Capítulo 15

- Lina se acalme. - Luane revira os olhos.

- E se ela não gostar de mim?

- Seria uma idiota.

Hoje Mateo irá me levar para conhecer sua mãe, e tenho que admitir que estou com muito medo.

Não estou preparada para enfrentar minha sogra, mas infelizmente ou felizmente terei que fazer isso.

Estou a dois dias sem dormir direito, na expectativa para o dia de hoje. Mateo jogou a bomba sobre mim e depois foi embora.

- E se ele for filhinho da mamãe?

- Posso estar errada, mas não parece.

- Espero que ela não me odeie por namorar seu filho. - Suspiro alto.

- Tenho certeza que isso não vai acontecer. - Sorri abertamente. - Você vai se sair bem.

- Espero que esteja certa.

- Eu sempre estou. - Diz toda convencida. - Quer dizer, na maioria das vezes.

Lu é tão confiante que até chega ser irritante. Gostaria de ser igual ela pelo menos um pouco.

- Me empreste alguma roupa. - Peço.

Estou olhando para minhas roupas já tem uns vinte minutos e nada parece me agradar. Tudo é tão sem graça, e sem vida.

- Precisamos fazer compras. - Lu fala.

- Vou pagar com que dinheiro?

- Está exagerando Lina.

- Não estou.

Tenho um pouco guardado na poupança, mas não posso me dar o luxo de gastá-lo. Nunca se sabe o dia do amanhã, e se chegar a hora de eu precisar de algum dinheiro, meu pai com toda certeza não irá me ajudar.

- Eu compro para você.

- Não. - Nego com a cabeça.

- Por que não?

- Não vai gastar seu salário comigo.

- Esqueci de te falar. - Ela bate palmas com animação. - Vou receber um aumento.

- Parabéns. - Lhe desejo. - Mas a reposta continua sendo não.

Ela me mostra a língua parecendo uma criança birrenta e diz:

- Eu vou te dar de uma forma ou de outra, então você usa ou joga fora.

- Luane...

- Vou buscar algumas das minhas roupas e já volto. - Ela me corta.

Acho bem improvável que ela me escute, e provavelmente apareça em casa com algumas peças de roupa, já que ela sabe o meu gosto. Usamos o mesmo tamanho então fica ainda mais fácil para ela.

Na verdade aceitei muita coisa de Luane, na maioria das vezes por obrigação, mas desejo que de agora em diante ela não precise e queira gastar seu salário comigo.

- Aqui. - Ela joga sobre a cama.

Bato os olhos em um vestido de alcinha rodado da cor vermelha, e em um cardigã preto e já decido o que usar.

- Esse. - Aponto para o vestido.

- Você nem olhou o resto.

- Não preciso. - Falo. - Já escolhi.

Abro meu roupão e o coloco sobre a cama, em seguida pego o vestido e me visto, coloco o cardigã por cima e corro até o espelho.

- Ficou linda. - Ela fala.

- Obrigada. - Agradeço. - Eu gostei.

É uma roupa simples do jeito que eu gosto.

- É sua.

- O quê?

- Comprei para você ontem, porque sabia que você não iria comigo.

- Lu...

- Apenas aceite. - Ela me corta. - Se eu pudesse lhe daria muito mais.

Deveria ter adivinhado, já que essa roupa não é do estilo de Luane.

- Não faça isso. - Digo. - Não quero que gaste seu salário comigo.

- Apenas agradeça Lina.

- Obrigada. - Lhe dou um beijo no rosto e um abraço. - Muito obrigada mesmo.

- Você está linda. - Ela sorri abertamente.

- Ainda irei te recompensar algum dia.

- Não te ajudo esperando algo em troca.

- Eu sei. - Falo. - E é por isso que te amo.

Luana me puxa para um abraço, em seguida me empurra e pergunta:

- Esqueci de comprar lingerie.

- Deixa isso comigo. - Falo. - Já fez demais.

- Está namorando agora, precisa aposentar suas calcinhas velhas.

- Não tenho que me preocupar com isso.

- Por quê?

- Não irei dormir com Mateo até estivermos casados.

- O quê? - Ela arregala os olhos.

Uma escolha que fiz há alguns anos atrás, então irei me casar virgem.

- Por que de tanta surpresa? - Pergunto.

- Nunca imaginei que iria querer se casar ainda virgem.

- Nunca contei isso para ninguém. - Assumo.

- Se esse for realmente seu desejo te apoio.

- Obrigada. - Agradeço.

- Mesmo achando que será bem difícil resistir aquele homem. - Lu sorri com malícia. - Lhe desejo sorte.

Não falei sobre isso com Mateo, e espero que ele não fiquei bravo ou chateado. Não irei abrir mão do meu desejo mesmo por ele.

- Eu sou forte. - Falo.

- Vai precisar ser.

Meu celular toca, então o pego sobre o criado mudo e leio a mensagem de Mateo. Ele já está me esperando no carro em frente ao prédio.

Corro até o espelho novamente e me olho com atenção para ver se está tudo bem, em seguida calço meus sapatos.

- Boa sorte. - Lu deseja e me entrega minha bolsa.

- Obrigada. - Agradeço.

Coloco a alça da bolsa sobre o ombro enquanto caminho com Luane em meu encalço, e fecha a porta quando saímos do quarto.

- Estou bonita? - Pergunto novamente.

- Está sim. - Ela fala.

Lhe mando um beijo e em seguida caminho até a porta do apartamento e a abro.

Algum tempo depois saio do prédio e começo a olhar em volta para achar o carro de Mateo.

- Lina?

- Oi?

Me viro e me deparo com ele me olhando de uma forma estranha.

- Você está linda.

- Estou?

- Sim. - Afirma com a cabeça.

- Obrigada. - Agradeço.

Ele pega minha mão e a beija, em seguida me dá um rápido beijo nos lábios.

- Sujou de batom. - Limpo seus lábios.

- Quero sujar mais um pouco. - Sorri com malícia.

- Estamos indo ver sua mãe, se comporte. - Finjo estar brava.

Ele sorri abertamente, pega minha mão e começa a andar. Alguns segundos depois Mateo abre a porta do carro para mim, então me sento e coloco o cinto de segurança.

Mateo se senta ao meu lado alguns segundos depois, da a partida no carro e começa a dirigir lentamente.

- Se acalme Lina. - Ele fala.

- Não estou nervosa. - Minto.

- Suas mãos dizem o contrário.

Olho para onde ele aponta, e no mesmo instante paro de apertar meus dedos.

- Talvez eu esteja um pouco nervosa. - Assumo.

- Não precisa. - Fala. - Minha mãe vai te amar.

- Espero que esteja certo.

- Verá em breve que tenho razão.

🌹

- Chegamos. - Mateo fala.

Tiro o cinto de segurança, abro a porta do carro e saio em seguida. Meu queixo cai ao ver o tamanho da casa de sua mãe.

Provavelmente eu teria que passar minha vida toda trabalhando como uma escrava, e mesmo assim não poderia comprar um casa dessas.

- Você mora com sua mãe? - Pergunto.

- Não. - Fala. - Moro em um apartamento que fica mais próximo da empresa, venho passar só os finais de semana com ela.

- Deve ser solitário viver em uma casa tão grande sem companhia.

Mateo me falou que o pai é falecido, então achei que ele morava com mãe.

- Vamos?

Ele pega minha mão e começa a caminhar em direção a casa. Meu coração começa a acelerar de nervosismo, ao estar a apenas uma porta de conhecer minha sogra.

Mateo abre a porta e adentra a casa comigo ao seu lado.

- Mãe! - Ele a chama. - Chegamos.

De repente surge uma senhora muito bonita, praticamente correndo em nossa direção.

- Até que enfim. - Ela fala. - Achei que não viriam mais.

Sou pega de surpresa quando ela me puxa para um abraço caloroso, em seguida beija meu rosto.

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