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          Thomas acorda e lembra de tudo o que aconteceu. Ele havia ficado com Olivia.
A olha de lado e ela ainda dorme. Olha para o despertador próximo a cama e vê que já são 7:20 da manhã.

– Mas que droga! Tenho aula às 7:30. – falou dando um pulo da cama.

         Rapidamente vestiu suas roupas e enquanto procurava os sapatos sentiu-se mal por ter que sair assim. Procurou rapidamente por uma caneta mas não encontrou. Teria que sair dali sem despedir-se de Olivia, já que não queria acorda-la pois a mesma encontrava-se em um belo sono.
Aproximou-se dela e a beijou levemente na testa.

– Tento falar com você mais tarde.

                                                                                                 »»»«««

      Thomas estava saindo da classe quando lembrou que ainda não havia falado com Olivia.

– Droga.

Checou seu celular e não achou nenhum contato com o nome dela.
Não é possível. – pensou.

– Nós não trocamos número. Não trocamos número. – disse para si mesmo irritado.

Enquanto ia para outra classe, o professor pensava em uma forma de falar com Olivia, porém não conseguia imaginar nada. Estava parado no corredor fitando o chão quando ouve uma voz lhe chamar.

– Professor Tom? 

– Sim... Anna! Meu Deus, Anna. – O homem ria aliviado. Como não pensei nela?  – pensou.

– É... sim, sou eu. – solta uma risada tímida. – Você já vai entr...

Thomas não a deixou terminar.

– Por favor, Anna, pode me passar o número da Olivia?

A garota o encarou um tanto surpresa.

– Número da Olivia? Da minha amiga Olivia?

– Sim. É um longa... bem, é uma curta história? Não, nem curta nem long... – disse nervoso – Meu Deus. Só me passe o número dela, por favor.

– Tudo bem – disse a garota com um meio sorriso nos lábios. – Aqui.

Após pegar o número de Olivia com Anna, Thomas finalmente consegue enviar a tão esperada mensagem. Nervoso, não queria parecer casual demais, mas também desviava do modo muito romântico, aliás, não sabia qual seria a reação dela.

"Boa tarde, Olivia. Espero que você tenha dormido bem, sinto muito não poder estar aí quando você acordou. Espero te ver logo.
Thomas"

Enviada a mensagem, Thomas prosseguiu para mais uma aula. E assim correu o resto do seu dia.

                                                                                               »»»«««

 » Olivia 

    Chego e vou direto deixar minha bolsa no armário. Deixo meu celular lá também, regras da casa, e vou começar meu trabalho.

Folheava um livro qualquer na livraria enquanto esperava meu horário acabar, mas não prestava atenção em nada. Meus pensamentos recaíam sobre ele. Nossa. Gabriela tinha a avisado que ele era um cara legal, mas poxa, nem pra mandar uma mensagem? Ou será que eu não fazia o tipo que ele ligava depois? Argh. Nem sei porque me importo tanto...
   Após fechar a loja prefiro ir para casa caminhando, diferente de outros dias que costumava pegar um ônibus. Pego minha bolsa e vou andando. Estou aproximadamente há umas duas quadras de casa quando sinto um empurrão me fazendo cair no chão.

– Você tá maluc...
  
Me levanto xingando e procurando pela pessoa que havia me empurrado e vejo que ela já havia corrido para um beco ali próximo.

– Cara mais doido.

Sigo andando para meu apartamento quando percebo que tem algo me incomodando.

– Minha bolsa. Minha bolsa! Perdi minha bolsa! O cara que me empurrou... Ah não.. Meu celular tava lá dentro junto com minha carteira. Argh.

Chego no apartamento bufando. Não acredito que saí do Brasil e fui ser furtada em Londres. Em Londres! Seria cômico se não fosse trágico.

Tenho que ligar e avisar as meninas... Mas como? Ai que droga de vida.  Tomo um banho e vou fazer algo para comer. Enquanto preparo deixo uma mensagem no e-mail da Gabriela avisando o que aconteceu.

Resolvi não mencionar nada o que aconteceu com Thomas, prefiro falar pessoalmente... Ou nem falar, já que nem vai dar em nada mesmo... Que pena. – suspiro.

» Thomas

Após a última aula do dia já estou acabado. Amo o que eu faço, mas isso cansa. Enquanto vou a sala dos professores guardar minhas coisas para ir embora, checo meu celular atrás de uma mensagem.

– Nada... – digo em voz alta.

– Thomas? Falando sozinho? – escuto uma voz me chamar.

– John. Olá. Pois é, a espera de alguma mensagem. – digo.

John era professor de música na escola que eu dava aula. Nos conhecemos em algumas saídas de professores.

– Problemas com mulheres? – ele me olha com um sorriso.

– Problemas com a falta de resposta da parte dela, para ser mais exato.

– Vem cá, deixa eu ver o que você falou. – ele diz estendendo a mão.

– Não precis... – Não termino de falar e ele puxa o celular de minhas mãos.

– Vamos ver o problema do Tho...

– O que foi? Ela respondeu? – digo virando para a tela onde exibia a foto de perfil de contato dela.

– Essa é a Olivia? – ele me olha.

– Sim... Você a conhece?

– Cara... Essa garota é doida, má. – ele me encara. – Tive um relacionamento com ela, ela partiu meu coração brutalmente.

Fico sem saber o que dizer.

– Ela não te respondeu? Talvez seja melhor assim, cara. Ela só te ilude. Olha, tô falando como um amigo que já passou por isso. Cai fora enquanto é tempo – continua.

– John, eu não sabia... nossa.

– Já vou indo. – ele me entrega o celular. – Tchau, cara.

– Tchau. – digo.

Fico pensando no que ele disse. Devo ligar para ela? Não sei, ela não respondeu a mensagem então... Nossa. Não sei o que fazer agora.












Quase q esse capítulo não sai
perdon

                                                                          

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