Capítulo 23
Quintoooou com capítulo enoooooorme só para vocês!
Aproveitem 💜
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Kiera Evans
Bem, exatos dois meses se passaram desde aquele dia. Como posso explicar as coisas que aconteceram nesse meio tempo?
As coisas no restaurante estão indo muito bem, David até mesmo recebeu mais um prêmio para sua coleção. O German Royalty a cada dia que passa sobe de nível. Tem recebido ótimas críticas no mundo gastronômico. O pessoal não cabe em sí de felicidade e cansaço, pois isso significa trabalho dobrado.
Eu, bem, eu tenho evoluído cada vez mais. Apesar de ter uma certa afinidade a mais com a ala dos doces, eu tenho conseguido consiliar melhor as duas especialidades sem cometer muitos erros. Eu ainda sou a Kiera Evans desastrada, então sim, ainda cometo vários erros. Mas é o tipo de coisa que todos sabem que é a minha marca registrada, então quando eu o cometo ninguém faz mais cara de surpresa.
Angelique tem estado melhor desde então. Até mesmo está namorando um ator, mas calma, é um romance baseado em markenting. Só posso dizer que Guilhermo é passado, e que sua carreira apesar do escândalo de traição ter vindo a tona, não a prejudicou em muita coisa. Ela muito perdeu mesmo sendo a vítima da história, mas permanece com a carreira intacta. Felizmente.
Minha relação com David? Como posso explicar sem parecer uma boba apaixonada?
A minha relação com David é normal, é como se estivéssemos namorando mas sem realmente namorar. Tem dias que conversamos a noite toda sobre coisas aleatórias, de vez em quando cozinhamos juntos no apartamento dele ou no meu e trocamos receitas. Também tem dias em que discutimos sobre coisas sérias, como por exemplo ele achar que eu mimo muito a gata dele.
É uma relação normal, o tipo de relação do qual eu estou envolvida até o fio de cabelo e nem percebi. É algo novo, algo bom mas que muitas vezes me dá um certo medo e me deixa confusa.
É por volta das duas da tarde, estão todos dando um tempo já que o movimento está calmo. Alguns estão na cozinha, outros do lado de fora como eu.
— Calma, você está dizendo que você e a Selena estão se pegando?! – a voz esguelada de Ralph não só chama a minha atenção como a dos outros.
— Isso mesmo, fala mais alto idiota! Acho que a cidade inteira ainda não ouviu. – Victor o recrimina irritado.
— Você e a Selena? – Candice quem perguntou completamente em choque. — Eu sabia que vocês dois estavam estranhos nas últimas semanas mas não imaginava.
— Não era nada sério, foi só uma noite. Mas ai as coisas ficaram mais intensas e eu acho que estou gostando dela. – ele diz ganhando uma coloração avermelhada no rosto, o que me fez sorrir.
— Finalmente desencanou da minha mãe! – exclamei brincalhona.
— Fui fisgado, mas saiba que Bárbara Portilho sempre será minha maior crush. Se um dia ela se cansar do seu pai, eu estarei esperando. – ele brincou me fazendo empurra-lo levemente.
— Vai morrer esperando.
— Mas, vocês acham que o Dave vai levar numa boa? – ele perguntou aflito. — Digo, eu e ela somos colegas de trabalho.
Se ele implicasse seria tão hipócrita.
— Ele não vai, você sabe que a regra é não se meter com a irmã dele. Não sendo ela, acho que tudo ótimo. – Ralph diz me fazendo franzir o cenho sem entender.
— Que história é essa de regra que eu não estou sabendo? – perguntei ganhando a atenção deles.
— Existe uma regra por conta de algo que aconteceu. – Candice começa. — Eu não sei bem, a Mônica quem estava na época. Ela vai saber explicar. – e sem que eu percebesse, Mônica parou ao meu lado.
— Ouvi meu nome, o que foi? – perguntou ela.
— Kiera quer saber sobre a regra de namoro. – Candice diz e Mônica me olha.
— Hum, isso foi a uns três anos atrás. – Mônica começa desviando o olhar de mim. — O German Royalty ainda estava começando, éramos poucos funcionários. Havia um estagiário, Bennet Calson. No fim do ano David resolveu fazer uma pequena festa de confraternização, o contrato de Bennet já estava no fim e ele estava preocupado com seu futuro incerto no restaurante. – ela suspirou. — Naquela noite, Isabel apareceu. Não sabia que era a irmã de David até então. Era jovem, acho que ela tinha acabado de sair do ensino médio. Bennet então achou que seria uma oportunidade de ser efetivado ao se envolver com a irmã do chefe. – ela negou com a cabeça. — David aceitou o namoro, mas ainda assim o demitiu pois não o achava bom o suficiente para continuar. Bennet então mostrou sua verdadeira face, magoou Isabel sem ressentimento algum e isso resultou em uma briga horrível entre ele e David. Não é uma regra dita por ele ou algo do tipo, mas desde então ele meio que criou uma barreira entre a família e os funcionários. É extremamente raro ve-los aqui. – me olhou. — Ele nos considera sua segunda família, mas não o suficiente para voltar a confiar a primeira em nós.
Isso me deixou alguns segundos sem reação. Eu realmente não estava sabendo dessa história, e se tratando de David ele jamais iria me contar. Ele tem essa mania de guardar tudo para ele.
— Oh, entendo. – foi tudo o que eu disse. — Eu... eu vou dar uma olhada em algumas coisas. – e com isso os deixei para trás.
Isso tudo parece tão tenso. Não consigo nem imaginar o quão terrível pode ter sido. Esse pessoal é tudo para ele, imagine levar uma facada dessas de quem confiava nas costas.
Quando coloco os pés no primeiro degrau para subir para o escritório de David, meu celular toca no bolso da minha roupa. "Mãe" brilha na tela e sorrio antes de atender.
— Sentindo minha falta é? – perguntei.
— Kiera... – a voz embargada faz meu sorriso desmanchar de imediato.
— Mãe, o que aconteceu? – a resposta demora a vir e isso me deixa mais aflita.
— Austin... Austin está ferido. – e com isso ela desaba a chorar. Meu coração se aperta e uma onda de preocupação me antinge.
— Calma mãe, eu... eu estou indo para ai. Em que hospital vocês estão? – pergunto tentando manter a calma.
— No do centro. Kiera, se algo acontecer eu não–
— Shhh. Você não é negativa mamãe, positividade lembra? Vai ficar tudo bem, estou chegando.
— Eu te amo, filha.
— Eu também te amo, mãe. – e assim finalizo a ligação completamente trêmula.
Droga, Austin. Você tinha a missão de ser o filho perfeito que não mata os pais de preocupação!
— Kiera? – a voz de David chega aos meus ouvidos. Ele me olha preocupado. — O que há de errado? Você está pálida.
— Meu irmão está no hospital, eu não sei o que aconteceu. Eu preciso ir ve-lo. Posso?
— Claro! Claro que sim, quer que eu vá junto? Você está nervosa.
— Não, eu vou ficar bem. Não se preocupe. – e com essa afirmação incerta eu saio correndo. Pego minha bolsa e corro para o meu carro no estacionamento e não demoro a coloca-lo em movimento.
Nada pode acontecer com Austin. Ele é um idiota? É óbvio, mas é o meu irmão idiota. Eu o proíbo de fazer qualquer merda que comprometa a vida dele. Ele não pode fazer isso com a gente.
A chegada ao hospital é rápida e agoniante. Atravesso as portas automáticas de vidro como um foguete, não demoro a avistar meus pais e corro na direção deles.
— Mãe, pai! – exclamo. — O que houve? – perguntei e tudo o que mamãe fez foi me abraçar chorando.
— Um detento estava armado durante a audiência. – papai começa. — Quando seu irmão lhe deu a sentença, ele simplesmente surtou e os guardas não conseguiram conte-lo. Ele o atingiu com uma faca. – meu coração parece ter parado. Meu corpo inteiro treme enquanto mamãe continua chorando.
— E o que... como... onde ele está? – perguntei sentindo meu estômago se revirar.
— Ainda lá dentro, não sabemos qual é a situação. – papai explica nos envolvendo em um abraço. — Mas vai dar tudo certo. Austin é forte como um touro, sabem disso.
Eu sei sim, mas é tão difícil.
— Sim, papai tem razão. Ele vai ficar bem, ele é o idiotinha. Aposto que está fazendo piada com a gente. – comecei tentando evitar as lágrimas. Mamãe se afasta um pouco e me encara. — Ele deve estar rindo de nós mamãe, vai ver.
— Meus filhos são a minha vida. Sem vocês eu não sou absolutamente nada, só um corpo sem alma vagando por ai. – ela diz e não consigo mais segurar as lágrimas. — Vocês dois são tudo para mim, tudo. Eu espero que aquele pirralho esteja tentando me matar do coração por ter arranjado um encontro com a filha dos Fosters. Ou juro que o estrangulo! – acabo sorrindo.
— Aposto que ele armou tudo isso só para não ir ao encontro.
— Deve estar rindo do nosso desespero. – ela continuou.
— Sim, deve estar. – abraço-a. E eu espero que esteja ou eu mesma o mato.
O médico da família se aproxima nos chamando a atenção.
— Austin está bem, não se preocupem. – um suspiro de alívio escapa de nós três. — Foi um corte superficial, fizemo-os esperar para averiguar a gravidade da situação e ter certeza de que nenhum órgão foi comprometido. Ele não corre nenhum perigo e está acordado, apenas sonolento por conta dos remédios para dor.
— Podemos ve-lo? – papai perguntou.
— Por favor, me sigam. – e foi o que fizemos. Lhe seguimos pelo corredor até o andar dos quartos. Ao entrarmos encontramos Austin sobre uma cama, e isso fez mamãe chorar mais ainda.
— Eu estou bem, mãe. – ele diz baixo. — Não foi nada.
— Nunca mais nos dê um susto desses seu idiota! – exclamo tão chorosa quanto mamãe. — Eu disse para você ser astronauta e que juiz dava trabalho. E você escuta? Não! – exclamei.
Meu irmão troca um olhar com meu pai pedindo socorro.
— Agora aguente, sabe que as mulheres dessa família são sensíveis. Assim nunca mais nos da um susto desses. – papai disse e com isso ele suspira derrotado.
— Tudo bem, desculpem o susto embora eu seja a vítima aqui! – ele exclama antes de fazer uma careta dolorida. A porta do quarto se abre e Gerluza entra. Passa como um foguete e para ao lado de Austin. — Que bom que chegou, Gerluzinha. Só você tem um coração por aqui.
— Oh, meu querido. Olhe para você, todo pálido. – ela diz passando a mão enrugada no rosto dele. — Que bom que não foi nada grave, me deu um susto e tanto. Quando for para casa irei fazer aquela sopinha que você adora.
— Aquela que só você sabe fazer?
— Essa mesma! – ele sorri a abraçando e ela retribui.
— Se fosse eu ai você já estaria me empurrando corredor a fora. – começo. — Mas como é esse ai, só falta beijar os pés dele e pedir para limpar o bumbuzinho dele. – fiz uma careta sentida.
— Mas é um bebê chorão mesmo! – Gerluza diz. — Seu irmão foi atacado, já você se viesse parar aqui seria por conta própria. Desastrada como é aposto que teria colocado fogo em sí mesma. – lhe mostro a língua enquanto Austin tenta rir.
— Idiotinha. – resmungo.
— Bárbara, você está em estado de choque. É melhor vir tomar algo. – papai tenta já que mamãe está calada ainda chorando.
— Desculpe mãe, eu vou tomar mais cuidado. – Austin garante preocupado. Mamãe enxuga as lágrimas e segura a mão dele.
— Apenas mantenha-se vivo. Mais uma dessa e eu tenho um ataque cardíaco, sabe que sou jovem para morrer. – ela diz fazendo-o sorrir. — Não aguento ver meus filhos machucados, as vezes queria ter nascido cientista e assim impedir que vocês crescessem!
— Davamos mais trabalho quando pequenos, mãe. – eu acabo confessando.
— Antes era mais fácil de mandar em vocês, hoje fazem o que querem. Nem morar comigo moram. – negou com a cabeça. — Vou tomar uma água ou vou desmaiar. – e com isso ela sai acompanhada pelo meu pai.
Minha atenção é toda do meu irmão.
— Vai desmaiar também? – ele pergunta.
— Estou prestes a te fazer desmaiar. – suspiro. — Está bem mesmo?
— É só um desconforto doloroso. Mas estou bem, não se preocupe. Ainda estarei aqui para te ver tropeçar no altar quando for casar e pagar o maior mico. – me sorriu.
— Você é um idiota. Nunca mais nos dê um susto desses!
— Eu também te amo. Obrigado por se preocupar, melhor irmã do mundo. – encaro-o com a boca aberta em choque. — São os remédios que estão me fazendo dizer esses absurdos.
— Pelo menos Gerluza é testemunha do seu amor por mim e que sou a melhor irmã do mundo. – lhe sorrio.
— Deveria ter uma câmera nesses momentos. – ela concorda e rimos fazendo-o revirar os olhos.
— Repete mais uma vez? Eu preciso registrar isso. – digo sacando o celular da bolso.
— Tchau, Kiera. – resmunga.
Mais algum tempo ali com a minha família e papai me manda ir para casa, já está noite. Austin finalmente cai no sono por conta dos remédios e por isso aceito ir embora.
Durante o trajeto sinto minhas mãos suarem e um tremor no pé da minha barriga. A muito tempo não me sinto assim.
Estendo a mão até o porta-luvas, há uma barra de chocolate dentro. Eu sei por que a tenho, e também sei que não deveria te-la. Nego com a cabeça e fecho o porta-luvas.
Não quero ir para casa, não quero ficar sozinha. Tenho medo de fazer algo pelo qual eu vá me arrepender depois. Ir até a casa de David? Não, eu não quero ser grudenta. Eu passo o tempo todo com ele, ele deve já estar se sentindo sufocado. Talvez eu precise ficar sozinha.
Quando guardo o carro na garagem, subo instantemente para o meu apartamento. Eu preciso dormir, relaxar. Um banho de banheira talvez?
Quandi coloco os pés no corredor do meu andar, a primeira coisa que avisto é David Cooper parado na minha porta.
Meu coração erra algumas batidas e me sinto aliviada.
Ele me nota assim que me aproximo.
— O que faz aqui?
— Fiquei preocupado e você não atendeu o celular. – tirei-o do meu bolso vendo-o desligado.
— Acho que acabou a bateria.
— Você está bem? Seu irmão? – lhe sorrio levemente antes de abrir a porta.
— Sim, foi só um susto. – respondi ao entrarmos no apartamento. — Não foi nada sério.
— Que bom, fico aliviado. – ele diz me olhando tirar os sapatos. — Mas e você? Está bem? – encaro-o por alguns segundos antes das lágrimas invadirem meus olhos. — Vem cá. – abriu os braços e foi exatamente o que fiz. Me aconcheguei em seu peito quente me deixando cair no choro. — Está tudo bem agora, já passou. – apertou-me em seus braços.
— Eu f-fiquei tão as-sustada. – confessei soluçando. — Isso nunca aconteceu antes, eu pensei que ele... – não terminei. — Ele é tudo para mim, se algo a-acontecesse com ele eu não sei o que eu faria.
— Eu entendo, eu verdadeiramente entendo. – beijou o topo da minha cabeça. — Mas agora já passou, está tudo bem, certo? – me afastei dele um pouco.
— Sim e não. – ele me olha sem entender e me sento sobre o sofá. — Eu quase fiz uma besteira. – ele senta-se sobre a mesinha de centro de frente para mim.
— Que tipo de besteira? – solto um suspiro pesado. Não havíamos falado sobre isso antes, talvez agora ele saia correndo.
— Na adolescência eu tive problemas com ansiedade e peso. – começo. — Aquilo me fez engordar quase vinte quilos e por muito tempo me senti insatisfeita e insegura com o meu corpo. Essa coisa da minha autoestima não é atoa. – suspiro. — A ansiedade me atacava e então eu comia compulsivamente para me consolar pela ansiedade. Depois eu vomitava para me consolar por ter comido de mais. Era quase um looping infinito. – encarei-o. — Foi uma grande luta para que eu ficasse bem. E ai hoje, depois de um longo tempo eu quase... eu quase fiz a mesma coisa eu... eu ia me entupir de chocolate por conta da ansiedade e depois vomitar por culpa. – ele fica em silêncio por alguns segundos. Acho que ele vai correr.
— Mas não fez. – ele diz segurando minhas mãos. — E isso é tudo o que importa, você sentiu vontade mas controlou. Disse que foi a primeira vez em um longo tempo. Se isso voltar a acontecer, nós procuraremos ajuda profissional. Não se culpe por isso, você esteve em um momento de tensão. Está tudo bem. – olhei-o sem reação.
Esse homem não pode ser real, pode?
— Você ouviu o que eu acabei de dizer?
— Sim?
— E ainda está aqui? – ele me olha confuso.
— Por que eu não estaria? – meu coração bate mais uma vez descompensado. Talvez seja o momento de ir a um cardiologista.
— Você é mesmo real? – ele ri.
— Quer testar? – sorrio.
— Adoraria, mas tudo o que eu preciso agora é de um banho relaxante de banheira.
— Vou preparar a banheira, hoje vou cuidar de você. – beijou minha testa.
— Assim vai me deixar mal acostumada. – avisei vendo-o se colocar de pé.
— Mais do que já está? Impossível! – e com isso saiu. Não consegui segurar o sorriso, esse homem parece tão surreal que as vezes acho que é um delírio coletivo. Ou que sofri um acidente e estou sonhando em um coma.
Ele retorna e me coloco de pé.
— Quer que eu cancele o jantar de amanhã? Eles vão entender.
Puta merda! O jantar com os pais dele é amanhã!
— Não! Eu consigo ir, afinal preciso me distrair.
— Sabe que se quiser cancelar, está tudo bem.
— Eu já disse que vou, não vou mudar de ideia. – digo ao tirar a minha roupa e ficar apenas com a langerie.
— Tudo bem, como quiser. – disse antes de beijar meus lábios levemente. — Senti vontade de fazer isso o dia todo. – sorrio enlaçando meus braços em seu pescoço e retribuindo o beijo.
— Era só ter dito. – voltei a beija-lo com mais intensidade, mas uma sensação estranha me para. Corto o beijo e fito a janela de vidro com vista para toda Atlanta.
— O que foi? – ele segue meu olhar.
— Eu não sei... senti como se... como se estivéssemos sendo observados. – digo mas na mesma hora me arrependo. Sinto-o errijecer na hora. — Ei, relaxa. Deve ser coisa da minha cabeça. – seguro seu rosto entre minhas mãos. — Não tem ninguém aqui. Meu dia foi cheio, deve ser isso.
— Tudo bem. – ele suspirou ainda desconfiado antes de me seguir até o banheiro.
Só de pensar no quão infernal a mídia deve ter sido para os Cooper a ponto de deixa-lo em pânico desse jeito, uma raiva descomunal cresce em mim.
Não consigo nem imaginar o que aconteceria se algo do tipo voltasse a acontecer.
***
Teorias? Aceito 👀
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