Capítulo 9

Olá, turo bom?

Capítulo pititico para vocês, e pooor favor leiam as notas finais.

Beijooo 💜

***

Os dias se passaram aos poucos. Depois do show de bêbada de Angelique, eu a estou fazendo de minha subordinada e não me importo nem um pouquinho.

Ainda me senti um pouco culpada por atrapalhar o encontro de David, mas ele não parecia ter se importado com tal e por isso minha consciência esteve tranquila.

Dormi ontem na casa dos meus pais, hoje é aniversário de casamento dos dois e resolveram por dar uma super festa. Se não houvesse uma festa digna de parar Atlanta, com certeza esta festa não seria dos Evans. A pedido da minha mãe, prepararei o bolo para eles.

Angelique ainda estava jogada na cama que dividiu comigo. Mesmo a casa dos meus pais tendo milhares de quartos, desde sempre ela sempre teve preferência por dormir agarrada a mim na minha cama. "Dormir" entre aspas mesmo pois ela não dorme, ela luta box com as pessoas.

Desci ainda de pijama para o andar de baixo, os empregados estavam para lá e para cá para os preparativos. Assim que entrei na sala de jantar, encontrei meus pais e Austin tomando café da manhã.

— Bom dia! – digo chamando a atenção. Dou um beijo em meu pai e um em minha mãe.

— Bom dia filhinha. – mamãe diz sorrindo enquanto sento ao lado do meu irmão.

— Olhe você, parece que faz uns trezentos anos que não o vejo. E olha, você deixou o cabelo crescer! – bagunço os cabelos do meu irmão.

— Dá para parar com essa mania? Você sempre arruma uma uma desculpa para bagunçar meus cabelos. – ele reclama ajeitando o cabelo.

— Fazer o que se o seu cabelo é fofo. Parece um cachorrinho. – digo sorrindo.

— E você parece uma vaca, não sei se disse isso da última vez. – ele diz mal humorado.

— Uma vaca muito bem desejada. Isso é tudo inveja sua. – rebato.

— Desculpe te desapontar mas eu sou vegano, de você eu passou longe. – retrucou.

— Eu vou arranhar sua cara! – digo pronta para ir para cima dele.

— Não importa quando tempo passe, vocês vão continuar com essa birrinha. – papai diz negando com a cabeça. — Nem parece que já são um juiz e uma chef de cozinha formados. Ainda parecem aquelas criancinhas puxando o cabelo um do outro.

— E nós ainda tinhanos que aturar os dois reclamando da perda de cabelos. – mamãe completa rindo.

Olho para meu irmão ao meu lado recordando a lembrança e sorrimos um para o outro.

— Nem parece que já faz vinte anos. – mamãe diz emocionada e papai segura sua mão sobre a mesa.

Sorrio para os dois, os amo tanto.

Meus pais estão juntos a trinta e três anos, casaram-se extremamente jovens. Eram apenas adolescentes querendo amar e eu os admiro ao quadrado por não desistirem do amor deles e por me colocarem nessa família para me dar amor.

Bárbara Portilho e William Evans são as pessoas mais maravilhosas que existem.

— Vou te perdoar dessa vez pois papai e mamãe estão emocionadinhos. – Austin diz.

— Me perdoou porque me ama, isso sim. – digo o provocando.

— Calminha, Maria Kiera. – ele diz em tom de provocação.

— Austin Mônica. – devolvo a provocação.

Austin fecha a cara no mesmo momento.

— Agora nós vamos dar uma saída. – papai diz se colocando de pé.

— Filha, eu pedi para Phoebe contratar um bufê para cuidar do restante do cardápio, se eles chegarem antes dela chegar por favor os receba para mim. – mamãe pede se colocando de pé também.

— Tudo bem, mãe. – ela me sorri e beija meu nariz e o de Austin.

— Nós vamos indo, voltamos logo. – acenou e saíram os dois. Eu aproveitei para encher uma xícara de café e cortar um pedaço de bolo e colocar torradas no meu prato.

— Me passa a geléia de framboesa. – peço a Austin mesmo de boca cheia.

— Você parece uma esfomeada. – ele diz me passando a geléia. — Tem passado fome é?

— Você deveria cuidar da sua vida. – retruco passando a geléia na torrada e mordiscando um pedaço.

— Como vai indo seu estágio? – perguntou mudando de assunto antes de virar um gole de seu café.

— Vai indo bem, tenho conhecido mais da culinária alemã. – digo estendendo o braço até o mousse de leite a minha frente. — Sem falar que o pessoal é super gente boa.

— E o seu chefe? David Cooper, não é? Como é trabalhar com o seu maior ídolo? – reviro os olhos.

— Ele não é o meu maior ídolo, ele é irritante e algumas vezes me tira do sério. – paro para pensar nos últimos acontecimentos e vejo que o tempo todo eu tenho agido como uma idiota com ele. — Na verdade, ele é bem... incrível.

— Seus olhos estão brilhando. – ela diz me tirando de meus pensamentos. Cobre a boca com a mão de maneira exagerada.

— O que? Sua cebeça oca que eu estou! – o empurro. — Mas e você? Tem colocado muitos bandidos na cadeia?

— Não imagina o quanto. – ele diz orgulhoso. — Não é atoa que sou considerado o melhor juíz da cidade. – se gabou.

— Esse é o meu bebê! digo apertando as bochechas dele. Tomo um último gole do meu café e termino o bolo e as torradas. — Agora eu vou tomar meu banho pois tenho um bolo para fazer. – beijei o rosto dele sentindo a barba dele me pinicar. — E faça a barba, está realmente parecendo um cachorro!

— Sai daqui! – me expulsa me fazendo rir e levantar da mesa correndo em direção ao andar de cima.

Ao entrar no quarto, Angel continua jogada. Provavelmente só irá acordar no inicio da tarde. Os últimos dias têm sido melhores para ela, parece que finalmente ela está superando Guilhermo e não é para menos.

Tomo um banho e visto uma das minhas jardineiras jeans curta e  manchada de molho. Desço e entro na cozinha, Adelaide e Katherine estão lá. São duas cozinheiras fiéis de meus pais, estão aqui a algum tempo.

— Não precisam sair, a cozinha é grande. – digo ao receber os olhares de apreensão que elas me deram. — Eu não pretendo demorar muito, só vou precisar de um espacinho da cozinha. Prometo não demorar. – elas afirmam sorrindo.

Peço ajuda a elas para pegar os ingredientes, e deixarem postos para que eu pudesse usar. Estou realmente ansiosa para fazer esse bolo, é algo que venho planejando a alguns dias e espero que dê muito certo.

Antes de poder me apossoar da cozinha, resolvi por fim deixar os funcionários a usarem primeiro. Não que eu quisesse deixar de última hora o bolo. Mas percebi que se eu o fizesse ali sob pressão, teria grandes chances de dar errado.

Durante o tempo que passei longe da cozinha, acordei Angelique, pertubei Austin, acessei minhas redes sociais e ainda pesquisei mais um pouco da receita na internet.

Por volta das duas e meia, a cozinha já estava vazia e eu sabia que não duraria muito tempo já que o tal bufê logo chegaria. Então corri contra o tempo, mas ainda assim com bastante cuidado para que não houvesse erros.

Assim que o bolo ficou pronto por volta das três e meia, eu sorri abertamente para a obra prima que havia ficado. Estava lindo!

Finalizei a cobertura e peguei meu celular para tirar uma foto. Encarei o bolo e o peguei para leva-lo até a geladeira, já que em Atlanta fazia calor. No meio do caminho minha mente voou imaginando a cara de surpresa de David.

"Por favor, me surpreenda!"

Ele com certeza ficaria surpreso com o que fiz. É uma pena que ele não esteja aqui para ver isso com os próprios olhos.

Assim que parei em frente a geladeira, notei que alguém estava entrando pela porta de trás da cozinha. Quando virei para encarar o individuo, meu coração disparou e minhas mãos vacilaram.

O bolo foi para o chão me fazendo dar um grito assustado assim como o do homem a minha frente.

David Cooper estava ali e meu bolo estava no chão. Será que dava para piorar?

***

Nota final:

Kiera e o Desastre do Bolo. Sexta feira nos cinemas!

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