trazendo junto à mim, com sua cabeça em meu colo.
Ficamos ali por alguns minutos, apenas conversando sobre coisas do nosso cotidianos e aproveitando ainda mais a presença um do outro. Eu amo a forma que Jungkook se torna o maior falador quando esta comigo. Amo a forma que ele se expressa e se preocupa quando conto algo de ruim que aconteceu comigo e ele não pôde me ajudar no momento. Amo tudo o que ele faz e demostra.
— Acredita que o Hyuk ainda está pegando no meu pé? — Confessei e Jungkook se sentou, a expressão bravinha deixando seu rosto ainda mais fofo.
— O que esse c-cara fez agora? — Cruzou os braços, esperando minha confissão.
— Ele ainda me chama de “bombinha” as vezes, além de dizer que eu vou ser um doente psicopata igual… Ji-hoon. — Neguei com a cabeça, Jungkook me encarou desacreditado.
— M-mas que filho da pu… Puta! — Exclamou alterado, sorri um pouco surpreso e, confesso, talvez orgulhoso.
Não pelo xingamento, mas pela sua preocupação em não querer que nada de ruim acontesse a mim.
— Não se preocupe, Jun! O diretor já tomou as devidas providências. Pelo menos esse faz um bom trabalho e não me odeia. — O puxei para se deitar novamente, sorrindo e acariciando seus cabelos para deixá-lo mais calmo.
Conversamos mais, Jungkook me contou o que seus colegas de classe haviam feito com ele durante essa semana e eu confesso que estou mais tranquilo em relação a mínima aceitação que eles tiveram durante esses últimos meses.
Mesmo que o respeito fosse obrigatório naquela universidade, alguns alunos da sala de Jungkook são horríveis, falavam atrocidades para ele sempre que podiam e, para piorar, o excluíram de várias atividades em grupo. O mínimo que eles poderiam dar a ele, que era o respeito, foi jogado fora assim que começaram as aulas.
— Não dê tanta confiança a todos da sua sala, meu amor. — Estávamos deitados agora, ele descansava sua cabeça em meu peito enquanto eu acariciava seus cabelos com minha mão. — Eles podem ter mudado um pouco, o que é bom, mas não confie tanto assim, tá bom?
— Não vou, eu gosto só da moça que faz t-trabalhos comigo, o res…Restante não confio nadinha. — Sua resposta me tranquilizou bastante.
Apesar de ter e estar evoluindo cada vez mais, Jungkook ainda é alguém ingênuo às vezes e sua ingenuidade é bem explorada por pessoas ruins, sempre que podem.
Nos conversamos por horas, eu amo a forma que o assunto apenas flui quando eu estou com ele. Conversamos até o sono chegar e nossos olhos pesagem, apesar da tarde tranquila, nosso dia foi bastante agitado.
— Vamos dormir, Jiminie amor? — Questionou baixinho, esfregando o nariz em meu pescoço e me fazendo rir um pouquinho.
— Apaga a lanterna? — Perguntei, ele estava mais próximo da lanterna ( que mais parecia uma lamparina) e poucos segundos depois estávamos completamente no escuro e no silêncio.
Era possível ouvir o som da água da cachoeira caindo no rio. Era uma ótima sinfonia para poder dormir, a respiração regulada de Jungkook, o som da cachoeira, alguns grilos fazendo o barulhinho que fazem e algumas corujas também.
Nunca imaginei que poderia sentir paz ao ouvir grilos fazendo barulho, mas ali, ao lado de Jungkook, eu sentia uma paz inacreditável.
— Te amo. — Beijei sua testa, ouvindo um suspiro seu mais prolongado, sorri e me ajeitei para dormir. Jungkook sempre teve uma facilidade impressionante para dormir.
E assim se foi o nosso primeiro dia de comemoração do nosso primeiro aniversário. Eu esperava fazer uma surpresa, mas fui surpreendido mais uma vez.
E, confesso aqui, que todos os dias ao lado do amor da minha vida são uma surpresa maravilhosa.
E a maior surpresa ainda estava por vir.
[🍓]
É issoooooo!
Espero que tenham gostado!
Ah, gostaria também de agradecer aos quase 370k de leituras, não esperava que, mesmo depois de finalizada, a obra teria tanto amor assim, vocês são incríveis ❤
Bitoquinhas e até mais!
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