(13) Apelidos e um anel💍
oi!
quem é vivo sempre aparece, né? att fresquinha saindo para vocês!
antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente a pela @Luvjeonnie betagem perfeita desse capítulo, obrigado, meu amor! de verdade!
me desculpem se eu não conseguir suprir as espectativas de vocês para esse capítulo, foi bem difícil de escrever já que tem muita coisa envolvida e eu quis tornar isso ainda mais atrativo para vocês, obrigado por esperarem e antes de mais nada, leiam sem espectativas😶
e me perdoem por qualquer erro de ortografia e pontuação.
Não esqueçam de votar e cometar, ok? Obrigado!
boa leitura!
𓍯ㆍ💍
J I M I N
Meu coração estava acelerado.
Minha respiração era falha, meus pensamentos estavam embaralhados de todas as formas possíveis. Eu conseguia ouvir do outro lado da linha telefônica a respiração descontrolada de Jungkook e seu choro alto, assim como as poucas palavras e frases que eu conseguia ouvir e entender enquanto ele falava. "Desculpa, hyung!" Era uma delas, embora fosse difícil ouvir com clareza, eu ainda sim, conseguia entender.
Era tão angustiante.
Entrar em desespero não era o meu objetivo naquele momento. Tudo o que eu queria, era chegar logo na casa de junghyun e abraçar seu filho com a mesma intensidade que ele me abraçou quando caiu de sua bicicleta. Eu mal notei quando minhas próprias lágrimas começaram a molhar o meu rosto. Eu sou fraco, sei que sou, mas eu precisava ficar calmo e chegar até Jungkook.
Apenas ter calma, agir com cuidado, não estresse ainda mais a pessoa autista, respire fundo, faça movimentos leves. Massagens podem ajudar e lembrar de coisas que o acalma também. Pensamentos, pensamentos, pensamentos...Eu odeio pensar tanto!
Um barulho alto me tirou de meus pensamentos, era Jungkook, algo havia caído e seu choro estava mais distante. Ele tinha soltado o celular, e eu...Eu desliguei o meu. E corri com mais velocidade, estava perto.
Sinceramente, eu não sei o que pensar, não sei o que fazer para ajudar ele. Sinto-me até mesmo cansado, não só pela correria. Aquele menino que eu estava tão acostumado a ver sorrindo, estava chorando agora. Eu nunca o vi chorar daquele jeito, naquela intensidade. Nunca vi jungkook sofrendo e isso me deixa com um sentimento de incapacidade, incapaz de o ajudar. Mas, Namjoon saberia o que fazer, ele sempre me ajuda a parar de chorar quando eu estou em sua sala.
Eu parei. Respirei fundo. Uma, duas, três vezes. Procurei pelo número do meu psiquiatra e… não fui atendido. Tentei novamente, falhei mais uma vez. Certo, eu estava entrando em desespero. Minha respiração estava uma bagunça total.
Eu quis correr, mas não até Jungkook, eu quis correr até minha mãe, ela saberia como me ajudar. Taehyung também, mas ele deve estar ocupado com o trabalho.
E eu preciso fazer o mesmo. Fazer o que prometi fazer, fazer o que eu quero fazer. Cuidar dele.
Não é coisa de outro mundo, eu consigo acalmar Jungkook. Não precisa desse alarde todo, é só o Jungkook. É o Jungkookie.
Eu voltei a correr, pouco me importando que as pessoas pensariam de mim. Corri até parar na frente da casa de Jungkook. Onde ele estava.
Era possível ouvir seus gritos daqui de fora, por meio segundo eu me perguntei se os vizinhos não achavam estranho a gritaria que acontecia aqui. Talvez Junghyun tenha avisado que seu filho e autista e tem crises constantemente.
Para de pensar, Jimin!
Eu parei em frente ao portão, minhas mãos tremiam, respirei fundo e o abri. Fiz o mesmo com a porta principal, mordendo os lábios nervosamente. Pedia internamente para que Jungkook parasse de gritar e aparecesse ali na sala, com seu sorriso tímido de sempre, porém, não foi o que aconteceu naquele momento.
Ele gritava e chorava. Ele estava, provavelmente, machucando a si mesmo e eu não era capaz de saber o que pensar. Não sábia o que fazer.
Aquela era a realidade que eu nunca quis aceitar. Minha relação com Jungkook não é só sobre sorrisos e poucos abraços. Embora nunca tenha presenciado uma crise dele, eu sabia que um dia esse momento chegaria, chegou a hora de ajudá-lo verdadeiramente, ficar ao seu lado em todo o momento. Cuidar dele de verdade, como ele merece.
— Jungkook? — Eu chamei, fingindo tranquilidade, mesmo que meu coração estivesse tão acelerado chegando ao ponto de ser insuportável. — Jungkook, cheguei!
Corri escada acima, parando na porta de seu quarto, mas os barulhos não vinham dali. Jungkook estava no quarto de Junghyun.
Respirei fundo mais uma vez, caminhando até o quarto ao lado e abrindo a porta lentamente, eu senti meu coração se estilhaçar completamente com a imagem que tive. Eu quis chorar novamente. Não chegava a ser assustador, era angustiante ver ele daquela forma, eu quis correr e segurá-lo com força para que ele não se machucasse ainda mais.
Jungkook estava deitado no chão, de barriga para baixo. Com as mãos agarrando seus cabelos com força, resmungava palavras indecifráveis e gritava, chorava, esperneava.
— Jungkook…— Entrei no quarto, tremendo. Ele gritou novamente, apertando com ainda mais força seu cabelo que sempre esteve tão bem arrumadinho.
"Passe tranquilidade para o autista. Tente a todo custo mostrar que você não é uma ameaça, o acalme com coisas que ele goste"
—Jungkook? sou eu, Jimin hyung! — Me aproximei, agachando em sua frente, praguejando internamente quando notei minha voz tão falha. Ele chorou ainda mais alto — Pare de se machucar, por favor...— Disse calmo, tocando em sua mão. Isso foi um erro.
Jungkook começou a bater a testa no chão, contando de um a dez e fechou suas mãos ao redor de seu cabelo com ainda mais força, se possível.
—Jungkook! —O chamei novamente, tentando manter o tom calmo na minha voz, sendo rápido em colocar minha mão no chão, onde ele batia com a testa repetidamente, sem muita força. — Jungkook-ah, fique calmo por favor! — Perdi o controle completamente quando ele aumentou a força em que ele batia sua testa. Eu não temi por minha mão que poderia ficar machucada, tive medo dele machucar a cabeça.
Por favor, pare…
—U-um, dois, três, q-quatro…— Ele contava na mesma velocidade em que batia sua testa em minha mão. Eu sabia que ele estava tentando se acalmar, mas eu não sabia o que fazer para ele não se machucar.
— Jungkook, o-olha para mim, vamos ouvir música e desenhar suas fadinhas? — Toquei em seu braço, mas ele negou rapidamente e se afastou de mim. Abraçando os joelhos contra seu peito, ainda deitado e mordendo com força sua mão. Confesso que senti alívio ao ver que ele parou de machucar sua própria cabeça.
—S-sai! — Ele gritou, sua voz saiu abafada por sua mão estar em sua boca. Chorei mais, mordendo o lábio inferior ao tentar abafar meus soluços. — N-não grita...doi.
— Não estou gritando, Jungkookie — Senti meu rosto molhado com as lágrimas que abandonaram meus olhos. Jungkook começou a mover-se de um lado para o outro, voltando a contar e batendo a mão na cabeça.
— S-sai… Sai daqui! Dói! Dói tudo! — Seus tapas iam aumentando gradativamente, me deixando ainda mais angustiado a medida que ele repetia a palavra “dói”
Eu queria tanto que parasse de doer, queria que ele nunca sentisse dor.
— Jungkook, o-olha para mim? Vamos ouvir música e desenhar suas fadinhas! — Toquei em seu abraço, mas ele negou, se afastando rapidamente. Abraçou seus joelhos contra seu peito com mais força, ainda deitado, mordendo com força sua mão.
— Um, d-dois, tres, quatro, c-cinco, s-seis — Suspirei, sentindo um pingo de alívio quando ele parou de morder a mão para falar.
Meio apreensivo, eu me aproximei novamente, lutando entre a dúvida de tocá-lo ou não. Mas ele gritou novamente, balançando a cabeça com velocidade e mais lágrimas saírem de seus olhos. Olhos esses que sempre me deixaram encantado com o tamanho brilho que neles tinham, agora brilhavam com lágrimas de dor.
— S-sai, mamãe! N-n-não tocar! — Ele gritou, me deixando ainda mais confuso e meio assustado.
Essa mulher fez sim, algo de muito ruim para Jungkook! E me agonia imensamente saber que a própria mãe fez coisas ruins com alguém como ele. Eu quero tanto saber. Quero tanto entender!
— Jungkook, sou eu! — Me agachei próximo ao seu ouvido, mesmo tendo tanta dificuldade já que ele estava se movimentando — Jimin, seu hyung...— Toquei em seu cabelo, Jungkook abriu os olhos rapidamente e me empurrou, se sentando e encolhendo-se ao lado da estante de Junghyun.
Às vezes eu esquecia da força que Jungkook tem, ele me empurrou com tanta força que acabei cambaleando para trás e batendo as costas na escrivaninha do Jeon. Resmunguei baixinho, voltando a olhar para ele.
— Jungkook…— Chamei, querendo a todo custo que ele parasse de chorar e se acalmasse. Queria que ele sorrisse da forma tímida que sempre sorri quando me vê. Queria o meu Jungkookie de ontem. — F-fique calmo e vamos comer sua t-tortinha, sim?
Nem isso adiantou. Jungkook continuou a chorar e soluçar, escondendo o rosto entre os joelhos que estavam grudados em seu peito, balançando-se para frente e para trás. Sua voz já estava rouquinha por forçar tanto sua garganta. Respirei fundo, me colocando de joelhos e me aproximando dele novamente, dessa vez, sem o tocar. Peguei meu celular no bolso da calça, abrindo o aplicativo de músicas, buscando por sua música favorita, esperando que a canção o acalmasse.
— L-Lembra de quando ouvimos ela pela primeira vez? — Resolvi falar, notando seu choro ficar mais baixo. — Você gostou bastante dela, não foi? — Eu sorri com certa tristeza, senti vontade de tocá-lo mais uma vez. Aquele dia foi magico.— Fique calmo, Jungkookie…
— Para! D-doi… Dói tanto… — Ele disse ainda mais choroso, arranhando suas pernas. — Dói, mamãe…
— Jungkookie, não sou a sua mãe. — Me aproximei com receio, temendo lhe tocar. — Ninguém vai te machucar, Jungkook…
— Dói... D-dói muito, p-para, mãe!
— Eu prometo te proteger, Jungkookie, fique calmo.
Ele já não gritava mais, muito menos movia seu corpo, parecia estar mais calmo. Jungkook estava parado e chorando baixinho. Decidi me aproximar mais um pouco, tocando com cuidado seu braço. Eu esperava que ele se afastasse mais uma vez, porém, não foi o que aconteceu, Jungkook ficou quieto ouvindo sua música favorita.
So, maybe.
Então, talvez
Maybe we were always meant to meet, Like this was somehow destiny.
Talvez nós sempre tenhamos sido feito para nos encontrar, como se isso fosse de alguma forma o destino.
Like you already know, Your heart will never be broken by me.
Como você já sabe, seu coração nunca será quebrado por mim.
Eu nunca quebraria seu coração, Jungkook, quero consertar você inteiro. Assim como você está fazendo comigo.
Quero lhe entender, ser para ele alguém que ele poderá confiar…
Com calma, eu segurei em sua mão e o puxei para mim, sorrindo aliviado quando ele não relutou em ficar perto de mim mais uma vez. Sorri ainda mais quando ele aceitou chorar em meu peito, enquanto eu o abraçava com carinho, sem o apertar de verdade.
— H-hyung…— Ele disse rouco e com a voz falha, se aconchegando em meu abraço. Deixei mais lágrimas saírem de meus olhos quando percebi que ele realmente estava se acalmando, mesmo que ainda chorasse — J-Jimin Hyung.
— Sou eu, doce... — Arregalei os olhos quando o apelido saiu tranquilamente por meus lábios. Eu estava assustado em como gostei de ter chamado Jungkook daquela forma, contudo, eu também estava feliz— Sou eu, doce Jungkook, seu Jimin hyung! — Meu coração acelerou, não de nervosismo, eu me sentia feliz. Feliz por me intitular daquela forma.
Pela primeira vez naquele dia, eu fiquei feliz de verdade. Mesmo que aquela situação não tivesse realmente controlada, saber que ele não me afastou, foi o suficiente para que eu deixasse de lado aquela angústia anterior.
— Fique calmo, Jungkookie. Não chore mais. — Me atrevi a beijar o topo da sua cabeça, afagando os fios negros com um carinho surpreendente. Ele foi se acalmando, voltando com sua respiração uniforme.
Eu não me atrevi a dizer mais nada, esperando por ele, esperando que ele ficasse calmo o suficiente para se levantar. Continuei a segura-lo com suavidade, para que assim se sentisse livre para se afastar caso fosse seu desejo. Acariciei seus cabelos com uma mão e um de seus braços, com a outra. Sua música tocava repetidamente, com o volume quase escasso. Suas lágrimas escorriam pelo meu peito coberto por minha camisa preta. Beijei sua cabeça novamente.
— T-Tira daqui... P-Por favor, hyung. Tira daqui...— Sua voz baixinha e quebrada me tirou do transe em que entrei, respirei fundo e cessei o carinho que fazia em seu cabelo.
— Tirar o que, Jungkookie? — Com o cenho franzido eu perguntei, estava confuso.
— J-Jungkookie... — Ele respondeu ainda choroso. — T-Tira daqui, tira eu daqui...
— Posso te pegar no colo? — Me atrevi a perguntar, me afastando dele minimamente, porém, Jungkook segurou minha camisa entre seus dedos com força, escondendo seu rosto ali. E com um único movimento de cabeça, ele concordou.
Segurei na parte de trás de seus joelhos e me ajoelhei no chão, forçando minhas pernas a ficarem de pé com o peso do Jeon em meus braços. Ele não era pesado, contudo, pesava o suficiente para me dar algumas dificuldades para me colocar de pé. Sorri aliviado quando ele se agarrou ainda mais em mim, sem muita força, e escondeu seu rosto em meu pescoço. Jungkook estava calmo novamente.
Era meu Jungkookie de sempre ali.
Levei ele até seu quarto, o colocando na cama com cuidado. Acabei por suspirar quando ele nem sequer me olhou, apenas virou para o outro lado. Me surpreendi quando assim que iria saindo do cômodo, com um reflexo inexplicável Jungkook segurou em minha mão, me impedindo de sair.
— F-fica. Por favor, hyung. — Pediu a voz rouquinha. Sorri.
Eu sabia que aquilo era uma grande dificuldade para ele. Nas pesquisas que eu já havia feito diziam que autista raramente demostram qualquer tipo de sentimento — Coisa que eu já notei ser uma mentira enorme. E ali, eu conseguia notar uma tristeza na voz de Jungkook.
Na prática, eu aprendi que nem tudo que as pessoas teorizam são verdadeiras.
— Só sairei do seu lado quando você pedir. — Respondi, me sentando no chão, próximo a sua cama quando ele me soltou.
Não falamos mais nada desde então, Jungkook estava tão cansado que em poucos minutos já estava dormindo. Eu fiquei em alerta, vigiando seu sono profundo e sorrindo aliviado mais uma vez naquele dia, quando o vi em seu sono calmo e profundo, segundos depois dele virar-se em minha direção.
Contudo, meu sorriso desapareceu completamente quando olhei em seu rosto vermelho, olhos inchados e um pequeno corte em seu lábio inferior, assim como a marca quase roxa em sua testa. Olhei para sua mão e prendi um soluço choroso ao ver a marca de seus dentes ali, estava ferida e tinha uma pequena mancha vermelha ao redor. Sangue.
— Jungkook… ‘Saeng...— Eu me permiti chorar ali, tocando com certo cuidado sua mão que não estava machucada — Jungkookie. Doce Jungkookie... — Mordi meu lábio inferior. Eu queria mais que tudo o abraçar novamente, dizer que estava tudo bem e que eu ficaria ao seu lado de qualquer maneira. A quaisquer custo.— Meu doce Jungkookie…
Era tão doloroso vê-lo daquela forma, naquele estado.
Eu chorei até permitir que o cansaço tomasse conta de meu corpo, me fazendo dormir ali mesmo, sentado no chão do quarto de Jungkook e segurando sua mão.
Eu não sei quanto tempo dormi, só sei que acordei de mais um pesadelo chato, esse era tão ruim quanto os outros. Nele tinha Jungkook. Ele estava chorando alto enquanto meu pai me deixava preso em um quarto com uma porta transparente, vendo o sofrimento de Jungkook. Era agonizante. Acordei desesperado.
— Puta merda… — Balancei a cabeça, olhando ao redor desnorteado e respirei fundo, sorrindo tranquilo quando o rosto ainda adormecido de Jungkook apareceu em minha frente — Foi só um sonho.— Ergui minha mão, tocando em sua bochecha e fazendo um carinho ali, suspirando logo depois.
Mesmo que estivesse tudo escuro, a pouca iluminação da casa de Junghyun me permitia que eu enxergar. Respirei fundo, pela milésima vez naquele dia e me coloquei de pé. Olhando uma última vez para Jungkook e saindo de seu quarto. Precisava fazer algo para ele comer assim que acordar.
Mas uma coisa me fez para no meio das escadas. Onde diabos Jung-hee está?
Sabe, ele não estava aqui quando cheguei e se tivesse, com certeza não ficaria parado vendo Jungkook daquele jeito.
Balancei a cabeça, seguindo caminho para baixo.
Eu só não tinha me dado conta que estava escuro. Sim, havia anoitecido e eu perdi um dia inteiro de trabalho. A livraria ficou a tarde todinha fechada e para meu desespero maior, Jung-hee estava na cozinha, preparando o jantar.
Meu Deus.
— S-senhor… — Eu disse relutante, sentindo um medo misturado com vergonha.
— Oh, Jimin-ah! Que bom que acordou. — Ele sorriu, vindo em minha direção.
— Eu… E-Eu sinto muito, acabei dormindo sem perceber e o senhor perdeu a tarde toda de vendas… sinto muito mesmo…
— O que? Jimin, não pense assim! — Ele me repreendeu, dando um tapinha em meu braço. — Os... Os vizinhos me contaram o pouco que sabiam, sobre os gritos de Jungkook e como você chegou desesperado aqui.
Arregalei os olhos, sentindo meu peito apertar com força ao lembrar de Jungkook deitado no chão frio do quarto de seu pai.
— Eu sinto muito, fui ao mercado fazer a compra do mês e deixei Jungkook desenhando em seu quarto, eu imaginei que você estaria chegando e que não teria tanto perigo deixar meu neto por poucos minutos sozinho. — Ele murmurou, parecia triste. Fechei os olhos, imaginando a angústia que estava sentindo — Fico feliz que você tenha conseguido cuidar dele, Jimin. Não se preocupe com a livraria, você fez muito hoje. Estou feliz por ter você aqui conosco.
Ele estava feliz, mas também era notória a sua angústia.
— Me sinto culpado, deveria ter notado que ele estava incomodado com algo, apesar de estar calmo quando eu saí. Eu não deveria ter deixado ele sozinho.
— Não é bem assim, Jung-hee, como o Doutor Namjoon disse, não temos como adivinhar quando a crise virá. — tentei confortá-lo, não queria que ele se culpasse por isso.
— Apesar de tudo, fico aliviado que Jungkook tenha te chamado no momento que percebeu que não estava bem. Ele confia em você tanto quanto eu. — Continuou a dizer, fazendo meu coração bater com força.
— Senhor… — Murmurei, a voz chorosa nítida.
Senti vontade de chorar novamente.
— Ei, ei! Sem chororô! — Ele riu, me empurrando para fora da cozinha. — Pode organizar o quarto de Junghyun enquanto eu termino de preparar o jantar? Jungkook acabou quebrando algumas coisas.
Caminhei em direção às escadas, mas, ao lembrar onde havia deixado meu celular, dei meia volta e fui ao quarto do meu chefe, entrando ali sentindo minhas mãos tremerem ao lembrar de Jungkook tão vulnerável quando entrei ali hoje à tarde. Cocei a nuca, andando até onde havia deixado meu celular, revirando os olhos quando tentei liga-lo e ele nem sequer brilhou a tela, estava completamente descarregado. Olhei ao redor e me assustei quando olhei para a penteadeira de Junghyun, especificamente, para o chão.
Um porta retratos estava caído no chão, quebrado, com alguns caquinhos de vidros espalhados pela madeira do piso.
— Mas, o quê...? — Me aproximei. Não havia notado isso aqui quando entrei hoje mais cedo. Minha atenção estava voltada unicamente para Jungkook.
Peguei o porta retrato quebrado e o virei para cima, podendo ver quem estava ali. Era a família de Jungkook, seu pai e como tinha uma mulher alta segurando um bebê nos braços, conclui ser Jeon Seohyun, a mãe de Jungkook. E o bebê fofo nos braços dela só podia ser Jungkook, o reconheci pelos olhos grandes e a boquinha pequena, assim como o sorrisinho adorável moldando seu rosto de criança. Ele continuava o mesmo garoto de traços fofos e bonitos como na foto em minha frente, entretanto, agora com crescido e com músculos.
Ela era bonita, assim como Junghyun mais jovem na fotografia. Jungkook aparentava ter, no mínimo, três anos de idade. Pareciam ser a família perfeita, mas com segredos que eu juro tentar descobrir.
Coloquei o porta retrato de volta no lugar, descendo as escadas e aproveitando para pôr meu celular para carregar, subindo novamente com uma vassoura e uma pequena pá para limpar as coisas que Jungkook quebrara lá em cima. Um vasinho onde Junghyun colocava flores e o tal porta retrato, apenas isso. Além de alguns móveis fora do lugar e o celular de Jungkook. Não tinha tanta bagunça.
Quando voltei para o andar de baixo, aproveitei para olhar a hora e me assustei quando vi que se passavam das sete da noite. Jungkook estava dormindo desde às três da tarde. Ele ficou realmente cansado depois daquilo. Precisa se alimentar bem quando acordar, para não ficar fraco.
Acabei por lembrar de uma comida muito especial que minha mãe fazia quando eu era menor. Ela sempre fazia quando eu ficava doente ou… Quando meu pai fazia algo comigo. Canja de galinha, a melhor que eu já comi. Resolvi ligar para Taehyung, já que, depois que saí de casa, ele fazia essa mesma canja para mim.
— Jimin? — Ele perguntou, parecendo confuso.
— Boa noite, Tae! Pode me passar a receita daquela canja que você fazia quando eu ficava doente ou tinha crises? — Fui direto, não querendo demorar demais.
— O que aconteceu?! — Pareceu exaltado pelo seu tom de voz, suspirei.
— Jungkook teve uma crise e não come desde hoje de manhã, preciso dar algo bom e com alguns nutrientes quando ele acordar e…
— Jungkookie teve uma crise?! — Ele gritou, me interrompendo — Quem estava com ele?!
— Ele me ligou, não sei por qual motivo, ligou justo para mim. Ele estava sozinho quando cheguei e..
— Sozinho?! Onde você estava, seu irresponsável?! — Essa foi a voz de Yoongi. Revirei os olhos. É claro que ele estaria com Taehyung, esses dois não se desgrudam.
— Vai tomar no cu, Yoongi! — Sussurrei em revolta, esse cara acha que eu tenho culpa?
Achei que na conversa em que ele me pediu desculpas, deixaria de ser tão babaca às vezes.
— Me explica isso, Jimin. — Ele pediu respirando fundo, tive que me controlar para não xingar.
— É uma história um pouco complicada, preciso que me passe logo a porcaria dessa receita, Tae! — Resmunguei, me sentando no sofá.
— Hum! Seu mal-humorado! — Taehyung rebateu, suspirei impaciente. — Só digo porque é para Jungkookie! — Soltei uma risada baixa, esperando que ele me passasse logo a bendita receita.
Abri minha mochila e tirei de lá meu caderno e uma caneta, esperando que Taehyung me dissesse os ingredientes e o passo a passo de como fazer a bendita canja.
Minha mãe ensinou essa receita para Taehyung quando nós estávamos no nono ano do fundamental, ela sempre quis que eu aprendesse, mas eu nunca tive interesse em culinária. Até Jungkook aparecer, claro. Eu poderia ligar para ela para saber a receita de sua deliciosa canja com legumes, mas, bem.... Aquele homem ainda está com minha mãe.
— Obrigado, Tae. Até amanhã! — Antes que ele pudesse falar qualquer coisa, ou Yoongi me chamasse novamente de irresponsável, eu dei fim a ligação.
— Vai fazer canja? — Meu chefe apareceu, sorrindo pequeno. — Eu sou péssimo na cozinha e horrível para fazer esse tipo de comida, fico até babando só de pensar numa canjinha de galinha. — Soltei uma risada baixa, concordando.
Olhei na dispensa se tinha todos os ingredientes que eu anotei no meu caderno e sorri aliviado ao ver que sim, estavam todos ali, mesmo que eu não fosse colocar todos os legumes que anotei em meu caderno. Nem sonhando que coloco chuchu e ervilha nessa canja, Jungkook joga ela em mim se notar as bolinhas verdes em sua sopa de frango.
Sorri imaginando isso. Óbvio que ele não jogaria em mim, não faz parte de sua personalidade ser assim, mas seria engraçado ver o biquinho fofo surgindo em sua boca e ele cruzando os braços.
Preparei tudo, seguindo passo a passo do que Taehyung tinha me dito e sorri feliz com o resultado. Não estava tão boa quanto as que minha mãe e Taehyung faziam, mas estava comestível. Jung-hee me ajudou um pouco, cortando os legumes enquanto eu desfiava o peito de frango bem fininho, do jeito de meu chefe havia dito que Jungkook gostava.
Depois de pronta, comecei a montar as tigelinhas de canja para quando Jungkook acordasse, eu queria que ele comesse bem e o suficiente para suprir as horas que ele passou sem comer e dormindo.
E, apesar de tudo, estava meio receoso de como ele acordaria e como agiria quando me visse.
— Vou subir um pouco, Jimin-ssi, vai terminando aí e já, já eu volto! — Jung-hee avisou, sorri e acenei.
Sozinho novamente, me atentei em pensar no que falar para Jungkook quando ele acordasse, se deveria lhe tocar ou apenas acenar. Será que ele iria me abraçar? Eu gostaria de abraçar ele quando fosse o momento.
Tudo bem, pode ser que eu esteja um pouquinho viciado em seus abraços, mas é culpa dele próprio.
— Hyung? — Me assustei quando Jungkook apareceu na porta da cozinha, coçando os olhos.
— Jungkook-ah! — Sorri, dando volta no balcão e correndo até ele, parando no meio do caminho ao me lembrar porque ele estava dormindo até agora. — Jungkook…
Era estranho, eu não sabia o que fazer. Não sabia se podia me aproximar, se deveria tocá-lo, não tinha noção nenhuma do que fazer.
E ele me surpreendeu mais uma vez, dando fim a nossa distância e me abraçando. Forte.
Essa foi a melhor sensação que eu senti hoje.
— Hyung… — Suspirei, retribuindo seu abraço e contornando seu pescoço com meus braços, com cuidado, deitando minha cabeça em seu ombro. Assim como ele fazia em mim — H-hyung está aqui.
Ele parecia aliviado.
— Pensou que eu não estaria? — Soltei uma risada baixa, dando fim ao abraço. — Não sei se você lembra, mas eu disse que só vou sair do seu lado, se você pedir.
Sorri mais uma vez, notando que seus olhos focavam em qualquer coisa que não fosse eu, em sua frente. E eles também estavam marejados, vermelhinhos. Jungkook estava emocionado.
— Ya! Chega de choro por hoje! — Jung-hee apareceu na cozinha, me deixando constrangido.— Como está, Goo?
— B-bem, vovô. — Sorriu pequeno, bocejando logo depois — O… o Hyung ajudou.
Senti meu rosto esquentar.
— É, eu sei. — Meu chefe disse sorrindo, me dando um tapinha nas costas. — Está com fome?
Ele timidamente balançou a cabeça.
— Ótimo! — Se afastou de nós dois, indicando para que ele se sentasse em um dos banquinhos do balcão e pegou uma de suas tigelinhas de plástico, colocando um pouco da canja de galinha para ele.
— Oh, g-gosto disso! — Ele disse, me fazendo sorrir.
— É uma receita da minha mãe. Espero que goste.
— Mamãe… sua? — Perguntou, encarando a tigelinha em sua frente.
— Sim, não é tão gostosa como as que ela faz, mas está bem boazinha — Sorri, me sentando em sua frente.
— É a m-melhor! — Ele disse decidido, segurando sua colher e colocando uma boa quantidade de canja na boca. Senti minhas bochechas quentes novamente com sua fala.
— Coma devagar! Você pode se queimar. — Jung-hee disse, me fazendo rir baixinho.
Jung-hee subiu as escadas, dizendo que estava cansado e que iria tirar um cochilo curto. Fiquei meio confuso, já que ele não costuma dormir nesse horário.
E bem, ele tinha acabado de descer. Como pode ele está sempre ocupado quando eu estou com eles? Isso acontece principalmente quando eu e Jungkook estamos no mesmo recinto.
Mas tudo vem, a presença de Jungkook me faz esquecer momentaneamente desses questionamentos.
Confesso que estava um clima meio estranho entre eu e Jungkook, tinha medo de falar qualquer coisa que o deixasse desconfortável e acabasse se distanciando de mim. Não queria voltar à estaca zero novamente.
— Você quer tomar banho enquanto eu arrumo essa sujeira? — Me levantei, pegando sua tigelinha e a minha, caminhando até a pia da cozinha.
Ele subiu sem dizer nenhuma palavra, me deixando para trás e com pensamentos demais na cabeça. Eu precisava ficar calmo e tentar tirar aquele clima tão diferente dali e, também precisava fazer um curativo em seus machucados, por isso me apressei em terminar de lavar aquelas vasilhas sujas rapidamente. O que não foi uma ideia muito boa já que, quando peguei uma faca e passei a esponja rapidamente nela, meu dedo quase foi com a faca.
Dói para caralho, embora o corte não tenha sido tão fundo, cortou o suficiente para uma dor forte me atingir. Que merda! Agora tenho que fazer um curativo em mim também, porcaria. Aparentemente, aqui não tem nada para fazer curativos.
Não pediria ajuda de Yoongi para isso. Junghyun tem quer ter algum anti-inflamatório e band-aid aqui em algum lugar que não seja aquele quartinho trancado. Eu fui procurar em seu quarto, mas lá também não tinha nada, entretanto, eu achei uma chave.
Achei a chave! Isso já é uma ajuda.
Aproveitei que Jungkook ainda estava no banho e fui até o final do corredor, colocando a chave na fechadura da porta e me surpreendendo quando a porta se abriu antes mesmo de girar a chave. A porcaria dessa porta já estava aberta!
Acendi o interruptor da luz e me surpreendi mais ainda quando entrei no quartinho, que não era quartinho coisa nenhuma. Era o escritório de Junghyun, bastante organizado e, mesmo que eu nunca tenha limpado isso nesses cinco meses que trabalho aqui, estava bastante limpo. Não tinha nada de mais, só algumas estantes com livros, papéis empilhados e uma mesinha no centro da parede da esquerda, onde tinha um computador e algumas caixas de papelão do lado.
Eu me sentiria errado entrando aqui sem meu chefe saber e Junghyun nem imaginar que entrei aqui.
— Você está aí! Maravilha. — Sorri quando vi a caixinha branca com uma cruz vermelha, em uma das estantes ali, caminhando rapidamente até lá e a pegando — Minha salvação.
Abri e sorri aliviado, pegando um algodãozinho ali e procurando por um anti-inflamatório, abrindo a tampinha do remédio e molhando o algodão ali, passando no meu corte e prendendo um gemido de dor quando ardeu, e como ardeu. Peguei um dos band-aids e coloquei ali, suspirando aliviado.
Porque tem que arder tanto isso, meu Deus?
Enquanto eu me debatia com o remédio fazendo efeito em meu dedo, uma caixa no canto do escritório me chamou a atenção, era de papelão e não tinha nada escrito, mas estava aberta e com papéis caindo.
Quando me aproximei para pegar o que já estava no chão, o nome em destaque “Autópsia” me fez arregalar os olhos.
Tinha algo haver com a morte da mãe do Jungkook.
— J-Jimin hyung? — Ouvi Jungkook me chamar e me apressei em correr para fora do cômodo, deixando a porta do jeito que estava e levando a caixinha branca comigo.
O que era aquilo?
— Oi! — Andei até seu quarto, ele estava parado na porta, segurando sua mão. — Que foi? — Perguntei preocupado.
— Dói… — Me mostrou a mão esquerda, onde tinha pequenas marcas quase roxinhas que seus próprios dentes fizeram, suspirei.
— Vem cá. — Segurei em seu braço, sem fazer muita pressão e me sentei em sua cama. Colocando a caixinha de primeiros socorros na minha perna — Ta doendo mais alguma coisa? Sua cabeça? — Ele negou, concordei aliviado.
Abri a caixinha em minhas pernas e peguei remédio novamente, pegando um algodãozinho e passando com calma em sua mão. A ferida não era totalmente aberta, mas aquilo ajudaria a parar um pouco a dor.
— Tome isso aqui.— Entreguei um comprimido para ele, era para dor de cabeça. Mesmo que ele diga que não dói, eu vi ele batendo a cabeça no chão e aquilo ali ainda poderia doer.
— P-precisa de água, né hyung? — Falou de um jeito engraçado, me fazendo rir baixinho.
— Ok, me espera aí que eu vou buscar sua água. — Me levantei, saindo do quarto e voltando pouco tempo depois com seu copo d'água. Ele estava da mesma forma que estava quando eu saí, olhando para sua parede recheada por seus desenhos bonitos.
— Obrig-gado! — Sorri com seu agradecimento, vendo ele tomar toda a água e engolir o comprimido.
— Não há de quê. — Sorri, me sentando novamente e pegando a caixinha branca. — Me da sua mão?
Ele concordou com um sorriso pequeno, estendendo a mão machucada. Peguei o anti-inflamatório e o band-aid para por ali. Ele fez uma expressão de dor e soltou um barulinho engraçado, suspirei meio preocupado ao terminar de passar o remédio e por a proteção em sua mão.
— Prontinho!
— O-obrigado, Jimin hyung! — Sorriu olhando para sua mão.
— Já que está de banho tomado e de pijama, que tal dormir? Já está meio tarde também. — Coloquei a caixinha de primeiros socorros em sua estante, junto com o copo, me levantando para sentar na cadeira de sua escrivaninha.
— Ah não, hyung! — Ele lamentou, prendi uma risada. — Jungkookie dormiu a t-tarde todinha…
Bem… Ele tinha um ponto.
— Você tem que acordar amanhã cedo para ir para escola! — O olhei, cruzando os braços e o vi fazer o mesmo — Ah, não faz assim! — Sorri, negando com a cabeça. Não conseguia negar nada para ele quando ele fingia estar bravo, era fofo.
Esperei que ele dissesse qualquer coisa, mas tudo que ele fez foi ficar em silêncio e um biquinho nascer em sua boca.
— Então ‘tá! O que você quer fazer? — Me levantei, caminhando até ele. Jungkook não respondeu, só ficou de cabeça baixa. Hum... Acho que alguém ficou irritado.
— Quer ler algo? Desenhar? Assistir? — O perguntei.
— D-deita com Jungkookie? — Respondeu com uma pergunta, me deixando sem saber o que fazer.
Ele me chamou para deitar com ele? Beleza, nós fazemos isso quase diariamente, quero dizer, deitar na cama dele para ler ou qualquer coisa do tipo. Mas, agora, não tinha nada ali para ler.
— E-eu preciso pegar o livro primeiro…
— Hyung… Desculpa.— Me interrompeu.
O quê?
— Jungkook…
— N-não quis, hyung. Eu não quis m-machucar o hyung! — Ele olhou para minha mão, especificamente para meu dedo com o curativo.
Não…
Ele acredita que machucou meu dedo? Ah, não!
— Não foi culpa sua, bobo! — Tentei sorrir, acatando seu pedido de pouco tempo atrás e me sentando ao seu lado, mantendo distância.— Está tudo bem!
— Desculpa, hyung! — Pediu novamente. Mordi o lábio inferior, pensando no que falar — Jungkookie não quis, j-jura!
Eu acho que vou explodir. Meu coração esta batendo forte demais!
— Jungkook, me escuta.
— Desculpa, por favor, eu não quis…
— Está desculpado, Jungkook. — Me atrevi a tocar sua mão, também com curativo. — Mesmo que não tenha sido sua culpa. — Sorri, ainda que ele não me olhasse. Comecei a tirar o band-aid do meu dedo e Jungkook encarou minha mão — Eu cortei o dedo enquanto lavava a louça, entendeu? Não foi sua culpa.
— A-ah…— Sorri com sua fala, colocando a pequena proteção em meu dedo de novo. Ele parecia envergonhado.
— Você não se lembra do que aconteceu? — Perguntei, esperando que ele não ficasse desconfortável com isso, esperava também sanar minhas dúvidas.
Eu realmente queria saber se ele se parava de algo que acontece quando ele está daquele jeito.
— P-poucas coisa, hyung. Mas...L-lembro de tu chamando eu. — Soltou uma risadinha, o olhei confuso — Doce…
Ah, não! De todas as coisas possíveis que ele poderia lembrar, ele lembra justamente disso?!
Estou com vergonha.
— O-ok, vou levar esse copo para cozinha! — Desconversei, me levantando e mordendo o lábio inferior enquanto saia do quarto com o copo e a caixinha de primeiros socorros. Poxa, que situação…
Eu acabei agindo como um idiota agora. Será que ele me achou um idiota?
— Tonto! — Disse a mim mesmo e sorri de um jeito meio desesperado, batendo a mão na testa. Eu não sabia o que estava acontecendo.
Eu estava confuso com tudo que vinha sentindo nos últimos dias, em relação a Jungkook. E isso me irritava um pouco. É só o Jungkook. Não precisava praticamente fugir do quarto dele só por ele lembrar de mim o chamando de uma forma diferente.
— Você é um tonto, Jimin! — Disse novamente.
Decidi voltar lá para cima, ele deve ter ficado até meio confuso com minha reação, baixou o espírito das garotas dos doramas em mim naquele momento, só pode ser isso.
Passei na frente de sua porta e dei uma espiadinha para o ver, ele estava do mesmo jeitinho que o deixei quando saí. Na mesma posição que estava quando eu saí. O sorriso que cresceu em meu rosto foi instantâneo.
Abri a porta do escritório de Jonghyun e coloquei a caixa de primeiros socorros no mesmo lugar que estava antes, voltando para o quarto de Jungkook e respirando fundo mais uma vez. Sorrindo ao vê-lo.
— Voltei! — Avisei, me sentando ao seu lado novamente. — E aí? Já decidiu o que vamos fazer até que o sono te pegue mais uma vez?
— Hyung?
— Hum? O que foi? — Encarei seu rosto, notando que suas bochechas estavam mais rosadas que o normal. O que deu nele? — Você está bem? Sente febre?
— Não é isso! — Ele riu fraquinho, tapando o rosto com as mãos.
O olhei, esperando que desse prosseguimento ao que ia dizer e observei aquele sorrisinho tímido nascer em sua boca bonita.
Quero dizer, na boca normal dele.
— É-é que... Pode... P-pode chamar J-Jungkookie daquele jeito?
O quê?!
— J-Jungkook…
Parei de falar e analisei a situação. Sim, aquela foi a primeira vez que chamei Jungkook por um apelido. Nunca senti vontade de chamá-lo de outra forma que não fosse por seu nome. Eu não sei, quando eu o vi ali, deitado no chão daquele quarto machucando a si mesmo, o apelido saiu de forma natural, sem que eu ao menos tivesse pensado em usá-lo. O Jungkook doce de sempre não estava ali, então foi a primeira coisa que me veio à cabeça.
"Jungkookie, doce jungkookie."
"Meu Jungkookie."
Senti meu rosto esquentar com aqueles pensamentos. Porra, que nervoso.
— Oh! Certo! — Sorri meio desesperado, o olhando mais uma vez. — Doce Jungkookie. Você gosta disso?
Vi quando suas bochechas ganharam uma coloração mais intensa, ele estava tão constrangido quanto eu. Sorri, tocando sua mão mais uma vez e resolvi esquecer qualquer sentimento aqui dentro de mim, vê-lo sorrir daquele jeito foi a melhor coisa que me aconteceu hoje.
A cena de mais cedo voltou novamente a minha cabeça. Prefiro vê-lo sorrir ao me deixar constrangido do que ouvir seu choro alto novamente.
— Certo, doce Jungkookie, o que mais você quer fazer hoje?
Ele ficou em silêncio por poucos segundos e, de repente, seu sorriso diminuiu.
— H-hyung… Ainda a-amigo?
— O quê? Jungkook, que tipo de pergunta é essa?
— D-doce Jungkookie, hyung! — Ele me repreendeu, sorri mais uma vez.
— Doce Jungkookie, que pergunta é essa? — Reformulei minha pergunta, soltando sua mão e me endireitando na cama, lhe olhando mais de perto.
— É q-que o hyung sabe que J-jungkook… Sabe Eu p-passo mal e-
Não, eu não vou deixar ele falar uma coisa dessas.
— Ei, ei, ei! — Toquei em sua mão mais uma vez, pedindo silenciosamente para que ele parasse de falar. — Quem disse que eu não seria mais seu amigo? — Esperei que ele me respondesse, mas Jungkook continuou olhando para suas mãos juntas em seu colo, especificamente para a sua machucada — Eu já disse, doce Jungkookie. — Usei seu novo apelidinho, tentando descontrair. Ele, inutilmente, disfarçou um sorriso— Só saio do seu lado quando você pedir. Até lá, vamos ser amigos para sempre! — Sorri, apertando sua mão.
O alívio que eu senti quando ele levantou a cabeça e me olhou, sorrindo de um jeito tão bonito que fez todo meu corpo se derreter. Eu gostava tanto quando ele sorria assim.
— J-jura, hyung?
— De dedinho! — Levantei meu mindinho, Jungkook olhou para minha mão e fez o mesmo, unindo nossos mindinhos. Juntei as sobrancelhas quando ele levou a outra mão até a boca e soltou um riso abafado — O que foi?
— O d-dedinho seu! — Encarei nossos dedos juntos, tentando entender qual era a graça. — É pe-pequenininho. Lindinho, h-hyung.
— Olha aqui! —Parei de falar quando senti meu rosto queimar, não era raiva por ele zoar meu dedo. Eu estava com vergonha da forma que ele falou. Droga. Ele consegue ser fofo até zoando meu dedo! — Não tenho culpa se sua mão é grande!
Decidimos — Jungkook decidiu. terminar de ler o "Com amor, Simon". O que não deu muito certo já que somos dois emocionados e nós dois saímos chorando mais uma vez, eram quase dez da noite e ele não demonstrava nenhuns sinais de sono.
E Jung-hee ainda dormia! Acho que a vida hiperativa do senhorzinho o deixou cansado demais hoje.
— H-hyung, e-espera. — Ele levantou da cama de repente, observei ele andar até seu closet. Sorri. Não demorou nem cinco minutos e ele já estava aqui novamente, com uma caixinha violeta nas mãos.
—O que é isso? — Me aproximei mais de si, curioso.
—M-mamãe deu a Jungkookie — Ele sorriu fraco, abrindo a pequena caixinha e exibindo um anelzinho, meio roxo, de plástico — Especil.
—Especial? — Sorri mais uma vez, olhando pro objeto mais uma vez —Posso pegar? — Ele concordou, balançando a cabeça e concordando.
— É seu a-agora — Fechou a caixinha assim que peguei o anel, o olhei para ele com confusão explícita em meu rosto.
—O que? Jungkook, eu...
—O hyung não p-pode negar, é presente! — Cruzou os braços, fazendo um biquinho na boca e olhando diretamente para mim. Engoli a saliva com dificuldades. Ele estava longe de parecer bravo, aquilo era extremamente fofo.
E raramente ele me encarava daquela forma, diretamente nos olhos. Mesmo que não tenha durado mais de três segundos.
—Presente? Jungkookie...É especial para você, sua mãe te deu…
—Mas, eu quer dar pro Hyung! — Deu de ombros, ele era impossível quando colocava uma coisa na cabeça!
—Tem certeza?
—Muita, muita! — Jungkook balançou a cabeça várias vezes, sorrindo quando desisti de não aceitar seu presente e coloquei o anelzinho no meu dedo mindinho, já que era o único lugar que ele cervia.
— Obrigado — Agradeci, olhando pro anel roxinho em meu dedo — Posso fazer uma pergunta? — Ele balançou a cabeça mais uma vez, ainda encarando minha mão — Porque me deu seu anel? Não é nem meu aniversário…
— Eu sei, hyung — Ele riu, voltando a deitar em sua cama — J-Jungkookie sabe que v-você es...estava triste e quis d-dar ele pro hyung f-ficar melhor— Concluiu, me fazendo morder o lado interno da minha bochecha para suportar a vontade de pular em cima dele e abraçá-lo forte.
— Isso é tão… Nossa, obrigado. — Sorri, encarando o anel em minha mão. — Vou cuidar bem dele.
— G-guardei porque… Porque é uma lembrança da mamãe, mas não q-quero mais. Quero… Quero que lembre de eu, hyung. — Continuou, e eu não contive a minha vontade de abraçá-lo com força.
— Ah, Jungkook… — Fechei os olhos, sentindo seu cheiro gostoso, calmo e intensamente suave, aquela conversa foi a melhor que eu já tive hoje.
— Doce Jungkookie! — Ele corrigiu, me abraçando de volta.
Esses últimos dias é praticamente impossível suportar ficar longe dele! Ainda mais quando ele faz isso.
— Obrigado, doce Jungkookie.
[📚🧚🏻♂️🍓]
— Alô? — Atendi a ligação de Namjoon, relaxando meu corpo na cadeira.
— Boa noite, Jimin! — Cumprimentou. — Desculpe demorar tanto para retornar sua ligação, hoje foi puxado e eu havia esquecido meu celular em casa. — Ouvi quando ele suspirou, fiz o mesmo.
— Não se preocupe com isso, doutor. Já está tudo bem! — Olhei para Jungkook, que dormia tranquilamente em sua cama agora.
— Aconteceu algo com Jungkook? Vocês não apareceram aqui hoje. Esqueceram da sessão desta semana?
— Ah! Eu esqueci de avisar também! — Sorri sem graça, falando um pouco mais baixo para não acordar Jungkookie, mesmo que isso fosse difícil de acontecer já que ele tem um sono pesado. — Aconteceu sim, doutor. Mas já está tudo bem com ele. Jungkook teve uma crise hoje a tarde e não teve condições dele ir aí…
— Oh! Certo. E como ele está agora?
— Dormindo, tem cerca de meia hora por aí.
— Jungkook costuma dormir tão tarde assim? Isso pode afetá-lo, Jimin…
— Não é isso, doutor! — O interrompi, prendendo a risada — Ele dormiu das três da tarde às sete da noite, estava cheio de energia quando acordou. Mesmo após dormir tanto, mal deu onze da noite e ele já estava dormindo de novo — Sorri, olhando-o novamente.
Chovia forte lá fora e confesso que os trovões que estavam altos hoje, me deixavam meio apreensivos. Então falar com Namjoon nesse momento foi um tranquilizante perfeito.
— Entendo! — Ele riu. — Desculpa a pergunta mas... Porque me ligou?
Prendi a respiração ao ouvir isso, ajeitando minha postura na cadeira, respirando fundo.
— Eu... Não sei, quando a ficha caiu e eu notei que Jungkook estava passando mal, minha mente pensou em você, hyung. — Fui sincero, mordi o lábio inferior quando um relâmpago fez a noite se iluminar por poucos segundos e o barulho alto do trovão soar pelos meus ouvidos. Olhei para Jungkook, me acalmando quando vi seu rosto tranquilo e adormecido.
— Entendo… — Ouvi quando soltou mais um suspiro, seguido por uma risada curta e sem humor. — Sinto muito não ajudar você naquele momento, porém, no fim você conseguiu fazer o que devia ser feito, certo? Fez Jungkook ficar calmo e cuidou dele o melhor possível, Jimin. Estou orgulhoso!
Por algum motivo, eu senti vontade de chorar mais uma vez naquele dia. Meu psicólogo estava orgulhoso de mim. O dia não poderia terminar melhor que isso.
— Muito obrigado! De verdade, doutor Namjoon.
Namjoon riu e disse que não precisava de tal formalidade, conversamos por mais alguns minutos e eu disse que precisaria desligar já que Junghyun havia acabado de chegar. Hoje foi um dos dias que seu turno não chegava à meia-noite, pelo visto. Corri escada á baixo, tentando achar as palavras certas para dizer a Junghyun o que aconteceu hoje.
O nervosismo só aumentou quando mais um trovão forte apareceu.
— Oh! Boa noite, Jimin! — Ele me cumprimentou assim que me viu no fim da escadaria, sorrindo um pouco. Eu estava meio ofegante pela correia de antes.
— Boa noite, Junghyun! — Também sorri, me aproximando de si, nos sofás. — Como foi o trabalho hoje?
— Até que tranquilo. — Soltou uma risada baixa. — E Jungkookie? Esqueci de te avisar sobre sua crise de alergia hoje mais cedo, perdão. — Bem, a crise de alergia não foi a única que ele teve hoje, chefe — E também não te liguei para falar que deixei ele aqui, fui irresponsável, confesso.
É… Tenho que concordar, chefão. E olhe que não aconteceu coisa pior porque Jungkook foi inteligente o suficiente para me ligar quando notou que as coisas não estavam muito legais. Mas, apesar de tudo, Jung-hee e Junghyun não tem culpa do que aconteceu, jamais poderíamos imaginar que a crise chegaria no exato momento que ele estava sozinho.
— Ele e meu pai já estão dormindo?
— Sim, sim. Senhor Jung-hee dormiu bastante cedo hoje e Jungkook dormiu tem uns quarenta minutos, por aí.
Ele concordou e eu fiquei em silêncio, respirando fundo algumas vezes.
— Jimin? — Me chamou a atenção, balancei a cabeça e o olhei, murmurando um “Hum?” — Você ficou quieto... — Ele riu novamente, mordi o lábio inferior. — O que aconteceu? Você não é tão silencioso assim.
— É que…
— O que aconteceu? Jungkookie está bem, não está?! — Sua voz saiu um tanto mais alta, me assustando por poucos instantes.
— Está sim, Junghyun! — O tranquilizei, respirando fundo. — Ele... E-ele teve um colapso hoje! Foi isso.
Os segundos que o silêncio reinou naquela sala, pareceram horas para mim. Junghyun ficou, pelo menos, trinta segundos sem dizer uma só palavra. Eu estava quase explodindo de nervosismo.
— Jungkookie… Teve uma crise? Oh… — Ele finalmente disse algo. — Porque não me ligou? Ele se machucou muito, Jimin? Onde meu pai estava?
Junghyun parecia mais alterado que o normal, eu juro que nunca vi ele agindo daquela forma tão... Preocupado e assustado.
— Ele está bem, senhor. Calma! — Respirei fundo, segurando em seu pulso e o puxando suavemente, para se sentar novamente — Eu não sei qual a… A Intensidade das crises que ele costuma ter, mas ele não ficou machucado, só u-uma mordida na mão e um galo na testa.
— Eu deveria ter deixado ele comigo, deveria ter ficado com ele e...
— Não adianta ficar se lamentando, Junghyun! — Em um ato súbito de coragem, eu disse sincero o interrompendo— Já passou, sim? Jungkook está bem.
— Obrigado, Jimin. De verdade. — Ele me surpreendeu mais uma vez quando me abraçou, tão apertado quanto Jungkook hoje mais cedo, quando acordou de seu longo cochilo. — Muito obrigado!
— Eu… Por nada — Sorri, sem saber o que dizer, apenas retribuindo seu abraço.
Era a segunda vez que Junghyun me abraçava assim, logo após algum acontecimento com Jungkook e eu estava lá, para ajudar. Era bom... Como um carinho paterno que eu nunca tive a oportunidade de sentir.
— Jungkookie fez bem em adicionar seu número na lista de contatos de emergência, estou orgulhoso de vocês dois. — Ele disse ao se distanciar de mim.
Contatos de emergência?
Orgulhoso de mim?
— Que lista? — Perguntei então, curioso demais para esperar até amanhã e perguntar para Jungkook.
— Oh, sim! — Ele riu, com uma expressão completamente da assustada de poucos segundos atrás — Montei uma lista de contatos para Jungkook ligar quando sentir que não está bem, ele sugeriu que te incluísse nela já que você passa a maior parte do tempo com ele e conhece bem as coisas que meu filho gosta. — Respondeu se levantando, sorrindo curto.
Eu entendi bem? Jungkook… Ah!Não sabia muito bem como reagir, mas, só de imaginar Junhyung vendo o “Hyung fadinha” no meu contato, um constrangimento incomum me atingiu.
Não me lembro muito bem o que aconteceu depois daquilo, só lembro de Junghyun se despedindo de mim e subindo para o andar de cima. Eu voltei para casa que, por acaso, estava vazia e eu dormi incrivelmente bem, o anelzinho que Jungkook havia me dado ainda estava em meu dedo e sua voz em minha cabeça, especificamente sua risadinha enquanto líamos nosso livro.
No outro dia, acordei bem mais disposto do que na manhã passada. Taehyung estava fazendo um barulho desgraçado, reclamando de algo que eu não sabia o que era, me acordando antes mesmo do despertador alarmar.
— O que foi, Tae? — Perguntei assim que saí do quarto, coçando os olhos. — Não são nem sete da manhã e você já está gritando desse jeito?!
— Jimin! — Ele veio em minha direção, com um celular em mãos.
— O que aconteceu? — Perguntei confuso, olhando para sua mão e notando ser meu celular ali. — Porque está com meu celular?
— Ai, seu grosso! — Taehyung resmungou, me entregando o aparelho — Aquele seu amiguinho da boate ligou, falando umas coisas bem nada a ver.
— O Jack? — Entrei no aplicativo de ligações e vi uma última ligação ali, do Jackson mesmo. — O que ele falou?
— Ele começou dizendo “Bom dia, Jiminie!" — Ri da forma engraçada que Taehyung falou, ele não gostou muito quando eu disse haver feito um novo amigo na festa de Sohui. — “Descobri uma coisa muito interessante!” Super idiotinha, sabe?
— Taehyung! — Eu ri, me sentando no sofá da sala. — Diz logo o que Jackson falou.
— Ele disse que se tratava daquele assunto que vocês dois falaram lá na festa, eu realmente não sei se ele tem educação para esperar a outra pessoa falar, mas ele chegou jogando tudo do nada e quando eu disse que não era você, ele gritou. — Taehyung começou a rir, nem me dando espaço para falar algo. — Aí eu gritei também porque ele me deu um puta susto com aquele grito de sirene, quase me deixando surdo e-
— Taehyung! — Coloquei minha mão em sua boca, o calando ou ele falaria por mais meia hora. — O que exatamente ele falou? Sobre aquele assunto.
— Ah! Sim, sim! — Endireitou sua postura, respirando fundo e voltando a falar. — Não entendi direito, mas a fofoca estava tão boa que eu mal tive tempo para raciocinar, sabe?
— Taehyung... Diz logo, por favor! — Bati a mão na testa, tentando manter a paciência.
— Acordou de mau-humor, foi? — O encarei novamente, esperando que ele finalmente me contasse que merda, Jackson tinha lhe dito.
Taehyung é bem avoadinho das ideias às vezes, devo dizer.
— Ele disse que o nome do tal aluno que um, tal professor possivelmente gostava, era o mesmo que você havia dito naquele dia.
Eu já sabia, ontem mesmo eu tive a confirmação quando Kim Yugyeom me disse seu nome completo. Mas agora saber que Jackson também sabe e que não estávamos loucos, me deixa um pouco estranho.
— Isso é sério?
—Seríssimo!
Arregalei os olhos, entendendo perfeitamente sobre o que aquilo se tratava e, sem dúvida alguma, todos os questionamentos da minha cabeça sobre aquele assunto, estavam quase respondidos.
𓍯ㆍ💍🧚🏻♂️
oi! todos estão bem?
mas, uma boa notícia é que o próximo capítulo já está bem adiantado! 😋
Novos personagens também estão para entrar na fanfic! E o próximo capítulo já da entrada para a segunda fase.
é isso! obrigado a todos que esperaram tanto pela atualização, vou tentar trazer mais capítulos esse mês, minhas fadinhas.
beijinhos e se cuidem! até a próxima.
#FadasNoCoracao
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