Capítulo 13

- O que está fazendo aqui? - Pergunto.

- Senti sua falta. - Ele pega minha mão e a beija.

- Nos vimos ontem. - Sorrio abertamente.

- Eu sei. - Pisca para mim.

Lu pigarreia atrás de nós, então me viro para ela.

- Boa noite Luane. - Mateo a cumprimenta.

- Boa noite. - Ela retribui.

- Tudo bem? - Ele pergunta.

- Estou ótima e você?

- Melhor agora.

Ele me olha enquanto exibe um largo sorriso.

- Sente-se. - Aponto para o sofá.

- Obrigada.

Mateo pega minha mão e caminha até o sofá e se senta, e me puxa para me sentar ao seu lado.

- Então estão namorando. - Luane fica de frente para nós.

- Sim. - Ele diz.

- Imagina a minha surpresa quando eu soube. - Ela cruza os braços.

- Surpresa por quê? - Mateo pergunta.

- Bem... - Lu sorri de canto. - Não leve a mal o que eu vou dizer, mas você não parece um homem que se prenda em uma mulher tão facilmente.

- Isso foi antes de conhecer Lina. - Ele pega minha mão novamente.

Deve estar estampado na minha cara que estou parecendo uma boba, com o que ele acabou de falar.

- Eu realmente espero que não esteja brincando com os sentimentos da minha amiga. - Luane cruza os braços. - Não vou ameaçá-lo porque não surtiria efeito nenhum, mas apenas lhe dar um aviso.

- Qual?

- Você é o primeiro namorado da Lina, como também será o primeiro em todos os aspectos da vida dela, então não a machuque.

- Luane. - Arregalo os olhos.

Era melhor tê-lo ameaçado que contado que ele será o primeiro em tudo.

- Cale-se. - Ela aponta o dedo para mim. - Voltando ao assunto. Eu espero que você seja um bom namorado para ela, e a faça muito feliz. - Ela me olha com carinho. - Lina precisa de um homem gentil ao seu lado depois de tudo o que ela já viveu, então espero que você seja esse homem e torne sua vida mais feliz.

Mateo me olha meio interrogativo, mas não falo nada. Amo Luane e fico feliz por ela se importar comigo, mas se ela não tomar cuidado vai acabar estragando tudo sem saber.

- Não se preocupe. - Mateo fala. - Me esforçarei e serei um bom namorado, e um marido ainda melhor no futuro.

- Ótimo. - Luane bate palmas. - Que bom que nos entendemos, caso contrário eu não teria nenhum receio de fazer da sua vida um inferno.

Ela ainda tem a cara de pau de sorrir depois de uma ameaça, mas como ela mesmo já havia falado, não surtiu efeito algum em Mateo.

- Irei dar a minha bênção por completo depois de algum tempo. - Ela diz. - Ainda preciso observá-lo por mais algum tempo, visto que não confio em você.

- Lu...

- Ok ok. - Ela me corta. - Vou deixá-los a sós, então se comportem.

Ela se levanta e começa a caminhar em direção ao seu quarto, mas de repente ela se vira e diz para Mateo:

- Estou de olho em você.

Dito isso ela volta a caminhar e em seguida entra no quarto e fecha a porta.

- Não dê muita importância ao que ela disse. - Sorrio sem graça.

- Ela está certa. - Ele fala. - No seu lugar faria o mesmo para proteger quem é importante para mim.

Luane sempre foi muito protetora comigo. Não deixava ninguém chegar perto por medo de me machucar, então ela sempre assustou a maioria dos garotos que queriam namorar comigo. Acho que ela tenta me proteger demais por causa do meu histórico de vida, meu pai destruindo minha vida já é o suficiente.

- Achei que ela iria fazer um escândalo. - Falo. - Estava enganada.

- Ela se preocupa com você, então seria aceitável tudo o que dissesse.

Ainda bem que Mateo concorda com Luane, e não ficou bravo com o que ela disse.

- Quer comer alguma coisa? - Mudo de assunto.

- Eu quero. - Ele passa a mão pela barriga. - Saí da empresa e vim direto para cá.

De repente me vem uma pergunta a mente, então pergunto:

- Como sabia meu endereço?

- Você me falou. - Ele responde.

- Falei?

- Sim. - Diz. - Não se lembra?

- Não.

Não me lembro de ter dado meu endereço para ele, mas provavelmente eu falei e esqueci.

- Vou preparar algo rápido. - Digo me levantando.

Mateo pega minha mão e me puxa para seu colo.

- O que está fazendo? - Tento me levantar.

- Só um pouquinho. - Ele pede. 

Mateo me aperta de leva, então desisto de me levantar.

- Sentiu tanto a minha falta foi? - Pergunto sorrindo igual boba.

- Sim. - Fala.

Lhe dou um beijo na testa, em seguida passo a mão por seus cabelos.

- Aqui. - Ele aponta para a bochecha.

Dou um beijo onde ele coloca o dedo, em seguida ele faz o mesmo no outro lado do rosto.

- Aqui. - Aponta para os lábios.

Lhe dou um rápido beijo nos lábios o que o deixa emburrado.

- Só isso?

- Só. - Digo apenas.

Tento me levantar, mas ele me segura novamente.

- Não vai me deixar levantar?

- Não. - Fala.

- Por que não?

- Porque gosto de tê-la perto de mim. - Ele sorri abertamente.

Meu coração palpita novamente, e nesse momento percebo que posso estar muito ferrada. Talvez eu já esteja me apaixonando por ele, mas não saberia pois nunca experimentei esse sentimento.

Mateo enfia a mão no bolso da calça e pega uma caixinha. Ele a abre em seguida e tira um anel e o coloca no meu dedo.

- Por...

- Agora você é oficialmente minha. - Ele beija minha mão.

- E você? - Pergunto. - Cadê sua aliança?

Ele leva a mão ao bolso da camisa e pega uma aliança e me entrega. A coloco no seu dedo e falo:

- Agora você é oficialmente meu.

- Sim.

Ele coloca ambas as mãos no meu rosto, e puxa minha cabeça para baixo até meus lábios se chocarem com os seus.

Ele me beija lentamente e retribuo da mesma forma.

- Que nojo.

Me assusto quando escuto a voz de Luane e interrompo o beijo.

- Estou com fome. - Ela fala. - Vão querer alguma coisa? Ou vão ficar se engolindo no meio da sala?

- Luane.

Ela revira os olhos e vai em direção a cozinha.

- Que mal humor. - Mateo fala sorrindo.

- Você não viu nada. - Nego com a cabeça.

Quando ela está estressada prefiro me manter distante e quase nem converso com ela, para evitar dor de cabeça.

- Quando irá aceitar se casar comigo Lina? - Mateo muda de assunto.

- Já falamos sobre isso. - Suspiro alto. - Estamos namorando faz pouquíssimo tempo, e você concordou em esperar um pouco.

- Eu sei. - Ele abaixa a cabeça.

- Então...

- É que eu não aguento esperar por muito tempo. - Fala. - Quero passar todo dia ao seu lado.

Fico feliz por ele ser sincero, mas ainda tem a pergunta que mais me preocupa.

- Ainda não sei ao certo meus sentimentos por você. - Falo. - E o mesmo serve para você.

- Eu sei o que sinto por você. - Mateo passa o dedo polegar por meus rosto.

- Sabe?

- Sim, eu sei. - Diz. - Eu te amo Lina.

Meus olhos se arregalam com sua confissão, mas antes que eu tenha tempo de dizer alguma coisa alguém toca a campainha do apartamento. 

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top