7 - Te Seduzindo
Eu estava sentada no sofá, eram 13h23min, pensando novamente no que ia fazer, mas precisava da opinião de Charlie.
Procurei o celular pelo sofá, quando encontrei liguei para ele, fiquei um pouco apreensiva sem saber se ele iria atender. Depois de alguns toques ele atendeu...
— Charlie?
— Amara?
— Sou eu.
— O que aconteceu? — pergunta assustado.
— Já sei por onde começar — afirmo.
— Seja rápida!
— Descobrir uma ligação entre Christian e um tal de Jhoel Borislav...
— Esse nome me é familiar!
— Ele é dono de uma casa noturna aqui em Nova Iorque, ele teve um pequeno problema com a justiça a alguns anos atrás!
— Que ligação ele tem com Christian Wellkin? — pergunta.
— Não sei ao certo, seu nome apareceu como um possível sócio, mas não tenho certeza, Christian costuma frequentar sua boate, mas sua sociedade nunca foi provada!
— Por que Christian teria interesse numa casa noturna?
— Pelas mulheres talvez? — deduzir.
— Não sei, mas afinal o que pensa em fazer?
— Pretendo conhecer essa boate, pessoalmente! — digo em um tom de ironia.
• • • •
Havia explicado tudo detalhadamente para Charlie, faltava apenas uma coisa, esperar a noite chegar, pois parecia que cada minuto era uma eternidade, era uma mistura de animação com desafio. Sabia que não seria fácil descobrir alguma coisa, mas estava disposta a tudo.
Quando deu 20h00min começei a me arrumar, tinha que parecer com as mulheres que eles costumavam conhecer, resumindo, um vestido colado, uma maquiagem chamativa e um batom vermelho mais ainda, e coloquei um salto preto. Com certeza aquele não era meu estilo, e considero prática e gótica, não gosto de cores vibrantes ou coisa do tipo, eu visto o básico, mas que combina mais comigo.
Era isso quase todos os dias.
Peguei a chave do carro, e peguei também uma arma, não sabia o que podia acontecer, coloquei entre minhas pernas acima do joelho e desci até a portaria, como já estava a noite, não tinha quase ninguém por lá, melhor assim, então ninguém poderia me fazer interrogatórios.
Fui até o estacionamento para pegar o carro. Pesquisei no celular o endereço, já que não conhecia a cidade muito bem.
Pelo o que o celular dizia, não demoraria mais do que 20min, então só ia seguindo seus comandos.
Depois de uns 23min, já que tinha me confundido, cheguei na boate, ela estava movimentada, e o som estava muito alto, percebi que a fila estava imensa, com certeza demoraria muito tempo pra entrar. Fiquei observando um bom tempo, pensando no que eu iria fazer, até que vi um grupo de jovens quase no começo da fila, então fui em sua direção.
— Olá! — digo docemente.
Os três se viraram surpresos.
— Boa noite! — dizem em sequência. — O quê uma mulher linda como você faz sozinha aqui? — um deles perguntam.
— Vim me diverti! — digo sorrindo.
— Gostaria de nos acompanhar? — pergunta com um sorriso cafajeste.
— Eu adoraria! — digo calmamente.
— Ei, piranha vai pro final da fila! — escuto uma menina gritar atrás de nós.
— Ela está com a gente! — um deles responde.
Vejo a garota ferve de raiva, ela olha pra mim e faz um gesto obsceno, debochando. Eu apenas dou um pequeno sorriso de desprezo, a deixando ainda mais furiosa.
Depois do ocorrido, entramos em seguida, não estava mais aguentando escutar um deles falar que eu era muito bonita e que gostaria de me ver de novo. Eu então me afastei deles assim que entramos, os vi olhando para todos os lados, deveriam estar me procurando, pois nem liguei fiquei observando ao redor pra ver se encontrava alguma coisa que pudesse me levar até Jhoel. A boate era muito grande, estava escuro e muita gritaria, ainda mais quando trocavam de música, tinha umas strippers em minha palcos, seu público maior eram homens, já era de se esperar, estava quase impossível ver alguma coisa suspeita, até que no meio do salão vejo um homem sentado em uma poltrona, rodeado de mulheres e rindo alto.
Era Jhoel tinha certeza, tinha visto algumas fotos suas na internet, agora como iria me aproximar, como de costume fiquei um tempão olhando de longe, sem saber como iria chegar até ele.
De repente sinto uma mão forte me puxar pelo braço, com esse movimento me virou brutalmente, quando vejo, era um dos caras que estavam na fila quando entramos.
— Eu estava te procurando! — disse com a voz alterada.
Ele estava bêbado.
— Ficou louco? — digo tentando tirar suas mãos do meu braço.
Mas ele e segura com mais força ainda.
— Sua vagabunda, tu me usou só entrar na festa! — afirma ele.
— Me larga! — digo alterada. — Se não...
— Se não o que sua vagabunda? — me interrompe.
Eu apenas chuto com o joelho suas partes íntimas, o deixando gemendo de dor, e então ele solta meu braço.
— Eu vou te matar sua vagabunda! — disse gritando.
Então ele avança em cima de mim, até que chega um segurança e o contêm.
— Me larga, eu vou mata ela! — disse tentando se soltar.
— Vou ser obrigado a tirar você daqui! — o segurança diz em um tom mais alto.
— Pode soltá-lo, esse mal consegue se manter em pé! — digo para o segurança o provocando.
Ele começa a gritar várias coisas a meu respeito, que por sinal eram piores do que você possa imaginar.
Olho ao redor e vejo que todos estavam olhando pra mim, por um momento a festa tinha dado uma pequena pausa.
Então vejo um homem vindo em minha direção, era Jhoel.
Nesse momento fiquei pensando em tudo que podia acontecer.
Ele se aproxima de mim, me encarando.
— O que está acontecendo? — pergunta pra outro segurança.
— Já resolvemos chefe! — o comunica.
— Não quero confusões aqui, me entendeu? — pergunta rude.
O segurança apenas concorda.
Ele olha novamente para mim.
— Ele estava lhe incomodando? — muda o tom.
— Não está mais! — digo sorrindo.
— Está acompanhada? —pergunta.
— Não! — digo.
— Como se chama? — disse.
— Eva! — minto.
— Eva, um nome tão lindo quanto você! — disse com um sorriso cafajeste. — Sou o dono desse estabelecimento.
— Não diga.
— Gostaria de beber alga coisa?
— Gostaria!
Ele me leva até o barmen e pede duas vodcas, sem desviar o olhar de mim.
— Você é daqui? — pergunta.
— Me mudei a poucos dias!
Nessa hora nossas bebidas chegam.
— Porque aquele homem estava lhe incomodando? — disse pegando a bebida.
— Eu apenas cumprimentei ele e seus amigos antes de entrarmos, eles me convidaram, esperei com eles na fila, então quando entramos eu fui para outro lugar da boate, momentos depois ele chega bêbado dizendo que eu o usei. — vejo ele dar um pequeno gole na sua bebida sem desviar seu olhar do meu. — Eu acho que ele pensou que eu tinha o dever de ficar perto dele, apenas pelo fato de temos entrados juntos! — termino.
— Penso que ele achou que conseguiria alguma coisa! — disse.
— Pois iria continuar querendo — digo chegando mais perto dele. — Porque fico apenas com quem me interessa! — digo o encarando.
Se aproxima.
— Até porque ele não saberia o que fazer com uma mulher como você! — sussurrou em meu ouvido.
Eu apenas sorriu.
— Gostaria de conhecer a boate? — pergunta.
— Adoraria!
Termino de falar, e um de seus seguranças chega nos interrompendo.
— Chefe, temos que falar com o senhor!
— É importante, do que se trata? — pergunta impaciente.
— É sobre seu sócio!
Jhoel nessa hora fica sério, ele se levanta.
— Um momento! — ele disse indo com seu segurança.
O assunto era um sócio, não podia deixar essa oportunidade passar, assim como podia não ser nada de mais, poderia ser algo importante.
Espero eles se afastarem, quando já estavam longe, eu os sigo, o que não era difícil já que tinha muitas pessoas.
Eles entram em um pequeno corredor, até chegarem no que me parecia seu escritório.
Fiquei olhando pela brecha da porta, vejo seu segurança tirar um pen drive do seu bolso e lhe entregar, não conseguia escutar o que eles diziam, apenas vejo Jhoel pegar o pen drive colocar numa gaveta do canto esquerdo da mesa, escuto passos vindo minha direção e saiu daqui, quando estava saindo escuto alguém me chamar...
— Ei o que esta fazendo aqui? — pergunta um segurança. — Você não pode entrar aqui!
— Eu pensei que fosse o banheiro! — digo me fazendo de burra. — Sabe onde fica o banheiro?
Ele me olha como se me analisasse.
— Fica a esquerda.
— Desculpe eu não escutei, está muito barulho! — me faço de surda.
— Fica a esquerda! — disse mais alto.
— Obrigada! — digo rindo.
Eu vou novamente para o meio da multidão, fui até o barmen e pedir uma bebida.
Estava distraída pensando quando Jhoel chegou.
— Desculpe a demora! — se justifica.
— Não tem problema, sei que você é um homem muito ocupado! — digo o encarando.
Eu tinha que pegar aquele pen drive, de qualquer maneira.
— Sabe — disse se aproximando. — Você é muito bonita — disse em meu ouvido. — E gostosa!
Nesse momento me deu um grande desconforto, mas tentei não demostrar.
— Eu gostaria de conhecer seu escritório! — sugiro.
Ele me observa.
— Como sabe que tenho um escritório? — pergunta curioso.
Nesse momento tinha que pensar em alguma coisa.
— Todas as pessoas que tem esses negócios tem um escritório! — digo parecendo óbvio.
Ele sorri.
— Então vamos! — disse segurando minha mão.
Ele me levou até o seu escritório.
Quando entramos, eu fiquei o meio da sala olhando a gaveta, pensando se ainda estava lá, então escuto ele trancando a porta.
Eu fiquei parada onde eu estava perto da única cortina que tinha em seu escritório, ele da porta vai em direção a sua mesa se apoia nela de frente pra mim.
Ele me observa da cabeça aos pés, bem lentamente. Quando seus olhos castanhos claros se encontram com o meu, percebi que ele esperava alguma atitude minha.
Jhoel em minha percepção tinha menos de 40 anos, mas sua aparência era muito bem conservada, seu estilo era o típico terno cinza. Ele da um sorriso de canto pra mim.
— Você disse que aquele homem não saberia o que fazer comigo, e você saberia? — pergunto o provocando.
Vou andando pela sua sala bem devagar. Mas consigo ver seus olhos fixados em mim.
— Quer fazer o teste? — pergunta.
Eu não respondo. Apenas continuo andando, só que dessa vez em sua direção.
— Não foi isso que eu perguntei — fico em sua frente. — O que faria comigo?
— O que você quisesse! — disse colocando a mão em minha bunda e beijando meu pescoço.
Seus beijos em meu pescoço começaram a acelerar, suas mãos não saiam de minha bunda.
Eu precisava acabar com aquilo, mas sem colocar tudo a perde.
Então eu também começei a beijar seu pescoço, para que pudesse o distrair, suas mãos estavam já estavam perto de minhas coxas, fiquei com receio, já que tinha colocado minha arma perto da coxa.
Eu seguro suas mãos e as coloco em minha cintura, mas ele pareceu surpreso.
Eu então continuei a fazer o que estava fazendo, então segurei no puxador da gaveta, torcendo pra que estivesse aberta, e estava então comecei a puxar a gaveta bem devagar, mas de repente Jhoel desce da mesa e me coloca sentada nela, eu fiquei sem reação...
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