5 - Eu Conheço Você
De acordo com que ele se aproximava, eu conseguia ver seu rosto, mas não conseguir lembra de imediato da onde conhecia aquele homem...
— Moça, precisa de ajuda? — perguntou. — Espera, eu conheço você! — exclamou. — Nós nos comecemos na cafeteria, me chamo Liam Miller, você se lembra?
Foi então dai que lembrei da onde conhecia ele.
— Sim, me lembro! — afirmo.
— Então estou vendo que precisa de ajuda, o problema é no motor? — pergunta me olhando.
— Não, estou sem gasolina, estava contando que naquela oficina tivesse, mas fui pega de surpresa! — digo.
— O problema é que o próximo posto fica só em Nova Iorque e só tem sinal daqui a uns 3 quilômetros!
— Estou sabendo! — digo.
— Por curiosidade pra onde estava indo? — pergunta.
— Pra Nova Iorque!
— Olha que coincidência, eu também estou indo pra lá — disse surpreso. — Porque não fazemos assim, eu te levo até Nova Iorque e assim que tiver sinal eu ligo para um guincho vim buscar seu carro, o que acha?
Penso em sua proposta, se bem que eu estava sem opções, isso era a única opção que eu tinha.
— Eu aceito! — disse por fim.
Ele me ajudou a colocar minhas malas no seu carro e seguimos com o caminho.
Passou uns 20 minutos e ninguém falava nada, por mim não tinha nem um problema nisso.
Até que ele decidi se pronunciar...
— Você nem me disse seu nome! — comenta.
— Meu nome é Amara! — digo sem rodeios.
— Só Amara?
— Amara Richardson!
— Você é daqui? — pergunta.
— Não, mas moro aqui a três anos!
— Por que decidiu vim pra cá?
— Você faz muitas perguntas! — digo com um sorriso de canto.
— Desculpe, é que eu sou policial, não perco esse costume! — disse olhando pra estrada.
— Você é policial? — pergunto abismada, nessa hora eu não conseguir esconder minha surpresa.
— Sim, algum problema? — pergunta pelo fato da minha reação.
— Não... É que eu só fiquei surpresa.
— Por que?
Eu não conseguia pensar numa resposta que justificasse minha reação.
— Você não tem nenhum problema com a justiça, tem? — pergunta rindo.
— Claro que não! — disse me recompondo. — E você é daqui? — tento mudar de assunto.
— Sim, nasci em Nova Iorque, só estava em Catskill, pelo festival que teve, você estava sabendo?
— Não, eu sinceramente não gosto de onde tem muitas pessoas, só estranhei que a cidade estava movimentada!
— Você não fala muito né? — disse me olhando por um momento.
— Você percebeu? — pergunto sarcástica.
— E além disso é irônica? — disse em risos. — Gostei! — afirmou.
— Gostou do que? — pergunto.
— Você é aquele tipo de pessoa que a gente conversa, mas nunca sabemos o suficiente!
— Você sabe que eu não gosto de muitas pessoas!
— Ainda sim, você é um mistério! — disse por fim.
• • • •
Depois de muitos rodeios de Liam, nós chegamos, eu perguntei onde era a rua em que Charlie havia conseguido um apartamento pra mim, por sorte ele conhecia a rua, ele me deixou bem na frente do prédio e insistiu para me ajudar com as malas, como eu sabia que ele não ia desisti, deixei ele me ajuda.
A burocracia não foi demorada, Charlie havia sido bem detalhista quanto a isso, então eu e Liam, pegamos o elevador, meu apartamento era do 7° andar, quando as portas se abriram, começei a procurar o número do apartamento...
— Aqui está, 703 não é? — disse Liam me auxiliando.
Eu coloquei a chave e entramos, eu sinceramente, não entendia por que não ficava desconfortável com uma pessoa que eu conheci hoje ou desconfiada, mas Liam me passava confiança, eu não conseguia entender.
Ele deixou as malas na sala e se direcionou para a porta.
— Bom, eu já vou! — disse ele parando na frente da porta. — Eu já liguei pro guincho, ele disse que amanhã seu carro vai estar aqui!
— Obrigada!
— Ainda vamos nos ver? — pergunta.
— Liam, eu acho melhor não! — digo segurando a porta. — Você me ajudou muito, mas não vai acontecer nada entre nós, se e isso que está pensando! — digo séria.
Mas percebi que ele não se abalou.
— Se você prefere assim, eu só queria que soubesse que gostei de te conhecer! — disse ele.
Pensei em dizer o mesmo, mas achei melhor não, então apenas sorrir.
Ele retribuiu o sorriso e foi embora, fechei a porta e vi no celular que já era bem tarde, no apartamento tinha o básico, mas era bem conservado, não tinha nada de muito luxuoso, mas era muito confortável. Dei uma pequena olhadinha nos cômodos. Logo ali, tinha a sala e a cozinha, que eram separadas apenas pelo um balcão de madeira, na esquerda tinha um corredor que levava pro quarto e no final tinha o banheiro, resumindo, não era muito grande era o suficiente pra uma pessoa, então não me preocupei.
Eu nem desfiz minhas malas, apenas tomei um banho e fui logo dormi.
• • • •
Quando acordei naquela manhã, tudo foi muito corrido, apenas me arrumei, vestindo o básico, quando desci o porteiro me alertou que tinham deixado meu carro na garagem, então fui lá apenas para conferir se estava tudo bem, estão quando eu estava saindo do prédio, eu vejo Liam lá parado, como se estivesse esperando alguém, que eu torcia para que não fosse eu.
Eu então passei direção o ignorando, mas não foi o suficiente.
— Por que está me ignorando Amara? — pergunta ele.
— O que está fazendo aqui Liam? — pergunto sem rodeios.
— Eu fiquei a noite toda pensando, eu sempre fui um homem persistente...
— Você quiz dizer desagradável! — interrompo.
— Eu sei que estou sendo desagradável, mas você não me deu outra escolha?
— Você tem várias escolhas, pode ficar aqui plantado ou ir embora! — digo impaciente.
— Onde está a outra opção? — pergunta.
— Que opção? — digo confusa.
— Aqui você vai tomar um café comigo! — disse me olhando.
— Liam, não insista, estou falando sério, eu não sou quem você pensa!
— Você nem me deu tempo de te conhecer, por favor! — pede.
— Liam...
— Amara, por favor!
— Você me promete que se eu for com você, não vai mais me procurar?
— Está bom!
— Me prometa! — ordeno.
— Vamos tomar um café! — disse ele.
• • • •
Eu e Liam fomos numa lanchonete, bem próxima dali, queria que isso fosse o rápido possível.
— O que vai querer? — pergunta me entregando o cardápio.
— Um suco! — digo sem nem olhar no cardápio.
— Só isso, já tomou café? — pergunta.
— Você faz muitas perguntas Liam! — digo olhando pras mesas ao nosso redor.
— Vou querer um café não muito quente! — disse pra moça que estava nos atendendo. — Você está brava comigo?
— O que você acha?
Ele não responde.
Ficamos em silêncio até que a moça trouxesse nossos pedidos e assim ficamos, nós comemos, pagamos e fomos embora.
Liam me acompanhou até a frente do prédio e em todo o caminho não se foi dito nem uma palavra se quer, como ele viu que de mim não sairia nem a palavra ele se pronunciou.
— Não queria que ficasse esse clima entre nós! — disse olhando me nós olhos.
— Liam, você não entende, eu não posso...
— Não pode o que Amara? — pergunta.
— Você jamais entenderia, o problema não é com você!
— Tudo bem Amara, se você não quer nem me ter por perto, eu não vou mais insisti, não se preocupe não vou mais te procurar! — ele termina e se vira ainda chateado para ir embora.
Antes mesmos que eu pudesse o chamar, vejo um carro bater em Liam de raspão o deixando caído ainda gemendo, eu corro até Liam para saber se ele está bem, o motorista também atordoado, sai do carro para o socorrer.
— Liam você está bem, está sentindo muita dor? — pergunto com a voz acelerada.
Ele faz que sim com a cabeça.
— Me desculpe, mas ele atravessou de repente não conseguir freia! — o motorista tenta se justificar.
— Está tudo bem! — digo para o motorista, pois eu sabia que também tinha culpa.
— Liam, está me escutando?
— Sim! — afirma.
— Chamo uma ambulância? — o motorista pergunta.
— Chama! — respondo.
— Não precisa! — disse Liam.
— Claro que precisa, olha como você está! — digo tentando o convencer.
— Estou bem! — disse tentando de levantar, mas sem sucesso.
— Como você é teimoso!
— Vou ligar pra ambulância! — disse o motorista.
— Eu já disse que não precisa! — Liam insiste.
— Moço, pode deixar, eu fico com ele! — digo para o homem.
— Tem certeza moça? — ele pergunta.
— Tenho, pode ir! — digo para o motorista.
Ele ainda assustado, pego o carro e vai embora.
Olho para Liam e ele está com os olhos fechados, mas percebi que ele estava consciente.
— Liam consegue se levantar? — pergunto um pouco mais calma.
— Consigo! — ele afirma.
Então seguro em seu braço e tento o levantar, ele faz um pequeno esforço para conseguir, como Liam era pesado, tive muito dificuldade para que ele ficasse em pé, depois que ele ficou se levantou o levei para dentro do prédio.
— Eu estou bem! — disse ele resmungando.
— Você consegue ficar em pé sozinho? — pergunto irônica.
Ele não responde, pois sabia que não.
— Pra onde está me levando?
Olho para responder a sua pergunta óbvia.
— Pro estacionamento! — digo sarcástica.
— Tá, já entendi!
Fomos pro elevador e Liam de vez em quando gemia de dor.
Eu abro a porta do apartamento, com muita dificuldade o coloco no sofá.
Eu me afasto.
— Vou na portaria, ver se consigo alguns remédios! — digo fechando a porta.
Liam Miller...
Depois do acidente, Amara me trouxe para seu apartamento, percebi que ela teve muita dificuldade de me levantar, tanto quanto me colocar no sofá, já que ela é muito mais leve do que eu.
Depois de me colocar no sofá, ela disse que iria conseguir alguns remédios. Eu me acomodei no sofá por ainda estar com muito dor, estava com alguns machucados pelo corpo todo, mas mesmo assim, não queria ir no hospital, apesar de estar com dor, não achei necessário.
Fechei os olhos por alguns minutos, mas logo escuto o barulho da porta sendo aberta, era ela com uma bolsa de primeiros socorros.
— Fique sentado! — ela ordena.
Eu então faço o que ela pede.
— Conseguir isso com a síndica! — disse ela. — Aonde está doendo?
Como eu ainda estava um pouco chateado, apenas disse que no corpo todo.
— Quer falar comigo direito, eu não posso passar remédio no corpo todo! — disse impaciente.
Isso só fazia ela ficar ainda mais linda.
— No abdômen! — afirmo.
— Então tira a camisa! — ela pede.
Sem muita discursão, obedeço. A fico observando para ver se ela ficaria sem graça, mas não, ela ágil normalmente, pega os remédios e alguns curativos, com a sua pequena mão, ela passa um algodão com remédio, sinto um pequeno desconforto, mas nada de exagerado.
Enquanto ela passava pelo resto do corpo, me deu um pequeno arrepio e uma vontade enorme de a puxa e a beijar, Amara tinha algo que me chamava atenção, não sabia exatamente o que era, seu jeito mal humorado e sarcástico só a deixava mais interessante.
Quando ela terminou de colocar os curativos, disse já poderia colocar a camisa.
Depois ela se afastou e sentou no braço do sofá, e começou a me encarar.
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