Deixe-se envolver

Péssima ideia deixar que outros escolhessem suas roupas íntimas. Certo, não saberia o que escolher. Rendas, transparências e suas vertentes não eram suas prioridades. Gostava de longos, feitos com algodão macio, que cobriam cada parte de seu corpo, como sua mãe gostava. Todas as suas novas camisolas eram curtas, de alças finas e delicadas, lacinhos, rendas, transparências, os tecidos eram macios, mas finos demais. Graças aos céus, tivera o bom senso de indicar que jamais usaria calcinha dental, caso contrário nesse momento estaria mais envergonhada e desconfortável.

Por fim escolheu a que mais cobria... Pelo menos os peitos e a parte de baixo, já que tinha uma faixa de renda na parte da barriga. O robe longo ajudaria, embora também fosse transparente.

Entrou no quarto, a única segurança as pantufas que se negara a entregar com a desculpa que não tinha chinelos para a noite.

Encontrou Simon junto ao aparelho de som, já de banho tomado, com os pés descalços e só de cueca. Pela primeira vez, Paulina prestou atenção em todos os detalhes de Simon, as costas largas, os braços fortes, as pernas musculosas sem excesso e a bunda redonda coberta pela boxer escura. Sentindo o corpo, em especial o rosto, ferver, assumiu que Simon era atraente em cada detalhe, pelo menos na parte de trás. Uma música suave ecoou pelo quarto, iluminado somente pelo abajur do lado esquerdo da cama.

Pigarreou, atraindo a atenção dele, que indecifrável a olhou de cima a baixo. Sem graça, desviou os olhos para seus pés e esfregou uma mão no braço.

— Está frio... não quer colocar... um pijama?

— Costumo dormir nu, abri uma exceção por você.

— Oh... — Olhou para o lado, o que foi péssimo uma vez que caiu na cama, desviou para o som. — A... aula... precisa de música? É assim que você... seduz... as suas amigas?

— Quem entra aqui já está seduzida — Ele corrigiu, respondendo em seguida sua pergunta. — A música ajuda a relaxar, criar o clima para o que preparei. — Ele se aproximou e lhe entregou um prendedor. — Preciso que faça um coque — Paulina pegou e com mãos trêmulas fez o seu melhor para atender a ordem. Ao fim Simon segurou seus braços, o toque das mãos masculinas descarregando uma corrente fria e elétrica pelas veias da Perez, fazendo-a tremer. — Não tenha medo.

— Não tenho... é só... você está sem pijama e... isso é loucura...

— Essa noite será sobre você. — As mãos dele subiram para seu ombro, pescoço, até encaixar em seu queixo e ergue-lo.

— Eu...? — engoliu em seco sentindo o corpo quente com o toque dele em seus lábios.

— Seu corpo é tentador e percebera isso hoje. — Paulina franziu o cenho em dúvida. Mas logo entrou em pânico quando Simon desfez o laço do robe e depois empurrou o tecido, expondo seu corpo na camisola curta. Ouviu-o respirar fundo. — Amar e se entregar totalmente a você mesma, antes de fazer isso com outra pessoa, é um ensinamento importante, o maior de todos em minha opinião.

Desceu as mãos para segurar as dela e a puxou em direção à cama. A soltou para subir na cama, sentando no lado direito, as costas rentes ao encosto da cama. Parada ao lado da cama, Paulina o observou colocar o travesseiro entre as pernas e segurou a mão que ele lhe estendeu, tremendo da cabeça aos pés ao se acomodar em seu colo, só com o travesseiro entre eles.

— Se preferir, pode fechar os olhos, relaxar e deixar sua imaginação fluir — sugeriu.

Relaxar ficou fora de cogitação para Paulina quando Simon afastou as alças de sua camisola, deslizando o pano para baixo, até sua cintura. Automaticamente cobriu os seios com os braços, a vergonha assumindo a forma de calor por seu rosto e colo. Agradecia a pouca luz e Simon estar nas suas costas, não podendo ver seu rosto e seu corpo desnudo. Envergonhada e ligeiramente assustada, observou Simon pegar um frasco sobre o criado mudo, abri-lo, derramar o líquido escuro na palma da mão, esfregar uma mão na outra e, com movimentos suaves, deslizar o líquido morno e com cheiro cítrico pelos seus ombros, costas e braços, afastando delicadamente cada um deles dos seios que cobriam.

Expirou profundamente para se tranquilizar ao perceber que ele fazia uma massagem. Não era algo que ela precisasse aprender, de fato ela fizera uma nele meses atrás. Embora, dessa vez, fora o travesseiro no colo dele, não havia nada que impedisse suas peles de se tocarem de cima a baixo. Não havia uma só parte de Paulina que não tivesse consciência do corpo masculino junto ao seu. Os pelos das pernas dele faziam cocegas nas suas e, quando ele se inclinava para percorrer o óleo em seus braços e mãos, seu tronco ficava em contato direto com as costas de Paulina, que apertava os lábios contendo a respiração, e o que quer que desejasse passar por eles.

— Quero que liberte seu corpo, exponha cada sensação sem receio, sem julgamento — ele sussurrou junto à orelha da Perez quando suas mãos deslizaram para encontrar as dela, o hálito mentolado e fresco fazendo sua nuca se arrepiar. Para ele era fácil, resmungou consigo mesma enquanto deixava-o jogar o óleo em suas mãos, as esfregava uma na outra e encaixava os dedos entre os delas, de forma que suas mãos ficassem unidas como palmas de dez dedos de tamanhos desiguais. — Se entregue, minha adorada.

O termo carinhoso fez o coração de Paulina acelerar. Estava prestes a virar e questionar o apelido carinhoso, lembra-lo que sempre considerara isso uma bobagem, quando os seus dedos e os dele tocaram seus seios.

— Simon... — Tentou remover as mãos, mas Simon, com as suas por cima, não permitiu. — Eu... eu... — o olhou suplicante.

— Você é linda corada, ainda mais agora que sei até onde o rubor se estende. — Seguiu o olhar dele, vendo o rubor que chegava ao seu colo e também os polegares e indicadores que apertavam seus mamilos, lhe arrancando a contragosto um gemido. — Queria lambe-los, deslizar minha língua em cada um deles, circular cada mamilo e chupa-lo bem devagar. — Paulina arfou, sentindo nas mãos sua pele quente, enquanto sua mente atrevida imaginava Simon fazendo o que sussurrava em seu ouvido com voz de veludo. — Me acompanhe, amor, deixe-se envolver.

Simon sabia as palavras certas para enfeitiçar, concluiu Paulina movendo os dedos como ele fazia, deixando o óleo escorrer ao redor dos seios, apertando os mamilos como ele fazia.

— Isso, prove-se — comandou, acariciando a lateral do pescoço da Perez com a ponta do nariz.

Paulina soltou um gemido estrangulado, o corpo todo arrepiado e um calor se espalhando no baixo ventre por causa da combinação da caricia em seu pescoço com a que sua mão, com o auxilio das de Simon, faziam em seus seios intumescidos e sensíveis.

Ele guiou uma de suas mãos para sua barriga, percorrendo-a devagar, parando acima de seu sexo latejante, para logo voltar na trilha de caricias suave. Repetiu a tortura duas vezes antes de descer a mão ainda mais. Com o corpo tremente na expectativa do que viria, sentiu seu sexo umedecer ansiando pelo toque que os seios e barriga recebiam. Chiou um lamento quando a mão passou direto para suas coxas, moveu as pernas, friccionando uma na outra, e puxou a mão para cima. Novamente Simon as controlou, apertando sua coxa antes de deslizar a palma de Paulina por entre as pernas, massageando com toques intensos a pele próxima ao sexo, enquanto continuava a torturar seus seios com a outra mão.

— Seu corpo deseja mais, Lina — Simon disse roçando a boca por seu pescoço, até chegar à junção com o ombro e depositar um beijo molhado em sua clavícula.

Um líquido quente escorreu por entre suas pernas e seus hormônios borbulhavam. Paulina não sabia explicar o que levava seu corpo a vibrar como cordas de um violino toda vez que Simon sussurrava em seu ouvido, ou deslizava o nariz e os lábios pela extensão de seu pescoço, porém reconhecia gostar de cada sensação nova. Era torturante e prazeroso ao mesmo tempo, queria repelir as sensações, mas também mergulhar nelas. Contorceu o corpo, movendo-se de encontro às mãos em sua coxa, querendo aplacar as palpitações em seu sexo e o calor e impulsos que se estendiam daquele ponto por cada centímetro de sua pele.

— Si... Sim...

Fechou as pernas, movendo-as uma contra a outra em agonia, desejando acabar com o formigamento e palpitações, mas nada fazia efeito. Tombou a cabeça para trás, olhando suplicante para o Salvatore, não conseguindo verbalizar uma só palavra, só arfar. Ele a encarou com o brilho de malícia nos olhos negros e aproximou um dedo de seu sexo.

— O que você quer? Mostre-me, Lina.

Corada como nunca e com o corpo arrepiado e sufocando de desejo, instintivamente Paulina levou as mãos unidas ao sexo coberto pela calcinha de renda, sentindo as pontadas naquele lugar aumentar de ansiedade.

— Deliciosamente molhada — ele gemeu contra seu pescoço, mordendo de leve a pele enquanto pressionava um dedo no sexo da Perez, lhe arrancando um soluço de prazer e agonia.

Ele ergueu as mãos e Paulina soltou um lamento, mas logo gemeu de prazer quando ele as infiltrou em sua calcinha, escorregando os dedos sobre os pelos púbicos de encontro aos lábios inchados do sexo feminino. Usando os dedos, ele conduzia os delas pela carne tenra e úmida, alternando movimentos leves com intensos, acariciando cada parte de seu sexo de cima a baixo, levando-a ao limite da razão cada vez que desenhava círculos em um ponto que arrancava gemidos altos da Perez.

— Assim, linda, solte-se, me dê tudo que tem guardado — pediu com a voz desejosa e sedutora, lambendo sua nuca e ombro. — Se entregue.

E foi o que Paulina fez, jogando a cabeça sobre o ombro do Salvatore, dando total acesso ao seu pescoço para os lábios quentes, fechando os olhos para deixar seu corpo aproveitar ao máximo as caricias fortes, leves, arrepiantes, doloridas e muito prazerosas que percorriam seus seios, barriga, coxa e sexo. Desperta para o mundo novo que Simon a guiava, deixando-se afundar no turbilhão de sensações que estava por vir.

— Não se contenha meu amor.

E Paulina não se conteve. O grito de prazer saiu por seus lábios sem resistência junto com o gozo úmido que envolveu seus dedos. Arfante, sonolenta e satisfeita, adormeceu.

~S2~

* Música: é essa:

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Gratidão!!!

Big beijos, Luciy Moon


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